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O País – A verdade como notícia

A depressão tropical entra amanhã no país, através da província de Nampula, e a previsão indica que mais de 500 mil pessoas e 76 unidades sanitárias, nas zonas Centro e Norte, poderão ser afectadas pelo sistema.

Informações avançadas hoje pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) indicam que o sistema, que até sábado já se encontrava em Madagáscar, está no Canal de Moçambique. Progressivamente, vai entrando na costa através da província de Nampula, precisamente em Angoche, no dia 24, fazendo-se sentir até 27 corrente.

Segundo o porta-voz do INAM, Acácio Tembe, entre os dias 24 e 25, serão afectadas as províncias de Nampula, Zambézia Niassa e Sofala pela chuva em volta dos 300 milímetros. Já nos dias 26 e 27, serão afectadas as províncias de Tete, Sofala e Manica, com precipitações entre 100 e 200 milímetros.

“Em relação à trajectória, neste momento [o sistema] encontra-se no canal de Moçambique como depressão tropical, mas as projecções da água no canal de Moçambique permitem que se desenvolva até que chegue a uma tempestade tropical severa” e poderá entrar no país com vento de cerca de 100 a 120 km/hora.

Zambézia poderá ser a província mais afectada, por causa do rio Licungo que está com um metro abaixo do alerta e a chuva prevista poderá criar uma situação de transbordo, conforme explicou Agostinho Vilanculos, chefe do Departamento de Gestão de Bacias Hidrográficas, do Instituto Nacional de Gestão de Recursos Hídricos.

Já a Bacia do Zambeze tem um risco moderado a alto de transbordo, mas espera-se que a Barragem de Cahora Bassa evite o pior, através da retenção da água.

Conforme explicou a fonte, caso o caudal aumente no Zambeze, a situação pode piorar, devido a um dique que não está em boas condições, o que poderá criar graves danos em Marromeu, Caia, Morrumbala e Mopeia.

“Temos atenção especial para a circulação rodoviária, sobretudo nos troços Caia-Mopeia, Caia-Morrumbala, Caia-Marromeu e Marromeu-Chinde”, que poderão ser afectados pelo sistema.

Requer-se atenção também para a ligação ferroviária devido à erosão, já que “vai chover muito, então no troço Cheringoma-Mutarara, podemos ter alguns problemas”, detalhou Agostinho Vilanculo, que acrescentou que o distrito de Nacala Porto tem o risco elevado de erosão, diferentemente das cidades da Beira, Tete e Quelimane, que estão numa situação moderada.

Diante desta previsão e impactos calculados, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres  já se prepara para apoiar as vítimas e evitar o pior, conforme revelou António Beleza, director-adjunto do Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE).

“Nos lugares mais críticos, já temos algumas embarcações posicionadas, mas estamos a fazer reforço, por causa da dimensão do que se prevê”, disse Beleza, tendo acrescentado que já foi feito o mapeamento dos aeródromos, a condição das pistas e o tipo de aeronaves caso haja necessidade de usá-los para prestar assistência às vítimas, bem como o mapeamento e uso das rádios comunitárias para a sensibilização das populações, para que se retirem das zonas de risco, antes de o sistema afectar.

“Nas zonas mais críticas, conseguimos alertar cerca de 300 mil pessoas sobre os cenários que se aproximam; fizemos o pré-posicionamento de meios de busca e salvamento, bens e produtos alimentares e não alimentares”.

As partes falavam este domingo, durante um encontro de emergência multissectorial, dirigido pela presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, Luísa Meque.

Há escolinhas que receiam falir na Cidade de Maputo, devido ao horário estabelecido das 8 às 12 horas. Os gestores destes estabelecimentos de ensino dizem que o tempo é curto e retrai novos ingressos.

Na quarta-feira, o Presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou o relaxamento de algumas medidas restritivas contra a COVID-19, com vista a conciliar a prevenção da doença e recuperação económica do país, mas nem todas as áreas sofreram mudanças.

A título de exemplo, o horário do funcionamento das escolinhas continua das 8 horas às 12 horas. A equipa do jornal “O País” visitou algumas escolinhas e numa delas, localizada no bairro Central, há apenas 15 alunos.

Segundo Isabel Ruas, gestora do estabelecimento de ensino, o número poderia aumentar, mas o horário limita aos pais que desejam matricular os seus filhos. A fonte contou que muitos pais manifestam desejo de inscrever os seus, mas depois mudam de decisão.

“Os pais pagam metade do valor das mensalidades, para compensar o tempo em que as crianças estudam, mas mesmo assim, os pais que neste momento desejavam matricular os seus filhos desistiram”, disse Isabel Ruas.

 Perante à situação, Isabel Ruas fala de prejuízos por cada novo ingresso perdido, quando os encarregados de educação adiam inscrever os seus educandos. É que as contas de manutenção das infra-estruturas do estabelecimento de ensino e para pagar os funcionários começam a escassear.

 A gestora e suas sócias sabem que é preciso ser resilientes, em nome de um projecto construído com muito sacrifício, de tal forma que estão a usar os próprios fundos para cobrir algumas despesas, para que as actividades não parem.

 Se Isabel e suas sócias conseguem ser resilientes, essa força não é a mesma para Maria Loureiro, directora de uma escolinha no bairro da Polana Cimento. A gestora diz que o medo de fechar as portas é maior, pois mesmo sem mencionar os valores, as receitas baixaram drasticamente.

“Não sei se vou ou não conseguir persistir, mas se as coisas não mudarem, acredito que esta e muitas creches vão encerrar as suas portas”, cogitou Maria Loureiro.

Dilson Lissane, um dos pais que a equipa do “O País” encontrou numa das escolinhas, pediu que o horário das creches fosse estendido por mais tempo, alegando que a hora actual não lhe favorece, pois choca com o seu tempo laboral.

“É difícil ter que sair do serviço às 12 horas, para levar a criança de volta a casa. Pretendo matricular o meu filho, mas não descarto a ideia de anular a ideia”, disse Dilson Lissane.

Para além da hora que não é favorável, os gestores das escolinhas e os encarregados de educação dizem que a limitação do tempo de estudos influencia negativamente no aproveitamento dos petizes. A nossa equipa soube, inclusive, que há escolinhas que, sequer, ainda não começaram com os preparativos para iniciar as aulas do presente ano lectivo à espreita.

 

A previsão do estado do tempo para este domingo indica que se poderá  registar queda de precipitação, acompanhada de trovoadas e ventos a soprar, por vezes, com rajadas em todo país.

Hoje, as temperaturas máximas poderão variar de 24 a 34 graus Celsius.

As cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilanculo, na zona sul do país, poderão registar temperaturas máximas de 30, 27, 28 e 27 e mínimas de 21, 24, 24 e 22 graus, respectivamente.

Para as cidades da Beira, Chimoio, Tete e Quelimane prevêem-se máximas de 31,26, 34 e 31 e mínimas de 25, 18, 25 e 23 graus Celsius, respectivamente.

As cidades da Nampula, Pemba  e Lichinga poderão registar máximas de 28, 31 e 24  e mínimas de 21, 23 e 17 graus, respectivamente.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) diz que a perturbação tropical a leste de Madagascar evoluiu nas últimas horas para depressão tropical e poderá atingir a costa leste daquele país hoje, podendo atingir o canal de moçambicana amanhã.

Em comunicado de imprensa, o INAM diz que o sistema poderá afetar a navegação marítima entre os paralelos 13 e 20 graus de latitude sul, com ventos tempestuosos.

O sistema em causa poderá aproximar-se da costa moçambicana na segunda-feira, o que irá influenciar o estado do tempo na províncias de Nampula, Zambézia e Sofala, com chuvas fortes, acompanhadas de trovoadas severas e ventos com rajadas fortes entre 90 e 120 quilómetros por hora.

 

Sábado sangrento na EN1, povoado de Mirongone, localidade de Lua-Lua, distrito de Mopeia, província da Zambézia. Aparatoso acidente de viação faz 27 óbitos. O sinistro resultou da colisão entre um camião-cavalo de mercadorias e um transporte semi-colectivo de passageiros.

Passavam pouco depois das 13 horas quando o referido acidente ocorreu, envolvendo um semi-colectivo em que seguiam 25 passageiros, enquanto, no camião-cavalo, seguiam seis pessoas. O camião-cavalo fazia o sentido sul-norte e o semi-colectivo de passageiro, no caso a minibus, o contrário. Das 25 pessoas que estavam no minibus, perderam a vida 23 e quatro no camião-cavalo.

Quatro dos três sobreviventes do acidente foram evacuados para o Hospital Central de Quelimane para tratamento. Uma criança foi submetida à cirurgia e encontra-se internada na sala de reanimação. O médico de urgência, Gabriel Pedro, fez saber que todos os três pacientes estão fora de perigo.

Através do director clínico do Hospital Central de Quelimane, Abrigio Filipe, um dos três pacientes, por sinal o motorista do semi-coletivo de passageiros, contraiu ferimentos ligeiros e, por isso, já teve alta. Um paciente adulto viu uma das pernas amputadas, entrou com hemorragia grave, os médicos, segundo disse, tiveram que redobrar esforços até estancar, salvando, assim, a vida do paciente ainda em cuidados médicos.

FAMÍLIAS FAZEM RECONHECIMENTO DE CORPOS

A maior parte dos corpos foi transportada à morgue do Hospital Central de Quelimane, porque muitos corpos estavam deformados e, por isso, careciam de intervenção de médicos especializados para a devida identificação.

Este domingo, familiares das vítimas do acidente que vitimou 27 pessoas estiveram na morgue do Hospital Central de Quelimane, para identificar os corpos dos seus entes queridos. Os médicos, com destaque para os legistas, tiveram trabalho aturado.

Dados mais recentes do Ministério da Saúde indicam que mais 1.239 pessoas ficaram livres da COVID-19, elevando o cumulativo de recuperados para 199.542.

“Lamentamos profundamente a morte de mais quatro pacientes com COVID-19,” refere uma nota do MISAU, acrescentando que “o país passou desse modo a ter um cumulativo de 2.153”.

Em relação aos infectados, o Ministério da Saúde diz que 440 cidadão acusaram positivo para o vírus pandêmico.

Nas últimas 24h, a província de Gaza foi a que mais casos registou, com 133 infecções.

Feito o balanço, o cumulativo de infectados no país subiu para 222.046.

As autoridades da Saúde notificaram o internamento de mais cinco pessoas e a recuperação de outras 17 pessoas. Neste momento, encontram-se   hospitalizadas 110 pessoas.

O Governo está desde terça-feira a negociar com a Brithol Michcoma para retoma da emissão de cartas de condução. Entretanto, devido à falta de pagamento da dívida de 40 milhões de meticais, a Brithol ainda não forneceu ao INATRO o papel especial para cartas provisórias, referente ao mês de Janeiro.

A suspensão da emissão de cartas de condução biométricas foi objecto de análise esta semana na Sessão Conselho de Ministros, depois da Conferência de Imprensa em que o Instituto Nacional de Transportes Rodoviários, INATRO, disse que não tinha previsão de solução para o problema e remeteu ao Ministro dos Transportes e Comunicações.

No Comunicado lê-se: “Ainda nesta Sessão, o Governo apreciou informações sobre o Contrato de Impressão das Cartas de Condução”.

Enquanto a solução não está à vista, o Ministro dos Transportes e Comunicações pediu, no encontro, que haja tolerância por parte da Brithol Michcoma, para minimizar os danos aos cidadãos.

A emissão de cartas de condução foi suspensa em Novembro de 2021, devido a uma dívida de 40 milhões de meticais, resultante de um contrato que foi implementado sem visto do Tribunal Administrativo.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, inaugurou, ontem, a Rede Eléctrica do Posto Administrativo de Mitande, no distrito de Mandimba, província de Niassa.

O projecto de electrificação de Mitande teve início no mês de Junho de 2021 e terminou em Setembro do mesmo ano, perfazendo, assim, o 30º posto administrativo electrificado dos 39 existentes naquele ponto do país.

Na ocasião, Filipe Jacinto Nyusi frisou a importância da energia como factor impulsionador de desenvolvimento nacional, particularmente nas zonas rurais onde este recurso ainda é escasso.

“A chegada de energia aqui ao posto administrativo de Mitande, é também sinónimo de melhoria no acesso aos serviços sociais básicos, como sejam o fornecimento de água potável, saneamento, melhoria dos cuidados de saúde, de educação e de sistemas de comunicação”, enfatizou o Chefe de Estado, acrescentado ainda que “é com a energia eléctrica que se cria um ambiente propício para inovações e surgimento de novas indústrias que contribuem para o crescimento económico e geração de novos empregos”.

A Rede Eléctrica de Mitande contempla 11 km de Rede de Média Tensão a 33 kV; 17 km de Rede de Baixa Tensão; montagem de 17 Postos de Transformação (PTs) de 75 kVA e 170 candeeiros de iluminação pública.

O empreendimento permitiu ainda, dos 3000 previstos, a ligação de 1423 novas ligações, que inclui as infra-estruturas dos serviços administrativos e sociais tais comos duas escolas primária e secundária, posto de saúde, um lar de estudantes, serviços administrativos, sete moageiras mini-industriais, estabelecimentos comerciais, estando em curso a ligação de mais instalações domésticas.

Este projecto, além de distribuir energia à Sede do Posto Administrativo de Mitande, prevê, por um lado, a construção de 50 km de linha de média tensão, cujas obras estão em curso, até a Sede do Distrito de Mandimba e por outro lado, irá também fornecer energia ao vizinho Malawi, numa estratégia combinada que iniciou com a montagem de uma subestação móvel de 35 MVA, em Agosto de 2021, em Mitande.

O Presidente da República apelou ainda à população de Mitande, para abster-se dos actos de vandalização da rede eléctrica. “Vamos todos liderar esta luta, denunciando estes e outros actos que atrasam o nosso trabalho de levar energia para os nossos irmãos, em várias partes do país, que tão ansiosamente esperam pelos benefícios inerentes ao seu uso.

De forma particular, as nossas lideranças comunitárias deverão assumir o seu papel de vanguarda nesta batalha”, disse Filipe Nyusi

De acordo com o prognóstico do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), espera-se que o dia de hoje seja de temperatura amena ou  de calor. Na mesma sequência, o prognóstico aponta para a possibilidade de queda de chuvas fracas a fortes, trovoadas  e ventos a soprarem, por vezes, com rajadas na região sul, centro e norte do país.

Em graus Celsius, as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilanculo, na zona sul do país, poderão registar temperaturas máximas de 30, 29, 29 e 31 e mínimas de 21, 23, 23 e 22, respectivamente.

Para as cidades da Beira, Chimoio, Tete e Quelimane prevêem-se máximas de 28,26, 35 e 32 e mínimas de 23, 19, 24 e 21 graus Celsius,respectivamente.

As cidades da Nampula, Pemba  e Lichinga poderão registar máximas de 28, 31 e 24  e mínimas de 21, 22 e 16 graus, respectivamente.

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