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O País – A verdade como notícia

Produção ilegal de combustível preocupa moradores de Dondo

Resíduos são despejados num terreno baldio usado para actividades agrícolas, enquanto um incêndio atingiu parte de uma área vizinha.

Uma unidade de produção de combustível, alegadamente em funcionamento ilegal e pertencente a cidadãos de nacionalidade chinesa, está a preocupar os moradores de Tondo, devido ao despejo de resíduos da actividade industrial num terreno baldio utilizado pelas comunidades para a prática da agricultura.

Segundo denúncias dos residentes, os resíduos, descritos como óleo impróprio para utilização, são depositados junto ao muro da fábrica, provocando um cheiro nauseabundo e levantando suspeitas de contaminação dos solos e de danos nas culturas agrícolas.

Na tarde de sexta-feira, a situação agravou-se com a ocorrência de um incêndio que, segundo testemunhas, terá começado na zona onde são depositados os resíduos e alastrado até atingir parte do terreno de uma empresa vizinha.

Um dos responsáveis da área afectada explicou que o incidente provocou momentos de apreensão, devido ao risco que o fogo representava para as instalações e para as pessoas que trabalham nas proximidades.

Segundo o relato, os responsáveis pela unidade terão mobilizado alguns homens para tentar controlar as chamas, mas parte do terreno acabou por ficar queimada, incluindo pequenas árvores de eucalipto.

Para além do risco de novos incêndios, os camponeses receiam que os resíduos comprometam a fertilidade dos solos e prejudiquem a produção agrícola, aumentando os prejuízos das famílias que dependem das machambas para a sua subsistência.

A preocupação estende-se a outros membros da comunidade, que desenvolvem diferentes actividades nas proximidades da unidade e afirmam estar expostos aos odores provenientes da produção de combustível.

Na manhã deste sábado, uma equipa de reportagem deslocou-se ao local para ouvir os responsáveis pela fábrica, mas a empresa não prestou declarações e manteve as portas encerradas.

Entretanto, as autoridades competentes, incluindo as entidades responsáveis pela fiscalização da actividade e pelo controlo da qualidade ambiental, confirmaram ter recebido uma denúncia sobre o caso.

Segundo as autoridades, está em curso uma acção destinada a apurar os factos, travar a actividade alegadamente ilegal e determinar eventuais responsabilidades.

 

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