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O País – A verdade como notícia

Iniciam hoje, terça-feira, 25 de Janeiro, até sexta-feira, dia 28, do ano em curso, os exames de admissão de acesso à Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo), abrangendo catorze mil e cinquenta e oito (14058) candidatos que vão disputar as 3187 vagas disponíveis, das quais 1540 são do regime Pós-Laboral, 777 do Laboral e 870 do Ensino à Distância.

Segundo um comunicado de imprensa enviado à nossa redacção pela instituição do ensino superior, este ano, a UP-Maputo disponibilizou 3187 vagas, contra 2705 do ano transacto de 2021, um incremento de 482. Estabelecendo uma comparação com o ano 2021, em que foram inscritos 15309 candidatos, para 2022, registou-se uma redução de 1251 candidatos. A universidade irá atender a candidatos com necessidades educativas especiais, tendo registado um total de 119 inscritos.

De salientar que, nos últimos tempos, tem havido uma maior tendência para cursos mais técnicos, a destacar, Contabilidade, Gestão de Recursos Humanos, Engenharia Electrónica, Biologia, Gestão de Empresas, para além da Sociologia, Psicologia Social das Organizações, e o curso de Direito.

De um total de 81 cursos (32 no regime Laboral, 36 Pós-Laboral e 13 no Ensino à distância) oferecidos, os mais concorridos no regime Laboral são de licenciatura em Contabilidade (670), Engenharia Electrónica (657), Psicologia Clínica (645), Gestão de Recursos Humanos (601), Gestão de Empresas (547), Ensino de Inglês (522) e Informática (516). No regime Pós-Laboral, os cursos mais concorridos são de licenciatura em Direito (371), Psicologia Clínica (334), Ensino de Inglês (264), Contabilidade (246), Gestão de Recursos Humanos (239) e Gestão de Empresas (205).

No que concerne ao número de inscritos, 14058 candidatos concorrem para os diferentes cursos da UP-Maputo, 9471 são do género masculino e 4587 do género feminino. Os cursos mais concorridos pelas mulheres são os de licenciatura em Psicologia Clínica (309), Contabilidade (248), Ensino de Biologia (231), Gestão de Recursos Humanos (217), Gestão de Empresas (197), Jornalismo (188) e os mais concorridos pelos homens são de Engenharia Electrónica (562), Informática (459), Contabilidade (422), Ensino de Inglês (399), Gestão de Recursos Humanos (384) e Gestão de Empresas (350).

Segundo um artigo de uma pesquisa publicada pela Mayo Clinic de Minnesota (EUA), as pessoas que usam cigarros electrónicos e que testam positivo para COVID-19 desenvolvem mais possibilidades de experimentar os sintomas da doença quando comparadas com as pessoas que não inalam o vapor do cigarro electrónico.

O estudo, publicado no Journal of Primary Care & Community Health, conclui que este grupo de pessoas têm maior risco de experimentar os sintomas, como dores de cabeça, dores musculares, dor no peito, náusea e vômito, diarreia e perda de olfato e paladar.

Além disso, o estudo conclui que as pessoas que inalam o vapor do cigarro electrónico e também fumam tabaco, e que testam positivo para COVID-19, reclamaram de dificuldade respiratória e fizeram visitas mais frequentes ao pronto-socorro quando comparadas às pessoas que não usam o cigarro electrónico.

“O estudo foi concebido para comparar a frequência de sintomas comuns da COVID-19, como a perda de paladar e olfato, dor de cabeça, dores musculares e aperto no peito nos pacientes da COVID que inalam o vapor de cigarro electrónico em comparação com os pacientes que não eram usuários do cigarro electrónico”, afirma David McFadden, médico internista na Mayo Clinic e primeiro autor do estudo.

O uso de cigarros electrónicos cresceu de forma significativa ao longo da última década, especialmente entre os estudantes de ensino médio e jovens adultos, embora os seus efeitos de curto e longo prazo sejam desconhecidos. Embora os estudos não tenham encontrado uma ligação entre o uso de cigarros electrónicos e a testagem positiva para COVID-19, o estudo da Mayo Clinic encontra uma associação entre a inalação de vapor e a vivência dos sintomas da COVID-19 para as pessoas que testam positivo à doença.

As incertezas em relação aos efeitos na saúde provocados pelo uso do cigarro electrónico são, em parte, devido à variedade de dispositivos, ingredientes no líquido vaporizado e uso. Entretanto, o estudo documentou uma diferença significativa na frequência dos sintomas entre quem usava cigarros electrónicos e foi diagnosticado com COVID-19 e quem não fumava.

O aumento da inflamação do tecido pulmonar provocado pela infecção da COVID-19 e a inflamação induzida pela inalação de vapores podem piorar a probabilidade de inflamação sistémica, com um aumento associado dos sintomas como febre, mialgias, fadiga e dor de cabeça, aponta o estudo parcialmente apoiado pelo Departamento de Medicina, Divisão de Medicina Interna Geral da Mayo Clinic e por um prémio do Centro de Ciências Clínicas e Translacionais concedido pelo Centro Nacional para o Avanço das Ciências Translacionais.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê céu cinzento, ocorrência de chuvas moderadas a fortes e Vento a soprar, por vezes, com rajadas em algumas cidades do centro  e norte do país.

Na região centro, as urbes da Beira, Chimoio, Tete e Quelimane poderão registar temperaturas máximas de 29,26, 28 e 29 e mínimas de 26, 18, 24 e  24 graus Celsius, respectivamente.

As cidades de Nampula, Pemba e Lichinga, no norte do país, poderão atingir temperaturas máximas de 28, 31 e  21 e  mínimas de 22, 16 e 14  graus, respectivamente.

Para as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, no sul do país, prevêem-se máximas de 31,31,29 e 31 e mínimas de 23,25, 25 e 26 graus Celsius, respectivamente.

“Ana” começou  hoje arrasar o país e estender-se-á até quinta-feira, apontam previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM).

“Estamos a prever que ele (o fenómeno) traga chuvas até quinta-feira, mas não nas mesmas zonas”. São palavras de Acácio Tembe, porta-voz do INAM e das zonas que aponta, constam as províncias de Nampula, Zambézia e Tete a serem mais afectadas.

“Haverá impactos também nas outras províncias. Estou a falar de Cabo Delgado, Niassa, Sofala e Manica”, diz Tembe.

O Instituto de Meteorologia alerta que mais sistemas poderão formar-se, ainda nesta época chuvosa, e o país continuará a ser afectado.

“As previsões dão indicação de que nove a 12 sistemas vão formar-se na bacia do sudoeste do Índico e quatro a seis sistemas poderão chegar a ciclone tropical. Um ou dois poderão afectar o Canal de Moçambique e logicamente entrar no nosso país”.

Contudo, o INAM diz que, rapidamente, a tempestade tropical, que assola o país, vai reduzir a sua intensidade, devendo passar novamente para a categoria de depressão até que deixe de abalar o país.

 

TEMPESTADE TROPICAL DEIXA ESTRADAS E PONTES INTRANSITÁVEIS NA ZAMBÉZIA

Fúria da água do Rio Lugela destruiu o aqueduto que passa pelo quilómetro 43 da Estrada que liga os distritos de Mocuba e Lugela, na província da Zambézia. Na mesma via, o mesmo rio galgou o aqueduto situado no quilómetro 19 e isolou a população.

As duas estradas estão cortadas e vários outros troços estão intransitáveis na sequência da passagem da Tempestade Ana, na província da Zambézia. No quilómetro 43 da Estrada que liga os distritos de Mocuba e Lugela, a força da água do Rio Lugela cortou o aqueduto e isolou os dois distritos.

“Os acessos do aqueduto foram removidos, quer de um lado e do outro, o mesmo ficou suspenso. Então, quem sai de Lugela para Mocuba não chega ao segundo ponto e o outro não consegue chegar a Lugela. Há uma ilha de separação entre os dois distritos”, disse ao jornal “O País” Carlos Zacarias, em representação da Administração Nacional de Estradas na Zambézia.

Na mesma estrada, já no quilómetro 19, a água galgou o aqueduto, isolou a população e forçou alguns a tentaram travessia a pé, contra todos os perigos. “Esta sessão está alagada. Tem um aqueduto em que a água transbordou e alagou uma extensão de cerca de 100 metros. Neste momento, é difícil avaliar o que está a acontecer debaixo da água, até que a água baixe”.

Já a estrada entre os distritos de Molumbo e Milange também está intransitável. Um drift cedeu e surpreendeu o condutor de um camião que ficou entalado. “Depois daquela chuva da noite, já tinha sofrido erosão e, quando o camião chegou, entrou e não conseguiu sair, criando a cedência do aqueduto”, concluiu.

A Administração Nacional de Estradas na Zambézia confirma ainda a subida do caudal do rio Licungo que ameaça galgar a recém-inaugurada ponte no distrito de Mocuba.

Um autocarro de transporte de passageiros perdeu travões e embateu com sete viaturas, ao longo da avenida Guerra Popular, na Cidade de Maputo.

O sinistro ocorreu por volta das 9h e testemunhas contam que cinco pessoas ficaram feridas, das quais duas estavam no autocarro. As duas vítimas, tomadas pelo desespero de estar num carro sem travões e que já se tinha embatido com três viaturas, saltaram no autocarro em marcha.

Nescil de Sousa é vendedor ambulante na baixa da cidade e conta que assistiu de “camarote” ao autocarro “varrendo” um, dois, três, até encontrar um obstáculo mais forte e parar.

O obstáculo forte foi uma viatura ligeira embatida por trás, tendo também embatido um outro autocarro.

“A senhora saiu sangrando na cara. A viatura dela foi bastante afectada”, disse um das testemunhas.

Testemunhas oculares dizem que viram o autocarro descendo em direcção à avenida 25 de Setembro, em alta velocidade e dando sinais de buzina. Transtornado, o motorista do autocarro diz que a perda dos freios foi estranha, pois a viatura acabava de sair da manutenção.

Ainda esta segunda-feira, na Cidade de Maputo, duas pessoas ficaram feridas em consequência de um acidente de viação, que, segundo as autoridades, foi causado por excesso de velocidade. Os indivíduos que se faziam nas viaturas em causa contraíram fracas lesões numa situação de violação do código de estrada.

“Houve desobediência de sinal de paragem obrigatória e de velocidade excessiva por parte do condutor que seguia pela avenida Ahmed Sékou Touré. Ambos condutores foram socorridos, mas nenhum deles prestou declarações. Ainda estamos a trabalhar e só depois traremos mais informação”, informou Damião Wilson, agente da Polícia de Trânsito.

Testemunhas afirmam que a ocorrência podia ter sido evitada e indicam o culpado. Segundo disseram, um dos motoristas prestou declarações aos agentes da Polícia que se fizeram ao local ao se aperceber do acidente.

“O condutor da viatura ligeira de passageiros vinha em alta velocidade e cortou a prioridade da carrinha ligeira mista, de marca Toyota Revo, tendo culminado com o capotamento da mesma. E o infractor mentiu para a Polícia dizendo que outra pessoa é que estava no volante do seu carro e, ao cometer a infracção, fugiu”, contou Micas Dias.

Alguns citadinos que frequentam aquela zona dizem que tem sido recorrente a ocorrência de acidentes no mesmo ponto e pedem a reinstalação dos sinais luminosos que regularizam o trânsito, de modo a evitar mais situações semelhantes.

“Eu sou guarda deste prédio aqui à frente. Há muitos anos que trabalho nessa zona e sempre assisto a cenários idênticos. Os condutores fazem muito mal à via e pedimos a quem é de direito para regularizar a situação do trânsito”, disse uma testemunha.

Segundo fontes no local, as vítimas foram socorridas para um hospital próximo, aparentemente, com ferimentos leves.

Três indivíduos estão a contas com o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), na Matola, acusados de tentativa de rapto a um cidadão no distrito da Manhiça, Província de Maputo, onde foram também apreendidas 50 pontas de marfim em Boane.

Três indivíduos de nacionalidade moçambicana foram, de acordo com a Investigação do SERNIC, contratados, no início do ano em curso, por alguém a partir da África do sul, onde viviam, para que viessem sequestrar um criador de gado e produtor de cana-de-açúcar no distrito da Manhiça, na Província de Maputo.

Eles recusam o crime de que lhes são imputados. “Não sei de nada, não sou sequestrador e nem sei o que é isso”, disse um dos suspeitos, que também acrescentou “trabalho na África do Sul na angariação de passageiros para táxi, ele pediu-me para conduzir o carro dele e assim o fiz, não tenho nada ligado a sequestros”.

Os suspeitos tiveram conhecimento da existência de dinheiro, na potencial vítima, através do sobrinho desta, que terá feito comentários, dando a indicação de que o seu tio vendeu gado e cana-de-açúcar e possuía muito dinheiro. E daí começou uma espécie de caça ao homem, mas tudo feito a partir da África do Sul, local onde foram contactados e contratados os homens ora detidos.

Mas o outro suspeito também refutou as alegações segundo as quais iam a Manhiça para sequestrar alguém. “Não tenho nada com isto, estava apenas a voltar para casa, em Xinavane, para deixar roupa das crianças, porém, vi a Polícia na minha casa a dizer que estava detido porque estava com este meu companheiro”.

O terceiro elemento apanhou boleia na viatura em que estava a ser conduzida pelos anteriores intervenientes, mas mesmo assim, encontra-se detido para esclarecimentos.

Henrique Mendes, porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal, conta como foi possível neutralizar estes indivíduos. “O SERNIC tomou conhecimento dessa pretensão, através de suas fontes de informação, e na continuidade do seu trabalho e através das suas linhas operativas fez o seguimento na fronteira de Ressano Garcia, até chegar a estes indivíduos que pertencem a uma quadrilha que comete vários crimes, na Província de Maputo, partindo da África do Sul”.

O SERNIC não conseguiu deter os presumíveis detentores de 50 pontas de marfim, que resultaram no abate de 25 elefantes. As pontas de marfim foram encontradas numa casa em construção e abandonada em Boane. Neste momento, os agentes da autoridade procuram esclarecer o crime.

Mais 3.113 pessoas ficaram livres da COVID-19 nas últimas 24 horas, das quais 811 foram registadas na província de Niassa. Deste modo, o cumulativo de recuperados da doença viral elevou-se para 205.273.

No mesmo período, 56 pessoas acusaram positivo para o novo Coronavírus. A maioria dos casos hoje reportados foram registados na Cidade de Maputo, com 40 infecções.

De acordo com o Ministério da Saúde, a taxa de positividade foi de 6.99%. O cumulativo de casos é de 222.652, dos quais 222.283 são de transmissão local e 369 importados.

Numa nota de imprensa, as autoridades da Saúde dizem que houve registo de três novos internamentos e oito altas hospitalares. Actualmente, encontram-se hospitalizados 96 doentes, sendo que 37 estão a ser submetidos à oxigenoterapia.

“Lamentamos profundamente a morte de mais dois pacientes com COVID-19, cujas idades variam entre 24 e 39 anos. Desse modo, o país passou a ter um cumulativo de 2.159 óbitos por COVID-19”, refere a nota.

Neste momento, Moçambique tem 15.216 casos activos do novo Coronavírus.

A construção do aterro sanitário de Matlhamele, no Município da Matola, continua refém da conclusão do reassentamento de centenas de famílias que se encontram no traçado da infra-estrutura, bem como do pagamento de indemnizações. Enquanto isso não acontece, a edilidade diz que vai construir usinas para a transformação das 1.200 toneladas de lixo produzido, diariamente, em energia. 

Até 2014, o Município da Matola cresceu de cerca de 170 milhões de meticais para 600 milhões de meticais, dinheiro que é usado para despesas correntes do funcionamento e não investimento. Contudo, mesmo com esse crescimento a edilidade ainda enfrenta problemas de saneamento, inundações, estradas degradadas, transporte insuficiente, ocupação ilegal da terra e desordenado do solo urbano.

Alguns destes problemas são reconhecidos pelo próprio edil, numa altura em que o Município da Matola prepara a celebração dos 50 anos da sua elevação à categoria de cidade.

Esta segunda-feira, Calisto Cossa disse que o projecto do aterro sanitário de Matlhamele não está abandonado e explicou: “há um trabalho que está sendo feito desde essa altura de mobilização dos munícipes que tinham ocupado os terrenos para serem reassentados em outro terreno. Houve um levantamento, também porque entramos em acordo de que devia haver no mínimo uma compensação, estamos a trabalhar com o Fundo de Desenvolvimento Sustentável, para que isso se efective. Há atrasos, temos que reconhecer, temos que assumir que não significa abandono, mas há que respeitar essas situações a que me referi”, concluiu Cossa.

E enquanto as obras do aterro não são concluídas, o município avança com outras soluções para minimizar a situação do lixo na cidade.

De acordo com o edil da Matola, os cálculos feitos há 4 anos apontam para a produção de 1200 toneladas por dia, naquela autarquia, o que está a inquietar os vários intervenientes, desde os munícipes e própria edilidade. ” Nós queremos transformar o lixo em luxo, porque lixo dá dinheiro, por isso decidimos que devíamos criar usinas para aproveitamento desse lixo, na produção de energia, pelo que há várias realizações que nós temos nas celebrações dos 50 anos.”

Apesar dos desafios existentes, o elenco de gestão municipal reclama para si vários ganhos na melhoria da rede viária, no provimento de água, na segurança dos munícipes e construção de várias infra-estruturas de utilidade pública

No âmbito da celebração dos 50 anos da Matola, há apostas na construção de mais estradas e reabilitação de outras. O edil anunciou, igualmente, a construção de novas valas de drenagem e o orçamento para o efeito já está garantido. O Município aposta também na digitalização da cidade, aliás, o lema escolhido para os 50 anos é “transformação digital para bem servir”.

Calisto Cossa disse que nessa perspectiva, em breve, a sua administração vai transformar os processos administrativos em digitais e promete a colocação de pontos gratuitos de acesso à Internet, ao longo do espaço autárquico.

O ministro da Saúde, Armindo Tiago, inaugurou hoje, em Inhambane, o laboratório de Saúde Pública de Inhambane. Dotado de tecnologia e equipamento moderno, o laboratório confere à província de Inhambane capacidade diária para processar 400 amostras da COVID-19 através da tecnologia PCR, em tempo real, bem como fazer testes de biologia molecular, tais como carga viral, malária, tuberculose e de outras doenças emergentes.

Na verdade, as amostras da COVID-19 já eram colectadas, no máximo em cinco minutos, mas a espera pelos resultados, chegava a levar 20 dias, um tempo de espera que agora chegou ao fim, com a entrada em funcionamento do um laboratório de saúde pública.

O diagnóstico laboratorial da infecção pelo novo Coronavírus é um dos principais pilares da vigilância epidemiológica e do controlo da pandemia da COVID-19, uma doença que tem estado a afectar o país, desde Março de 2020.

No início da pandemia, o diagnóstico da COVID-19 no país era realizado apenas na sede do Instituto Nacional de Saúde em Marracuene, Província de Maputo. Hoje, todas as províncias do país já têm capacidade para realizar a testagem pelo método de PCR, com destaque para as províncias de Cabo Delgado, Nampula e Sofala, onde estão em funcionamento laboratórios de saúde pública dotados da tecnologia mais moderna de PCR, em tempo real, com capacidade para o diagnóstico de uma vasta gama de infecções endémicas e epidémicas.

Segundo o Ministro da Saúde, Armindo Tiago, como parte desta aposta na descentralização da capacidade laboratorial para o diagnóstico especializado de doenças de importância em saúde pública, será inaugurado o Laboratório de Saúde Pública de Tete ainda neste primeiro semestre de 2022, e até ao final deste ano, estarão em funcionamento os Laboratórios de Saúde Pública das províncias de Niassa, Manica e Gaza, com equipamento de diagnóstico molecular de última geração.

Em simultâneo à expansão e consolidação do diagnóstico da COVID-19 usando a técnica de PCR, foi introduzido em 2021 o uso, em larga escala, de testes rápidos de antigénio como primeira linha para o diagnóstico da COVID-19 no país, através dos quais foi possível aproximar o diagnóstico da doença, expandindo a testagem para todos os distritos do país e para locais de grande concentração em alguns centros urbanos, incluindo mercados e terminais de transportes públicos.

No seu discurso, Armindo Tiago referiu que esta abordagem mista tem sido de grande importância no controlo da transmissão do vírus nas terceira e quarta vaga da pandemia.

O Laboratório de Saúde Pública de Inhambane está dotado de capacidade para processar cerca de 400 amostras por dia e irá também permitir o diagnóstico de outras doenças relevantes ao contexto epidemiológico do país, no âmbito da atenção médica, da vigilância epidemiológica e da investigação científica.

O estabelecimento do Laboratório de Saúde Pública de Inhambane contou com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que assume o compromisso de apoiar Moçambique na instalação de laboratórios em todas as províncias do país.

Durante o mês de Dezembro e início de Janeiro, foram registados mais de 7300 casos positivos de COVID-19, diagnóstico que só foi possível fazer com o novo laboratório.

Até ao momento, Inhambane tem mais de 1500 casos activos da COVID-19, o terceiro maior número depois da Cidade e Província de Maputo Cidade.

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