O País – A verdade como notícia

O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário,  reiterou, hoje, em Dubai o desejo de estreitar as relações com aquele país, bem como com os outros países participantes da Expo Dubai.

“A nossa participação nesta expo mostra a vontade de Moçambique em estreitar as relações de parceria existentes entre os dois países e outros países participantes deste evento. Acreditamos que, ao longo desta edição da Expo Dubai, iremos estabelecer compromissos e assinar acordos que certamente irão contribuir para elevar cada vez mais as nossas relações de amizade e cooperação em áreas de interesse e benefício comum”, disse Do Rosário.

Durante o seu discurso, o Primeiro-Ministro moçambicano encorajou o empresariado moçambicano pelo facto de ser um parceiro estratégico para ter Moçambique como destino privilegiado nos seus investimentos, o que “tem capitalizado as oportunidades de negócio existentes em diferentes domínios”.

Refira-se que, em Dubai, para além de dirigir as celebrações do Dia Nacional de Moçambique, o Primeiro-Ministro vai orientar a abertura oficial do Fórum de Negócios Moçambique-Emirados Árabes Unidos, que servirá de montra para que, quer os empresários moçambicanos, assim como dos Emirados Árabes Unidos possam apresentar as potencialidades económicas de ambos países.

O escritor moçambicano, Carlos dos Santos, lançou a sua mais recente história infanto-juvenil, “O Espelho do Céu”, somando assim 19 obras publicadas do autor, edição da Plural Editores Moçambique. Ainda este ano, o escritor espera lançar outra obra intitulada “O Arco-íris dos Sentidos”.

Na fábula, o autor busca percorrer a imaginação sobre uma série de questões que a humanidade se coloca sobre a sua existência.

“Desde os primórdios da Humanidade que uma pergunta martela incessantemente a cabeça dos seres humanos: estaremos nós sozinhos neste vasto Universo? E, atrás desta, outras ecoam: De onde viemos? Para onde vamos?”, explica o autor.

Na obra de 88 páginas, Carlos dos Santos traz-nos uma miscelânea de surpresas e mistérios com um “desfecho surpreendente e imprevisível, sobre esta necessidade humana insaciável de busca pelo conhecimento e pelo outro, que serão, porventura, as características que melhor definem a espécie”.

Recheado de um vocabulários diversificado e rico, “O Espelho do Céu” apresenta cerca de 33 ilustrações multicoloridas de elevado pendor artístico, de Fernando Hugo Fernandes.

De assinalar que Carlos dos Santos tem mais uma obra literária do género infanto-juvenil na calha, com previsão de saída ainda para este ano, intitulada “O Arco-íris dos Sentidos”.

Filipe Nyusi diz que o Museu da Presidência da República deve ser um espaço de conhecimento, investigação e desenvolvimento de estudos. O Chefe de Estado falava, hoje, na inauguração da exposição “Moçambique em Retrospectiva”, do artista Justino Cardoso e que está aberta ao público.

Ao todo são 176 obras, iniciadas em 2015, e que fazem da exposição “Moçambique em Retrospectiva”, do artista Justino Cardoso.

Disponíveis no Museu da Presidência da República, as obras são uma perfeita definição da história. Contam o passado, apresentam o presente e perspectivam o futuro através de desenhos e textos.

Parco em palavras, o Artista Gráfico agradeceu a abertura da Presidência da República para acolher as obras que, como disse, “são das que não devem ficar guardadas em casa e encontraram um bom lugar para estar”.

Na mostra, Justino Cardoso ilustra vários heróis e momentos da história do país, dos mais conhecidos aos menos publicados.

Inaugurada um dia antes da data reservada a homenagem aos heróis nacionais, 03 de Fevereiro, Filipe Nyusi diz que a exposição é mais um contributo para a história.

“Esta inauguração é a demonstração de uma singular irreverência aos nossos heróis moçambicanos. Através deste trabalho entendemos o passado, traçamos o presente e preparamos um melhor futuro para as crianças”, declarou.

Aliás, o Chefe de Estado recomenda a criação de mais trabalhos idênticos para tornar o Museu da Presidência uma casa do conhecimento, “pois proporciona diferentes formas de comunicação e utilização do saber para a valorização da nossa cultura histórica e arte”, afirmou.

Enquanto outras contribuições não chegam, a de Justino Cardoso, que já está no Museu da Presidência está aberta ao público. As visitas deverão ser feitas por marcação e respeitando as medidas de prevenção da COVID-19.

O artista que desenhou e escreveu Moçambique desde a colonização até aos momentos de hoje, marcados pelo terrorismo e pandemia, tem 20 livros publicados e traduzidos em várias línguas e é Doutor Honoris Causa pela Universidade Rovuma.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, dirige hoje, o acto solene de abertura do ano judicial – 2022, sob o lema “Juntos no Combate ao Terrorismo e Crimes Conexos”. A anteceder a abertura do ano judicial, o Chefe do Estado irá inaugurar o edifício do Tribunal Judicial do Distrito de Ka-Tembe, construído no âmbito da Iniciativa Presidencial “Um Distrito, Um Edifício Condigno para Tribunal”.

A Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO) homenageou o poeta José Craveirinha. Com apresentação de um Sarau Cultural, celebrou-se o centenário do poeta moçambicano.

Com quase vinte anos após a morte de José Craveirinha, a Associação dos Escritores Moçambicanos decidiu comemorar a idade que alcançaria se fosse vivo.

Com música e poesia, lembrava-se uma das maiores figuras da literatura moçambicana, que a 28 de Maio marcava um século.

O secretário-geral da AEMO, Carlos Paradona, disse, na ocasião, que os novos autores da literatura moçambicana se inspiram na poesia e na escrita de José Craveirinha. “Nós queremos comemorar o centenário do poeta com mais actividades de índole cultural, porque a nossa cultura é conhecida no mundo e não está distante das outras”, disse Carlos Paradona.

Numa breve descrição, Ricardo Manuel dos Santos diz que José Craveirinha era um homem extremamente culto. “Sempre me impressionou com a sua abertura de espírito, a sua grande e profunda cultura, apesar de ele ter apenas quarta classe, sendo um poeta maior, ele pedia opiniões. Ele pediu para meter no computador alguns poemas, pela primeira vez, que vieram a ser publicados mais tarde no livro Maria”.

Zeca Craveirinha, filho do poeta-mor, diz que é preciso internacionalizar o prémio José Craveirinha. “Se há moçambicanos que vão buscar prémio em Portugal, devíamos fazer o mesmo.”

O escritor moçambicano faleceu a 6 de Fevereiro de 2003, na África do Sul.

O maior evento de teatro do país vai pela primeira vez acontecer em duas cidades: Maputo e Beira. O Festival Internacional Teatro de Inverno pretende dar oportunidade a outros públicos amantes do teatro.

Depois do teatro aquecer os palcos da Cidade de Maputo, desta vez, a cidade da Beira também vai aquentar.

A abertura das candidaturas à 18ª edição do Festival Internacional de Teatro de Inverno traz novidades para este novo ano. Quem assim o diz é o director do evento, Joaquim Matavele. “Há necessidade de expandir cada vez mais o festival, dar mais oportunidades a outros públicos e outras cidades amantes do teatro, tendo em conta que Beira é a segunda maior cidade do país. Considerando também aquilo que é o movimento vibrante teatral que acontece na Beira’’.

Para além de grupos teatrais moçambicanos, na 18ª edição do festival irão desfilar grupos convidados de diferentes proveniências.

As candidaturas estão abertas desde o dia 24 de Janeiro e vão decorrer até 28 de Fevereiro. O evento principal será realizado de 27 de Maio a 12 de Junho de 2022.

A primeira edição da Feira do Livro da Beira (FLIB – 21) lançou, em Novembro do ano passado, um concurso de crónicas, visando à reflexão à volta da importância da água no contexto das mudanças climáticas em Moçambique e no mundo. Ao todo, concorrem 44 autores de todo o país, tendo sido distinguido como grande vencedor Lirane, pseudónimo de Adelino Albano Luís, com o texto Maratona para o precipício.

A crónica de Adelino Albano Luís retrata a história de uma menina de 17 anos de idade, Lirane, casada há quatro anos com um homem polígamo. Apesar da tenra idade, a personagem cumpre o dever de cuidar do seu lar e caminha por largos quilómetros à procura de água, pois o rio mais próximo da aldeia secou, devido às mudanças climáticas.

A originalidade, a criatividade e o domínio da linguagem contribuíram para que Maratona para o precipício convencesse o júri composto por Bento Baloi (escritor), Celso Muianga (editor) e Celina Martins (Coordenadora do Centro Cultural Português – Beira).

Em segundo lugar, ficou o autor Chicassula Tchinquitinculo, pseudónimo de Fernando Cambedza, com O luto. O texto retrata a ambição de certos rapazes que, movidos pela ambição de enriquecer através da extracção do ouro, provocam uma carnificina na sua comunidade por causa da contaminação da água do rio.

Por fim, Arjoco Xiculele, pseudónimo de Arlindo José Cossa, ocupou a terceira posição, com a crónica Brada, tudo acaba. O texto explora os efeitos nefastos causados pelas cheias e pelas secas, tendo o Homem como grande causador das alterações climáticas que fustigam o mundo.

À edição do concurso organizado pela Associação Kulemba (FLIB 2021), puderam participar estudantes matriculados numa instituição do ensino superior em Moçambique, sendo os três primeiros classificados estudantes da Universidade Eduardo Mondlane, que serão premiados com um valor pecuniário de 15 mil meticais (1º lugar); 10 mil meticais (2º lugar); e 5 mil meticais (3º lugar). Com o anúncio dos vencedores do FLIB – 21, segue agora a edição de uma antologia com os 25 melhores textos do concurso.

Reinildo Mandava não será jogador do Atlético, pelo menos por agora. Depois de passar a manhã desta segunda-feira em Madrid, concretamente nas instalações do Atlético Madrid para assinar o acordo, o internacional moçambicano tão cobiçado, pelo campeão espanhol, regressou a França à espera do acordo entre os “rojiblancos” e o Lille que permitirá aos três terminar a presente época a jogar por Diego Simeone.

Algo que não vai acontecer neste momento por falta de acordo entre os dois clubes, mas que pode ser resolvido nos próximos dias, algo que é vontade de ambas as partes, Atlético e Reinildo. Ambos, nesse sentido, querem resolver a questão para que o lateral esquerdo se junte ao clube e possa estar disponível no próximo jogo contra o Barcelona.

A oferta do Atlético não chega aos 2 milhões de euros e os franceses do Lille querem obter algo mais para um futebolista que, não esqueçamos, termina o seu contrato a 30 de Junho. Um trunfo da Diretoria de Desportos chefiada por Andrea Berta para não pagar uma quantia mais alta. Seja como for, as negociações vão continuar e há optimismo de que o acordo permitirá ao jogador chegar ao Atlético Madrid, que conheceu esta manhã.

Dados mais recentes do Ministério da Saúde indicam que mais 1.239 pessoas ficaram livres da COVID-19, elevando o cumulativo de recuperados para 199.542.

“Lamentamos profundamente a morte de mais quatro pacientes com COVID-19,” refere uma nota do MISAU, acrescentando que “o país passou desse modo a ter um cumulativo de 2.153”.

Em relação aos infectados, o Ministério da Saúde diz que 440 cidadão acusaram positivo para o vírus pandêmico.

Nas últimas 24h, a província de Gaza foi a que mais casos registou, com 133 infecções.

Feito o balanço, o cumulativo de infectados no país subiu para 222.046.

As autoridades da Saúde notificaram o internamento de mais cinco pessoas e a recuperação de outras 17 pessoas. Neste momento, encontram-se   hospitalizadas 110 pessoas.

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