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O País – A verdade como notícia

A previsão do tempo para este domingo, indica que  que as três regiões do país enfrentarão temperaturas entre 26 e 37 graus Celsius de máxima.

Na região centro, as urbes da Beira, Chimoio, Tete e Quelimane poderão registar temperaturas máximas de 32,30, 37 e 32 e mínimas de 23, 17, 25 e 24 graus Celsius, respectivamente.

As cidades de Nampula, Pemba e Lichinga, no norte do país, poderão atingir temperaturas máximas de 30,  30 e  26 e  mínimas de 22, 25 e 14 graus, respectivamente.

Para as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, no sul do país, prevêem-se máximas de 31, 29, 32 e 33 e mínimas de 22, 20, 24 e 22  graus Celsius, respectivamente.

Adicionalmente, o INAM prevê ocorrência de chuvas e ventos a soprarem, por vezes, com rajadas em algumas capitais provinciais do país.

O Ministério da Saúde ( MISAU) notificou, hoje, que, no país,  houve registo de uma morte, entretanto sem recuperados da COVID-19, mantendo o cumulativos de 2.196 mortes pelo vírus pandémico.

Mais 14 pessoas ficaram infectadas de um total de 1.352 testes realizados nas últimas 24 horas. Com estes casos, o total de contágios subiu para 225.135., dos quais 3.038 continuam activos.

A Cidade de Maputo registou o maior número de infecções, com sete casos.

“Cumpre-nos informar, igualmente que, nas últimas 24 horas não registamos nenhuma alta hospitalar e nenhum caso de recuperação de pacientes previamente infectados pelo novo Coronavírus”, refere o MISAU.

Desde o início da pandemia, já foram hospitalizadas em Moçambique, 8.492 pessoas.

O número de pessoas que praticam o comércio informal em locais expressamente proibidos, na cidade e província de Maputo está cada vez mais a aumentar. A Polícia Municipal conhece o problema, mas não tem uma solução a vista.

É uma das práticas mais antigas nas principais cidades do país e não só.

O Comércio informal sempre foi alternativa para quem não consegue encontrar um trabalho formal.

Estrada nacional N1, N4, circular de Maputo e tantas outras vias, na cidade e província de Maputo, têm algo em comum. É que, quando o relógio marca 13 horas, pessoas vindo de diferentes bairros começam a montar as suas bancas nas bermas da estrada, para caçar quem por ali passa.

Nestes locais vende-se quase tudo, desde frutas, verduras, roupas e calçados diversos, ou seja, tudo aquilo que pode facilmente aliciar os automobilistas que percorrem as vias. As razões são várias.

“Nós não temos para onde ir. Sabemos que proíbem estar aqui, mas nós não temos mercado no bairro”, disse Aida Diamantino, comerciante informal, que vende ao longo da circular de Maputo, no bairro Chihango.

A ousadia destas pessoas, maioritariamente mulheres, é tanta que nem a presença da Polícia Municipal, nem a existência de placas dizendo “Proibida Venda”, lhes intimidam.

“Proíbem-nos vender aqui. Quando a Polícia chega arranca-nos ou pisa os nossos produtos, mas onde iremos vender porque não temos mercado”, desabafou aos nossos microfones a senhora Olinda Cossa, também comerciante.

Vendedores contam que deste local, ao longo da Estrada Circular de Maputo, parece que a Polícia cansou-se de lhes expulsar, pois eles sempre voltam.

As pontes pedonais também não escapam à busca pela sobrevivência. Seja em cima ou em baixo, as pessoas que aqui vendem ignoram todo tipo de perigo, isto porque, segundo eles, os clientes não compram nos mercados.

São pontes projectadas para o tráfego de peões para evitar atropelamentos nas auto-estradas, porém o crescimento do comércio informal fez nascer em quase todas as pontes aéreas de Maputo e Matola, autênticos “dumba-nengues”.

Aqui todos estão expostos ao perigo, mas ignoram-no pois a luta pela sobrevivência fala mais alto.

Conversamos com várias pessoas que vendem por cima da ponte. Cada um com seu negócio. Vende-se tomate, roupas, bijuterias, calçados e tantas outras coisas. Há gente a atravessar de um sentido para outro. Uns param para apreciar, outros simplesmente passam.

Edson Alberto vende há dois anos, reconhece que “vender aqui em cima da ponte é mau, mas como nós queremos dinheiro, acabamos ficando, principalmente porque todas as pessoas passam por aqui e compram”, disse.

Um outro “caçador de clientes aéreos” responde pelo nome de Hélton Tomás. Vende na ponte pedonal do Benfica, há poucos meses, mas tens memórias.

“Lá em baixo, nos passeios, estão a proibir a venda, nos mercados está cheio e os clientes não entram. Aqui onde estamos ajudamos também a manter a ponte limpa”, disse.

E o movimento que eles tanto procuram, encontram nas pontes, pois há quem já nem vai ao mercado para fazer compras.

“Esse é um outro dilema. Eu sou moradora deste bairro, mas nunca entrei no mercado para comprara algo. Compro tudo aqui. Não sei qual deveria ser a educação cívica deveria se passar para os munícipes sobre este assunto”, disse Nelsa Santos, alguém que encontramos apreciando roupa usada nas várias bancas montadas no topo da ponte da Casa Branca, ao longo da estrada nacional N4.

Um outro cidadão jurou de pés juntos que nunca tinha comprado algo na ponte e condenou quem o faz.

“Fica mal que, numa ponte como esta haja pessoas a praticarem comércio como se de um mercado se tratasse. Nos mercados há muito espaço, mas as pessoas gostam de estar aqui, serem corridas diariamente pela polícia municipal”, declarou Venâncio Xavane.

A empresa sul-africana Trac, gestora da estrada nacional N4, reconhece o problema, porém diz não ter muito a fazer, senão apostar na sensibilização.

Fenias Mazive, Porta-voz da TRAC, diz que a situação é antiga e por várias vezes, inclusive em coordenação com a Polícia Municipal, levaram a cabo uma serie de actividades de sensibilização, mas não tem surtido o efeito desejado, o que, segundo ele, é reflexo da situação económica do país.

“Nos sensibilizamos sempre. Algumas acatam outras não. O mesmo acontece com as pessoas que atravessam na via pública. Já tivemos uma situação de acidente que envolvia duas senhoras que vendem refeições na via pública. Quando elas se recuperaram voltaram para o mesmo local. É complicado”, disse.

A mesma acção tem sido aposta da Polícia Municipal de Maputo, embora pareça não estar a surtir efeito.

“Não só vender, mas existem munícipes que compram, achamos que, deforma estratégica, se nós abrangermos o munícipe para evitar comprar, pode ser uma acção para desencorajar o vendedor a permanecer naquele local”, disse Mateus Cuna, Porta-voz da Polícia Municipal Maputo.

Só na cidade de Maputo, há dezenas de mercados vazios, no entanto as pessoas preferem se aventurar na via pública, disputando os espaços com os carros, cidadãos e Polícia Municipal, tudo pela busca de clientes.

Iniciam, na segunda-feira, os trabalhos de manutenção do sistema de drenagem, na Avenida do Trabalho, na Cidade de Maputo. As obras terão duração de quatro semanas.

Para o efeito, o Município de Maputo informa que estará interdita a circulação naquela via no troço entre a Rua 2.023 e Rua 2.019 para as obras de manutenção periódica.

Segundo um comunicado enviado à redacção do “O País”, como vias alternativas os automobilistas são recomendados a usar Estrada Nacional Número 4, entre o viaduto e a praça 16 de Junho, como alternativa de entrada e saída à Cidade de Maputo.

Os utentes que usam a via louvam a iniciativa embora receiem o agravamento do congestionamento.

“A ideia é boa, já estávamos a precisar, eu por exemplo, já danifiquei minha viatura num destes buracos. O único prolema é do trafego, nas primeiras horas que já é intenso e, as pessoas que usam a EN4 para fugir do congestionamento lá, vem para aqui, agora imagine, todos nos naquela estrada”, disse Clésio Langa.

Os condutores do transporte público que usam a via diariamente já veem suas receitas caírem drasticamente, pelo tempo que levarão no congestionamento, para sair e entrar no centro da cidade.

“Vai doer no início, mas vamos nos acostumar, e no fim teremos a estrada em condições de circular”, rematou, Ivo Carlos.

Particulares, empresas públicas e privadas devem ao Município de Maputo mais de um bilião e 400 milhões de Meticais, referentes ao Imposto Predial Autárquico, que não é pago há alguns anos. A edilidade diz que a partir de 01 de Abril, passará a cobrar multas a todos os devedores.

Nos últimos 10 anos, vários munícipes da Cidade de Maputo não pagaram diversos impostos e taxas ao Conselho Municipal, com destaque para o Imposto Predial Autárquico (IPA) e a Edilidade de Maputo quer reverter a situação.

“Neste momento, estamos com uma dívida de anos, isto porque tem contribuintes que têm dívidas de 1 ano e outros que têm 10 anos. A ideia é recuperar este valor”, disse Dinis Nhancume, Director-adjunto de Planificação e Finanças no Município de Maputo.

Dinis Nhancume disse ainda que, durante anos, a Edilidade promoveu várias acções de sensibilização para o cumprimento dos prazos de pagamento do IPA, porém as pessoas foram ignorando.

“Houve resultados sim, pois houve munícipes que aderiram e conseguimos reaver grande parte do valor em dívida, mas há outros que não aderiram, por isso o que nós fizemos foi cumprir o que a Lei prevê”, esclareceu.

A edilidade de Maputo diz que as dívidas dos munícipes são parte dos problemas que prejudicam a execução de projectos para melhoria da urbe.

“Isto cria um impacto negativo enorme, veja que temos em carteira a reabilitação de estradas como a Julius Nyerere, Guerra Popular, entre outros, e os valores para as obras rondam os 500 milhões de Meticais. Se há uma dívida de um bilião e 400 milhões de Meticais, significa que se os contribuintes tivessem cumprido com os pagamentos, nós já teríamos condições para realizar as obras”, esclareceu Dinis Nhancume.

A multa a ser aplicada aos devedores, de acordo com a Lei, definida pela Associação dos Bancos e Banco Central, é fixada em 21.9 por cento do valor da dívida, ou seja, se a dívida de algum cidadão for fixada em 40 mil Meticais, acresce o juro de mora de 21.9% (8.760), tendo que pagar um total de 48. 760 Meticais.

Dinis Nhancume falava hoje, num encontro com as estruturas do bairro Magoanine C, cujo objetivo é de iniciar o processo de cadastro de residências de modo a serem inclusas no processo de cobrança do Imposto Predial Autárquico.

Renascem as esperanças de um turismo intenso em Moçambique, com a chegada, este sábado, de um navio cruzeiro com mais de 200 turistas. O facto acontece dois anos depois da paralisação, devido à COVID-19.

Depois de cinco meses no mar, a viajar, o navio cruzeiro escalou este sábado o Porto de Maputo, com 238 passageiros a bordo. O cruzeiro partiu em finais de Outubro do ano passado, de Miami, nos Estado Unidos da América, tendo passado por países como Colômbia, Equador, Chile e, em África, a porta de entrada foi a África do Sul, na Cidade do Cabo. Da África do Sul, o cruzeiro partiu no dia 24 de Fevereiro com destino a Maputo.

O navio tem capacidade para 380 passageiros, mas, por conta da pandemia da COVID-19, o número reduziu. Aliás, durante a viagem, algumas pessoas a bordo ficaram infectadas.

“A COVID-19 comprometeu todos cruzeiros, o nosso também, não atingimos a nossa capacidade máxima, as pessoas têm receio”, disse Fernando Oliveira, porta-voz do navio, explicando ainda que “ durante a viagem alguns turistas ficaram infectados, mas não foi grave, foram isolados e passou, esclareceu.

Fernando Oliveira explicou ainda as razões que ditaram a escolha de Maputo neste roteiro, com passageiros de diversas nacionalidades. “Em Moçambique, como muitos países, está-se aberto ao turismo e existem muitas atracções turísticas e a gastronomia daqui é invejável”, sublinhou o porta-voz e director de entretenimento no navio.

Para o Instituto Nacional do Turismo (INATUR) este é um sinal positivo para o país, significa que Moçambique continua a ser um destino turístico de preferência. “Para nós a vinda deste cruzeiro, é uma lufada de ar fresco, significa que Moçambique continua na montra dos destinos de preferência e estamos preparados, sabemos que muitos turistas ainda estão com medo por causa da COVID-19, mas tudo está acautelado”, explicou a directora dos serviços de promoção, no Instituto Nacional do turismo
À porta de entrada, no porto, os turistas passaram por testes para o despiste da COVID-19, e foram recebidos pela companhia de bandeira, a Companhia Nacional de Canto e Dança que deixou boas impressões.

“Estou maravilhado! Estou feliz por estar aqui. É minha primeira vez e estou a gostar das pessoas e desta recepção”, disse David, turista americano.

Saly Ly, do Canadá, disse esperar ver as principais atracções da cidade: “Esperamos ver o património mundial da UNESCO que está aqui, mas para já as pessoas são uma maravilha”, avançou esta turista, a bordo de navio desde a cidade de Cabo, na África do Sul.

O navio cruzeiro parte ainda hoje de Moçambique para o Zanzibar. Segundo as previsões do INATUR, mais dois cruzeiros poderão escalar o país ainda este ano.

 

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê temperatura quente  para este sábado, com possibilidade de queda de chuvas em algumas urbes do país.

Em graus Celsius, as cidades da Beira, Chimoio, Tete e Quelimane  têm  temperaturas máximas de 30,30, 36 e 32 e mínimas de 23, 20, 24 e 24 respectivamente.

Para as cidades de Maputo,  Xai-Xai  e Inhambane e Vilankulo prevêem-se máximas de 36, 29, 31 e 32 e mínimas de 24, 24, 23 e 21 graus, respectivamente.

Em Pemba, Lichinga e Nampula esperam-se máximas de 32, 30 e 27 e mínimas de 21, 23 e  14 graus, respectivamente.

A Zac Construções está a fazer obras de reconstrução na rua de Marrere sem o estudo geotécnico que havia sido omisso. O secretário de Estado sugeriu a paralisação dos trabalhos e disse que vai encaminhar o assunto à Procuradoria.

O assunto da rua de Marrere continua na ordem do dia e desta vez foi o secretário de Estado a ir ao terreno, juntamente com o elenco do Município de Nampula. Mety Gondola sabia que a obra tinha avançado sem o estudo geotécnico que devia orientar o tipo de engenharia a ser empregue em várias secções e surpreendeu-se com o avanço das obras de reparação sem a realização desse estudo, pelo menos para a parte severamente danificada pela chuva. Em face disso, sugeriu ao Município a paralisação da obra para dar lugar, primeiro, a esse estudo que se mostra crucial.

A estrada, com extensão de 1km, é do Município de Nampula que tem autonomia para decidir os seus projectos, sendo um governo local eleito, mas Paulo Vahanle mostrou-se alinhado com o Secretário de Estado. Até porque Mety Gondola já havia avisado logo após à passagem da depressão tropical ANA que devia se responsabilizar os empreiteiros desonestos. Neste caso, a Zac Construções entra na lista.

De resto, a Zac Construções nunca tinha feito obras desta magnitude, sendo que a sua experiência é de pavimentação de ruas de até 500 metros no Município de Montepuez.

Lembre-se que a asfaltagem da rua de Marrere custou ao Município de Nampula 40 milhões de meticais e um mês depois da sua abertura ao trânsito ficou parcialmente destruída, depois de uma forte chuva que caiu.

O número de infectados aumentou para 225.121 depois de, nas últimas 24 horas, 21 cidadãos terem testado positivo para o novo Coronavírus. No mesmo período, outras 29 pessoas ficaram livres da pandemia viral.

Ainda sobre os infectados, de acordo com um comunicado do Ministério da Saúde, a taxa de positividade no período em análise foi de 1.33%, e a taxa de positividade acumulada situou-se em 17.65%.

Nas últimas 24 horas, a Cidade de Maputo registou o maior número de infecções, com seis casos. Neste momento, Moçambique tem 3.025 casos activos.

“É com o sentimento de tristeza que anunciamos a ocorrência, ontem, de mais um óbito de paciente que padecia de COVID-19. O cumulativo de pessoas que perderam a vida no país, devido à COVID-19, passou a ser 2.195”.

Segundo referem as autoridades de Saúde, três pessoas ficaram internadas e outras duas tiveram alta hospitalar, estando actualmente hospitalizados 14 pacientes.

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