Venâncio Mondlane anunciou, ontem, uma manifestação geral para os dias 24 e 25 deste mês, ou seja, para quinta e sexta-feira desta semana.
O candidato presidencial sublinha que nenhuma instituição privada ou pública deve funcionar, incluindo a CNE, que tem prevista a divulgação geral dos resultados eleitorais. Os serviços essenciais vão funcionar normalmente.
“As manifestações serão descentralizadas, ocorrendo em todos os distritos e bairros do país, para evitar uma forte intervenção policial. “Não haverá blindados suficientes para cobrir todos os bairros”, afirmou Mondlane.
Segundo o candidato presidencial, “o regime da Frelimo declarou guerra ao povo moçambicano e passou dos limites”.
Na mensagem, Mondlane frisou que jornalistas nacionais e internacionais ficaram feridos durante a acção policial.
“Eles disparam balas directamente para as pessoas, o que pode causar danos muito graves. Estão a brincar com o povo”, disse Mondlane, numa crítica aberta à repressão violenta das forças de segurança.
Mondlane garantiu, ainda, que os protestos serão pacíficos, mesmo com o pendor de violência da polícia. “Se a polícia continuar a disparar contra os manifestantes, o povo vai responder. Vamos dar à CNE um grande presente no dia do anúncio dos resultados. (…)Estamos a decretar a abertura das portas da revolução em Moçambique”, frisou.
Mondlane reiterou a necessidade de continuar com a resistência, caso as reivindicações populares não sejam atendidas. “A partir do dia 24, vamos subir a fasquia. Vamos paralisar o país por dois dias, paralisar todo o trabalho, e desta vez, a manifestação será em todos os distritos”, anunciou.
Adiante, Venâncio Mondlane convocou toda a oposição a unir forças na luta contra a Frelimo. Dirigindo-se especificamente a Ossufo Momade, da Renamo, e Lutero Simango, do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Mondlane exortou: “Esqueçam as desavenças e juntem-se à causa nacional.”