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O País – A verdade como notícia

Mais 255 pessoas recuperaram-se do Coronavírus na cidade de Maputo e nas províncias de Nampula, Cabo Delgado, Inhambane e Zambézia, somando, agora, 217.367.

Dados do Ministério da Saúde (MISAU) indicam, ainda, que oito pessoas foram diagnosticadas com a doença, resultante de 536 testes realizados em 24 horas.

Todos os oito novos casos são de nacionalidade moçambicana, sendo quatro do sexo feminino e os outros do sexo masculino. Com os novos casos detectados, o cumulativo sobe para 224.347, dos quais 223.978 de transmissão local e 369 importados.

Ainda hoje, a Saúde anunciou que quatro pacientes foram internados e outros três tiveram alta hospitalar, contabilizando 29 doentes acamados.

“É com enorme satisfação que não notificamos nenhuma morte de paciente com COVID-19, facto que acontece pelo terceiro dia consecutivo”, referem as autoridades sanitárias, acrescentando que o número de pessoas que perderam a vida devido à doença permanece 2.183.

Nas últimas 24 horas mais 1,382 pessoas foram imunizadas contra o vírus com a primeira e a segunda dose e outras 64,194 receberam a dose de reforço.

Desde o início da campanha de vacinação, no dia 08 de Março de 2021, 11,520,562 indivíduos foram vacinados. Assim, a cobertura nacional vacinal situa-se em 64.6%.

A Polícia Municipal de Maputo e Matola recebe ilegalmente subornos dos transportadores semi-colectivos cuja documentação está em situação irregular. O problema virou moda, mas a corporação diz tratar-se apenas de actos isolados de alguns agentes.

Um acto aparentemente normal de controlo de legalidade. Ambiente por detrás do qual escondem-se várias ilegalidades.

Por um lado, condutores sem documentação completa para o transporte de passageiros e, por outro, agentes da Polícia Municipal sedentos de dinheiro, que deviam velar pela legalidade, mas fazem o contrário.

Num vídeo amador, captado na Matola, o agente da Polícia Municipal pede a documentação do transportador depois de mandar parar a viatura. Recebe o livrete, sequer verifica, esconde debaixo de livro de multas e retira uma nota de dinheiro.

Por um minuto finge fiscalizar e depois dá autorização para avançar.

Em anonimato, alguns “chapeiros” explicam como os polícias fazem para levar dinheiro. “ Aqui no terminal da Praça dos Combatentes, vulgo Xiquelene, os agentes não se aproximam, eles mandam as senhoras da associação para levarem os valores. O que eles fazem é tirar a matrícula do carro de forma a controlar.

E é sempre assim. Para buscarmos mais evidências, fizemo-nos passar por passageiros. Um transportador aceitou colaborar com nossa reportagem, mostrando a nota de 100 meticais e colocou dentro do livrete para subornar o agente.

O documento é entregue com a nota no interior e o dinheiro não volta.

Mas porque então os transportadores reclamam quando tomam a iniciativa de corromper as autoridades. Porque não manter-se na legalidade?

Paulo Raúl, nome fictício, é transportador de passageiros e diz que sofre perseguições da Polícia mesmo pautando por ter toda a documentação.

São realidades que acontecem todos os dias em vários pontos de fiscalização da Polícia Municipal nos municípios de Maputo e da Matola.

“Por dia devo garantir 300mt para dar à Polícia num “roadblock”, mas há casos de sermos encontrados a cometer infracções, aí tiramos mais, disse o transportador.

Pela gravidade do problema, o “O País” contactou o Comando da Polícia Municipal na Cidade de Maputo, que, apesar da massificação do problema, classifica os actos de corrupção como atitudes de alguns agentes que mancham a corporação.

“A Polícia Municipal tem dado seguimento à denúncia de um comportamento desviante. Nós não compactuamos com comportamentos desviantes. Também, como sempre, queremos que haja evidências. Disse o porta-voz da Polícia Municipal na Cidade de Maputo.

Aliás, Mateus Cuna faz questão de apresentar publicamente as linhas através das quais os actos de extorsão podem ser denunciados.

“Se há uma situação anómala, é preciso denunciar através dos contactos: 800 945 945, linha verde, 82 8586 230. E frisou que a corporação é contra actos desviantes.

O Gabinete Central de Combate à Corrupção, através de um documento, enviado à nossa redacção diz que há casos em investigação.

“No ano transacto, o GCCC, incluindo o Gabinete Provincial de Combate à Corrupção da Província de Maputo, receberam várias denúncias, porém, duas culminaram em processos, envolvendo um total de três agentes da Polícia Municipal e um cidadão particular. Dos 2 processos, 1 culminou com dedução de acusação e remessa ao Tribunal para julgamento pelo cometimento do crime de corrupção passiva para acto ilícito.

O processo está ainda na fase de instrução, visando investigar a existência do crime, determinar os seus agentes e as respectivas responsabilidades, descobrir e recolher a prova para a proferição do competente despacho”, lê-se no documento.

Enfim, fica o alerta a quem deve investigar tamanha ilegalidade cometida por quem jurou cumprir e fazer cumprir a lei.

 

De acordo com o prognóstico do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), espera-se que o dia de hoje seja de calor, com temperaturas máximas entre 25 e 34 graus. Na mesma sequência, o prognóstico aponta para a possibilidade de queda de chuvas fracas a moderadas , trovoadas  e ventos a soprarem, por vezes, com rajadas na região sul,  no país.

Em graus Celsius, as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilanculo, na zona sul do país, poderão registar temperaturas máximas de 30, 30, 31 e 34 e mínimas de 22, 25,  25 e 25, respectivamente.

Para as cidades da Beira, Chimoio, Tete e Quelimane prevêem-se máximas de 33,37, 31?e 30 e mínimas de 25, 18, 25 e 24 graus Celsius,respectivamente.

As cidades da Nampula, Pemba  e Lichinga poderão registar máximas de 31, 31 e 25 e mínimas de 22,  23 e 16 graus, respectivamente.

Pelo segundo dia consecutivo o país não regista mortes em pacientes infectados pelo Coronavírus, fazendo com que o cumulativo se mantenha em 2.183. Contudo, foram diagnosticados mais 30 novos casos do vírus.

Trata-se de cidadãos de nacionalidade moçambicana, dos quais 16 mulheres e 14 homens. Neste momento, Moçambique tem 5.040 casos activos. Existem, actualmente, 224.339 casos positivos, cumulativamente e 5.040 casos activos da COVID-19 em Moçambique.

Nas últimas 24 horas, mais três pacientes com COVID-19 foram internados na cidade de Maputo e nas províncias de Tete e Niassa e quatro tiveram alta hospitalar na cidade de Maputo e província de Tete. Feitas as contas, existem 28 doentes sob cuidados médicos devido à doença.

Nas últimas 24 horas, 223 pessoas ficaram recuperadas nas províncias de Maputo e Zambézia, totalizando, agora, 217.112.

“BATSIRAI”, que vinha com ventos entre os 170 a 220 km/h, já baixou de categoria e agora a sua intensidade é de uma depressão tropical com ventos abaixo de 80 km/h.

É no Canal de Moçambique onde podem ser sentidos os efeitos da depressão tropical “BATSIRAI”, que, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), não vai atingir o continente.

“Ele estará muito próximo à Ilha de Madagáscar, o que também para nós é um bom sinal e significa isso que os seus efeitos não serão sentidos com muita gravidade na parte do continente. Não esperamos chuva forte em nenhum ponto do país. BATSIRAI não vai entrar no continente, os seus efeitos serão sentidos no Canal de Moçambique, próximo à Madagáscar, com ventos em torno de 70 a 80 km/h”, explicou o meteorologista Lelo Tayob, tendo depois deixado um apelo: “chamamos atenção àqueles que se fazem ao alto mar” para tomarem cuidado.

Tayob explicou que o INAM está a monitorar o outro sistema meteorológico (chamado CLIEF) que se formou na última sexta-feira, no Oceano Índico, e que evoluiu para o estágio de tempestade tropical.

“O CLIEF ainda não constitui perigo para nós, formou-se numa região próxima onde se originou o BATSIRAI. Está a evoluir, continua com movimentos como os do BATSIRAI, e vamos continuar a monitorá-lo”, avançou.

O INAM distancia-se do documento que circula nas redes sociais, supostamente emitido pelo Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, contendo aviso sobre a previsão de chuva para os próximos dias, como resultado dos efeitos do “BATSIRAI”.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê ocorrência de chuvas moderadas a fortes e Vento a soprar, por vezes, com rajadas em algumas cidades do centro  e norte e sul do país.

Na região centro, as urbes da Beira, Chimoio, Tete e Quelimane poderão registar temperaturas máximas de 30,27, 35 e 35 e mínimas de 25, 20, 24 e  23 graus Celsius, respectivamente.

As cidades de Nampula, Pemba e Lichinga, no norte do país, poderão atingir temperaturas máximas de 31, 32 e  25 e  mínimas de 23, 24 e 17 graus, respectivamente.

Para as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, no sul do país, prevêem-se máximas de 30,32,32 e 31 e mínimas de 22,25, 25 e 22 graus Celsius, respectivamente.

A Cidade da Matola celebra, hoje, 50 anos após sua elevação a essa categoria. Apesar de estarem em festa, os citadinos falam de retrocessos na vida daquela urbe.

Imundice, criminalidade, saneamento precário estão entre as preocupações dos citadinos.

Rogério Júlio é residente no bairro Matola Santos, ao “O País” não escondeu o seu desagrado com “ o rumo que a cidade está a tomar, porque sempre que chove as nossas casas ficam dentro da água, os nossos móveis e outros bens ficam estragados, a edilidade sabe disso, mas nunca faz algo para resolver a situação”.

Para além de inundações, o sistema de recolha de lixo “ineficiente” é outra preocupação, segundo a fonte às vezes há em que passa um mês sem que o município faça a recolha dos resíduos sólidos.

E os problemas não param por aí, houve quem falou da criminalidade e queixou-se de um centro de saúde, há pouco inaugurado, no bairro Matola Santos, que por causa das chuvas ficou inundado e neste momento funciona nas instalações do círculo do bairro.

“Sempre que chove ficamos sem hospital, não faz sentido, para uma cidade como a nossa ter um problema muito básico como esse”, desabafou, Flora da Caridade.

Esses são problemas enfrentados por parte dos cerca de um milhão e duzentos e quarenta e cinco mil habitantes, e no dia em que a urbe está em festa, o edil reconheceu os seus desafios, “os desafios para a construção da Matola que queremos são inúmeros ainda”, disse Calisto Cossa.

Segundo o governante, os matolenses estão cada vez mais exigentes, e por isso os últimos oito anos, foram para responder a esses desafios, como o caso da melhoria de infra-estruturas municipais.

“Hoje podemos dizer com satisfação que a cidade da Matola tem ligações internas, asfaltadas e terraplanadas que, permitem e facilitam a deslocação dos munícipes, sem a necessidade de entrarem para o território da Cidade de Maputo como acontecia no passado”, vangloriou-se.

Cossa destacou ainda, o desafio imposto pelas mudanças climáticas, que na época chuvosa representam desafiam a resiliência das infra-estruturas públicas e privadas e como solução a edilidade já trabalha para a manutenção dos canais de circulação de água, mas também prometeu, para este ano, a continuidade na construção do canal dois da vala de fomento.

O combate à criminalidade o governante garantiu que foi fortalecida a colaboração institucional com a Polícia da República de Moçambique e, para além das acções de contacto a comunidade, apoiaram na construção de esquadras e postos policiais, como o caso da esquadra do bairro Matola D,  1ª de Maio e posto policial do Bairro Mathlemele.

“Na saúde intervimos no apetrechamento da morgue do Hospital Provincial de Maputo e construímos com base no Programa do Orçamento Participativo o Centro de Saúde de Malhampswene, o qual funciona como maternidade servindo a comunidade e de bairros circunvizinhos”.

O processo de urbanização é outro aspecto que Calisto Cossa destacou com atribuição de Direito de Uso e Aproveitamento de Terra, tanto para habitação quanto para investimentos.

Cinco pessoas, entre graves e ligeiros, é o resultado preliminar de um acidente de viação de tipo despiste e capotamento. O sinistro que ocorreu na manhã deste sábado, em Chimoio, envolveu um autocarro da transportadora Manze.

Segundo testemunhas ouvidas pelo “O País”, no local, o autocarro fazia o trajecto Chimoio-Gondola, e quando chegou na zona da Igreja Católica, ainda na cidade de Chimoio, tentou fazer uma ultrapassagem irregular a um camião, o que não foi possível por ser curva apertada, culminando com o despiste e capotamento.

A Polícia fez-se ao local e tratou de transportar os feridos, sendo dois graves, entre os quais o motorista e um passageiro.

Quando a nossa reportagem chegou no local, os feridos já haviam sido levados ao hospital e naquela unidade sanitária, uma fonte revelou que os que contraíram ferimentos graves ainda se encontravam em tratamento, enquanto os doentes ligeiros acabavam de ter tratamento ambulatório.

Os dados constam de um comunicado do Ministério da Saúde (MISAU), que informa que, além dos recuperados hoje anunciados (954), foi notificada a infecção de mais 85 pessoas.

Nas últimas 24 horas, a Província de Maputo foi a que mais recuperados registou, com 879, seguida pela província de Inhambane (49) e Zambézia (35). Ao todo, Moçambique tem 216.889 indivíduos livres da doença viral.

Em relação aos novos casos positivos (85), as autoridades dizem tratar-se de 82 moçambicanos e três estrangeiros, que contraíram a infecção dentro do território nacional. A Taxa de Positividade no período em análise foi de 3.08%, e a Taxa de Positividade Acumulada situou-se em 18.15%.

Actualmente, o cumulativo de infecções pelo novo Coronavírus no país é de 224.309, dos quais 5.233 continuam activos.

Mais três pessoas ficaram internadas e outras nove tiveram alta hospitalar, estando, neste momento, internadas 29 pessoas. O cumulativo de pacientes internados no nosso país é de 8.425.

O ministério diz ainda que não houve registo de mortes por Coronavírus, pelo que se mantém o total de 2.183 perdas humanas.

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