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O País – A verdade como notícia

O livro da autoria de Nhanisse Jah será lançado próxima sexta-feira, às 17:00, na Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), na cidade de Maputo.

De acordo com uma nota de imprensa sobre o evento, o livro de ficção é uma revisitação que o autor faz às memórias de um guerreiro que se incumbe uma missão que o obriga a participar em diversos combates, quer de forma voluntária, quer involuntária: Lhokoza Mamboza, um homem que nunca conheceu o medo e que traça uma jornada cheia de aventura, que fazem o leitor viver com ele experiências intensas e cheias de incertezas e adrenalina.

Para Amosse Macamo, citado na nota de imprensa, prefaciador do livro, a forma como o narrador, nesta viagem, segura os elementos da narrativa, criando um enredo cheio de vida, cor, suspense, anseios, frustrações, a descrição que se faz dos lugares, de cada batalha, cada golpe nas pelejas, revelam-se e encaixam-se “perfeitamente no imaginário de quem lê as personagens narradas”. O prefaciador do livro acrescenta que, “quando pode transparecer que a perspectiva deste livro é eliminar o futuro como algo indisponível e incerto, ele acaba ampliando-o quando destaca a importância da busca de nós mesmos, mesmo que cheguemos à conclusão de que tal busca de nada valeu, facto filosófico que abre amplas perspectivas para que vivamos, aceitemos e valorizemos o presente na plenitude, sem deixar de almejar um futuro ainda que incerto”.

Nhanisse Jah, pseudónimo de Américo Matavele, nasceu em Maputo. É funcionário público há mais de duas décadas, começou a escrever nos finais dos anos 90, com poemas soltos e textos que eram distribuídos pela família e amigos. A nota de imprensa sobre o lançamento realça que o presente livro foi escrito nos anos 90, tendo passado das mãos do saudoso crítico Júlio Navarro, que fez algumas correcções, e predispôs-se a procurar uma editora para a sua publicação.

A obra será apresentada por Lázaro Bamo.

 

 

Celso Cossa vai apresentar aos leitores o livro O menino que odiava números, numa cerimónia a realizar-se no Átrio da Escola Portuguesa de Moçambique, na cidade de Maputo.

 

O livro vencedor do Prémio BCI de Literatura 2019 será lançado dia 30, às 18 horas. O menino que odiava números, de Celso Cossa, será apresentado ao público no Átrio da Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa (EPM-CELP), enquadrado nas comemorações do XXI aniversário da instituição de ensino.

Ilustrado por Luís Cardoso, a obra de Celso Cossa foi a primeira infanto-juvenila a vencer o Prémio BCI no país.

Na história do livro, conforme sintetiza a nota de imprensa da Escola Portuguesa de Moçambique, Laerty, um menino que odeia números e que gosta de uma colega de turma que os adora, resolve apagar todos os números de uma página. Irritou-lhe bastante ver-se incapaz de resolver os exercícios de Matemática que lhe tinham ficado para os trabalhos de casa. E quando lhe falta apenas um número, o 7, para que o ‘numerocídio’ se consuma, Naisha, a sua irmã, o chama da cozinha, permitindo que o 7 se recomponha do susto e ganhe coragem de fugir para outras páginas e avisar a todos os números setes do perigo que se lhes avizinha.

Cumprindo uma promessa feita ao seu filho há 34 anos, continua a nota de imprensa sobre o lançamento, Vô Titino, irá ler para os seus netos, o Lae e a Erty, em pleno dia do seu aniversário, o primeiro livro da trilogia que o tornou num aficionado por números.

A apresentação de O menino que odiava números, de Celso Cossa, será feita pelo escritor Eduardo Quive e contará com um momento musical protagonizado por Lalah Mahigo.

Além de O menino que odiava números, Celso Cossa as seguintes obras: 7 estórias sobre a origem de quem come quem (Prémio 25 de Maio – 2015, contos, ilustrado por Mauro Manhiça); Dandiwa – a menina que ganhou uma bolsa de estudos (Menção Honrosa no Prémio Matilde Rosa Araújo 2015, conto, não publicado); O Gil e a bola gira e outros poemas para brincar (poemas, 2016, ilustrado por Luís Cardoso); O sol e o solzinho (Menção Honrosa no Prémio Matilde Rosa Araújo 2016, conto, não publicado); A capoeira dos 7 pintos (conto, 2017, ilustrado por Alberto Correia).

Cristiana Pereira vai lançar o livro A Formiga Juju e o Rio dos Elefantes: Uma história para amar, esta quarta-feira, às 17h15, no Auditório do BCI, na cidade de Maputo. O livro foi ilustrado por Walter Zand.

Advertência. Não é um livro infantil o que Cristiana Pereira vai lançar às 17h15 desta quarta-feira, no Auditório do BCI. A Formiga Juju e o Rio dos Elefantes: Uma história para amar, de facto, é um livro de amor, publicado numa altura em que o mundo precisa de uma lufada de ar fresco, ternura e acções altruístas. É a pensar nisso que, com ilustrações de Walter Zand, Cristiana Pereira leva ao público de todas idades, nacional e além-fronteira, uma narrativa cheia de vida, de realidade e boas práticas.

A Formiga Juju e o Rio dos Elefantes: Uma história para amar é, igualmente, um livro que pretende despertar nos leitores o amor pela preservação da natureza, afinal a humanidade só pode cuidar do que ama, contrariando a mensagem da proibição que muitas vezes é veiculada. Ou seja, no lugar de investir numa ficção que restringe as pessoas a matar animais ou a desbravar indiscriminadamente as árvores da floresta, Cristiana Pereira desenrola um enredo no qual as personagens são desafiadas a amar, a cuidar do próximo e do meio ambiente em geral, porque do equilíbrio daí resultante surge o bem-estar para todos.

No princípio da história, o Rio dos Elefantes quase seca, porque a Floresta, sua paixão, anda triste. O amor entre as duas personagens é muito recíproco na narrativa. Quando uma está bem, a outra sorri e todos beneficiam-se disso. Entretanto, o inverso faz com que ambas esmoreçam. A solução ou não dessa alegórica narrativa a envolver o bem e o mal cabe a Formiga Juju, que encontra na felicidade das outras personagens uma forma de tornar o universo ficcional um lugar melhor.

Na verdade, A Formiga Juju e o Rio dos Elefantes: Uma história para amar faz parte de um movimento cívico de promoção da leitura e expressão criativa, fundado no país em 2012. “A sua missão é despertar o imaginário das crianças, através da leitura e expressão criativa, para que sejam elas a criar as suas próprias histórias. Através da produção e disseminação de contos infantis abordando temáticas sociais (como a malária ou a deficiência), o movimento pretende contribuir para a construção de uma sociedade livre e justa, que celebra a diversidade e estimula a criatividade de cada criança”.

Portanto, a ideia do livro de Cristiana Pereira é contribuir para a consciencialização do público sobre os desafios da conservação. Assim, a partir da história serão realizadas actividades de animação de leitura e rodas de conversa nas escolas, nas associações e nas comunidades circunvizinhas às áreas de conservação, em colaboração com diversos parceiros. Aliás, o quinto livro da Formiga Juju tem uma tiragem de 1500 exemplares, dos quais 1000 serão doados a escolas e entidades localizadas nas zonas com maiores desafios de conservação.

Na cerimónia de lançamento, o livro de Cristiana Pereira será apresentado por Soraia Abdula. Além de uma intervenção da autora, o programa do lançamento também inclui um momento musical com Xixel Langa.

Sinopse

Um dia, a Formiga Juju ouve o velho Matuba, seu amigo elefante, a reclamar por não ter água para beber. Quando pergunta ao Rio o que se passa, percebe que a Floresta está triste por ser tão maltratada. Então, Juju atravessa o oceano com a sua turma para pedir ajuda a Caetano Veloz, um “papagaio com muito boa voz”. Com ele, os amigos irão aprender o que devem fazer para salvar a floresta.

O livro é composto por 25 contos, entre os quais “A virgem”, “A Mafalda vai ser purificada no kutxinga”, “O grito das vozes num quarto em silêncio”, “Melhor estar soleiro ou solteira, pior é divorciar”, “A guerra de relacionamentos entre casais” e “A promiscuidade”. Estas histórias surgem como experiência de observações e inspiração no quotidiano. De acordo com o autor, o objectivo, com as histórias, “é gerar uma reflexão sobre os valores que se estão a perder, de modo que se possam ser resgatados, para que a sociedade não se desvie da boa conduta”.

As histórias do livro As cinco pragas do divórcio, que será lançado sexta-feira, às 17 horas, na Universidade Joaquim Chissano, na cidade de Maputo, retratam temas como amor, o divino, a morte, os conflitos passionais, a moral e a ética.

O livro de Fernando Parruque foi escrito durante 12 anos e conta com o prefácio de Gabriel Honwana, professor secundário.

Segundo o autor, foi um grande desafio escrever um livro constituído por 288 páginas. Tantos anos de trabalho depois, Parruque, que também escreve poesia, decidiu começar com prosa porque, como entende, assim conseguirá melhor veicular as mensagens aos leitores.

O livro As cinco pragas do divórcio será apresentado por Emílio Cossa.

Carnot N’zualo expõe uma individual de artes plásticas na Galeria do Flor de Café, na cidade de Maputo. A mostra inclui uma homenagem a Samate Mulungo.

 

A última exposição (colectiva) de Carnot N’zualo foi há 24 anos. Devido a tantas obrigações, académicas e sociais, o artista plástico teve de adiar por muitos anos a sua nova aparição pública. Entretanto, este ano, decidiu voltar a partilhar um pouco de si e da sua arte, na Galeria do Flor de Café, na cidade de Maputo. Para o efeito, o artista plástico organizou uma individual de pintura, constituída por 19 telas.

Intitulada “As tintas e as cores calam as palavras”, a exposição coincide com a inauguração de uma nova galeria, na capital do país, que irá acolher obras de outros artistas. Enquanto isso não acontece, nas paredes da Galeria do Flor de Café está patente uma exposição cujo conceito está dividido em três fases. Na primeira, que lá esteve exposta entre 24 de Outubro e 14 de Novembro, o autor expôs obras relativas ao mar, daí o subtítulo “O amor pelo mar”, em abstracto. Dois dias depois da inauguração da mostra, Carnot N’zualo levou às paredes novas telas, agora com o título “Caras: tributo ao mestre Samate”, que estarão expostas até 5 de Dezembro. Mas porquê homenagear Samate? “Vivi muito com ele e aprendi muito dele. Então, nesta segunda fase inspirei-me mais ou menos nas características da pintura de Samate Mulungo. A inspiração veio do mestre Samate, da maneira como ele trabalhava, misturava as cores, claro, com muito de mim.”.

A terceira e última fase da exposição de Carnot N’zualo, “Arte sobre vidro: não sei o que é”, estará patente entre 7 de Dezembro e 19 do mesmo mês. Nessa altura, o artista irá investir numa nova experiência para si, que é pintura sobre vidro, tentando explorar o máximo possível da sua capacidade criativa.

Carnot N’zualo concetrou-se no seu trabalho de pintura para mostrar aos amantes das artes plásticas o seu eu, como vê o mundo, as pessoas, como pensa e, sobretudo, para mostrar a beleza e a alegria das cores, que aparecem através dos traços. Na mostra em geral, “as pessoas também são convidadas a fazerem a sua interpretação, consoante aquilo que lhes parece ser”.

 

Salimo Muhamad vai lançar o seu álbum num concerto a realizar-se às 18 horas do dia 27 deste mês, na cidade de Maputo.

 

Tantos anos depois, finalmente, Salimo Muhamad vai lançar em disco as músicas que, algumas, compôs já no período colonial.  A cerimónia de lançamento, no formato espectáculo, está marcada para próxima sexta-feira, às 18 horas, no Cine Scala, na cidade de Maputo.

Waitiva – um clássico africano, álbum composto por 10 temas, traz uma maneira particular de Salimo Mohamad estar música, com enfoque para algumas questões candentes na realidade moçambicana. Não foi fácil, já adianta o autor, pois, durante as gravações das músicas, houve muitos problemas técnicos. Inclusive, em alguns momentos, teve de interromper as gravações. Além disso, Salimo Muhamad gravou as músicas ao contrário do que está habituado. Ou seja, nas experiências passadas, as suas músicas, em estúdio, eram gravadas ao mesmo que os instrumentistas tocavam. Desta vez, passou por uma experiência diferente, em que a captação das instrumentais era de forma individualizada. Contudo, o que interessa, para o artista, é que ao fim de cinco anos de produção de músicas mais antigas do que a independência nacional de Moçambique o álbum está pronto para ser escutado.

A música mais recente do novo trabalho de Salimo Muhamad é a que intitula o álbum, “Waitiva”, com 12 anos de existência. As restantes somam décadas. Também pelo tempo de maturidade, o autor garante que as suas músicas apresentam um bom conteúdo. “Vale apena ouvir”. Disse, naquela voz rouca que o caracteriza.

No seu Waitiva – um clássico africano Salimo Muhamad pretende que o público se reencontre, até porque este é um retrato do quotidiano moçambicano, com sermão, às vezes, e questionamentos à mistura.

Em termos de sonoridade, Muhamad traz um disco leve, pausado, para ouvir em som baixo e abrangente. O autor quis que o álbum fosse algo sintético, que fosse um momento de deleite e de aprendizagem. Entre as músicas que compõem Waitiva – um clássico africano encontram-se temas como “Nakurhadza”, “Pescador”, “Mbelele”, “Male”, Lixile” e “Ventos fora”. Nas instrumentais, Salimo Muhamad foi acompanhado por Djivas (guitarras), Sérgio Matusse (viola baixo), Figas (teclados), Stélio Zoe (bateria), Pateta (percursão), entre outros. De igual modo, colaboraram no álbum Hortêncio Langa.

Waitiva – um clássico africano foi gravado no estúdio Miramundo, captado por Edson de Andrade e Dino Miranda foi o produtor-executivo.

 

As Forças de Defesa e Segurança (FDS) recuperaram a vila sede distrital de Muidumbe, em Cabo Delgado, que estava sob controlo de terroristas desde 31 de Outubro do ano em curso.

No combate que levou à recuperação da vila sede distrital de Muidumbe estima-se que pelo menos 16 terroristas terão sido mortos. No entanto, o cenário da vila é de total destruição e vandalização de infra-estruturas públicas e privadas.

O comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Bernardino Rafael, sobrevoou a vila sede de Muidumbe e depois deixou uma mensagem de encorajamento do Comandante-em-Chefe das FDS, Filipe Nyusi, por mais uma conquista alcançada pelo contingente militar que actua no teatro operacional norte. “Sempre estaremos convosco”.

Segundo Bernardino Rafael, com a recuperação da sede de Muidumbe, cumpriu-se uma das etapas com vista a acabar com o terrorismo no país.

Ainda de acordo com o comandante-geral da PRM, as FDS mantêm o compromisso de defender a integridade territorial, a pátria e a soberania.

Rafael reiterou que o Governo está aberto para o diálogo.

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