Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O Ministério da Saúde (MISAU) notificou, nas últimas 24 horas, a infecção de mais 199 pessoas pelo Coronavírus. São 108 mulheres e 91 homens, cujo contágio se deu dentro do território nacional, somando um total de 223.612.

Neste período, a Cidade de Maputo registou o maior número de infecções, com 33 casos. A Taxa de Positividade foi de 7.11%, e a de Positividade Acumulada situou-se em 18.34%.

Sobre os recuperados, o MISAU diz que, dos 626 hoje reportados, maior parte foi registada na província de Niassa (181), seguida pela Cidade de Maputo (141); Gaza (115); Zambézia (108) e Tete (81). “Assim, o cumulativo de indivíduos previamente infectados pelo novo Coronavírus e que se recuperaram da doença é de 209.396”.

“Com muita tristeza, anunciamos a morte de mais um paciente com COVID-19, de nacionalidade moçambicana, do sexo masculino, e com 43 anos de idade. O óbito ocorreu hoje, tendo o país passado a ter um cumulativo de 2.165 óbitos”, refere um comunicado do MISAU.

Ainda no documento, a instituição refere que mais 14 cidadãos ficaram internados e, neste momento, recebem cuidados médicos 76 pacientes. Mais quatro pessoas tiveram alta hospitalar no país.

O declarante Naldo Manjate confirmou hoje, em Tribunal, que foi usada a sua conta para receber dinheiro pela venda de um imóvel, porque o réu Crimildo Manjate, que é seu irmão, julgava que a sua conta Bim estivesse inactiva. Ainda hoje, foram ouvidos outros três declarantes envolvidos na venda de uma casa a Elias Moiane

O dia esteve reservado a quatro declarantes, todos envolvidos na venda de casas a alguns dos réus implicados no “caso dívidas ocultas”.

Naldo Manjate, que é irmão de Crimildo Manjate, réu que disse ter recebido mais de 3.7 milhões de Meticais pela venda de uma casa inacabada em Djonasse, na Matola, província de Maputo. Este valor teria sido recebido na conta do irmão Naldo Manjante, o que, para a Procuradoria, era uma estratégia do réu Crimildo para não ser envolvido no esquema das dívidas ocultas, porque sabia da proveniência ilícita do dinheiro.

No entanto, o réu rebateu o entendimento do Ministério Público, justificando que recorreu à conta do irmão, porque julgava que a sua conta Bim estivesse inactiva, por ter ficado muito tempo sem fazer movimentações. E é esta versão que o irmão Naldo Manjate, chamado como declarante, veio confirmar.

Esteve também Tomás Mabjaia como declarante. Mabjaia é o homem que vendeu uma casa a Elias Moiane, réu que, em Tribunal, justificou tê-lo feito a mando da tia, a co-ré Inês Moiane, porque esta não tinha tempo para o efeito. Tomás diz ter ouvido dizer, pelo intermediário Aurélio Dove, que Elias Moiane estava a comprar a casa em representação da tia e que este impôs que parte dos 11.5 milhões de Meticais fosse transferida para uma conta domiciliada no Standard Bank.

É daí que entra o seu amigo e então sócio Gilberto Mabjaia. Também chamado a deixar as suas declarações, confirmou a versão.

Entretanto, por ter cedido a sua conta para ser usada na recepção do dinheiro pela venda da casa, Gilberto Mabjaia encaixou cerca de cinco mil Meticais para si, tal como confirmou o seu amigo Tomás Mabjaia, após ser confrontado com extractos bancários.

Na verdade, Tomás Mabjaia liderou o processo da venda da casa que era do seu irmão Salomão Mabjaia. E porque Salomão Mabjaia não esteve muito envolvido no processo, disse saber muito pouco.

Apesar de terem sido ouvidos quatro declarantes, um número maior em relação aos dias anteriores, a sessão desta sexta-feira foi bastante rápida, com quase todos os advogados e assistente a não interrogarem os declarantes e o Ministério Público a fazer poucas questões.

O embaixador da Alemanha, Lothar Freischlader, efectuou uma visita de trabalho a Inhambane, entre os dias 25 e 27 do mês em curso, naquilo que foi a sua primeira deslocação àquela província desde o início das suas funções.

Na ocasião, o embaixador reuniu-se com a secretária de Estado, Ludmila Maguni, e o governador, Daniel Chapo. A província de Inhambane constitui uma das regiões focais da cooperação alemã para o desenvolvimento em Moçambique, pelo que o embaixador se fez acompanhar pelo chefe da Cooperação, Senhor Thierry Kühn.

No encontro, foram passadas em revista as fortes relações bilaterais existentes, sendo que, nos últimos anos, foi implementada pela GIZ e KfW a maior parte dos projectos da cooperação alemã para o desenvolvimento, estimados em 70 milhões de euros, nas áreas de descentralização e finanças públicas, desenvolvimento socioeconómico e energia.

De referir que, actualmente, o Banco alemão para o desenvolvimento, KfW, encontra-se a financiar infra-estruturas municipais em Inhambane, Maxixe, Massinga, Vilankulo e Quissico, através dos projectos “PODIA” e “Cidades Costeiras” num total de 25 milhões de euros.

O embaixador visitou ainda diferentes empreendimentos e projectos financiados e implementados pela cooperação alemã, entre os quais o Instituto Industrial e Comercial Eduardo Mondlane, que contou com um financiamento de 4,5 milhões de euros e mostrou-se “satisfeito com o nível de implementação dos projectos da cooperação alemã para o desenvolvimento, bem como com o nível de comunicação e articulação existentes entre os parceiros alemães e as entidades locais”.

A convite do Presidente do Conselho Autárquico de Vilankulo, Williamo Tunzine, o embaixador deslocou-se ao Município, que, por sua vez, é o único que possui uma relação de parceria e amizade com a Alemanha, através do Município de Aalen.

Fazendo um balanço positivo da sua estadia na província de Inhambane, o embaixador reafirmou “o comprometimento do Governo alemão em continuar a implementar projectos nesta província, a fim de contribuir para o desenvolvimento desta província e de todos os seus habitantes”.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) está a destacar pessoal e a preparar material médico e nutricional, água, saneamento e kits de higiene, bem como criar espaços de aprendizagem temporários, para apoiar crianças e famílias afectadas pela Tempestade Tropical ANA, que se aproximou à zona continental no Centro e Norte de Moçambique, a 24 de Janeiro.

Há probabilidade de mais de 45.000 pessoas, incluindo 23.000 mulheres e crianças, precisarem de assistência humanitária na sequência da tempestade que atingiu as províncias de Nampula, Zambézia, Tete, Niassa, Sofala e Manica.

A poderosa tempestade causou inundações, danificou quase 10.500 casas, bem como infra-estruturas públicas, incluindo pontes, linhas eléctricas, escolas, sistemas de água e instalações de saúde. De acordo com o Instituto Nacional para a Redução e Gestão de Riscos de Catástrofes, a 26 de Janeiro, 12 instalações de saúde e 346 salas de aula, de 137 escolas, foram danificadas ou destruídas, deixando 27.383 alunos sem um lugar para aprender neste ano lectivo cujo início está previsto para a próxima segunda-feira, 31 de Janeiro. Prevê-se que estes números aumentem, uma vez que as equipas no terreno ainda estão a avaliar a situação.

Dado que Moçambique está na sua estação chuvosa, a situação poderá deteriorar-se rapidamente se outra depressão tropical ou ciclone trouxer chuvas adicionais significativas a rios e barragens já cheias.

“Estamos a trabalhar em conjunto com o Governo moçambicano e os nossos parceiros para prestar assistência às crianças e suas famílias nas áreas afectadas”, disse Maria Luísa Fornara, representante do UNICEF em Moçambique, tendo acrescentado que “esta última tempestade a atingir Moçambique é um lembrete contundente de que a crise climática é uma realidade e que as crianças são as mais afectadas por eventos climáticos severos relacionados com o clima”.

Nos próximos dias, as equipas de emergência do UNICEF começarão a distribuir mantimentos essenciais, tais como baldes, pastilhas purificadoras de água e sabão, alimentos terapêuticos prontos a usar para crianças desnutridas, e criarão espaços de aprendizagem temporários, onde as crianças cujas escolas tenham sido danificadas/destruídas possam aprender e brincar em segurança.

O UNICEF tem vindo a partilhar mensagens de protecção e prevenção para mitigar o impacto da tempestade através de rádios provinciais e locais, unidades móveis multimédia e U-Report.

O UNICEF estima que precisará de 3,5 milhões de dólares para responder às necessidades imediatas das populações afectadas pela Tempestade Tropical ANA em Moçambique. A organização está a utilizar os seus abastecimentos pré-posicionados e a mobilizar fundos internos.

De 2016 a 2021, o país enfrentou dois graves eventos de seca e oito tempestades tropicais, incluindo os ciclones Idai e Kenneth, que atingiram o país em 2019, num período de seis semanas e afectaram 2,5 milhões de pessoas. De acordo com a ferramenta de avaliação de risco de desastres INFORM, Moçambique ocupa o 9º lugar entre 191 países com elevada vulnerabilidade aos perigos, exposição aos riscos e falta de capacidade de resposta.

O prognóstico do Instituto Nacional de Meteorologia ( INAM), aponta para temperaturas amenas a quentes, com temperaturas máximas  a variarem de 23 a 36 graus e possibilidade de queda de chuvas no sul, centro e norte.

As cidades de Nampula, Pemba e Lichinga, na região norte do país, poderão registar chuvas moderadas a fortes, acompanhadas de trovoadas e vento a soprar de nordeste a leste fraco a forte.

Assim, para Nampula, Pemba e Lichinga prevêem-se máximas de 29, 29 e 23 e mínimas de 22, 24 e 15, respectivamente.

Para as cidades da zona centro do país, Chimoio, Beira, Tete e Quelimane, a previsão meteorológica aponta que poderão, igualmente, registar queda de chuvas moderadas a muito forte, acompanhadas de trovoadas e vento a soprar de sueste a leste fraco a forte.

Em graus Celsius, Chimoio, Beira, Tete e Quelimane apontam para máximas de 32, 29, 31 e 32 e mínimas de 26, 19, 24 e 24, respectivamente.

Já para as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, na zona sul do país, o prognóstico aponta para a possibilidade de ocorrência de chuvas fracas a moderadas, acompanhadas de trovoadas.

Para as quatro urbes, Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, as máximas previstas são de 36, 35, 32 e 32 e mínimas de 25, 25

, 25 e 26 graus Celsius, respectivamente.

Segundo o Boletim Hidrológico Nacional emitido esta quinta-feira pelo Departamento de Gestão de Bacias Hidrográficas, nas últimas 24 horas, houve registo de chuva fraca a muito forte na rede nacional de observação hidroclimatológica, destacando-se as bacias dos rios Incomáti em Mapulanguene (42.4mm), Magude (38.3mm), Barragem de Corumana (28.0mm) e Ressano Garcia (23.2mm); Limpopo em Chókwè (54.3mm), Barragem de Massingir (48.2mm) e Combomune (28.4mm); Púngoè em Púngoè Fronteira (200.5mm), Ponte Gorongosa (100mm), Púngoè Sul (98.2mm), Vila de Gorongosa (184.0mm) e Gondola (55.4mm); Zambeze em Cassacatiza (60.0mm), Meponda (37.0mm) e Megaruma em Megaruma (54.2mm) e Namanhumbir (10.4mm).

Na região Centro do país, as bacias hidrográficas dos rios Búzi em Dombe e Púngoè em Púngoè Sul registam oscilação do nível hidrométrico, com tendência a subir, mantendo-se acima do alerta.

A bacia do Licungo em Mocuba e Gúruè regista redução do nível hidrométrico, face ao abrandamento de chuva, mantendo-se, no entanto, em alerta. A bacia do Zambeze regista nível hidrométrico oscilatório com tendência a baixar, tendo saído do alerta nas estações de Tambara e Chingodzi na sub-bacia do rio Revúbuè.

Na região Sul, a bacia do Maputo em Madubula regista redução do nível hidrométrico, mantendo-se em alerta. As restantes bacias registam níveis oscilatórios com tendência a baixar, mantendo-se abaixo do alerta.

Face às previsões meteorológicas e a situação hidrológica prevalecente, para as próximas 72 horas, prevê-se uma subida do nível hidrométrico nas bacias hidrográficas dos rios Búzi em Goonda e Púngoè em Mafambisse, devido ao pico de caudal registado nas estações a montante, mantendo-se em alerta.

As bacias dos rios Licungo em Mocuba e Maputo em Madubula poderão registar níveis oscilatórios com tendência a baixar, mantendo-se em alerta. Para as restantes bacias, não se prevê alteração significativa do actual cenário hidrológico.

A Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH), do Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos (MOPHRH), apela à população vivendo em zonas baixas e ribeirinhas, particularmente, nas bacias dos rios, Búzi, Púngoè, Zambeze, Licungo, Ligonha, Meluli, Lurio, Megaruma, Montepuez, Messalo e Rovuma, para se manter em zonas altas e seguras e evitar a travessia do leito dos rios, devido ao elevado volume de escoamento.

 

O número de óbitos causados pela Tempestade Tropical “ANA” subiu de 12 para 18 de ontem para hoje. Zambézia, local que era apontado, nas previsões, como a província a ser mais afectada, tem o maior número de mortes.

O rasto de destruição e luto deixado pela Tempestade Tropical “ANA” está cada vez mais visível, embora o fenómeno já se tenha dissipado. As mortes aumentaram e os feridos e afectados também seguem a mesma tendência. Os estragos estendem-se para as habitações, escolas, hospitais e culturas agrícolas, que estão debaixo da água.

Zambézia, que até quarta-feira contabilizava cinco mortes, viu o número de óbitos subir para oito em 24 horas. Em Tete, mantêm-se as quatro mortes, Manica com três e, em Nampula, o número de vítimas mortais também subiu de um para três.

Das vítimas mortais, 11 morreram na sequência do desabamento de paredes, três foram por afogamento, a queda de poste de energia foi responsável por um óbito e outra pessoa foi arrastada pela água. Há duas vítimas mortais cujas circunstâncias ainda estão por confirmar.

Enquanto isso, há agora 99 feridos na sequência da fúria da tempestade e da chuva.

Se até esta quarta-feira se falava de 20.670 pessoas afectadas, em um dia, o número das vítimas arrasadas pela Tempestade ANA subiu para 45 395, o que corresponde a 9.789 famílias. Maior número de afectados está na província de Nampula, onde se contabilizam 25.259 vítimas. Segue Zambézia com 9.956, Tete com 3.500, Manica, onde há 3.350 afectados, e Sofala e Niassa, com 2.935 e 395 afectados, respectivamente.

Embora o Instituto Nacional de Meteorologia tivesse previsto que a Tempestade Tropical fosse afectar também a parte de Cabo Delgado, as autoridades nada dizem sobre os danos específicos naquela província.

Há mais de 27.383 alunos afectados pelas intempéries nas províncias assoladas, com a destruição de 346 salas de aula, que foram deitadas abaixo em 137 escolas afectadas.

As unidades sanitárias não escaparam, havendo 12 destruídas. Pior, há pessoas que ficaram sem tecto. Cerca de 2.756 casas foram deitadas abaixo e mais de 7.315 destruídas parcialmente, acrescidas às 391 residências inundadas.

Os dados actualizados hoje pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) apontam, igualmente, para dias de fome, porquanto culturas diversas ficaram inundadas numa área de 2.550 hectares. Cerca de 132 postes de energia caíram, deixando famílias às escuras.

Há oitos centros de acomodação criados em Tete e na Zambézia, que, neste momento, acomodam 4.751 pessoas desalojadas das suas casas. Ainda que o nível de danos pareça assustador, os dados do INGD são preliminares, significando que o nível de estragos pode ser pior.

Foi desmantelada, na cidade da Matola, uma fábrica caseira que se dedicava à produção de bebidas alegadamente terapêuticas ou medicinais sem autorização das entidades competentes e em condições higiénicas deploráveis.

A casa número 701, no bairro Matola Gare, no Município da Matola, não é uma mera residência. É usada como laboratório e fábrica clandestina de supostas bebidas terapêuticas.

Um homem, de 36 anos, de nacionalidade ruandesa, que está em Moçambique há quatros anos, que diz ter-se formado em química na Índia, foi detido pelo Serviço de Investigação Criminal (SERNIC), por estar a produzir bebidas. O suspeito confirma que não tem nenhuma licença, nem autorização por qualquer entidade competente, mas ele questiona por que tantas bebidas de produção nacional são vendidas sem que haja problemas.

“Assim é como…eu fiz aquelas bebidas primeiro, eu fui à estrada e vi pessoas que fazem aquelas bebidas totô, ukanhi e malambi nas suas casas e não lhes acontece nada, mas, para mim, como sou estrangeiro me prenderam”, disse.

A bebida designada por “kombucha” ou ”kombuchá” existe e é largamente produzida e consumida em algumas regiões no mundo. Bibliografia consultada sobre o assunto aponta que “as origens exactas do kombuchá não são conhecidas, embora o local de origem mais provável seja o distrito do mar de Bohai, na China”.

Na residência do homem que já está a contas com as autoridades, foram encontradas garrafas recolhidas na rua, depois lavadas e retirados os rótulos originais e colocados novos rótulos já com a bebida. As tampas para selarem as garrafas são provenientes da África do Sul e o processo é efectuado de forma artesanal na referida residência.

O SERNIC diz que vai aprofundar as investigações para apurar a rede de distribuição das referidas bebidas. Henrique Mendes, porta-voz daquela instituição, disse que é provável que existam outras pessoas envolvidas na produção daquelas bebidas.

A vizinhança da casa número 701 disse que não sabia o que o seu vizinho produzia e ficou surpreendida ao ver o homem algemado e na companhia dos agentes do SERNIC.

Creches, jardins-de-infância e escolinhas já podem funcionar das 06h30 às 16h30, horário similar ao que se usava antes da pandemia da COVID-19.

A decisão de alargar o horário de funcionamento desses estabelecimentos de ensino pré-escolar, que desde 2021 funcionavam das 08h00 às 12h00, é do Ministério do Género, Criança e Acção Social, através de uma circular do dia 25 de Janeiro corrente.

Assim, as instituições podem, desde já, voltar ao horário que tanto para os gestores quanto para os pais e encarregados de educação é benéfico.

“As instituições, que estão aptas, neste momento, para abrir, oferecem condições seguras para o retorno ao horário normal de funcionamento. Isto quer dizer que, as creches, os centros infantis, os jardins infantis já podem retomar o horário normal, que é das 06h30 às 16h30”, disse a directora nacional da Criança, Angélica Magaia.

Segundo a fonte, o horário que ia até às 12h00 não tinha como objectivo punir as “escolinhas” e sim salvaguardar a saúde das crianças e dos seus educadores, devido aos casos da COVID-19, que não davam tréguas no país.

Por conta do Coronavírus, as instituições cumpriram as recomendações para o funcionamento seguro e livre da propagação da COVID-19 e essa foi uma das acções que pesou para a decisão da extensão do horário, mas também o facto de todos os indicadores da doença estarem a reduzir.

“Em resultado dessas medidas, os centros reorganizaram-se, houve um trabalho de verificação pelas equipas centrais e provinciais que foram formadas para o efeito e aferiram que haviam condições e também consideramos o parecer que recebemos do Ministério da Saúde para o retorno, tomamos esta decisão”, explicou.

O horário volta ao normal, entretanto há questões que se mantêm e outras que deverão ser reforçadas, que constituem preocupação para a instituição de tutela.

“A questão da gestão dos dormitórios, a organização das camas e das roupas de camas que é muito sensível. Precisamos de garantir que não haja troca da roupa de cama, precisamos de garantir que os dormitórios não representem risco para as crianças, como também na confecção das comidas”, referiu Angélica Magaia.

Apesar da extensão do horário, a directora alerta que, caso as instituições não cumpram, de forma rigorosa, as orientações do Ministério do Género, Criança e Acção Social, serão encerradas.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE