O País – A verdade como notícia

A STV estreia, hoje, em horário nobre a telenovela brasileira “Tempo de Amar”. Com um elenco de luxo, a história dá-se entre Brasil e Portugal.

Na novela que será exibida após o “Jornal da Noite”, o público é convidado a conhecer a história dos jovens Maria Vitória e Inácio. Após o amor à primeira vista, eles sofrerão com a inevitável separação e as armações de quem não deseja a felicidade do casal!

Maria Vitória é uma jovem letrada e de mente aberta, moradora de Morros Verdes em Portugal, que ficou órfã de mãe muito cedo e foi criada pelo pai. Durante uma procissão religiosa, ela conhece Inácio, um rapaz simples, que mora no vilarejo vizinho e vive de trabalhos temporários. Eles começam a namorar mas o casal logo se separa. Ele tem viagem marcada para o Brasil onde conseguiu um emprego no Rio de Janeiro. O problema é que ao partir, Inácio não deixou apenas Maria Vitória mas também sua filha, fruto desse grande amor.

O elenco de luxo tem alguns nomes de destaque, tais como, Tony Ramos, Letícia Sabatella, e José Augusto Branco.

Drama, amor e armações passarão a preencher as noites na STV a partir desta segunda-feira.

 

 

 

Performer e gestor cultural, Féling Capela, participa, este sábado, na terceira edição do Festival Internacional de SLAMeroun, que se realiza de forma presencial e online na capital camaronesa.

Durante três dias, Yaondé, capital de Camarões, é palco do terceiro Festival Internacional de SLAMeroun. Para a edição deste ano, que iniciou quinta-feira e que termina amanhã, a organização do evento convidou Féling Capela a participar.

A sessão do performer e gestor cultural está marcada para este sábado, numa sessão que pode ser acompanhada através das redes sociais do festival. Assim será porque Capela decidiu não viajar para Camarões neste momento de muita incerteza devido à pandemia da COVID-19.

No Festival Internacional de SLAMeroun, Féling Capela vai participar em painéis de conversas e ainda vai apresentar performances. Mas porquê ele como convidado de Moçambique? Capela explicou: “Uma das motivações dos organizadores para me convidarem ao evento é o facto de eles terem o meu background e saberem que coordeno o maior e o mais duradouro sarau de poesia e música acústica de Moçambique, o Noites de Poesia, que acontece há sensivelmente 17 anos”.

Esta será a primeira vez que Féling Capela participa no SLAMeroun, embora conheça o produtor com quem participou em outros festivais.

Há mais de cinco anos que Capela é embaixador do Slam para Moçambique. Ainda assim, estar no evento via online é simplesmente magnífico.

“O SLAMeroun pode ser visto em qualquer parte do mundo, de forma virtual, e, por isso, vou mostrar que os moçambicanos merecem estar nessa cidade global e exprimirem tudo o que lhes apetece, mostrando o que somos e as nossas lutas. Poder estar em todo o mundo, ser visto através das redes é fantástico e estou muito feliz por isso”.

Simultaneamente, Féling Capela espera criar novas bases, oportunidades e erguer a bandeira do seu país, com apresentações em português e inglês. “O evento é importante para mim, porque prova que as nossas lutas começam a surtir efeito. Estamos no mundo e o nosso trabalho começa a ter visibilidade. Espero contribuir para o bom nome do meu país”.

Fénix em hibernação, de Hermelinda Simela, é o filme vencedor da quinta edição do Concurso de Curtas-metragens do Centro Cultural Moçambicano-Alemão (CCMA).

 

No enredo de Fénix em hibernação, com cinco minutos de duração, há uma diva da música moçambicana. Na verdade, a história do filme realizado por Hermelinda Simela é sobre essa protagonista deveras habituada aos excessos das noites de espectáculos, nas quais o álcool e outras drogas, o assédio dos fãs e as viagens inesquecíveis de trabalho e de lazer são cenários bem aparentes.

A ideia do filme, segundo explicou Hermelinda Simela, este sábado, “surge depois de termos observado a frustração de muitos artistas que a sua vida e o seu ganha-pão era subir o palco, fazer cinema ou teatro e que, por causa da COVID-19, já não podem fazer nenhum espectáculo”. Assim sendo, a diva da música moçambicana em questão no enredo do filme, com a situação da pandemia, vê-se obrigada a recolher-se à sua casa, sem a possibilidade de poder cantar, daí a profunda depressão que a aflige.

Submetido à quinta edição do Concurso de Curtas-metragens do Centro Cultural Moçambicano-Alemão, a realização de Hermelinda Simela, rodada no bairro Chamanculo ‘A’ e no Bar Gil Vicente, na Cidade de Maputo, distinguiu-se entre 18 filmes submetidos.

O guião da curta foi escrito por Zainabo Raja e Arlete Bombi interpreta o papel da protagonista da história. “Vencer o concurso de curtas-metragens constitui uma vitória e uma batalha para nós, as mulheres, porque o filme é uma ideia de mulheres e traduz o sofrimento de se ser mulher e artista neste país onde a arte não é muito valorizada”, afirmou Hermelinda Simela.

A curta-metragem Fénix em hibernação foi produzida pelo Colectivo Madalena Maputo e teve a Max filmes como técnico de som e ainda contou com a música de Rhodalia Silvestre.

Em segundo e terceiro lugar do Concurso de Curtas-metragens do Centro Cultural Moçambicano-Alemão ficaram Gigliola Zacara, com o filme Silêncio; e Xavier Bila, com o filme No limite.

Nesta edição, o júri foi constituído por Sol de Carvalho, Tina Krüger e Gabriel Mondlane.

 

Sinopse

Fénix em hibernação narra a história de uma diva da música moçambicana, habituada ao glamour das noites de espectáculos regados a muita bebida e drogas, assédio dos fãs e viagens inesquecíveis de trabalho e de lazer. Com a pandemia, «Divina» viu-se obrigada a ficar em casa longe, do que mais gosta: a música, os amigos e o glamour do mundo das artes, o que a faz entrar numa depressão profunda e é acometida por constantes surtos psicóticos. No entanto, suas crises acabam sendo compartilhadas nas redes socias sem dó nem piedade, o que a faz mergulhar ainda mais no fundo do poço. Este é o retrato da sociedade moçambicana cada vez mais egoísta, fútil e sem menor empatia com a dor e sofrimento do outro.

 

Mais 534 indivíduos contraíram o novo Coronavírus no país. Trata-se de 506 nacionais, três estrangeiros e 25 pessoas de nacionalidade ainda por se identificar.

Todos os novos casos resultam de transmissão local.

Dos novos pacientes, 286 são indivíduos do sexo masculino e 248 do sexo feminino.

Mais uma vez, a cidade de Maputo registou o maior número de casos com 176, seguida pelas províncias de Maputo e Tete com 147.

“Assim, o nosso país tem cumulativamente 74.186 casos positivos registados, dos quais 73.817 casos são de transmissão local e 369 são casos importados”, refere um comunicado do Ministério da Saúde.

Há registo de mais 219 cidadãos completamente recuperados da pandemia viral. Destes, 216 são moçambicanos e três são estrangeiros.

Com estes números, “o país tem um cumulativo de 70.571 indivíduos previamente infectados pelo novo coronavírus que estão totalmente recuperados da doença”.

A Saúde anunciou a morte de dois pacientes infectados pela COVID-19. As vítimas foram um homem e uma mulher, todos moçambicanos de 44 e 48 anos de idade, respectivamente.

Os óbitos em referência foram declarados nos dias 23 e 24 do mês em curso.

“Nas últimas 24h registamos 18 novos internamentos e duas altas hospitalares” lê-se no comunicado da instituição, salientando, também, que o somatório de internamento sobe para 3.652, dos quais 117 ainda permanecem sob cuidados nas unidades sanitárias.

Neste momento, o país tem 2.746 casos activos e 865 óbitos devido à COVID-19.

Diário de um ser positivo é o texto de Funasse Zuca distinguido no Concurso Literário FLIK 2021. A história da aluna da 12ª classe destacou-se entre 40 textos submetidos ao prémio.

 

A grande vencedora do Concurso Literário FLIK 2021 nasceu a 29 de Junho de 2004, em Maputo. Portanto, dentro de uma semana vai completar 17 anos de idade. Neste momento, frequenta a 12ª classe na Escola Comunitária Margarida Naseu, na capital do país. Funasse Zuca começou a escrever há três anos, de forma desinteressada. Até ganhar o concurso, apenas almejava ser Engenheira Informática, quando fosse crescida. No entanto, a notícia divulgada pela Associação Kulemba activou-lhe ainda mais o gosto. Agora, além de engenharia, os seus sonhos também passam pela ficção.

Indo mais ao que interessa, Funasse Zuca destacou-se no Concurso Literário FLIK 2021 com o texto Diário de um ser positivo. A ficção retrata a história de uma mulher que, ao descobrir o seu estado seropositivo, vê-se dividida entre contar a verdade ao marido, sujeitando-se a perder o seu lar, e omitir a sua condição, criando assim um mal maior. De acordo com o júri, presidido pelo escritor Mia Couto, a narrativa de Funasse Zuca é bem estruturada, aliando uma escrita intimista e crítica à condição da mulher e a um apelo à verdade, à coragem e à solidariedade.

Diário de um ser positivo, de Funasse Zuca, destacou-se entre 40 textos submetidos ao concurso organizado pela Associação Kulemba. “Não tenho palavras. Não esperava que fosse ficar em primeiro lugar”, afirmou Funasse Zuca, esta quarta-feira, na Cidade de Maputo. E não ficou por aí. A pequena escritora ainda contou como tudo começou: “A inspiração de escrever esta história é um pouco engraçada. Inspirei-me numa publicidade televisiva. Um dia desses vi uma publicidade sobre o HIV/SIDA e aí surgiu-me a vontade de escrever uma história. Os dias foram passando sem que eu escrevesse. Quando tomei conhecimento do concurso literário, sim, resolvi escrever a história”.

Funasse Zuca conta ainda que não foi fácil escrever o seu Diário de um ser positivo, pois teve dificuldades na composição de diálogos das personagens. Para ultrapassar esse obstáculo, com efeito, teve de investigar sobre como escrever diálogos. “Fui lendo alguns livros para perceber isso. Depois, pesquisei na internet”. Feito isso, a história fluiu, até porque, assume a menina sem falsas humildades: “Não tenho dias para escrever, tenho uma imaginação muito fértil”. Logo, num só dia, o texto ficou pronto e a pequena escritora submeteu ao concurso.

Agora, o que falta é gerir a ansiedade. Funasse Zuca não vê a hora em que irá poder ler o seu Diário de um ser positivo em livro. Afinal, a organização do concurso vai editar uma antologia com os 15 melhores textos do concurso, sob a chancela da editora Fundza. Enquanto isso não acontece, Funasse vai estudando, lendo e escrevendo, de modo que, quando for crescida, talvez, tenha a dimensão dos seus escritores moçambicanos favoritos: Paulina Chiziane e Mia Couto.

 

Outros classificados

Nesta edição do Concurso Literário FLIK 2021, os membros do júri também decidiram reconhecer mais dois textos: Sonho ou pesadelo, de Cynthia Garcia, e Rapaz ambulante, de Micaela Sandoca, segundo e terceiro classificados, respectivamente.

Ora, a primeira classificada, Funasse Zuca, vai receber um kit de livros e uma viagem, com direito a acompanhante, ao Parque Nacional da Gorongosa. A segunda e a terceira classificada vão receber kits de livros.

Elvira Viegas, Mingas e Alberto Mutcheka serão distinguidos pelo projecto designado “Homenagens aos guardiões da nossa moral e identidades culturais”. A sessão está marcada para Sábado, às 13 horas, e vai acontecer na Casa do Artista Kutenga, no bairro Tchumene, na Matola.

A sessão cultural terá conversa, música, gastronomia moçambicana e momento de plantio de árvores, como forma de elevar a consciência dos cidadãos no que toca a preservação do meio ambiente.

De acordo com a organização, o movimento de homenagens integra fazedores, amantes e pesquisadores de cultura, que também visitam decanos das artes e da cultura. Até aqui, foram homenageados José Alfredo Mucavele, David Abílio, Orlando da Conceição, Dilon Djindi, António Marcos e Ernesto Dzevoo.

O projecto de homenagens dos “guardiões da cultura” é Jaime Mirandolino & Amigos, movimento cultural e solidário que se preza como sendo um veículo de diálogo, preservação e pesquisa das artes e da cultura.

 

 

 

 

 

Por: Belchior Eduardo

 

Para onde vais, pobre homem? Perguntou um nativo carregado de sua enxada nos ombros.

­ Vou à nossa capital Lourenço Marques. Dizem ser uma terra de realizações, uma terra onde o negócio floresce. Dizem também que é vizinha das terras de diamante de Kimberley e de minas, conseguirei realizar o meu sonho. Depois, irei mandar uma carta pelos correios, levar os meus dois filhos e a minha esposa para comigo residir, respondeu Hanganazi Wiredu.

Hanganazi Wiredu era um homem humilde, de pele escura, altura média e trajava calções, não sei ao certo que cor tinham, mas pareciam brancos ou cor de leite. A camisa era preta e gasta pelos raios solares, e ele carregava sua sacola, sempre atrelada ao seu ombro esquerdo.

­ Vejo que és um homem que sabe o que realmente quer, mas, cá entre nós, não te guies no “ouvir dizer”, pois ouvi que é uma péssima forma de tomar conhecimento.

­ Somos parecidos nesse aspecto. Obrigado, irmão, pela força. Continuarei com a viagem.

­ Tenha cuidado na caminhada, a guerra espreitou as nossas terras. Durante as noites, vigie, há muitas hienas e muitos leões. Gritou o nativo enquanto Hanganazi Wiredu continuava a sua caminhada.

A terra de Hanganazi Wiredu fazia fronteira com a Niassalândia, localizava-se há poucos quilómetros onde se encontrará com o homem, era menos desenvolvida e planaltica. Chão avermelhado e as casas eram feitas de bloco de adobe queimado. Estradas sem pavimentos, uma densidade populacional de três habitantes em cada quilómetro quadrado. Temperatura inóspita. Fraca rede de transportes e comunicações. A vida estava difícil.

­ Senhor, senhor, meu filho. Posso ajudar-te em algo? Perguntou uma velhinha com uma voz de ébano.

­ Sim pode. Minha água esgotou no meu cantil, gostava que me desse um pouco do seu poço.

­ Toma, me dê o bebedouro.

­ Obrigado, estava mesmo a precisar.

­ Já são quase 5 da tarde, vem comigo, passarás a noite em minha casa, farás uma refeição, e, logo ao espreitar da manhã, rumarás ao seu destino.

­ Obrigado vovô, muito obrigado mesmo.

Caminharam por meia hora e chegaram ao lugar onde a velha morava.

­ É aqui. Finalmente chegamos.

­ É bonito.

Era um terreno vago, com casas construídas ao estilo mukkhota, coberturas à abobada, mas ao estilo local, divididas em três casas, galinhas em circulação no espaço.

­ Meu marido faleceu há cinco anos, era um homem bom, de coração forte e ambições que transcendia a nossa realidade. No tempo colonial, foi assimilado e quando veio a guerra fomos, arrancados tudo e a depressão tomou conta dele e o levou. Sinto muita saudade dele.

Na manhã seguinte, Hanganazi Wiredu continuou a sua jornada. Numa aldeia próspera, pela sua apresentação foi apedrejado por crianças, as ignorou e continuou.
Em uma região calma, eis que ouvi uma voz:

­ Alto, parado ai.

Hanganazi Wiredu virou-se e deparou-se com dois homens que um deles carregava uma baioneta e outro com um chamboco.

­ Estou parado, não me façam mal, sou apenas um pobre homem, querendo emancipar-se na vida.

­ Calado, alguém perguntou? Disse um deles.

­ Para onde vais?

­ Vou a Lourenço Marques, a nossa capital. Lá é uma terra que poderei conseguir um sustento para minha família, minha esposa e meus dois filhos.

­ Tens a caderneta de circulação?

­ Não.

­ Então, como já é tarde, não poderás mais prolongar. Dormirás nas nossas celas e logo pela manhã te deixaremos partir.

De imediato, foi levado a uma esquadra próxima e colocado com dois presos nos quais de imediato simpatizaram.

­ Para onde vais, matause? Perguntou um dos presos.

­ Vou a Lourenço Marques, nossa capital, dizem que é terra próspera.

­ Pareces humilde, qual é o seu nome?

­ Chamo­me Hanganazi Wiredu meu pai deu-me o nome. Foi cozinheiro de portugueses, porém ouvia falarem mal de alguém com esse nome, diziam que era filósofo, pan-aficanista sei lá, mas foi alguém importante para emancipação dos africanos e outros de pele negra espalhados pelo mundo.

­ Realmente tens um nome com significado importante. Porque não passaste de Niassalândia, não seria mais rápido?

­ Quero conhecer terras, passar por provações e provar desafios para me tornar um homem forte, conhecer pessoas e fazer história.

Logo pela manhã, foi solto e continuou a caminhada. Abarcou em uma cidade violenta.

– Aqui passam comboios que vão a Lourenço Marques? Perguntou a um dos habitantes dali.

­ Sim passam. Vai até aos caminhos-de-ferro, pernoite e às 4 da madrugada sairão. Assim aproveitarás e seguirás a viagem.

Assim o fez, logo pela manhã o comboio partiu. Devido à guerra, dois dias depois chegou, numa terra com pavimentos espalhados em todas estradas, pessoas envolvidas no negócio, carros e casas diversas. Ali, sim, conseguiria o que tanto desejava.

Prostrou-se e gritou bem alto.

Consegui, cheguei ao meu destino: Lourenço Marques, Obrigado, meu Deus!

As pessoas ficaram estupefactas pelo sucedido e, de repente, sentiu um toque em seus ombros:

­ Irmão, aqui não é Lourenço Marques, é Nampula.

 

 

e-mail: belchioreduardo1990@gmail.com

Semana passada, o Centro Cultural Moçambicano-Alemão (CCMA), em parceria com a Cooperação Alemã, através do Programa ProEducação da GIZ, anunciou o grande vencedor do concurso fotográfico “Educação em tempos de corona”. A ventura calhou a Watson Colosse, que se destacou com fotografias que estão expostas na Galeria do CCMA, na Cidade de Maputo.

Na verdade, além das fotografias de Watson Colosse, a Galeria do CCMA expõe trabalhos fotográficos de mais artistas. 20 imagens no total, que retratam, precisamente, a “Educação em tempos de corona”.

A exposição reúne as 20 melhores obras submetidas por fotógrafos entusiastas e profissionais no âmbito do concurso de fotografia anunciado em Abril do corrente ano e retrata, de uma forma artística, o impacto da pandemia da COVID-19 à educação em Moçambique. A abertura teve lugar na galeria do CCMA em Maputo, dia 15 deste mês, e contou com a presença dos autores das imagens apuradas, que receberam certificados de participação, e da comissão de júri composta por membros do CCMA, da GIZ e pelo fotógrafo convidado Funcho.

No CCMA, a exposição, cujo objectivo do concurso foi produzir uma selecção de fotografias autênticas para fins de comunicação sobre o trabalho da Cooperação Alemã no sector da Educação em Moçambique, estará patente na Galeria até dia 13 de Julho

Longa-metragem de Anacleto de Abreu vai estrear próximo sábado, na Cidade de Maputo. O filme foi rodado em Angola e ficciona bários dilemas da juventude actual.

 

Anacleto de Abreu precisou de sete meses para produzir a sua primeira longa-metragem. Intitulada A dívida, a realização do cineasta moçambicano foi rodada na capital angolana, Luanda, onde estreou em Fevereiro – lá vão quatro meses. Agora, aproveitando o relaxamento das medidas preventivas contra a COVID-19 no país, chegou a vez de Maputo. No próximo sábado, o público poderá ver o filme no Cinema Numetro.

Quem se dirigir à sala de cinema localizada no Hotel Glória irá ver um filme que, de certo modo, retrata a vida quotidiana dos jovens das cidades africanas, onde, na impossibilidade de conseguirem financiamentos nas instituições bancárias, aflitos em obter dinheiro, envolvem-se em esquemas de agiotas. Também por isso, Anacleto de Abreu acredita que os espectadores irão rever-se na história, “porque vivemos numa sociedade que é difícil ter créditos por meios legais”, afirmou, esta segunda-feira, Anacleto de Abreu.

A longa-metragem com aproximadamente duas horas de duração foi toda rodada em Luanda. Quatro meses depois da estreia naquele país, continua a surpreender o realizador pelo interesse despertado nos que já viram. “Quando estrou em Angola, percebemos que muitas pessoas já estão a cobrar uma segunda parte. É incrível o que as pessoas têm dito sobre este filme que tem uma particularidade de ser uma história universal. Enquadra-se em vários sectores sociais. Por isso, pretendemos projectar em várias salas de cinema dos PALOP”.

Em termos de enredo, os eventos de A dívida passam-se no meio de muita acção e comédia. Aliás, o actor principal do filme é o comediante o angolano Gilmário Vemba, antigo integrante do grupo de humor Os Tuneza, que já actuou em Moçambique. Além do comediante, integram o elenco de actores nomes como Neide Van-Duném, Serafina Sanches, Carlos Alves, Valdano Lukizaia e Sany Cláudia.

Com efeito, a missão de Anacleto de Abreu não foi apenas realizar o filme. O cineasta também escreveu o guião da sua primeira longa-metragem, produzida pela Komunikart Angola e distribuída pela Black Walk.

Portanto, em Moçambique, o filme estreia sábado, mas, esta terça-feira, será projectado em de ante-estreia para convidados.

 

Sinopse

A divida é um filme de acção e comédia em que o motorista Gil (Gilmário Vemba) detém uma dívida alta contraída no mercado da agiotagem. No meio de um tiroteio, onde a sua patroa é atingida por um grupo de mercenários, Gil fica com a mala da patroa com documentos comprometedores e dinheiro. Com o dinheiro, ele pode pagar os agiotas que o perseguem ou entregar a mala ao dono, que coincidentemente, é o chefe de uma quadrilha. Com ajuda da SIC, ele vai ter que criar um plano para matar dois pássaros com uma só pedra, mas com mercenários no meio do jogo, tudo fica ainda mais perigoso. No filme, Gil dá cara aos problemas e faz a comédia acontecer.

+ LIDAS

Siga nos