O empresário chinês Jiye Zhou foi condenado, esta terça-feira, pelo Tribunal Judicial da Província de Sofala, a uma pena de 8 anos de prisão. O tribunal emitiu também um mandado de captura internacional contra o arguido e determinou o pagamento de uma indemnização ao Estado moçambicano no valor de 1 bilião de meticais.
Jiye Zhou é acusado de falsificação de documentos para corte, transporte e exportação ilegal de madeira na província de Sofala. O empresário está foragido da justiça moçambicana há mais de 3 anos.
De acordo com o colectivo de juízes da Sexta Secção Criminal, ficou provado que entre 2007 e 2016, o condenado era proprietário da empresa Can Internacional Limitada, vocacionada à comercialização de madeira.
O tribunal apurou que a empresa utilizava VDs (Verbetes de Depósito – falsos), supostamente emitidos por declarantes que acabaram por denunciar o crime na qualidade de compradores de madeira. Com os documentos falsos, a Can Internacional sonegava a declaração de venda dos produtos para efeitos de tributação.
As compras de madeira feitas com base nas VDs falsas ultrapassaram 1 bilião e 240 milhões de meticais. A sonegação de impostos causou um prejuízo ao Estado moçambicano estimado em mais de 500 milhões de meticais.
Refira-se que este não é o único processo que envolve o empresário. Jiye Zhou responde também no mesmo tribunal por outros crimes, nomeadamente evasão fiscal, branqueamento de capitais e obtenção fraudulenta de nacionalidade moçambicana. O arguido possui um Bilhete de Identidade com naturalidade atribuída ao distrito do Búzi.