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O País – A verdade como notícia

Num contexto de reclamações devido às portagens instaladas ao longo da Estrada Circular de Maputo, que passam a cobrar 40 Meticais por viatura para o caso de carros ligeiros, o ministro das Obras Públicas diz que o Governo fixou as taxas mais baixas possíveis.

O custo das portagens para viaturas de classe 1 na Estrada Circular de Maputo devia variar entre 50 e 65 Meticais a ser pago em todos os postos de cobrança, mas foi fixado em 40 para não pressionar o bolso dos automobilistas, de acordo com o ministro das Obras Públicas, Recursos Hídricos e Habitação, Osvaldo Machatine.

As taxas de portagem começam a ser cobradas a partir de terça-feira, 1 de Fevereiro, e a  colocação das portagens vem gerando contestações por parte dos automobilistas, que dizem que não deviam existir ou tinha de haver uma via alternativa.

“Tivemos que assumir um conjunto de pressupostos (para o cálculo das taxas), desde o período de concepção, as manutenções periódicas e de rotina, as grandes reabilitações, a taxa de câmbio e a taxa que se deve pagar pela concepção e tudo isto foi introduzido num modelo financeiro que nos indicou valores acima, indicava valores que variam de 50 a 65 Meticais para classe 1”, argumenta Machatine.

A Estrada Circular custou 350 milhões de dólares contraídos junto ao Eximbank, banco da China. Entretanto, Machatine explica que, há dado momento, o dinheiro não foi suficiente para erguer o Nó de Tchumene e as portagens. E porque também é preciso fazer a manutenção do maior projecto rodoviário que liga a Cidade de Maputo, Matola e Marracuene, foi constituída a Rede Viária de Moçambique (REVIMO) para mobilizar recursos, com accionistas como INSS e Fundo de Pensões.

“Foi com base na participação destes parceiros na REVIMO que se conseguiram os recursos que eram necessários para completar o projecto. Conseguiu-se mobilizar cerca de 40 milhões de dólares que permitiram concluir o Nó de Tchumene e construir as portagens”, mas é preciso tornar estas portagens rentáveis para a manutenção da estrada e a colocação de iluminação e sinais de sinalização.

Machatine diz ainda que existem vias alternativas para entrar e sair da Cidade de Maputo sem usar a Circular. E as vias de acesso existentes, sem portagens, partem de Zimpeto. Além da Avenida de Moçambique, estão a Dom Alexandre dos Santos e Sebastião Marcos Mabote e a Rua da Linha, estas três feitas à pavê e com necessidade de melhorias. Mas, para Machatine, não há condições para intervenções “faraónicas”.

“Sabemos que, com chuva e com falta de manutenção destas vias, elas demandam uma intervenção profunda”, disse.

Osvaldo Machatine diz também que a cobrança da portagem apenas num ponto, apesar de existirem várias ao longo da Circular, será feita com base numa senha, mas também haverá sistema electrónico de reconhecimento de quem já pagou para os usuários de cartões de desconto.

O prognóstico do Instituto Nacional de Meteorologia ( INAM), aponta para temperaturas amenas a quentes, com temperaturas máximas  a variarem de 24 a 31 graus e possibilidade de queda de chuvas no sul, centro e norte.

As cidades de Nampula, Pemba e Lichinga, na região norte do país, poderão registar chuvas moderadas a fortes, acompanhadas de trovoadas e vento a soprar de noroeste a nordeste fraco a forte.

Assim, para Nampula, Pemba e Lichinga prevêem-se máximas de 29, 31 e 24 e mínimas de 22, 25 e 14, respectivamente.

Para as cidades da zona centro do país, Chimoio, Beira, Tete e Quelimane, a previsão meteorológica aponta que poderão, igualmente, registar queda de chuvas moderadas a muito forte, acompanhadas de trovoadas e vento a soprar de noroeste a sueste fraco a forte.

Em graus Celsius, Chimoio, Beira, Tete e Quelimane apontam para máximas de 29, 26, 31 e 31 e mínimas de 26, 19, 24, e 25, respectivamente.

Já para as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, na zona sul do país, o prognóstico aponta para a possibilidade de ocorrência de chuvas fracas a moderadas, acompanhadas de trovoadas.

Para as quatro urbes, Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, as máximas previstas são de 31, 31, 31 e 30 e mínimas de 22, 26

, 26 e 25 graus Celsius, respectivamente.

A informação foi avançada pelo governador de Tete, Domingos Viola, que, por pouco, também era, junto do edil da cidade de Tete e outros quadros que o acompanhavam, arrastado pela corrente da água quando estava de regresso numa vistoria sobre o ponto de situação dos estragos causados pela tempestade tropical ANA na outra margem do rio Revúbuè.

Segundo disse o governador de Tete ao “O País”, enquanto a comitiva regressava, decidiu fazer monitoria também na cidade de Tete, recorrendo à Ponte Kassuende. Entretanto, a comitiva foi surpreendida por uma corrente de água que antes havia destruído a ponte sobre o rio Revúbuè. No momento, foram arrastadas quatro viaturas, incluindo a do governador e do edil da cidade de Tete.

“Fizemos trabalhos no memento e conseguimos resgatar maior parte dos ocupantes das viaturas e, neste momento, estamos no terreno e temos três pessoas sobre as árvores e estamos à espera de uma embarcação que teve seu atraso devido aos troncos”, disse Domingos Viola, acrescentando que “o cenário é triste, a ponte sobre o rio Revúbuè desabou, temos mais de duas mil pessoas que sofreram pelas inundações”.

O dirigente disse ainda que muitas casas foram destruídas, seis pessoas até àquele momento tinham perdido a vida, incluindo crianças, devido às inundações nos distritos de Macanga e Tsangano.

À semelhança de Revúbuè, preocupante é também a situação do rio Shiri, outro afluente do Rio Zambeze. A agravar o risco de subida do nível de água, devido às descargas, no Malawi, a montante, a força do Shiri destruiu a Hidroeléctrica de Kapichira.

Enquanto isso, o rio Licungo já está a criar inundações nas zonas baixas. Todos esses estragos são resultantes de chuva e não têm a ver com abertura de comportas.

Mais uma vez, o preço do cimento Dugongo sofre agravamento. O saco, que custava 250 Meticais em Setembro do ano passado, hoje custa 325 Meticais. Alguns estaleiros na Cidade de Maputo já registam baixa na clientela.

O preço do cimento, na Cidade de Maputo, voltou a sofrer agravamento. Depois de ter sido agravado em 25 Mt em Setembro e 70 Mt em Outubro, desde segunda-feira (24), o saco de 50kg da Dugongo Cimentos é vendido entre 375 e 380 Meticais.

Desde a inauguração da Dugongo Cimentos, o preço do produto registou uma baixa em muitos outros produtores para a felicidade dos munícipes de Maputo.

No entanto, desde Maio do ano passado, período em que entrou em funcionamento a empresa Dugongo, o preço de cimento já sofreu agravamento por três vezes.

Em Setembro de 2021, o preço do saco de cimento de 32.5 subiu de 230 para 255 MT; o de 42.5 passou de 250 para 275 MT. Quase dois meses depois, 25 de Outubro de 2021, o preço do saco de 50 Kg de 32.5 passou de 255 para 325 MT (uma subida de 70 MT). O de 42.5 agravou-se de 275 para 340 MT (uma subida de 65 MT).

Actualmente, desde o dia 24 de Janeiro corrente, o preço do saco de 32.5 passou de 325 para 360 MT (uma subida de 35 MT). O de 42.5 MT, que antes custava 340 MT, hoje é vendido entre 375 e 380 MT, uma subida também de 35 MT.

Estas constantes subidas já começam a retrair a clientela em muitos estaleiros da capital do país.

“Nestes dois dias, as vendas estão tremidas. Os clientes até aparecem, mas, ou voltam sem comprar ou compram uma quantidade inferior à pretendida. Por isso, estamos mal com estes preços”, disse Nelson Mucambe, um dos gestores de estaleiro na Cidade de Maputo.

Mucambe conta que há dificuldades para perceber o que realmente está a acontecer, pois “nós compramos o cimento de alguns chineses e não sabemos qual é o real preço que a fábrica pratica para os revendedores”.

Como consequência, há planos que serão adiados, até quando houver melhores condições financeiras.

Elísio David, que não conhecia o novo preço, ficou espantado. “Assim, não conseguimos comprar todos os sacos que pretendíamos. Infelizmente, não podemos parar as obras, mas, com este preço, construir será muito mais caro”, desabafou.  

O actual preço do cimento sufoca também os fazedores de blocos, que estão de mãos atadas, sem saber como agir, pois, sempre que pensam em agravar o preço do seu produto, os clientes não compram. Sem alternativas, eles acabam por manter ou ainda baixar em resposta à reclamação dos clientes, o que os faz sofrer prejuízos.

“Não é só o [preço do] cimento que subiu, o custo do pó de pedra, areia e várias outras matérias-primas sofreu agravamento, só nós não conseguimos subir o preço”, disse Gabriel Francisco.

Muitos dos estaleiros visitados pelo jornal “O País” apostam mais na comercialização do cimento da marca Dugongo, pela alta procura e baixo preço na aquisição, comparativamente a outras marcas.

Os dados constam de um comunicado do Ministério da Saúde (MISAU), que informa que, além dos recuperados hoje anunciados (1.120), foi notificada a infecção de mais 240 pessoas e a morte de outras duas devido à COVID-19.

Nas últimas 24 horas, a província de Niassa foi a que mais recuperados registou, com 337, seguida pela Província de Maputo (336), Inhambane (211), Cidade de Maputo (175) e Cabo Delgado (61). Ao todo, Moçambique tem 206.393 indivíduos livres da doença viral.

Em relação aos novos casos positivos (240), as autoridades dizem tratar-se de 235 moçambicanos e cinco estrangeiros, que contraíram a infecção dentro do território nacional. A Taxa de Positividade no período em análise foi de 7.06%, e a Taxa de Positividade Acumulada situou-se em 18.42%.

Actualmente, o cumulativo de infecções pelo novo Coronavírus no país é de 222.892, dos quais 14.334 continuam activos.

“Com muita tristeza, anunciamos a morte de mais dois pacientes com COVID-19”, refere o comunicado do MISAU, acrescentando que “deste modo, o país passou a ter um cumulativo de 2.161 óbitos por Coronavírus”.

Mais cinco pessoas ficaram internadas e outras 17 tiveram alta hospitalar, estando, neste momento, internadas 82 pessoas.

O cumulativo de pacientes internados no nosso país é de 8.364.

Há dois óbitos, 66 feridos e mais de 3.800 pessoas afectadas pela Tempestade Tropical ANA. As províncias mais arrasadas são Zambézia e Nampula, onde há registo de 16 salas de aula destruídas, mais de 660 casas deitadas abaixo e uma unidade sanitária que também não escapou à força do vento e das chuvas.

Além de mortos e feridos, várias vias ficaram intransitáveis, na província de Tete, com destaque para a ponte sobre o rio Rovubwe, que separa as cidades de Tete e Moatize. Estes são dados preliminares, o que significa que ANA pode ter feito mais estragos do que se imagina. Há escolas, casas e unidades sanitárias destruídas total e parcialmente.

Paulo Tomás avança que há redução dos ventos fortes que foram até aos 130 quilómetros por hora, mas há ainda riscos de outros impactos com a continuidade das chuvas.

O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres aponta, no geral, as províncias de Zambézia, Nampula, Tete, Niassa, Sofala e Manica como as que sofreram impacto da Tempestade Ana. 16 Postes de energia caíram com a força do vento, deixando famílias às escuras. Há dois centros de trânsito instalados em Lugela, Zambézia, para acomodar pessoas que perdem suas casas ou que tenham ficado inundadas. Do Plano de Contingência, as autoridades tinham cerca de 3.3 mil milhões de meticais e o INGD diz que o valor está a ser suficiente para lidar com o impacto da tempestade.

Elcy Cebyl Tholecy Venichand arrendou uma casa de Ângela Leão entre Janeiro de 2018 e Abril de 2020, supostamente adquirida com o dinheiro das dívidas ocultas a 160 mil meticais por mês. E esta terça-feira foi ouvida pelo Tribunal, instalado na B.O, para julgar o “caso das dívidas ocultas” a fim de esclarecer algumas dúvidas. A declarante explicou que a casa não está em nome da ré Ângela Leão, mas a arrendatária diz que ela assinou o contrato e o valor da renda era depositado numa conta bancária por ela titulada.

Durante o interrogatório, Elcy Venichand foi perguntada sobre a localização precisa do imóvel em que esteve a residir, a título de arrendamento, tendo confirmado que tal como vem nos autos, a casa situa-se no bairro Triunfo, na zona denominada “Cândida Cossa”.

Confrontada com uma cópia do contrato de arrendamento do imóvel, que vinha seu nome como arrendatária, mas num outro endereço, Elcy disse que na altura da celebração do contrato não se apercebeu que o endereço do contrato era diferente.

A declarante disse ao Tribunal que, até a cessação do contrato, tinha todas as rendas em dia.

A Ordem dos Advogados de Moçambique e os advogados de defesa prescindiram de interrogar a declarante, tendo o advogado de Ângela Leão, feito apenas uma questão de confirmação, relativa a uma busca por armas feita no imóvel, por pessoas que se identificaram como agentes do SERNIC. A declarante confirmou que houve a operação e que não foi encontrada nenhuma arma no local.

Da lista de pagamentos de Ângela Leão consta também a Mercury Comercial Limitada, empresa de venda de material de construção, que recebeu mais de quatro milhões de meticais. Glória Laurinda Simione, representante da empresa, revelou ao Tribunal que parte do valor foi pago em dólares.

Como a MOZAGO-Construções, cujo dono foi ouvido esta segunda-feira, a Mercury Comercial, empresa de venda de material de construção e escritórios, foi contactada em 2014 por Italma Pereira, da ARKTEK, e recebia os pagamentos da M-Moçambique Construções.

A empresa escolhida pela também declarante Italma Pereira, em nome de Ângela Leão para adquirir tijoleiras e loiça sanitária para o complexo residencial da ré, facturou quatro milhões e quatrocentos mil meticais com a venda. Parte do pagamento foi feito em dólares e de forma antecipada.

A Mercury Comercial, representada nos autos por Glória Laurinda Simione, colabora desde o primeiro momento com o processo, pelo que não havia muitas zonas de penumbra.

O Ministério Público não colocou questões e quis apenas confirmar a autenticidade das facturas.

Já a Ordem dos Advogados de Moçambique e a Defesa prescindiram de colocar questões. As suas colocações foram no sentido de se reajustar, mais uma vez, o calendário, para flexibilizar as audições e o Juiz anuiu.

A Tempestade Tropical Moderada ANA enfraqueceu, tornando-se uma Depressão Tropical e o seu epicentro encontra-se localizado no vale de Zambeze, movendo-se a oeste enquanto enfraquece cada vez mais.

A mais recente atualização do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), indica que nas próximas horas, o sistema “estará influenciando o estado do tempo com chuvas fortes a muito fortes acompanhadas de trovoadas em todos os distritos nas províncias de tete, Sofala, Manica e Zambézia. Nessas regiões, as chuvas poderão ser acima de 200 mm/24h com trovoadas, ventos fortes ate 55 Km/h e rajadas de 80 Km/h

Chuvas acima de 100 mm/24h, acompanhadas de trovoadas poderão fustigar, também, a província de Nampula, concretamente os distritos de Malema e Ribaué; Mecanhelas, Cuamba, Mandimba, Maúa, Ngauma, Chimbonila e cidade de Lichinga, em Niassa e Govuro, Inhassoro e Mabote, em Inhambane.

Celebrou-se ontem, 24 de Janeiro, o Dia Internacional da Educação, sob o lema “Mudando o rumo, transformando a educação”. Segundo o UNICEF, a data é uma plataforma para mostrar as principais transformações necessárias para promover o direito fundamental de todos à educação e construir um futuro mais sustentável, inclusivo e pacífico.

“Apenas com uma educação de qualidade inclusiva, equitativa e oportunidades ao longo da vida para todos, os países conseguirão alcançar a igualdade de género e quebrar o ciclo de pobreza que está a deixar para trás milhões de crianças, jovens e adultos”, defende o UNICEF através de uma nota de imprensa publicada esta segunda-feira.

Dados de 2019 colhidos pelo Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) e UNESCO indicam que, em Moçambique, 2.4 milhões de crianças, adolescentes e jovens estejam fora da escola. Na África Subsaariana, menos de 40% das meninas completam o ensino médio e cerca de quatro milhões de crianças e jovens refugiados estão fora da escola. O seu direito à educação está a ser violado e seu futuro será prejudicado se as mudanças não forem iniciadas já.

Ainda em conformidade com a mesma fonte, a pandemia da COVID-19 exacerbou uma crise educacional pré-existente. A dependência da tecnologia digital para a aprendizagem à distância aprofundou a exclusão e as desigualdades de género, devido à falta de electricidade, conectividade, dispositivos electrónicos e o apoio dos encarregados de educação.

“Sem acções correctivas, melhor apoio aos professores e aumento do financiamento, as perdas de aprendizagem e o abandono escolar continuarão a aumentar, revertendo o progresso em direcção a todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e privando os jovens de um futuro de dignidade e oportunidades”, escreve o UNICEF.

Para reverter esta situação, em coordenação com o MINEDH, as Nações Unidas através da UNESCO, do UNICEF, do PMA e outras agências e parceiros do sector têm desenvolvido acções para a implementação do Plano Estratégico da Educação 2020-2029 de Moçambique, que visa promover uma educação inclusiva, cívica e de qualidade. As acções incluem, entre outros, apoio no desenvolvimento do currículo escolar, capacitação de professores, provisão de material didáctico, alimentação escolar e formulação de políticas e estratégias educacionais.

“A UNESCO, o UNICEF e o PMA, bem como os demais parceiros do sector, convidam todos a trabalharem para transformar a educação e o futuro de Moçambique. A educação é um direito humano, um bem público e uma responsabilidade pública”, conclui o documento.

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