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O País – A verdade como notícia

O acesso ao livro infantil está vedado a muitas crianças devido à falta de bibliotecas. Entretanto, o vice-ministro da Cultura e Turismo diz que é preciso reforçar as livrarias públicas e baixar o custo do livro.

Momentos de estímulos e conexão com o livro infantil ainda não despertaram muitas crianças, pelo facto de muitas bibliotecas estarem centralizadas na Cidade de Maputo, existindo poucas nas províncias. “Isso dificulta o acesso a estes livros”, disse o vice-ministro da Cultura e Turismo.   

Fredson Bacar diz ainda que o acesso ao livro infantil sofre condicionamento devido ao elevado custo e, por isso, “a maior aposta do Governo tem sido reforçar as bibliotecas públicas provinciais e criação de caravanas móveis para expandir o hábito de leitura”.

Por sua vez, a escritora Joana Carneiro diz que as famílias moçambicanas não têm a cultura de ler livros para as crianças, apontando aos pais e encarregados de educação que, segundo a escritora, deixam facilmente seus filhos assistirem televisão do que sentar para ler um livro.

Sob o lema “Meu livro, meu melhor amigo”, o Instituto Nacional das Indústrias Criativas reuniu, este sábado, crianças de algumas escolas primárias para celebrar o Dia Internacional do Livro Infantil.

Segundo o Director-geral do INICC, Ivan Bonde, a importância deste momento é criar o gosto pela leitura nas crianças.

Já na cidade da Beira, foi lançada a quinta edição do Festival do Livro Infantil promovido pela Kulemba, o que também coincidiu com o lançamento de três concursos: de contos, de declamação de poesia e de ilustração para crianças e adolescentes.

O Festival do Livro Infantil da Kulemba vai realizar-se no mês da criança, entre 13 e 17 de Junho.

O escritor Lucílio Manjate renunciou, hoje, à sua candidatura ao cargo de Secretário-Geral da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO). A lista de Lucílio Manjate denuncia o que considera graves irregularidades no processo eleitoral.

 

Assim inicia o texto de renúncia à candidatura aos órgãos sociais da AEMO, assinado por Lucílio Manjate, Sónia Sultuane e Hélder Faife. “‘Em suas epopeias de humildade deixem intactos os sonhadores’, disse, em ‘Saborosas Tanjarinas d´Inhambane’, o nosso poeta maior, de quem este ano celebramos o centenário do nascimento. É com a força premonitória do verso de José Craveirinha que a V. Exas. nos dirigimos para renunciar à nossa candidatura ao cargo de Secretário-geral da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO)”.

Dito isso e citado o poeta da Mafalala, a lista de Lucílio Manjate avança para as razões da renúncia: “Esta decisão resulta da análise de factos ocorridos desde a convocação da Assembleia Geral, no dia 31 de Janeiro de 2022. Os referidos factos têm comprometido a possibilidade de um processo eleitoral transparente e justo, à luz dos Estatutos da AEMO. A situação torna-se mais grave quando os mesmos mancham a boa imagem da AEMO, construída arduamente através da pena de José Craveirinha e de muitos outros escritores que orgulham a literatura moçambicana”.

Entre os factos apresentados pela lista de Lucílio Manjate, consta uma sessão de 8 de Fevereiro, em que o Presidente da Mesa da Assembleia Geral e Presidente do Conselho da AEMO [Filimone Meigos] publicou um regulamento eleitoral. A esse regulamento, a lista de Manjate impugnou, em carta datada do dia 14 de Fevereiro, por apresentar disposições manifestamente anti-estatutárias. “Importa referir que, inclusive, aproveitámos a ocasião para anexar, à carta de impugnação, uma proposta de regulamento eleitoral que, no nosso entender, garantia eleições transparentes, justas e, por conseguinte, de fortalecimento do espírito associativo entre os membros da AEMO”.

Em segundo lugar, Lucílio Manjate, Sónia Sultuane e Hélder Faife relatam que enquanto aguardavam pela resposta ao pedido de impugnação, a 18 de Fevereiro, último dia regulamentado para a submissão das candidaturas, submeteram a candidatura. No entanto, a lista de Carlos Paradona submeteu a sua candidatura no dia 21 de Fevereiro, segundo afirmam, claramente fora do prazo regulamentado para o efeito e sem antes ter-se publicado outro instrumento que alterasse a data de submissão de candidaturas. E acrescentam que o segundo regulamento eleitoral não foi sequer publicado, como aconteceu com o primeiro. Por isso, tiveram de o solicitar.

Depois do acima exposto, perante a carta de impugnação do dia 14, observam Manjate, Sultuane e Faife, o Presidente da Mesa da Assembleia Geral e Presidente do Conselho da AEMO elaborou um segundo regulamento, que, estranhamente, também foi datado de 8 de Fevereiro e no qual se prorrogava o prazo de submissão de candidaturas para o dia 23 de Fevereiro. Para os três escritores,  o único propósito disso era de legalizar uma candidatura fora do prazo, pois o anúncio da existência de um segundo regulamento só foi feito no dia 21 de Fevereiro, não obstante o seu comunicado estar datado de 16 de Fevereiro. Pelo que concluem, “isto pode significar que o mesmo terá sido produzido depois do dia 18 e datado retroactivamente, para acomodar o atraso da submissão da recandidatura do actual secretário-geral”.

Ainda assim, a lista de Lucílio Manjate adianta que o segundo regulamento, de forma flagrante e grave, continuava a constituir um atropelo aos Estatutos da AEMO e frustrava a necessidade de um processo eleitoral transparente e justo. Por exemplo, a possibilidade de cada membro presente à Assembleia-Geral poder votar por outros dois membros ausentes, quando os Estatutos garantem a possibilidade de o membro presente votar por apenas um membro ausente.

Insatisfeito com a situação, Manjate e os seus apoiantes avançaram com uma segunda carta de impugnação, datada de 2 de Março, denunciando que o segundo regulamento mantinha disposições anti-estatutárias já denunciadas a propósito do primeiro regulamento. Em resposta à segunda tentativa de impugnação, “entendeu o Presidente da Mesa da Assembleia Geral e Presidente do Conselho da AEMO, na introdução do documento que nos foi dirigido, que ‘muito do que se refere não tem relevância para o que se pretende com o presente processo eleitoral’”.

A lista de Lucílio Manjate submeteu um pedido do Relatório de Actividades e Contas no dia 28 de Fevereiro, cuja apreciação era um dos pontos da agenda de trabalhos. No entanto, nunca lhes foi entregue e só no dia da Assembleia Geral tiveram conhecimento do seu teor, quando Carlos Paradona, Secretário-Geral em exercício e candidato à sua própria sucessão, leu aos demais “num acto de total violação aos Estatutos da AEMO, que preconizam como direitos dos membros efectivos ‘Examinar os livros de contas e demais documentos respeitantes a agenda da Assembleia Geral, nos oito dias que antecedem a realização destas’ (artigo décimo sexto)”.

Na renúncia feita esta tarde, Manjate, Sultuane e Faife criticam ainda a tentativa de o actual secretariado admitir 40 novos membros da AEMO de forma irregular. Na insistência, numa outra reunião marcada para semana seguinte a Assembleia-Geral, verificou-se que, dos 40 supostos novos membros, apenas três tinham os requisitos preenchidos para a sua admissão como membros efectivos. Igualmente, criticaram o comunicado enviado pelo actual secretariado, no dia 22 deste mês, por ter faltado à verdade em tudo quanto lhes tinha sido informado no dia 9 de Março “e, inclusive, anexava uma lista de 17 membros recém-admitidos, expurgados, portanto, dos iniciais 40. No dia 9, esta lista não foi apresentada, porque a Comissão de Verificação, que o devia fazer, ainda não a tinha produzido. Repare-se que, estranhamente, esta lista é datada de 1 de Março de 2022, quatro dias antes da realização da Assembleia geral e dois antes da data da primeira lista, ou seja, a emenda é anterior ao soneto. Como é possível?”.

À pergunta retórica, de facto, ninguém respondeu. Ao invés de qualquer espera, a lista de Manjate continua citando um evento mais recente. “No dia 30 de Março, em resposta ao posicionamento da Comissão de Verificação, que repudia o comunicado de imprensa tornado público pelo Secretariado da AEMO, este mesmo Secretariado disse que ‘o secretariado está livre de emitir qualquer comunicado que entender’ e que a nota de repúdio da Comissão de Verificação ‘revela enfermidade mental’. Diante dessas afirmações, Manjate, Sultuane e Faife apresentam-se espantados, pois, no seu entender, ao substituir-se à Comissão de Verificação, o Secretariado contraria a decisão da Assembleia-Geral, o mais alto órgão soberano da AEMO que criou e mandou a mesma Comissão para ajudar a resolver o impasse eleitoral.

Finalmente, na sua renúncia à sua candidatura aos órgãos sociais da AEMO, os escritores afirmam que “é nossa convicção que os actuais Presidente da Mesa da Assembleia Geral e simultaneamente, Presidente do Conselho da AEMO [Filimone Meigos] e o actual Secretário-Geral da AEMO [Carlos Paradona] (ambos candidatos à sua própria sucessão) têm agido de má-fé e em clara violação dos estatutos e regulamentos da AEMO, deste modo comprometendo a transparência do presente processo eleitoral. E porque se afigura evidente, decidimos renunciar à nossa candidatura ao cargo de Secretário-geral da Associação dos Escritores Moçambicanos”.

Deste modo, a lista do escritor Lucílio Manjate desiste da candidatura aos órgãos sociais da AEMO dois dias antes das eleições.

 

 

 

Depois de A voz do cárcere, livro editado em co-autoria com Paulina Chiziane, Dionísio Bahule regressa às publicações. Desta vez, com  Tabuleiro semiótico [ou] O cálculo da raiz quadrada, obra que será apresentada 6 de Abril, às 17h30, no Moya, edifício do Millenium Park, na Cidade de Maputo.

Segundo um comunicado de imprensa, Tabuleiro semiótico [ou] O cálculo da raiz quadrada é um livro que reúne ensaios, cruzando a narrativa e a crítica, como forma de, como justifica o autor, romper com o sentido estabelecido de fazer a academia.

No seu terceiro livro, que inaugura o ciclo de lançamentos da Kuvaninga Cartão d’Arte, Dionísio Bahule discute vários conceitos e teorias no universo literário, filosófico, artístico, estético e, sobretudo, semiótico. “É um conjunto de várias teorias que vou tentando pensa-las para reconstruir o exercício ou o processo sobre a crítica da arte no nosso contexto”, lê-se na nota de imprensa.

No seu livro, Bahule discute também um conceito não muito falado entre nós – a ideia de cronotopos, que deriva de uma relação entre o tempo e o espaço. E, de acordo com Bahule, pensar o tempo e espaço na criação da arte é, ao mesmo tempo, pensar no processo de doação de sentido – daí o tabuleiro semiótico. “Eu chamo de parasita semiótica, porque a semiótica não se revê num único exercício de crítica; para ela se realizar precisa de outras ciências ou de outros tipos de conhecimento, e eu chamo isto de incesto epistemológico.”

Tabuleiro semiótico [ou] O cálculo da raiz quadrada sai pela chancela da Kuvaninga Cartão d’Arte – editora moçambicana que se dedica à produção de livros com cartão reaproveitado – e conta com as capas produzidas pelo artista plástico Mulalene e trabalho gráfico de Gabriel Chone.  O livro, que inaugura as celebrações dos 10 anos da editora, será apresentado por Evaristo Abreu e Élia Gemuce e com comentários de Leonel Matusse Jr.

 

A organização do Festival do Livro Infantil da Kulemba (FLIK 2022) irá lançar, este sábado, Dia Internacional do Livro infantil, tres concursos inseridos na 5ª edição do evento a realizar-se entre 13 e 18 de Junho, na Cidade da Beira, com vários convidados da CPLP.

 

O Dia Internacional do Livro Infantil não passará em branco. Como que a incentivar os mais novos, este sábado, 2 de Abril, o Festival do Livro Infantil da Kulemba (FLIK 2022) irá lançar, de uma só vez, três concursos: Literário (contos), de Declamação de Poesia e de Ilustração.

De acordo com a organização, os três prémios marcam o lançamento oficial da 5ª edição do FLIK 2022, evento que estimula o gosto pela leitura e escrita literária no país e ainda desperta a criatividade artística nas crianças e adolescentes.

Assim, o Concurso Literário FLIK 2022 será aberto para os alunos que frequentam o ensino secundário no país (8ª a 12ª classe), sendo que as inscrições deverão ser feitas pelo WhatsApp da Kulemba. Os 15 melhores contos serão publicados em livro, à imagem do que aconteceu ano passado.

Além disso, porque esta edição do FLIK coincide com o centenário natalício de José Craveirinha, avança a nota de imprensa sobre os prémios, o Concurso de Declamação de Poesia será dedicado ao autor. Os alunos, da 8ª a 12ª classe, poderão recitar um texto do poeta que versa sobre a inclusão. Os interessados deverão gravar e enviar um vídeo para o contacto de WhatsApp da Kulemba. As melhores declamações serão gravadas em CD, igualmente, tal como aconteceu ano passado.

Por fim, o Concurso de Ilustração estará aberta aos alunos da 1ª a 12ª classe. Os candidatos serão convidados a ilustrar um excerto do livro A revolta dos bichos, da autoria do escritor Miguel Ouana, o patrono da 5ª edição do FLIK 2022.

Nesta 5ª edição do FLIK, o lema é Incluir é dar asas à imaginação. Por isso, avança a organização, abordar a leitura e o livro enquanto elementos indispensáveis na ampliação de horizontes e consciencialização das crianças e adolescentes sobre a importância de respeitar e valorizar as diferenças entre os indivíduos ou comunidades.

Na nota de imprensa, a organização do FLIK 2022 informa que os regulamentos dos três concursos, incluindo os contactos Whatsapp para submissão dos conteúdos, estarão disponíveis a partir deste sábado, Dia Internacional do Livro Infantil, no site e nas redes sociais da Associação Kulemba.

 

O grupo TP50 volta ao palco do Centro Cultural Franco-Moçambicano, sexta-feira e sábado, para compor uma carta a Hortêncio Langa. Na verdade, “TP50 15 anos: carta a Hortêncio Langa” é o título dos concertos que visam celebrar a existência do grupo, evocando a vida e obra de Hortêncio Langa, fundador do TP50 e músico de referência nacional, cuja carreira teve alcance internacional e que não se limitou a cantar, tocar e compor canções, mas notabilizou-se como escritor e artista plástico e ainda como docente na Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade Eduardo Mondlane.

A nota do Franco lembra que Hortêncio Langa foi o impulsionador da fundação do TP50 em 2007, volvidos cerca de 40 anos de existência e actuação informal do grupo. “”Na verdade, a génese do colectivo vem dos anos 70 e 80 onde profundos ideais embutidos de valores humanistas juntavam gente de todos os credos, cores e origens em noites de sonho onde o importante éramos todos, e a meta era um país de bem-estar, equidade, justiça e tranquilidade”, lê-se na nota.

Em 15 anos de actividade formal, o TP50 gravou um DVD, 4 CDs e criou 20 músicas próprias além de vários clips sempre de conteúdo social.

 

 

 

 

O grupo TP50 volta ao palco do Centro Cultural Franco-Moçambicano, sexta-feira e sábado, para compor uma carta a Hortêncio Langa. Na verdade, “TP50 15 anos: carta a Hortêncio Langa” é o título dos concertos que visam celebrar a existência do grupo, evocando a vida e obra de Hortêncio Langa, fundador do TP50 e músico de referência nacional, cuja carreira teve alcance internacional e que não se limitou a cantar, tocar e compor canções, mas notabilizou-se como escritor e artista plástico e ainda como docente na Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade Eduardo Mondlane.

A nota do Franco lembra que Hortêncio Langa foi o impulsionador da fundação do TP50 em 2007, volvidos cerca de 40 anos de existência e actuação informal do grupo. “”Na verdade, a génese do colectivo vem dos anos 70 e 80 onde profundos ideais embutidos de valores humanistas juntavam gente de todos os credos, cores e origens em noites de sonho onde o importante éramos todos, e a meta era um país de bem-estar, equidade, justiça e tranquilidade”, lê-se na nota.

Em 15 anos de actividade formal, o TP50 gravou um DVD, 4 CDs e criou 20 músicas próprias além de vários clips sempre de conteúdo social.

A Comissão Ad Hoc da AEMO repudia e distancia-se do comunicado de imprensa divulgado pelo secretariado da AEMO, referente à transparência do processo eleitoral e à admissão dos novos membros da agremiação.

Há uma semana, a Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO) enviou à imprensa um comunicado assinado pelo Secretário-Geral da agremiação a 22 deste mês de Março. O documento dizia que houve uma reunião a 9 de Março, envolvendo a Comissão de Verificação (Ad Hoc) constituída em Assembleia-Geral e a Comissão Eleitoral, tendo, por um lado, estas concluído não haver quaisquer indícios tendentes à viciação do processo eleitoral na AEMO.

Por outro lado, o comunicado de 22 de Março dizia ainda que se constatou, por lapso de digitalização, uma repetição de certos nomes, em número de cinco, juntando-se a este erro simples de preenchimento das fichas de candidatura, por parte de alguns dos 35 escritores candidatos à categoria de membro efectivo da AEMO. Quer isto dizer que a lista de 40 novos membros apresentada no dia da eleição, 5 de Março, tinha cinco nomes a mais.

Em virtude do que ficou acordado nos encontros mantidos para se encontrar soluções que viabilizem o processo eleitoral, Carlos Paradona, candidato à sua própria sucessão, disse, semana passada, que estavam ultrapassadas as questões que dividiam as duas listas candidatas ao cargo de Secretário-Geral.

Acontece que, nesse mesmo dia, Lucílio Manjate, outro candidato a Secretário-Geral da AEMO, contradisse a nota assinada pelo actual secretariado. O escritor Lucílio Manjate apenas reconheceu que no encontro do dia 9 de Março definiu-se uma nova data para as eleições, 2 de Abril. Quanto ao resto, distanciou-se, dizendo o seguinte: “Em primeiro lugar, penso que, a fazer-se um comunicado de imprensa, este deve ser emitido pela Comissão Ad Hoc criada para a verificação do processo de adesão dos 40 novos supostos membros. Tanto é que a mesma Comissão ainda está a trabalhar. Fico espantado com um Comunicado emitido pelo actual Secretariado pois, ao ignorarem a Comissão Ad Hoc, emitindo um comunicado unilateralmente e faltando grosseiramente à verdade, mancham todo o trabalho já realizado pela mesma Comissão e coloca em causa a continuidade dos trabalhos, cuja retomada foi marcada para o dia 2 de Abril”.

Ora, esta quarta-feira, foi a vez da Comissão Ad Hoc intervir. Igualmente através de uma nota de imprensa, a Comissão Ad Hoc, no documento assinado pelo poeta Armando Artur e pelo professor universitário Gilberto Matusse, reagiu ao comunicado de imprensa de 22 de Março nos seguintes termos: “Repudiamos e distanciamo-nos do posicionamento apresentado no comunicado, porquanto não ​reflecte os pontos de consenso alcançados ao longo das reuniões, incluindo a que foi realizada com os dois candidatos a Secretário-Geral, conforme atestam as actas dos trabalhos”.

Esta quarta-feira, reagindo à nota de imprensa da Comissão Ad Hoc, o Secretário-Geral da AEMO em exercício, Carlos Paradona, respondeu que o secretariado da AEMO está livre de emitir qualquer comunicado que entender e que o comunicado emitido a 22 de Março vai de acordo com o que está registado em acta que a própria Comissão Ad Hoc assinou. “Outra coisa, eles deviam repudiar aspectos concretos do comunicado. Isso eles não dizem, o que revela enfermidade mental. O comunicado está em conformidade com a acta da reunião da Comissão de Verificação. Mas é estranho que a nota de imprensa deles esteja assinada apenas por duas pessoas, e os outros três membros?”.

Os outros membros da Comissão Ad Hoc, além de Armando Artur e Gilberto Matusse, são Manuela Xavier, Isabel Manjate e Custódio Duma.

O QUE DIZ A SEGUNDA ACTA SOBRE A REUNIÃO DA COMISSÃO AD HOC? 

No dia dezassete de Março de dois mil e vinte e dois, pelas dezasseis horas, teve início na Sala de Reuniões da AEMO a segunda reunião da Comissão Ad Hoc composta por Filimone Meigos (Presidente da Mesa da Assembleia da AEMO), Armando Artur, Manuela Xavier, Gilberto Matusse e Custódio Duma, tendo como pontos de agenda:

  1. Apresentação e aprovação do Relatório da Comissão Eleitoral sobre a situação dos

Candidatos a Membros da AEMO;

  1. Coordenação com as duas Cabeças-de-listas para a marcação da nova data da continuidade da Assembleia Eleitoral.

Quanto ao primeiro ponto da agenda, a Comissão Eleitoral apresentou o seu relatório por escrito, tendo concluído que da lista dos trinta e cinco candidatos, somente três reuniam condições para a sua admissão e posterior capacidade eleitoral. O restante dos candidatos devem regularizar a sua situação antes da Assembleia Eleitoral. Ficou ciente e aprovado.

Quanto ao segundo ponto da agenda, tendo sidos chamados a sala os Candidato Carlos Paradona e Lucílio Manjate, foi-lhes apresentado o relatório da Comissão Eleitoral, com que concordaram e decidiu se o seguinte:

  1. a) Fica marcada a continuidade da Assembleia Eleitoral para o dia dois de Abril, podendo desde já o Presidente da Mesa da Assembleia convocá-la para esse dia pelas 9 horas com único ponto de Agenda: a eleição dos órgãos sociais da AEMO;
  2. b) Cada lista concorrente pode indicar um membro observador junto a Comissão Eleitoral, e apresentá-lo ao Secretariado da AEMO até ao dia 25 de Março;
  3. c) O Secretariado da AEMO deve convidar os candidatos a membros da Associação com irregularidades para saná-las até ao dia 25 de Março;
  4. d) A partir do dia 28 de Março a Comissão Eleitoral deve trabalhar a lista final de eleitores;
  5. e) A Comissão Eleitoral deve mandar publicar a lista final dos eleitores até ao dia 30 de  Março”.

O documento foi assinado pelo Presidente da Mesa da Assembleia da AEMO, Filimone Meigos, e por Custódio Duma, da Comissão Ad Hoc, no dia 17 de Março.

Os actores Ana Magaia, Vasco Condo, Dadivo José, Luísa José Sainone e Manuel Ribeiro (os dois últimos a título póstumo) e os escritores Juvenal Bucuane e Álvaro Taruma foram homenageados, esta segunda-feira, pela Casa da Cultura do Alto-Maé, na Cidade de Maputo.

O gesto da instituição cultural pretendeu enaltecer o trabalho dos artistas que usam a poesia e o teatro para consciencializar a sociedade moçambicana. “Homenageamos os fazedores da cultura no sentido de chamar atenção para a passagem do testemunho dos artistas mais novos, inspirando valores da sociedade”, afirmou Megue Constance, a Directora da Casa da Cultura do Alto-Maé, na Cidade de Maputo.

Reagindo ao gesto, a actriz Ana Magaia assumiu estar satisfeita por ter sido reconhecida pela sua cidade. “É uma honra muito grande, um privilégio sem medida, porque é o prémio da minha cidade, de uma Casa onde trabalhei, ensaiei e aprendi muitas coisas, na passagem da adolescência para a fase adulta”.

Quem esteve igualmente satisfeito foi Vasco Condo. O actor também reconheceu que o gesto é louvável, e que, para si, fica na história. E argumentou porquê: “Esta foi a primeira vez que recebo um prémio em quase 30 anos de carreira. Tenho de agradecer à Casa da Cultura por este gesto. Estou muito grato”.

Além de agradecer pela iniciativa, o actor Dadivo José disse que a melhor homenagem da Casa da Cultura seria criar condições, espaços públicos, com políticas claras, para que a actividade teatral fosse cada vez mais massificada e com melhor qualidade. “Eu estou disposto a trabalhar com a Casa da Cultura para que os vários sonhos de jovens artistas se materializem”.

Por fim, Álvaro Taruma destacou a sensibilidade da Casa da Cultura ao reconhecer os fazedores da escrita e do teatro. “Nós temos honrado a Cidade de Maputo e Moçambique, com o trabalho que nós fazemos. Então, este gesto foi uma espécie de cheque que é dado de volta para quem engrandece a Cidade de Maputo.

A sessão de homenagem aos artistas contou com a presença do Director dos Serviços de Assuntos Sociais da Cidade de Maputo, Armando Dombo, e ainda houve teatro, dança e poesia.

Os actores Ana Magaia, Vasco Condo, Dadivo José, Luísa José Sainone e Manuel Ribeiro (os dois últimos a título póstumo) e os escritores Juvenal Bucuane e Álvaro Taruma foram homenageados, esta segunda-feira, pela Casa da Cultura do Alto-Maé, na Cidade de Maputo.

 

O gesto da instituição cultural pretendeu enaltecer o trabalho dos artistas que usam a poesia e o teatro para consciencializar a sociedade moçambicana. “Homenageamos os fazedores da cultura no sentido de chamar atenção para a passagem do testemunho dos artistas mais novos, inspirando valores da sociedade”, afirmou Megue Constance, a Directora da Casa da Cultura do Alto-Maé, na Cidade de Maputo.

Reagindo ao gesto, a actriz Ana Magaia assumiu estar satisfeita por ter sido reconhecida pela sua cidade. “É uma honra muito grande, um privilégio sem medida, porque é o prémio da minha cidade, de uma Casa onde trabelhai, ensaiei e aprendi muitas coisas, na passagem da adolescência para a fase adulta”.

Quem esteve igualmente satisfeito foi Vasco Condo. O actor também reconheceu que o gesto é louvável, e que, para si, fica na história. E argumentou porquê: “Esta foi a primeira vez que recebo um prémio em quase 30 anos de carreira. Tenho de agradecer à Casa da Cultura por este gesto. Estou muito grato”.

Além de agradecer pela iniciativa, o actor Dadivo José disse a melhor homenagem da Casa da Cultura seria criar condições, espaços públicos, com políticas claras, para que a actividade teatral fosse cada vez mais massificada e com melhor qualidade. “Eu estou disposto a trabalhar com a Casa da Cultura para que os vários sonhos de jovens artistas se materializem”.

Por fim, Álvaro Taruma destacou a sensibilidade da Casa da Cultura ao reconhecer os fazedores da escrita e do teatro. “Nós temos honrado a Cidade de Maputo e Moçambique, com o trabalho que nós fazemos. Então, este gesto foi uma espécie de cheque que é dado de volta para quem engrandece a Cidade de Maputo.

A sessão de homenagem aos artistas contou com a presença do Director dos Serviços de Assuntos Sociais da Cidade de Maputo, Armando Dombo, e ainda houve teatro, dança e poesia.

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