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O País – A verdade como notícia

Reservas internacionais reduzem para 3,44 mil milhões de dólares

O país está a registar uma queda nas reservas internacionais. Segundo o Resumo mensal de informação estatística do Banco Central, em julho, o stock fixou-se em 3,44 mil milhões de dólares, suficientes para cobrir menos de três meses de importações, O relatório revela ainda a pressão sobre o investimento e o comércio externo.

O país terminou o mês de Julho com reservas internacionais líquidas de cerca de 3,44 mil milhões de dólares, mês em que o país gastou mais divisas do que conseguiu captar. O valor representa uma ligeira redução face aos 3,46 mil milhões registados em Junho.

Segundo o mesmo documento resumo mensal de informação estatística disponibilizado pelo Banco Central, em Julho, entraram no país cerca de 213 milhões de dólares, mas as saídas atingiram 261,7 milhões. O movimento resultou num fluxo líquido negativo de aproximadamente 27 milhões de dólares.

Com o actual nível de reservas, Moçambique consegue cobrir 2,8 meses de importações de bens e serviços, ou 4,3 meses quando excluídas as importações dos grandes projectos. No financiamento à economia, o crédito bancário atingiu 291,7 mil milhões de meticais.

Os particulares absorveram cerca de 106,2 mil milhões, enquanto as empresas privadas receberam 104,5 mil milhões de meticais. O comércio foi o sector que mais beneficiou do financiamento, com 25,7 mil milhões de meticais, seguido dos transportes e comunicações, com 24,2 mil milhões, e da indústria transformadora, com 22,2 mil milhões.

A agricultura recebeu apenas 4,6 mil milhões de meticais. E financiar-se continua caro. A taxa média de juro dos empréstimos a um ano situou-se em 21,27%, enquanto os depósitos com a mesma maturidade renderam, em média, 3,81%.

A Prime Rate manteve-se nos 15,50% em Julho. No comércio externo, o desequilíbrio também permanece. No segundo trimestre, Moçambique exportou bens no valor de 1,89 mil milhões de dólares, mas importou cerca de 2,21 mil milhões. O resultado foi um défice comercial de aproximadamente 320 milhões de dólares.

O gás, carvão e areias pesadas continuam a dominar as exportações nacionais. Outro indicador que recuou foi o investimento directo estrangeiro. Depois de atingir 1,33 mil milhões de dólares no primeiro trimestre, o investimento caiu para cerca de 590 milhões no segundo trimestre.

Apesar da pressão sobre as reservas e do défice comercial, os preços registaram uma ligeira redução mensal. Em Julho, a inflação caiu 0,26%. Ainda assim, a inflação acumulada desde o início do ano atingiu 5,12%, enquanto a inflação homóloga ficou em 7,48%, ligeiramente abaixo dos 7,51% de Junho.

Se a agricultura foi o mais penalizado, o sector extractivo recebeu a maior fatia, com 368,7 milhões de dólares, seguido da indústria transformadora, com 151 milhões.

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