N’txuva
Madala estava irrequieto. De cócoras. Não tirava os olhos do chão, onde buracos disciplinados alinhavam-se e formavam o tabuleiro do n'txuva. Madala levantou-se para esticar
Madala estava irrequieto. De cócoras. Não tirava os olhos do chão, onde buracos disciplinados alinhavam-se e formavam o tabuleiro do n'txuva. Madala levantou-se para esticar
– Marrria. Me chamo-me Marrria. Pronunciou assim mesmo. Com a língua tremelicar no céu da boca, pondo os muitos erres da descontração tsonga no sotaque.
O vento empurrou a cortina. Maimuna estava sentada, sozinha, a fazer aquilo que as mulheres fazem quando estão sozinhas: cuidar da beleza. Segurou no caule
Desci o degrau do asfalto para a areia, na fronteira entre o cimento e a madeira e zinco. Dali para adiante a luz era fraca.
No telemóvel ainda choviam cordialidades pela passagem do ano. A cabeça pesava-me como se estivesse cheia de babalaza de todos os destilados. Por isso não
O sono esmoreceu, mas não despertei de imediato. Acordar parecia um caminho longo. Deixei-me estar a meio da viagem, sem compromisso, nem com o sono
Foi na semana das exonerações. Antes do comunicado das novas nomeações. Havia um brilho diferente no sorriso das pessoas. Tudo parecia merecer polimento especial e
Agarrou a cabeça. A culpa pesava. A primeira reclusão de um culpado é a consciência. Por isso levou a mão à cabeça que é onde
Dezembro. Dia um. A noite caíu. Com a escuridão húmida veio o burburinho inconfundível das noites sem vento nos bairros de lata: o silêncio do
Senti que não cabia nas calças. Sinal óbvio de ter minguando. Ou será que as calças alargaram?, perguntei-me, procurando disfarçar a frustração de sequer preencher