No primeiro semestre de 2026, a produção industrial é estimada em cerca de 60 mil milhões de meticais, com destaque para as indústrias alimentares, metais de base, bebidas, minerais não metálicos e produtos químicos. No mesmo período, foram licenciados três grandes estabelecimentos industriais, ligados ao processamento de grafite, produção de embalagens plásticas e papel canelado, e à serração e aplainamento de madeira, com um potencial estimado de 938 postos de trabalho.
No comércio e abastecimento, o ministro revelou que foram comercializadas cerca de 7 milhões de toneladas de produtos agrícolas, principalmente tubérculos, cereais e hortícolas. Muhate considera, contudo, que o desempenho do sector deve ser avaliado também pela capacidade de escoamento, disponibilidade dos produtos e pelos preços praticados para as famílias.
No comércio externo, os dados preliminares apresentados pelo ministro apontam para um “saldo positivo da balança comercial de cerca de 114 milhões de dólares. O resultado decorre de um crescimento de 5% das exportações e de uma redução de 12% das importações”, explicou. Para Muhate, a redução das importações deve ser acompanhada pelo reforço da produção nacional, enquanto o país precisa de aumentar a diversificação das exportações e o valor acrescentado dos produtos nacionais.
O turismo registou, por sua vez, 76 novos estabelecimentos, entre unidades de alojamento, restaurantes e agências de viagens. De acordo com o ministro, “os investimentos aprovados neste sector rondam 840 milhões de meticais, com potencial para gerar cerca de 999 postos de trabalho”. Muhate defende que estes investimentos devem resultar em mais actividade económica, turistas, emprego e participação das empresas nacionais e das comunidades na cadeia de valor.
Na área das Micro, Pequenas e Médias Empresas, 3 004 empresas foram abrangidas por acções de capacitação e assistência. O ministro considera, entretanto, que o desafio passa por medir os resultados dessa intervenção, nomeadamente quantos negócios foram consolidados, quantos empregos foram criados e quantas empresas conseguiram aceder a financiamento e a novos mercados.
No investimento directo, foram aprovados 90 projectos, concentrados sobretudo nos sectores dos Transportes e Comunicações, Turismo e Hotelaria e Indústria. Muhate alertou que a aprovação dos projectos é apenas o início do processo, defendendo o acompanhamento da sua implementação para garantir que se transformem em unidades produtivas, empregos, exportações e receitas para o Estado.
O ministro destacou ainda a expansão dos serviços do BAU para 129 distritos, no âmbito das reformas destinadas a melhorar o ambiente de negócios. Entre as medidas mencionadas estão o Regulamento de Licenciamento Industrial, a Mera Comunicação Prévia e o Licenciamento Simplificado das Actividades Económicas.
Ao fazer o balanço dos primeiros 18 meses de governação, Muhate defendeu que “a avaliação das políticas públicas deve ultrapassar o número de actividades realizadas, licenças emitidas ou projectos aprovados e concentrar-se no impacto efectivo sobre a economia e a população. É necessário saber quantos investimentos se concretizaram, quantos empregos foram criados, quanto aumentou a produção e em que medida as oportunidades económicas chegaram às famílias”, afirmou o ministro.
Para Basílio Muhate, “o desafio do Ministério da Economia é transformar os resultados das actividades em mais produção, investimento, emprego, empresas competitivas e maior rendimento para as famílias”. Os pronunciamentos foram feitos durante a II Sessão do Conselho Coordenador do Ministério da Economia, que decorre na cidade de Maputo.