O governador do Banco de Moçambique desafia filiais a assumirem papel estratégico na modernização do sistema financeiro nacional. Rogério Zandamela quer eficiência na gestão do numerário e expansão segura dos pagamentos digitais.
O distrito de Metangula, na província de Niassa, sediou, nesta quarta-feira, a sétima reunião do Banco de Moçambique com as respectivas filiais de todo o País. Na reunião que pode ser uma das últimas do actual governador, Rogério Zandamela, que, durante o seu mandato, impulsionou as representações do banco nas províncias, foi reforçado o papel das filiais na articulação com os serviços da sede.
“As filiais não são apenas unidades de representação territorial. São extensões estratégicas do Banco de Moçambique, essenciais para assegurar a presença institucional, a gestão de numerário, a recolha de informação económica e financeira, e a implementação, no terreno, das orientações do Conselho de Administração”, sublinhou Zandamela.
O encontro decorre numa altura em que se aproxima o término do mandato de Rogério Zandamela à frente do Banco de Moçambique, e essas ocasiões têm sido usadas para o balanço dos progressos do seu mandato.
A consolidação da SIMOrede, a interoperabilidade entre sistemas e o lançamento do METIX, são para Zandamela parte de ganhos da sua vigência, porém reconhece que nem todas as pessoas estão na moeda electrónica, por isso “o nosso objectivo é assegurar que as notas e moedas de boa qualidade cheguem a todos os pontos do País com segurança, eficiência e regularidade”, disse.
Como quem se despede dos seus, Zandamela desafiou os directores a assumirem a transformação do sistema financeiro com estratégias “ajustadas à realidade local e a converter os investimentos realizados em ganhos efectivos de eficiência, segurança, inclusão e qualidade dos serviços prestados à sociedade”, concluiu.