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A obra de crónicas de Bento Baloi, A arca de não é, será apresentada quinta-feira, às 17 horas, na Cidade da Beira. O livro será apresentado por Martins Mapera.

 

Bento Baloi volta à cidade que o inspirou a escrever o seu mais recente livro. No Chiveve, o escritor vai apresentar Arca de não é, sua mais recente obra literária que reúne um conjunto de 15 crónicas sobre as consequências do ciclone Idai.

O livro de Bento Baloi foi lançado na Cidade de Maputo, em Abril, numa sessão online. Agora, volta à cidade onde tudo começou, onde o escritor captou a tragédia sem a qual não teria escrito o livro. Além do efeito estético, as crónicas de Arca de não é preservam a memória colectiva, sempre provocando um debate sobre as mudanças ambientais e o impacto disso no país inteiro.

A obra “Arca de não é” é chancelada pela Índico Editores e, desta vez, a cerimónia de apresentação do livro irá realizar-se com presença de público. Quem não puder estar na Cidade da Beira, terá a possibilidade de acompanhar a sessão a partir de onde estiver, afinal o evento será transmitido pelas redes sociais da TMCEL e Revista Literatas.

No Chiveve, a obra será apresentada pelo ensaísta e professor universitário Martins Mapera.

Damião Sarmento, Francisco Baloi e Mateus Nhamuche, estudantes finalistas do curso de Teatro na Universidade Eduardo Mondlane, são os três moçambicanos seleccionados para uma formação técnica de profissionais na área das artes cénicas. Segundo uma nota de imprensa enviada à nossa redacção, com eles participarão quatro burquinenses, durante três semanas, num curso de treinamento em ofícios de iluminação, vídeo e som. O curso será conduzido, em conjunto, pelos formadores Paulin Ouedraogo (Ouagadougou), Quito Tembe (Maputo), Jean -Christophe Guillemet (Nantes), e liderado pela equipe técnica do Grand T.

A iniciativa do KINANI enquadra-se no programa de desenvolvimento e profissionalização do meio artístico. Com o programa, KINANI busca contribuir para a solidificação da indústria cultural e criativa em Moçambique e no continente africano. “Foi neste contexto que o KINANI, em parceria com um prestigiado Teatro na França, Le Grand T, e o maior e emblemático festival de teatro do continente africano, Récréâtrales, de Burkina Faso, desenvolveram uma parceria de três anos para promover a profissionalização de técnicos teatrais de Burkina Faso e Moçambique. Ao mesmo tempo, pretende-se, com a iniciativa, responder o desafio que os dois países enfrentam quanto à insuficiência de directores de Teatros com as competências necessárias nas áreas-chave da produção (iluminação, som e vídeo, etc)”, lê-se na nota de imprensa.

A formação m causa vai ocorrer entre Nantes, Ouagadougou e Maputo. Os gestores do Grand T irão supervisionar a formação, colocando ao serviço do projecto os seus conhecimentos nas profissões técnicas de criação artística e o seu know-how em transmissão. Um projecto de duração de três anos, a decorrer de 2021 a 2023, elaborado para favorecer três sectores: acompanhamento artístico de autores e companhias; formação em áreas técnicas; implantação territorial, mediação e inclusão social.

A formação será dividida em três modelos, sendo que o primeiro será entre os meses de Junho e Julho, em Nantes; o segundo em Outubro, em Ouagadougou; e o último em Maputo, em Novembro, durante o Festival KINANI.

 

O artista plástico Vasco Manhiça vai inaugurar, às 18 horas desta terça-feira, a exposição O novo normal. A individual pode ser visitada no Centro Cultural Franco-Moçambicano, na Cidade de Maputo.

O novo normal chegará ao Centro Cultural Franco-Moçambicano em jeito de exposição. A individual de Vasco Manhiça, constituída por 15 obras, levanta questões sobre o impacto da COVID-19 na esfera social, cultural, económica e política. Em parte, esta foi a maneira que o artista plástico encontrou para demonstrar que a humanidade, nos últimos tempos, aprendeu novo vocabulário e apreendeu novas formas de estar em sociedade.

Todas as obras da individual O novo normal foram pintadas este ano, com recurso à técnica mista. Para melhor se expressar, Vasco Manhiça recorreu ao desenho, à colagem, à pintura sobre tela e à gravura. “Trago aqui uma exposição com muita cor. Se calhar, ao contrário do que tem sido habitual no país. Penso que os visitantes da exposição vão encontrar novas abordagens em termos técnicos”, afirmou, Vasco Manhiça, na véspera da inauguração.

Para o curador da exposição, Rafael Mouzinho, O novo normal é uma individual que absorve questões relacionadas com a tensão social e com a necessidade da emigração do espaço físico para o digital imposta pelo novo contexto. “O Vasco parte dessa constatação, captando energias na esfera pública”.

Ainda sobre a exposição, o Franco-Moçambicano destaca que Vasco Manhiça transmuta símbolos e sinais caligrafados, em sobreposição com cut and paste. Na sala de exposições daquele centro cultural, a individual O novo normal pode ser visitada de segunda a sexta, entre 10h e 18h, e aos sábados, entre 10h e 14h, até 17 de Julho.

 

O segundo trabalho discográfico do rapper Allan é uma homenagem à sua mãe e às mães do mundo inteiro. O álbum foi lançado em Maputo e pode ser o último do autor.

 

Allan é um daqueles artistas que aproveitou o tempo de confinamento para produzir. Assim, durante oito meses, pôs-se a compor temas que agora integram o seu segundo álbum a solo. Intitulado A bênção da Célia, o disco composto por 13 temas é uma homenagem à mãe do rapper, Célia, e também a todas mães do mundo. De igual modo, esta foi a maneira encontrada por Allan para expor certos aspectos vividos por si e pelas pessoas que o rodeiam, como forma de motivar quem for a ouvir as músicas.

Em termos rítmicos, quase todas as músicas que compõem A bênção da Célia enquadram-se no Hip-Hop, e, comparando com o primeiro disco, Génesis, o novo trabalho discográfico é mais pessoal. Ou seja, 70% das músicas de A bênção da Célia estão intimamente ligadas à vida do rapper.

Segundo afirmou Allan, esta segunda-feira, A bênção da Célia é, possivelmente, o seu último álbum discográfico. Doravante, acrescentou o artista, vai reduzir a intensidade com que faz música. “Quero-me focar noutras coisas, mas se achar que existem condições para continuar e o feedback for bom, irei continuar”.

O novo trabalho de Allan foi lançado há uma semana, na Cidade de Maputo, e conta com várias colaborações. Por exemplo, Duas Caras, Lay Lizzy, DJ Ardiles, Hernâni da Silva, 16 Cenas, Wanda Baloyi, Dygo Boy, Ubakka, Cláudio Ismael e Negro. Estas vozes ajudaram Allan a produzir músicas como “Mãe, eu consegui”, “Phambeni”, “Uma de Gin, três tónicas de gelo”, “Super mãe” e “Tempo de Deus”.

Com a excepção de alguns instrumentais feitos em Angola, A bênção da Célia foi produzido em Moçambique, por Ellputo, Lydasse, Proofless, Detergente e Origi Moz. A edição é do autor com produção-executiva de McDonald, Mauro Salia e Edy Simões. Até aqui, o disco conta com quatro vídeos-clipes.

 

 

 

A nova temporada do programa de entretenimento Sabadar estreia hoje, às 17 horas, na Stv. Com novas rubricas, o programa será apresentado por Sílvio de Jesus e terá três horas de duração.

A partir das 17 horas de hoje, os telespectadores vão poder acompanhar a nova temporada do Sabadar. Agora apresentado por Sílvio de Jesus, o programa de entretenimento será mais educativo e divertido. Para o efeito, a aposta da Stv é garantir muita animação e descontracção, informando e formando, de modo que as famílias moçambicanas possam se rever.

Nesta nova temporada, o programa Sabadar vai, igualmente, investir em rubricas diferentes, garantindo humor, jogos criativos e muita alegria. “Nós queremos trazer a essência do que é uma família e de quão importante é para cada um de nós”, afirmou Sílvio de Jesus.

De acordo com o apresentador, em relação às edições passadas, a grande diferença será a introdução da adrenalina ao longo de, aproximadamente, três horas de programa semanal. Sabadar terá intensidade e convívio entre familiares de sangue e de afecto. “Não só levaremos ao programa irmãos e primos, o avô e o neto, por exemplo. Também contamos com a participação de vizinhos que fazem parte das nossas famílias”.

Nesta temporada, o programa Sabadar é realizado num cenário completamente novo e Sílvio de Jesus garante que não faltarão boas histórias e emoções. “É um programa muito diferenciado, um programa que vai mexer com emoções, pelas histórias que serão contadas pelos próprios participantes no programa”.

Entre as rubricas, destacam-se: jogos das famílias (âncora); mímica; música distorcida; encontre objectos escondidos; quanto vale/qual é o preço; uma história que nos marcou e fui ao mercado e comprei.

A nova temporada do programa de entretenimento da Stv continuará a ser transmitida todos os sábados, entre 17 e 19h50.

A cidade de Quelimane acolhe, de hoje até ao próximo dia cinco, o pré-lançamento da feira internacional do livro que vai decorrer em Agosto deste ano. O evento, em homenagem a Armando Artur, vai juntar escritores nacionais e estrangeiros, bem como diversos expositores, de acordo com o edil Manuel de Araújo.

Bem ao lado do Conselho Municipal, foi instalada uma tenda gigante, onde se vai realizar o evento. Manuel de Araújo fez saber que a edilidade pretende, com a iniciativa, mais do que a feira em si, incutir nos munícipes de Quelimane o gosto pela leitura.

Para além da exposição de obras literárias e outras acções, haverá declamação de poesia durante o evento.

Ao todo, são esperados mais de 10 expositores que variam desde universidades, institutos, imprensa nacional, escritores singulares entre outros que vão fazer parte da exposição.

“Nós estamos felizes com esta iniciativa que, de alguma forma, vai colocar Quelimane no mapa do mundial da cultura. Como deve saber, teremos montras não só presenciais, como também virtuais e preparámos tudo ao mínimo detalhe para que os nossos munícipes tenham o prazer de cá estar”, disse Manuel de Araújo.

Por sua vez, Armando Artur defendeu que a cultura não tem cores partidárias, socorrendo-se das palavras do Chefe de Estado de que “boas ideias não têm cor partidária” para sustentar a sua opinião. Aproveitou a ocasião para agradecer o gesto da edilidade de Quelimane, em prestar a si essa homenagem.

“Estou muito grato. É com muito gosto que aprecio esta iniciativa. Como sabem, a cultura não tem cor partidária e é justamente por isso que estou aqui a participar desta iniciativa. A nossa cultura sairá a ganhar com este evento, por isso quero mais do que agradecer, enaltecer este evento, porque, no fim, as nossas crianças vão sair a ganhar, desenvolvendo o gosto pela leitura”, sustenta Armando Artur.

Para além de Armando Artur, em Quelimane já se encontra a renomada poetisa e artista plástica, Sónia Sipriani, que fará parte da exposição.

“Como sabem, as feiras deste género só acontecem em Maputo e o facto de decorrerem aqui, isso revela que a cidade de Quelimane pode e o país sai a ganhar com isto. Os munícipes terão a ímpar oportunidade de estar com escritores renomados e o contacto com os livros vai aprimorar o conhecimento”, enaltece a iniciativa Sónia Sipriani.

Durante os três dias, os espectadores, que participarem do evento, terão a oportunidade de ler diversas obras e acompanhar todo o programa agendado para aquele evento.

A revolta dos instrumentos é o título do livro infantil escrito por Mia Couto e por Manoela Pamplona. A sessão de pré-lançamento (online) foi partilhada esta terça-feira, Dia Internacional da Criança.

 

A edição do livro A revolta dos instrumentos é uma ideia do grupo TP50. A quatro mãos, a obra literária foi escrita por Mia Couto e pela brasileira Manoela Pamplona, especialmente para crianças, com a pretensão de promover a arte educativa. “Nos tempos que correm, estamos a desenvolver muitos conteúdos sem conteúdo, desprovidos de educação e mensagem. Na minha opinião, as crianças precisam muito de elementos educativos e a arte sempre foi um meio por excelência para isso”, disse António Prista, sublinhando que há anos que TP50 decidiu criar conteúdos que tenham a ver com o contexto moçambicano e universal. Então, naturalmente, Mia Couto e Manoela Pamplona escreveram o livro que também foi transformado em peça de teatro e em disco.

O livro, cuja cerimónia de lançamento vai realizar-se nas próximas semanas, tenta recuperar a ideia de que o velho ou o que é antigo é importante. A história dos instrumentos dá valor ao que está em desuso, questiona a percepção de que o artista que está à frente do palco é que é o herói, o que faz com que os instrumentistas sejam esquecidos. Na verdade, os escritores quiseram resgatar o valor do que muitas vezes se encontra em segundo plano, explorando o diálogo como factor determinante na resolução de conflitos.

Durante a escrita, Mia Couto gostou muito da ideia de que a música não está separada do texto e/ou da história, até porque, desde sempre, a espécie humana sempre narrou eventos cantando e vice-versa: “Ouvindo uma história desta, regressamos a uma certa infância que sobrevive dentro de nós”. E Manoela Pamplona salientou: “Lapidamos esta história, fazendo com que se tornasse divertida, lúdica e profunda”

Na cerimónia de pré-lançamento do livro, partilhada no Facebook da Fundação Fernando Leite Couto, houve leitura encenada e musicada com a cantora Lenna Bahule, acompanhada por Nicolau Cauneque, e com as actrizes Sufaida Moyane e Maria Clotilde.

 

Por: Belchior Eduardo

 

Não encontro uma forma adequada de começar a contar o que aconteceu naquelas ruas. Foi tudo estranho, uma ocorrência que jaz além da compreensão de todos moradores do bairro, até do secretário e chefe do quarteirão. De longe, é muitíssimo estranho.

A minha participação começou quando recebi o telefonema de um número desconhecido:

– Alô, quem fala por favor?

– Sou eu…

– Eu quem!?

– Não estás a reconhecer? Estas maluco, né?

Era Lina minha esposa, é uma pessoa comportada, conservadora, convicta nas suas ideias, religiosa, acredita sobejamente em espíritos e práticas da primeira religião de África, diz que tem tido sonhos com cobras, dentro de casa, porém nas informações que tive nas minhas andanças, dizem que os sonhos são reversos, se sonhas com cobra possivelmente não estará lá, mas, ela acredita e diz que sou menos medroso. De altura baixa e pele escura, é mesmo uma mulher africana daquelas.

– Desculpa, amor, havia muito barulho aqui, que se passa? Porque ligar com um número desconhecido?

– Estou sem carga, mas isso não interessa agora, aqui tem cobras, três cobras.

A temperatura é instável no bairro D, as vezes frigida no início e final do dia, ou quente no início, é mesmo incompreensível. As pessoas que nela habitam, são simpáticas, porém na sua maior parte por idosos e os da segunda idade quase que todos são solteiros, religiosos típicos, professando a maior religião do mundo, uma miscelânea ali de idades e culturas diversas.

– Mas, como assim? Porque não matam? Estão assistir apenas?

– Eram três, duas já mataram e outra entrou dentro de casa?

– Como assim? Está bem, vou já aí.

Ali tudo começou, o bairro D é uma circunscrição com ruas divididas por quem é de direito. Pouco movimentado, mas com pequenas aglomerações de adolescentes e crianças vendo o seu tempo passar, vedações típicas de quem é precaucioso, porém sem condições para a construção de um muro apreciável, espinhosas como vedação, lixeiras, casas na sua maior parte não rebocadas, outras abandonadas, zona que partilha a mesma localidade com a maior fábrica de cerveja nacional, terras aráveis e muito férteis para plantio de hortaliças, aqui, não esta péssimo nem mau, mas dá para morar e ver sua idade passar, com poucos ou quase inexistentes malfeitores, ruas cheia de rochas sedimentares aquelas do fanerozóico.

– Onde está a cobra, acharam-na? Perguntei logo que cheguei.

– Não. Está algures lá dentro. Estás diferente, o que se passa?

Eu, de altura alta, corpo forte, escuro, míope, com umas sapatilhas brancas e pretas nas solas, calças de jeans, camisa branca ajustada, acredito que o destino do Homem é traçado pelo próprio Homem, basta que tenha propósito de vida conseguirá coisas grandiosas, acredito sempre na positividade.

– Iremos acha-la, ainda hoje.

– Mas como achar, se a escuridão começa a chegar?

– Não te preocupes, faremos isso.

Colocamo-nos a revirar a casa. Primeiro focalizamo-nos no ponto essencial: o quarto, longos minutos à procura e eis que nos apareceu a ideia de levantar a base da cama e para o nosso espanto:

– Achei a cobra, achei a cobra.

– Onde está?

– Em baixo da base.

Naquele momento, chegou o meu compadre, que sugeriu que levantássemos novamente a cama. Para o nosso espanto, a cobra não estava lá.

– Mas como? Eu vi, tenho a certeza que vi a cobra enrolada, ela é meio verde com pintinhas pretas.

– Sim, é a mesma, é a mesma que vimos desaparecer cá fora, enquanto as outras pegamos e queimamo-las com pneu e petróleo.

Novamente, levantamos a base de cama e colocamos na posição vertical e, logo a seguir, começamos a procurar.

– Não é possível que ela tenha desaparecido assim misteriosamente. Não pode ser, tenho a certeza que vi, e vi mesmo.

– Tens a certeza mesmo?

– Não gosto disso, posso ser míope, mas não sou cego.

De repente, algo brilhante, escondida, era mesmo a cobra, bem enrolada em um buraquinho.

– Compadre, ali está a cobra, ali está, vamos matá-la.

Matamos a cobra e colocamo-la numa fornalha com pneu e petróleo. E, volvidos 15 minutos, é que, de repente, nos admiramos:

– O que é isso, na verdade? Nunca vi um fenómeno assim, o que é isso? Não é normal, só pode ser feitiçaria. Não pode ser. Disse espantada Lina.

Eu, distraído, fiquei trémulo, arrepiado e sem nada puder fazer peso embora não ter visto o que realmente sucedia.

– O que se passa? O que está a acontecer?

– Veja isso, pessoalmente.

– O quê, o que está acontecer aqui? Não pode ser possível?

Todos ficaram espantados pelo sucedido, sem saber o que estava acontecer naquele momento.

A cobra transformou-se numa borracha, intacta e sem ser consumida pelas chamas que a cobriam.

– Alguém, chama o secretário para ver isso, por favor.

 

Ao longo de duas semanas, a MultiChoice Moçambique capacitou 20 jovens nacionais em matérias de escrita de guiões para cinema. A formação em causa aconteceu no Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas, na Cidade de Maputo, e foi orientada pelo cineasta Licínio Azevedo.

De acordo com a organização, a iniciativa pretende munir os jovens com interesse em matérias de escrita de guiões ou em produção cinematográfica de conteúdos que possam ajudar no seu desenvolvimento individual, de modo que, brevemente, possam criar projectos ou iniciativas que ajudem o cinema nacional a evoluir até alcançar o nível de uma indústria que compete com qualidade.

A ideia da MultiChoice Moçambique é formar jovens que possam contribuir na criação e produção de conteúdos televisivos, de modo que os meios de comunicação possam ser cada vez mais atractivos, alcançando mais público consumidor, na luta pela promoção e divulgação da cultura moçambicana.

Nas sessões, participaram jovens provfenientes de diversos campos de saber, com destaque para actores, escritores e cineastas. Além do certificado de participação, os recém-formados tiveram a oportunidade de debater com Licínio Azevedo, que foi uma peça essencial na melhoria das histórias que os 20 jovens pretendem contar nos seus filmes do futuro. Para o cineasta, foi um bom trabalho que fizemos, alguns desenvolveram guiões bem detalhados que chegaram a 50 páginas, já com todas as cenas. Senti uma evolução muito grande dos participantes e do seu interesse nesta matéria. Há pessoas que se conheceram aqui e já estão a trabalhar juntas nos seus projectos. O que deve ficar é que guião é um trabalho colectivo, principalmente numa longa-metragem”.

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