A crescente onda de sequestros de estudantes voltou a levar centenas de pessoas às ruas da capital nigeriana. Manifestantes concentraram-se em Abuja para exigir a libertação de alunos e professores raptados por grupos armados e cobrar uma resposta mais eficaz das autoridades.
Os protestos foram convocados por organizações da sociedade civil após mais um caso de sequestro em massa numa escola do estado de Oyo. A insegurança continua a afectar várias regiões da Nigéria, onde grupos armados utilizam os raptos como fonte de financiamento através da cobrança de resgates.
Durante a manifestação, activistas denunciaram aquilo que consideram ser uma incapacidade do Governo para proteger a população e travar a acção dos grupos criminosos.
“Chega! Basta de sequestros, basta de assassinatos. Eles nos matam como galinhas. Matam nossos filhos como galinhas. Não somos animais. Somos cidadãos de primeira classe da Nigéria”, apeloi a activista Arije Alao.
Entre os participantes esteve o activista e ex-candidato presidencial que criticou duramente a actuação das forças de segurança e acusou as autoridades de não tratarem a crise com a urgência necessária.
“Estou muito preocupado com as crianças que estão em cativeiro. Soldados que deveriam estar na mata procurando crianças estão aqui protegendo seus opressores, os políticos nigerianos”, disse o ex-candidato presidencial, Omoyele Sowore.
Dados divulgados pelos organizadores indicam que pelo menos 46 estudantes e funcionários foram sequestrados no estado de Oyo no dia 15 de Maio. No mesmo dia, cerca de 42 pessoas também foram raptadas no nordeste do país, incluindo no estado de Borno.
Os manifestantes prometem manter a pressão sobre o Governo até que os reféns sejam libertados e medidas mais eficazes sejam adoptadas para travar uma crise de segurança que continua a afectar milhares de famílias nigerianas.