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O País – A verdade como notícia

Morreu ontem Meat Loaf, um dos ícones da música rock norte-americana e autor da música “I would Do Anything For Love” que foi sucesso nos anos 70. O cantor tinha 74 anos de idade. A notícia foi confirmada pelo agente do artista.

Meat Loaf era o nome artístico de Marvin Lee Aday, autor do álbum “Bat Out of Hell”, um dos mais vendidos nos Estados Unidos da América.

Segundo uma mensagem citada pelo “Observador”, a família do finado agradeceu o apoio prestado pelos admiradores de Meat Loaf. “Sabemos o quanto ele significou para muitos de vós e realmente apreciamos todo o amor e apoio enquanto passamos por este momento de luto por perder um artista tão inspirador e um homem lindo”, disse a família: “Do coração dele para as vossas almas… nunca parem de rockar“.

Durante a sua carreira musical, Meat Loaf ganhou vários prémios, nomeadamente, “Grammy” e “Brit Award”.

Meat Loaf é considerado um dos artistas musicais que mais vendeu na história, com 80 milhões de álbuns vendidos.

O Ministério da Saúde (MISAU) notificou hoje a infecção, por Coronavírus, de mais 543 pessoas, das quais a maior parte (168) foi registada na província da Zambézia. Assim, o total de contágios já registados no país desde a eclosão da pandemia viral é de 221.975.

Segundo um comunicado do MISAU, dos 543 novos casos hoje reportados, 536 são de nacionalidade moçambicana e sete cidadãos estrangeiros. A Taxa de Positividade no período em análise foi de 12.63%.

Em relação aos recuperados, com os 1.453 anunciados, o cumulativo de pessoas livres da doença viral subiu para 198.303.

“Lamentamos profundamente a morte de mais três pacientes com COVID-19, cujas idades variam de 38 a 70 anos”, refere o MISAU, acrescentando que o país passou, deste modo, a ter um cumulativo de 2.149 óbitos”.

Ainda da nota emitida pelo Ministério da Saúde, consta que 17 pessoas ficaram internadas e outras 18 deixaram o leito hospitalar. Agora, 127 pessoas encontram-se hospitalizadas devido ao Coronavírus.

O cumulativo de casos activos da pandemia viral no país é de 21.519.

Esta sexta-feira, foi a vez de Italma Pereira, cidadã de origem guineense, sócia da empresa Arktek, ser ouvida no Tribunal que julga o “caso dívidas ocultas”. Pereira terá sido contratada pela ré Mbanda Henning, irmã da ré Ângela Leão, em 2013, para conceber e fiscalizar a obra de construção de 14 casas.

A declarante disse ao Juiz Efigénio Baptista que o entendimento que teve é que o projecto de construção de 14 casas era da ré Mbanda Henning e não de Ângela Leão.

“Por mais que elas fossem irmãs, não creio que a senhora Ângela [Leão] fosse confiar-lhe os seus gostos. Porque o projecto foi desenvolvido com detalhes e estes eram passados pela senhora Mbanda”, disse.

Em relação aos pagamentos, a declarante esclareceu que foram feitos de forma parcial. “O valor da obra eram 50 mil dólares, mas não foi recebido na totalidade, uma vez que os trabalhos foram interrompidos, devido à falta de entendimento entre a equipa de fiscalização e a direcção das obras”, explicou a declarante, durante o interrogatório conduzido pelo Ministério Público (MP).

À Procuradora Ana Sheila Marrengula, a declarante confirmou um endereço electrónico, pelo qual interagia com Ângela Leão. Antes de concluir o interrogatório, o MP deu espaço à declarante para dizer algo que não lhe tenha sido perguntado.

Italma Pereira usou a ocasião para dizer que
Ângela Leão, Mbanda Henning e Fabião Mabunda foram apenas clientes, entretanto, com este último, acabou por desenvolver uma relação de amizade.

A declarante disse também que nunca tratou da obra com o réu Gregório Leão, que não consegue dizer quantos projectos desenhou na totalidade para a família Leão e que nem todos os projectos desenhados foram concluídos.

Inicialmente, o projecto previa, segundo a declarante, a construção de 14 apartamentos, mas foram materializados 10, alegadamente porque Ângela Leão queria apartamentos com o máximo de compartimentos.

“Então, tivemos que fazer o redimensionamento nos apartamentos em que foi possível, para dar mais espaço aos compartimentos, através do cruzamento dos pisos, para deixar ao gosto da cliente, Ângela Leão, e foi assim que se tornaram 10”, explicou.

A destruição de infra-estruturas e o aumento do número de deslocados, devido aos ataques armados que se alastram da província de Cabo Delgado para Niassa, poderão forçar as autoridades a alocarem tendas para a leccionação de aulas nas escolas.

No distrito de Mecula, província de Niassa, por exemplo, as autoridades dizem que serão necessárias 20 tendas para o presente ano lectivo, cujo início está marcado para 31 deste mês.

Segundo avançou o director dos Serviços Distritais de Educação, Juventude e Tecnologia, Luciano Mitimbo, existem cerca de 852 pessoas provenientes de vários povoados remotos, junto à população que, assustada, saiu de zonas atacadas nos derradeiros meses do ano passado.

Além de Mecula, fazem parte das zonas que precisam da intervenção das autoridades da educação as localidades de Naulala, Macalangem, Lichengue, Nampequesso, Mtimbo e Cuchiranga.

Ademais, Mitimbo referiu que alguns alunos serão acolhidos nas salas da Escola Primária Completa 16 de Junho, em Mecula.

Enquanto decorre a avaliação das necessidades impostas pelos ataques armados, a Secretária de Estado em Niassa está a trabalhar com vista à construção de salas convencionais para os alunos na condição de deslocados.

O sistema de baixas pressões, formado no dia 16 de Janeiro em curso a leste de Madagáscar, evoluiu para Perturbação tropical, segundo informações do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM).

As previsões indicam que há grandes chances de o sistema atingir o estágio de depressão tropical, com ventos de até 80 quilómetros por hora, este sábado.

“Igualmente prevê-se que o sistema atinja o canal de Moçambique no dia 23 de janeiro corrente, podendo afectar a navegação marítima entre os paralelos 13 e 20 graus de latitude sul, com ventos tempestuosos”, refere o INAM, em comunicado divulgado esta sexta-feira.

O sistema em causa poderá aproximar-se da costa moçambicana na segunda-feira, o que irá influenciar o estado do tempo na províncias de Nampula, Zambézia e Sofala, com chuvas fortes, acompanhadas de trovoadas severas e ventos com rajadas fortes entre 70 e 90 quilómetros por hora.

Já arrancaram as obras de reconstrução da casa destruída em consequência da queda do avião de instrução da Força Aérea de Moçambique.

Passam dez dias depois da queda do avião monomotor da Força Aérea moçambicana, que era usada para instrução de pilotos aviadores.

Luís Alexandre Cumbe, único ocupante da casa, passa, neste momento, a vida num compartimento cedido pelo seu vizinho, porque ainda não tem a sua casa disponível.

Na manhã do dia 11 de Janeiro, Luís escapou da morte por um fio. No acidente, dois oficiais do exército morreram. Luís Alexandre Cumbe conta que recebeu apoio de várias instituições e entidades para sobreviver, mas aguarda pela reposição da casa, cujas obras já iniciaram.

“Desde a destruição da minha casa, durmo aqui, na casa do meu vizinho, que me cedeu um quarto, apesar de não ter porta. Veio ontem o pessoal da Força Aérea fazer estas escavações e prometeu voltar para dar seguimento aos trabalhos”, disse Cumbe.

A Força Aérea já destacou homens para a reconstrução da casa do tipo um e parte do material já está no local. Nurdine Sualé, arquitecto da Força Aérea de Moçambique e responsável pela reconstrução da casa, explica como está a ser executado o trabalho.

“Seguimos com a execução das obras e, numa primeira fase, faremos a fundação, posteriormente o levantamento das alvenarias, pilares e vigas, depois fechamos a terceira fase, que é de cobertura para entrarmos nos acabamentos. Pela tipologia do tipo um, prevemos que as obras durem duas semanas, dependendo das condições climatéricas”, concluiu o oficial do exército moçambicano.

Além do exército, o Município de Maputo e o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres prestaram assistência face ao incidente ocorrido há dez dias.

As autoridades alfandegárias apreenderam, nas últimas 48 horas, em Manica, cinco viaturas de luxo que circulavam ilegalmente na província. Trata-se de uma Range Rover, modelo Discover, Nissan Navara, Toyota Fortuner, Toyota Hilux e uma camioneta de marca Hino.

Com o descaminho, o Estado perdeu pouco mais de cinco milhões de Meticais que seriam pagos em direitos aduaneiros.

Ulisses Tembe, director das Alfândegas em Manica, que também apresentou um camião de mercadoria diversa, e que estava na rota de contrabando, revelou que os seus operativos têm estado a trabalhar arduamente para colocar ponto final ao fenómeno de contrabando, tanto de viaturas, como de mercadoria.

“Nós temos o Departamento de Investigação e Inteligência, que nos potencia em informação. Temos estado a fazer um trabalho específico e intrusivo, que, apesar de levar muito tempo, traz bons resultados como este”, avançou Tembe, para quem operações de género irão continuar nos próximos dias em Manica.

Esta é a segunda operação de vulto que as autoridades alfandegárias realizam em Manica. A primeira teve lugar em Dezembro do ano passado e resultou, também, na apreensão de cinco viaturas, que somadas a essas cinco recentemente apreendidas, o Estado pode ter sido lesado em pouco mais de 10 milhões de Meticais.

Refira-se que a AT apreendeu, na última quarta-feira, acessórios de viaturas e encerra bombas clandestinas de combustíveis na cidade e província de Maputo, por falta de documentos que comprovam a legalidade da sua importação. Trata-se de 938 jantes especiais de diversas medidas, 1.303 pnéus novos e usados, sete caixas de tampões para jantes, para-choques, óleo lubrificante, entre outra mercadoria de origem estrangeira. A mercadoria retromencionada foi apreendida na Cidade de Maputo.

Numa outra acção similar, na província de Maputo, mais concretamente no bairro Tchumene, foram descobertas e encerradas quatro bombas de combustível que operavam de forma clandestina. No que se refere a primeira acção, aquando da fiscalização, as brigadas da AT solicitaram aos proprietários dos estabelecimentos comerciais, documentos que comprovam a legalidade dos produtos comercializados, uma solicitação que não foi respondida positivamente, dando lugar à apreensão dos mesmos.

Quanto às quatro bombas, pesou para a sua desactivação o cometimento de várias irregularidades, desde a falta do início de actividade, funcionamento com licenças destinadas ao consumo próprio, no entanto, para além de comercializar o combustível sem facturação, não possuíam registo de instalação petrolífera.

Estas acções constam do plano operacional da instituição para o presente ano económico, que passa por aprimorar as fiscalizações e auditorias, por forma a assegurar que toda a mercadoria que circula no mercado nacional seja sujeita ao pagamento de impostos, quer sobre o comércio externo, quer impostos internos.

Falta de desconto da tarifa para transportes de carga nas portagens da Circular de Maputo poderá encarecer os produtos aos consumidores, considera a FEMATRO. Já os transportadores de passageiros dizem-se satisfeitos com a tarifa.

Ainda no calor das críticas que vêm de todos os cantos sobre a tarifa nas novas portagens da Estrada Circular de Maputo, a Rede Viária de Moçambique (REVIMO) chamou a imprensa para visitar uma das portagens e esclarecer mais ainda as modalidades de descontos e quem são os beneficiários.

Como tinha avançado, os utentes, que terão redução no preço a pagar, são os transportadores públicos e usuários frequentes. Os descontos não abrangem os transportadores de carga.

Segundo a REVIMO, os transportes de carga deverão pagar, por travessia, 580 Meticais. Para a Federação Moçambicana das Associações dos Transportes Rodoviários (FEMATRO), tal poderá ter influência no preço dos produtos transportados.

“A taxa de portagem será acrescida ao frete do aluguer do carro. O cenário, que vai acontecer depois do início do uso das portagens, é o encarecer da vida dos nossos irmãos, incluindo a minha. Por exemplo, se eu comprava o sal a 10 Meticais, passarei a fazê-lo por 12 ou 13 por razões por todos nós conhecidas”, alertou Baptista Macuvele, vice-presidente da Federação Moçambicana das Associações dos Transportes Rodoviários.

Por razões conhecidas por todos nós, entenda-se, para o preço a ser aplicado a esta classe de viaturas por travessia, não há ainda uma luz verde para a redução da tarifa, senão para transportes públicos e usuários frequentes que se beneficiam de descontos.

“Nós estamos a falar de desconto por nós acautelados, trabalhamos com as associações dos transportadores, para mitigar o aumento do preço dos transportes. Esses descontos, como fiz referência, visam aliviar o custo do transporte”, esclareceu Aurora Mussá, administradora executiva na REVIMO

Os transportadores de passageiros ouviram a proposta de redução do preço de portagem, apresentada pela Rede Viária de Moçambique, e consideram ser bem-vinda, mas lançam um pedido.

“O que eu tenho a pedir à REVIMO e ao Governo é melhorar algumas vias que fazem parte da Circular”, solicitou Hermenegildo Guerra, representante dos transportadores de Marracuene.

E do resto, é só aplaudir a medida de desconto. “O tarifário é satisfatório, porque o que nós esperávamos é que a tarifa fosse muito elevada. Deste modo, fomos acomodados, porque os 10 Meticais, para nós os transportadores, não sufocam as nossas receitas, nem as diversas despesas”, elogiou Nasmodine Omar, em representação da Cooperativa dos Transportadores da Província de Maputo.

Apenas os transportadores de passageiros com licença de actividade serão abrangidos pelos descontos nos preços das portagens da Circular de Maputo.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, está em Niassa, numa visita de trabalho. Esta quinta-feira, Nyusi visitou a Base Naval de Metangula, onde se mostrou satisfeito por ver os militares a operacionalizarem as embarcações de patrulha.

No local, Nyusi percorreu várias áreas, teve alguns encontros não abertos à imprensa e levou mais tempo a inteirar-se do estado das embarcações de patrulha e intercepção. Algumas estão operacionais e outras em processo de operacionalização e reequipamento, trabalho que está a cargo dos próprios militares da Marinha de Guerra de Moçambique, algo que impressionou o Comandante-Chefe das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.

De acordo com o Presidente da República, a Base Militar de Metangula, província de Niassa, é a maior e melhor do país. E pela sua característica fronteiriça com o vizinho Malawi (separado pelo Lago Niassa), a vila-sede de Metangula, no distrito de Lago, desempenhou, segundo Nyusi, um papel multifacetado na província de Niassa.

Em relação à qualidade do equipamento, Nyusi disse que “conheço a base, acredito que alguns também. Algum trabalho está a ser feito, mas pode não ser visível, porque ainda não está concluído, pelo menos em termos de infra-estruturas e recursos humanos”.

Nyusi disse que as infra-estruturas da Base Militar de Metangula estão a ser qualificadas e reabilitadas para melhor servir à Marinha de Guerra. E no que concerne ao equipamento, atribuiu mérito ao Estado-Maior-General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, por ter apostado na busca de soluções.

“O normal seria pedir ao Comandante-Chefe isto ou aquilo, porque é novo ou moderno, por isso estamos a pedir. Mas aqui é o contrário. Estão a dizer Comandante-Chefe, nós estamos a fazer isto, e uma das razões que me levou até cá era justamente para ver o que estão a fazer, e com que meios e capacidades”, disse Nyusi, acrescentando que a robustez do equipamento não podia ser desperdício, pelo que as FADM fizeram o exercício de trazer o material afundado (por exemplo as rampas e doca flutuante), à superfície para que fosse reaproveitado, juntando a experiência dos antigos técnicos que operavam na base naval, além da montagem do novo equipamento.

Na ponte-cais da Administração Marítima onde atracam embarcações de transporte de passageiros e carga, ligando Moçambique, Malawi e Tanzânia, Nyusi manifestou preocupação com a avaria de algumas embarcações, nesta interacção com a vice-ministra dos Transportes e Comunicações.

No âmbito do projecto presidencial “Um distrito, um hospital”, o Presidente da República tenciona montar unidades sanitárias com significativa capacidade de assistência em saúde nos distritos de Metangula não é excepção, pelo que, no local, existe um projecto de um bloco operatório.

“Aqui, capitalizam o bloco operatório, porque não serve apenas aos militares. A população local também utiliza. Mais de 30 pessoas se beneficiam desta infra-estrutura, enquanto se espera por uma unidade sanitária de grande dimensão”, afirmou Nyusi.

O bloco operatório de Metangula também vai servir ao programa de vacinação da COVID-19. Filipe Nyusi não falou do terrorismo, tendo reservado essa abordagem para esta sexta-feira.

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