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Moradores denunciam ligações clandestinas em Boquisso “A” e Mali

Moradores dos bairros Boquisso “A” e Mali, na  cidade da Matola, queixam-se de falta de corrente eléctrica. A situação tem originado assaltos noturnos e perda de eletrodomésticos. Devido a este problema, os moradores recorrem a ligações clandestinas, facto que tem propiciado curtos-circuitos. 

Uma residência foi parcialmente destruída, no bairro Boquisso “A”, município da Matola, em resultado de um curto-circuito. 

No local, as paredes negras ainda existentes evidenciam a gravidade do incêndio, que apenas deixou rastros de destruição. Tudo causado por uma ligação clandestina de energia eléctrica. 

“Todos os bens estavam aqui dentro de casa. Tudo perdeu-se. Nada sobrou aqui.

Tudo que estava aqui dentro saiu em cinzas. Perdi todos os meus bens por conta da corrente elétrica. Nós temos uma péssima qualidade da corrente elétrica. Não temos PT’s, cada um entende, faz uma ligação clandestina para poder ter a corrente elétrica”, lamentou Matias Bila, que teve a sua casa consumida pelo pelas chamas durante incêndio. 

Trata-se de apenas um dos resultados de ligações clandestinas naquela parcela do país. 

No local, a energia, que é de fraca qualidade, é compartilhada de uma casa para outra, entre os moradores, em condições precárias. 

Nas ruas e nas casas o que mais se vê são cabos de energia entrelaçados entre estacas improvisadas, alguns dos quais não é necessário fazer muito esforço para notar o perigo. 

“Quando, por exemplo,  deslocamo-nos a eletricidade, eles sempre dizem vão lá, voltem lá. Aqui vocês ainda não estão no mapa para a colocação de boa energia. Em resultado acabamos colocando estes fiozinhos aqui”, explicou uma moradora. 

Os residentes, que denunciam as ligações clandestinas por si feitas, dizem recorrer a meios ilegais cansados de falsas promessas, por parte da Eletricidade de Moçambique, que aliás, conhece o esquema.

“Essa foi uma solução imediata que a gente apanhou para pelo menos não dormir no escuro. Mas que também não serve para nada. Só serve para acender a lâmpada. O pessoal da EDM sempre aparece aqui fazendo promessas, não cumprem e vão-se embora”. 

A perda de eletrodomésticos, como congeladores e microondas, por exemplo, acontece quase todos os dias. 

O problema é vivenciado pelos moradores de Boquisso, mas também de 38 quarteirões do bairro Mali. 

Os moradores exigem soluções para o problema.

Sobre o assunto, a nossa equipa de reportagem entrou em contacto com a EDM, que prometeu pronunciar-se oportunamente. 

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