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O País – A verdade como notícia

Há vandalização de contentores de recolha de lixo na zona cimento da Cidade de Maputo. Na noite de sexta-feira para sábado, cerca de 200 contentores foram danificados e retiradas peças essenciais para a remoção de resíduos sólidos, através de camiões.

As peças são de material plástico, servem para fazer o engate do contentor à viatura no momento da recolha do lixo.

Falando ao “O País”, Stela Novela, directora Adjunta de ambiente e salubridade do Município de Maputo explicou que as peças foram retiradas nos contentores instalados em quase toda zona cimento da cidade, com destaque para os bairros Alto Maé A e B, Malhangalene, toda a Baixa da Cidade e Bairro Central A e B.

“Isso aconteceu em várias avenidas, várias posições e, estamos a tentar fazer um trabalho para constatarmos para que finalidades foram retiradas, quem são os perpetradores destes actos e os possíveis compradores”, disse.

Os prejuízos por conta desta vandalização ainda não foram calculados. Porém, o Município garante que já está a trabalhar na substituição dos contentores, que na sua maioria “são quase que impossível de usá-los, no estado em que se encontram” enquanto conserta os que sofreram sabotagem.

“Com essa reposição, queremos garantir que a recolha de lixo da cidade para o destino final não pare, já estamos, também, a trabalhar com a Polícia para identificar os responsáveis, para seres responsabilizados pelos seus actos”.

Entretanto, caso a vandalização continue, a capital do país pode ressentir-se da ineficiência na recolha de lixo, porque as peças que foram retiradas, facilitam e aceleram a recolha e, sem as mesmas, os responsáveis pela recolha, devem despejar o lixo no chão e levam ao camião com ajuda de uma pá.

“Por isso, apelamos a todos que souberem que são os responsáveis ou que virem as pessoas a vandalizar a denunciarem, pois este é um bem público e juntos podemos manter a cidade limpa e se este problema alastrar-se podemos viver, um verdadeiro caos, com o lixo, aqui na Cidade de Maputo”, apelou Novela.

Os responsáveis pela recolha de lixo acreditam que o material estará a ser usado para reciclagem na produção de outros produtos plásticos.

A Polícia sul-africana anunciou a detenção, em Brackenhurst, do suposto mandante de raptos em Moçambique e na África do Sul. Na sua residência, a Polícia encontrou vários bens de luxos e ligações ao rapto de Jahyr Abdullah, filho do empresário moçambicano, Salimo Abdula, e de duas outras pessoas.

Segundo o comunicado publicado no site do Serviço da Polícia da África do Sul, trata-se de um homem de 37 anos que se acredita ser mentor e suposto líder que está por trás da onda de sequestros e pedidos de resgate em várias partes de Gauteng e Maputo.

“Neste endereço, a Polícia encontrou e apreendeu três veículos de alta potência, 6.000 comprimidos de Mandrax, dinheiro em espécie, um recibo de venda de uma propriedade de 1,9 milhões de rands em Bryanston, várias roupas de marcas de luxo, as quais a Polícia acredita terem sido adquiridas através do dinheiro recebido de pagamentos de resgate em dinheiro. Os quatro foram presos e estão sob custódia policial”, lê-se no comunicado.

Na quinta-feira, a operação continuou e em Benoni foi preso mais um suposto sequestrador e, na sua residência, foi encontrado um veículo de alta cilindrada.

Segundo o comunicado supracitado, os detidos estão ligados ao sequestro de Jahyr Abdulah, filho de Salimo Abdulah, em Outubro do ano passado à entrada de Joanesburgo; de uma menina de 11 anos à porta da sua escola em Mayfair e igualmente de um cidadão indiano de nome Yasin Bhikhu em Lenasia, quando regressava de orações na mesquita.

A direcção da Polícia sul-africana acredita que a “Força-Tarefas”, criada em Novembro do ano passado, contra os sequestros, está a aproximar-se cada vez mais dos vários sindicatos responsáveis por raptos e pedidos de resgate entre Moçambique e África do Sul.

A medida foi tomada, recentemente, pela Associação das Escolas de Condução, que aponta a subida do preço do combustível e dos custos de manutenção das viaturas como uma das razões para o agravamento. O aumento das taxas é na ordem de 1200 Meticais nas classes de pesados, ligeiros e motos. Assim, uma carta de condução da classe de pesados sobe dos anteriores 10.300 para 11.500 Meticais.

Se ter um carro para um pacato cidadão já é difícil, a partir de amanhã, só para ter uma carta de condução será complicado. É que a associação decidiu aumentar as taxas cobradas para o ingresso dos candidatos e a justificação está na ponta da língua.

“Não aumentamos as taxas cobradas aos candidatos há mais de quatro anos. O custo de vida foi subindo nos últimos anos, de tal ordem que é incomportável manter os preços que vinham vigorando”, introduziu Cassamo Lalá, mandatário da associação, que depois avançou que os motivos não param por aí. “Só para dar um exemplo, um pneu de um carro ligeiro, há quatro anos, custava 2. 500 e agora custa 6. 000. Mesmo assim, tivemos o cuidado de não atingir os 12%, o aumento é de 7%, porque sabemos que é um serviço que vai ajudar o público a ter acesso à fonte de rendimento”, precisou.

 

HÁ ESCOLAS QUE DEVEM SALÁRIOS AOS TRABALHADORES

A nossa reportagem entrevistou Jaime Satar, proprietário de quatro escolas de condução, que avançou que a COVID-19 causou e continua a causar prejuízos. “Lamentavelmente, tenho uma dívida de quase dois milhões de Meticais. No ano antepassado, ficamos praticamente seis meses sem trabalhar. No ano passado, ficaram por aí três meses sem trabalhar. Nesse período, pagamos salários até onde pudemos, mas, depois, ficamos impossibilitados, porque nessa actividade só entra dinheiro quando as portas estão abertas”, destacou para reiterar que os efeitos da pandemia ainda continuam presentes no seu negócio. “Temos alunos de 2019 que, devido à pandemia, tiveram que ficar por cá por mais tempo e isso significa muitos prejuízos para a escola. Outro prejuízo é que, com a reabertura das actividades, tivemos que reduzir o número de estudantes por turmas”.

É face a essa realidade, que a associação entrou em consenso com os seus membros e decidiu agravar os preços. Sendo assim, o custo da formação para a classe C1 (Pesados), passa dos anteriores 10. 300 Meticais para 11.500; na classe B (Ligeiros) passa a custar 9.500, contra os anteriores 8.300. Já a classe A (Motos) passa dos actuais 5.500 para 6.700, um incremento de 1200 Meticais nas três classes.

Os averbamentos também foram mexidos. Para ter o averbamento de ligeiros (B) para pesados (C1) o candidato passará a pagar 7 200 Meticais contra os anteriores 5 500, um aumento de 1700 Meticais. A carta profissional passará a custar 6.500, contra os anteriores 5. 500, um incremento de 1000 Meticais. Para ter uma carta que possibilite prestar serviços públicos, o candidato passa a pagar 6500 Meticais, contra os anteriores 5.500. O incremento é, igualmente, de 1000 Meticais.

 

AGRAVAMENTO AINDA NÃO SATISFAZ AS ESCOLAS

Mesmo assim, as escolas de condução não estão satisfeitas. “Porque temos grandes encargos com o combustível, temos a questão da manutenção de veículos, as despesas com salários do pessoal que presta serviços. Para quem ouve 11.500, acha que é muito, mas, para os custos operacionais que temos, ainda não compensa”, disse Joaquim Chirinda, proprietário de uma escola de condução, ao que depois afirmou que o ideal é que as escolas cobrassem 14 mil Meticais pela classe de ligeiros e 16 mil para pesados.

 

QUESTIONADA QUALIDADE DAS ESCOLAS “NÃO ASSOCIADAS”

Entretanto, os problemas não terminam por aí. No rol das preocupações entram em cena as escolas de condução que não estão filiadas à Associação que são acusadas de concorrência desleal por praticarem preços muito baixos.

“Tudo que é barato tem custos. É impossível formar devidamente um candidato a pagar-me cinco mil Meticais para a carta pesada, pois só de combustível pago o equivalente a isso por semana, a questão que colocamos é: onde essas pessoas encontram o dinheiro para garantir a manutenção das suas viaturas?, questionou Mateus Libele.

Essa visão é complementada por Joaquim Chirinda que acredita haver irregularidades nesse processo. “Por semana, temos uma despesa com combustível na ordem de 30 mil Meticais. É nesse sentido que suspeitamos que os candidatos dessas escolas não cumpram todas as aulas práticas, porque, com esses preços, seria um negócio insustentável”, defendeu.

Para os filiados à Associação, essas escolas são apadrinhadas pelo INATRO que não questiona a sua qualidade.

Ademais, as escolas acusam o INATRO de morosidade na tramitação de expedientes. Os candidatos chegam a esperar três meses para realizar o exame teórico, o que aumenta os encargos das escolas de condução.

Sobre as escolas que praticam preços arbitrários, o “O País” interpelou o ministro dos Transportes e Comunicações, Janfar Abdulai, que se limitou a dizer que “os prevaricadores serão responsabilizados”.

O Governo, através do Conselho de Ministros, disse que não foi informado sobre o agravamento das taxas.

A nossa reportagem falou com o porta-voz do INATRO, Jorge Miambo, que nos aconselhou a enviar um e-mail com os tópicos da entrevista. Sucede que, até ao fecho desta edição, Miambo dizia que ainda não tinha autorização da sua chefia para falar sobre o assunto.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê céu nublado, ocorrência de chuvas acompanhadas de trovoadas e vento a soprar, por vezes, com rajadas, na região norte do país.

Na região centro, as urbes da Beira, Chimoio, Tete e Quelimane poderão registar temperaturas máximas de 32,30, 34 e 32 e mínimas de 24, 18, 24 e  24 graus Celsius, respectivamente.

As cidades de Nampula, Pemba e Lichinga, no norte do país, poderão atingir temperaturas máximas de 27, 29 e  23 e  mínimas de 22, 24 e 15 graus, respectivamente.

Para as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, no sul do país, prevêem-se máximas de 32,30,31 e 32 e mínimas de 22,23, 24 e 23 graus Celsius, respectivamente.

Dois indivíduos, todos de nacionalidade moçambicana, testaram positivo para a COVID-19 na província de Tete. Trata-se de cidadãos com mais de 50 anos de idade. Nas últimas 24 horas, não houve óbito pelo vírus.

De acordo com o Ministério da Saúde (MISAU), no período em alusão, em que a taxa de positividade foi de 0.27%, foram realizados 728 em todo o país.

Assim, “o cumulativo de casos positivos é 225.038. Destes casos, 224.669 são de transmissão local”, refere o MISAU, acrescentando que o número de casos importados mantém-se inalterado (369.

Houve, ainda, três novos internamentos, na província de Tete. Contudo, não houve registo de alta e, por isso, o número de pacientes acamados passa a ser 18.

Segundo as autoridades sanitárias, uma pessoa recuperou-se da doença, na província da Zambézia

Sem mortes causadas pela COVID-19, o cumulativo permanece 2.192.

O Ministério da Defesa Nacional não conseguiu cumprir o prazo de 15 dias para a reconstrução da casa destruída, em consequência da queda do avião de instrução das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).

A casa de Luís Cumbe foi destruída quando uma avioneta de instrução das Forças de Defesa de Moçambique caiu sobre si. Tempo depois, a Força Aérea responsabilizou-se pela obra, prometendo concluir a reconstrução da casa num prazo de 15 dias, mas já passou um mês.

“Falaram de 15 dias, mas isso é do Governo e torna-se um pouco lento, porque não trabalham todos os dias. Mas também tivemos dificuldades por causa da chuva”, disse Luís Cumbe.

A morosidade na finalização da obra faz com que a vítima dependa do socorro dos seus vizinhos para conseguir dormir, porque a sua casa nem porta tem e, neste momento, só lhe resta aguardar, com a esperança de um dia voltar a viver na sua residência.

Foi na manhã do dia 11 de Janeiro quando Luís Cumbe escapou à morte por um fio, num acidente que matou dois oficiais do exército.

O prognóstico do Instituto Nacional de Meteorologia ( INAM), aponta para calor, com temperaturas máximas  a variarem de 23 a 34 graus, e possibilidade de queda de chuvas no centro e norte do país.

As cidades de Nampula, Pemba e Lichinga, na região norte do país, poderão registar ceu nublado, chuvas moderadas a fortes e vento a soprar de  sudoeste fraco a moderado.

Assim, para Nampula, Pemba e Lichinga prevêem-se máximas de 29, 32 e 23 e mínimas de 22, 24 e 16 graus, respectivamente.

Para as cidades da zona centro do país, Chimoio, Beira, Tete e Quelimane, a previsão meteorológica aponta que poderão, igualmente, registar céu pouco nublado,  queda de chuvas fracas a moderadas, acompanhadas de trovoadas e vento a soprar de  sueste  fraco a moderado.

Em graus Celsius, Chimoio, Beira, Tete e Quelimane apontam para máximas de 30, 29, 34 e 32 e mínimas de 24, 20, 26 e 26, respectivamente.

Já para as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, na zona sul do país, o prognóstico aponta para a ocorrência de céu nublado a muito nublado e chuviscos.

Para as quatro urbes, Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, as máximas previstas são de 30, 30, 30 e 32 e mínimas de 23, 21

, 23 e 23  graus Celsius, respectivamente.

O Ministério da Saúde ( MISAU) notificou, hoje, que, no país, não houve registo de perdas humanas nem de recuperados da COVID-19, mantendo o cumulativos de 2.192 mortes pelo vírus pandémico.

Entretanto, mais 18 pessoas ficaram infectadas de um total de 1.423 testes realizados nas últimas 24 horas. Com estes casos, o total de contágios subiu para 225.036, dos quais 3.520 continuam activos.

A Cidade de Maputo registou o maior número de infecções, com oito casos.

Neste períodos, “registamos duas altas hospitalares e um internamento”, lê-se na nota na qual o MISAU refere que “actualmente, 15 pacientes encontram-se nos CICOV e em outras Unidades Hospitalares nacionais”.

Desde o início da pandemia, já foram hospitalizadas em Moçambique, 8.474 pessoas.

Até 2030, toda a população moçambicana terá acesso à energia, segundo a garantia dada pela presidente da Associação Lusófona de Energias Renováveis (ALER), Miquelina Menezes, salientando que a energia faz parte das fontes de desenvolvimento.

Falando num evento sobre “O novo regulamento de acesso à energia fora da rede em Moçambique”, a responsável salientou a importância do instrumento para atingir a meta de acesso universal à energia no país até 2030 e destacou que a ALER e a Associação Moçambicana de Energias Renováveis (AMER) “estão disponíveis para dar todo o apoio necessário à boa implementação do regulamento, assim como servir de interlocutores entre o sector público e o sector privado nos desafios que forem surgindo”.

Thierry Kühn, chefe de Cooperação na Embaixada Alemã em Moçambique, disse acreditar que “somente com um instrumento regulamentar que permita a concorrência e com um sector privado inovador será possível apresentar soluções de energia sustentáveis e acessíveis a todos os moçambicanos, sempre em sintonia com o Governo”.

Reforçou a importância “de uma colaboração estreita entre parceiros comprometidos, dentro de uma estrutura reguladora transparente” e manifestou que “é com esta esperança que aguardamos ansiosos o resultado deste instrumento e da nova lei da electricidade, que deve equilibrar cuidadosamente os interesses públicos e privados”.

A chefe de Cooperação da Delegação da União Europeia em Moçambique, Isabel Faria de Almeida, destacou que “para alcançar estes objectivos ambiciosos e promover investimentos na electrificação fora da rede (…) o nível de investimento necessário é enorme, e o sector público e os doadores não o podem fazer sozinhos – os investidores privados são extremamente necessários”.

Realçou ainda a importância da “questão das tarifas, que terá de ser pormenorizada, para garantir o êxito e a adesão a projectos de mini-redes” e que “a União Europeia apoia a ARENE com o programa GET.transform nas regras de aprovação/fixação de tarifas, que serão publicadas num futuro regulamento subsidiário”.

A directora de Assuntos Jurídicos e Apoio ao Consumidor da ARENE, Telma Matavel, referiu que o regulamento pretende promover “o sector privado, os usos produtivos de energia e o desenvolvimento industrial”. Relativamente à atribuição de concessões o objectivo é “promover a concorrência e seleccionar as propostas que oferecerem melhores condições técnicas e financeiras”.

Telma Matavel acrescentou ainda que “a ARENE está a trabalhar nos demais regulamentos (…) e esperamos que todos os intervenientes vejam reflectidas as suas preocupações”.

Rita Marouço, gestora de projectos da ALER, fez saber que, neste momento, existem 76 mini-redes solares e hídricas em funcionamento do Fundo de Energia (FUNAE) totalizando 4,1 MW, cinco operadores de sistemas solares caseiros a operar no país. Foi vendido um total de 189.500 sistemas, desde 2016.

O evento foi organizado pela ALER e AMER, em parceria com a Autoridade Reguladora de Energia (ARENE) e o FUNAE.

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