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UEM realça que estudantes devem pagar propinas do semestre passado

A Faculdade de Engenharia da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) considera injusta a manifestação feita pelos seus estudantes, quarta-feira à noite, e acrescenta que os devedores devem pagar pelo custo do curso referente ao semestre passado.

 

Quarta-feira à noite, vários estudantes da Faculdade de Engenharia da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), na Cidade de Maputo, reuniram-se para protestar a decisão de pagarem 25 mil meticais de propinas, referentes a cinco meses do semestre passado. Segundo avançaram, apenas estudaram quatro semanas no semestre. Por isso, entendem que devem pagar cinco mil meticais, o que corresponde a um mês.

Esta quinta-feira, com efeito, a Direcção da Faculdade de Engenharia da UEM convocou a imprensa para esclarecer o caso. De acordo com Irene de Carvalho, a Directora da Faculdade de Engenharia da UEM, não é verdade que os estuantes apenas estudaram um mês. O que acontece, segundo frisou, é o seguinte: “Na sua inquietação, os estudantes alegam que só estudaram quatro semanas, isto refere-se a um mês. Mas isto não constitui a realidade. Nós tivemos o ano lectivo com pequenas interrupções por causa da situação da pandemia. E o que aconteceu foi que no segundo semestre do ano passado, como no primeiro, houve modalidade híbrida no ensino das aulas”. Em outras palavras, isto quer dizer que os estudantes tiveram uma parte das aulas presenciais (quatro semanas) e outra parte online, segundo Irene de Carvalho.

Assim sendo, a Direcção da Faculdade de Engenharia da UEM considera injusta a manifestação dos estudantes que apenas consideram aulas presenciais. E Irene de Carvalho não escondeu que a manifestação encontrou-lhes de surpresa, pois, semana passada, a Faculdade de Engenharia manteve um encontro com os estudantes para esclarecer a situação. Poucos dias depois, sem sequer informar a Faculdade, os estudantes devedores decidiam manifestarem-se.

O que a Direcção da Faculdade de Engenharia da UEM quer que se entende é que as propinas que devem ser pagas, 25 mil meticais (cinco mil por mês, no pós-laboral), não correspondem às aulas presenciais, mas ao custo do curso de um semestre. Os estudantes fizeram testes, exames e tiveram resultados. Agora que devem se inscrever no novo semestre, devem resolver a situação da dívida acumulada ou então, a Faculdade abre espaço, comprometerem-se com um plano de amortização da dívida.

Mesmo discordando dos estudantes que manifestaram quarta-feira à noite, Irene de Carvalho afirmou que a Faculdade de Engenharia da UEM está disponível a analisar cada caso de modo que os estudantes não percam aulas por não conseguirem pagar o valor das propinas de uma só vez.

 

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