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O País – A verdade como notícia

Uma cidadã moçambicana, com idade entre 15 e 25 anos, testou positivo para a COVID-19 nas últimas 24 horas. No mesmo período não houve mortes causadas pela doença, mantendo o cumulativo de 2.199 óbitos.

“A nível nacional, a taxa de positividade foi de 0.11% e a taxa de positividade acumulada, situa-se nos 17.49%”, explica o MISAU.

Desde o início da pandemia, o país detectou 225.201 casos, dos quais 224.832 resultantes de transmissão local e 369 importados. Os casos activos passaram a ser 70.

Ainda no período em referência, 19 pessoas recuperaram-se do vírus. Os casos ocorreram na província de Niassa e elevam o total para 222.928.

Entretanto, não houve registo de alta hospitalar, muito menos novo internamento. Assim, continuam a lutar pela vida cinco pacientes, dos quais dois permanecem nos cuidados intensivos, sob oxigenoterapia.

Desde o anúncio do primeiro caso de COVID-19 em Moçambique, em Março de 2020, já foram hospitalizadas, 8.501 por causa desta doença.

Dez supostos terroristas foram mortos na quarta-feira, na ilha de Matemo, zona centro da província de Cabo Delgado.

A informação foi confirmada pelo Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique numa conferência de imprensa, um dia depois de o grupo armado ter assaltado a ilha, onde além dos habitantes locais vivem centenas de deslocados.

“Cerca das duas horas do dia 16 de Março, os terroristas romperam a ilha de Matemo, distrito do Ibo onde aterrorizaram a população, e quando as Forças de Defesa e Segurança tomaram conhecimento, imediatamente foram destacadas as Forças Aérea e Marítima para o local onde travaram fortes combates, e dados preliminares dão conta de 10 terrorista abatidos e diverso material bélico apreendido,” revelou Ernesto Madungue, porta-voz da PRM em Cabo Delgado.

Além dos supostos terroristas mortos, a Polícia fala da existência de outros membros do grupo armado, que alegadamente estão encurralados. “Os terroristas ainda continuam na ilha, fazendo-se passar por população, razão pela qual as Forças de Defesa e Segurança continuam no local para clarificar o ponto da situação”, explicou Ernesto Madungue, que pediu a colaboração da população na denúncia dos elementos do grupo armado.

Devido aos ataques terroristas, a Polícia interditou a circulação de pessoas e bens na zona, até que a situação volte à normalidade.

“Exortamos a todos pescadores e aqueles que têm feito a navegação marítima para que, neste momento, não se possam fazer à zona até que a situação esteja clarificada”, avisou o porta-voz da PRM em Cabo Delgado.

Este é o segundo ataque terrorista registado na ilha de Matemo desde que Moçambique recebeu ajuda militar da República do Ruanda e da SADC.

No primeiro assalto, ocorrido em Janeiro último, segundo apurou o “O País”, o grupo armado entrou e saiu da ilha sem se confrontar com as Forças de Defesa e Segurança.

As estradas da província da Zambézia têm-se mostrado pouco resilientes aos eventos ciclónicos que assolam aquela parcela do país, como foi no caso dos ciclones Ana e Gombe. As duas pontes sobre o rio Raraga, no distrito da Maganja da Costa, nomeadamente metálica e de betão, que ligam aquele distrito de Mocubela, ponte sobre o rio Mangrasse que liga Mocuba e distrito de Lugela são alguns dos vários exemplos.

Espera-se que o segundo compacto do Millennium Challenge Corporation (MCC), que vai incidir-se sobre três áreas de desenvolvimento agrário, de infra-estruturas e conectividades e mudanças climáticas, reverta o cenário.

O segundo compacto do MCC em Moçambique poderá ser implementando num valor igual ou superior a 500 milhões de dólares. De acordo com Kenneth Miller, director residente do MCC, espera-se que pelo menos um total de 16 estradas sejam intervencionadas no âmbito do projecto que vai durar cinco anos na Zambézia. Uma equipa de coordenação da parte moçambicana representada por Egino de Marrule, coordenador nacional do MCC, visitou distritos da província para apurar as preocupações da população sobre as áreas de interesse.

Nos vários encontros que as equipas de coordenação tiveram com os diversos actores em diferentes distritos, ficou claro que a degradação das estradas representa nó de estrangulamento para o desenvolvimento.

O segundo compacto foi anunciado oficialmente em Janeiro de 2020, aquando da visita do Presidente do Conselho de Administração do Millennium Challenge Corporation a Moçambique.

Neste momento, decorrem trabalhos de coordenação do projecto para dar lugar a negociações entre os Governos de Moçambique e dos Estados Unidos. Espera-se que seja assinado o segundo compacto em Julho de 2023.

Mais 10 pessoas foram dadas como mortas em consequência do ciclone Gombe, subindo o total de óbitos para 53, de acordo com o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

A recente actualização do INGD aponta para o aumento de mortes por conta do ciclone tropical Gombe, que, a 11 de Março, sacudiu as províncias de Nampula, Zambézia, Sofala e Niassa.

Das 53 mortes já confirmadas, 50 ocorreram em Nampula e três na Zambézia.

Nampula, onde ciclone Gombe entrou pelo distrito de Mossuril, é, também, a província com maior número de vítimas e danos em infra-estruturas, tendo já sido contabilizados um total de 87.392 famílias sem tecto e 448.800 pessoas afectadas.

Além do impacto do ciclone “Gombe”, Sofala, Manica, Tete e Zambézia poderão ressentir-se do efeito da chuva. O Instituto Nacional de Meteorologia prevê chuvas fortes, acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas, e apela para a observância de medidas de precaução e segurança.

Em Sofala, o alerta é para os distritos de Dondo, Muanza, Buzi, Marromeu, Caia, Chemba, Maringue e Cheringoma, Gorongosa, Nhamatanda e cidade da Beira.

Aliás, a cidade da Beira está debaixo da chuva ininterrupta há 27 horas.

Em Manica, o aviso de mau tempo é para os distritos de Guro e Tambara, enquanto em Tete serão assolados Moatize, Doa, Mutatata e cidade de Tete.

Segundo o INAM, todos os distritos da Zambézia serão fustigados por chuvas fortes, trovoadas e ventos com rajadas, até este sábado.

Segundo o Boletim Hidrológico Nacional emitido esta quinta-feira, nas últimas 24 horas, houve registo de chuva fraca a muito forte na rede nacional de observação hidroclimatológica.

Na região Norte, a bacia hidrográfica do rio Lúrio em Namapa regista subida do nível hidrométrico, tendo superado o nível de alerta em 0.25 metros, do dia 17 de Março corrente, face ao escoamento gerado por chuva que se tem registado ao longo da bacia, sem impactos significativos.

Segundo a DNGRH, as bacias hidrográficas dos rios Monapo, Meluli, Ligonha e costeiras da província de Nampula mantêm elevado volume de escoamento, no entanto a tendência é de redução gradual, mantendo nível hidrométrico acima do alerta na bacia hidrográfica do Meluli em Nametil.

Na região Centro, as bacias hidrográficas dos rios Raraga, Licungo, Namacurra e costeiras da província da Zambézia continuam com altos volumes de escoamento e prevalece o cenário de inundações nas zonas baixas. A vila da Maganja da Costa encontra-se isolada do resto da província da Zambézia. As restantes bacias hidrográficas registam nível hidrométrico oscilatório com tendência a baixar.

Ainda em conformidade com a mesma fonte, as principais albufeiras do país continuam com níveis de enchimento que variam de 60 a 100%.

Perante o presente quadro hidrológico, conjugado com as previsões meteorológicas e a situação hidrológica prevalecente, para as próximas 72 horas, prevê-se aumento significativo do volume de escoamento, nas bacias hidrográficas dos rios Búzi, Púngoè, Baixo Zambeze e redução gradual nas bacias dos rios Licungo, Raraga, Molócue, Ligonha, Meluli, Monapo e bacias costeiras das provincias de Nampula e Zambézia, prevalecendo o cenário de inundações nas zonas baixas e ribeirinhas; bem como prevalência de inundações urbanas localizadas nas cidades da Beira, Dondo e Quelimane. Prevê-se ainda erosão pluvial para as cidades de Chimoio, Dondo e vila de Gondola.

Trata-se de kit para o auto-emprego, programa implementado pela Secretaria de Estado da Juventude e Emprego (SEJE), com o objectivo de empoderar as mulheres jovens. Os kits foram adquiridos com fundo da ONU Mulher, num investimento global na ordem de 500 mil dólares, o equivalente a 33 milhões de Meticais.

Dos kits entregues às mulheres pela Primeira-Dama da República, Isaura Nyusi, destacam-se a área de negócios de electricidade instaladora, táxi-mota, agricultura, pastelaria, culinária e cabeleireiro. Na ocasião, a esposa do Presidente da República enalteceu as políticas do Governo central em trabalhar no empoderamento da mulher, enquanto um grupo social vulnerável na sociedade moçambicana.

Com os kits, Isaura Nyusi não tem dúvidas de que as beneficiárias terão a oportunidade de criar os seus próprios empregos e empregar outras de que precisam.

“Queremos pedir aos outros parceiros que trabalham na área de empreendedorismo, formação profissional para que entrem nesta causa, dando acompanhamento às raparigas que receberam estes kits para que possam afirmar-se no mercado de emprego, garantindo, assim, a sua auto-suficiência económica e emprego para outras mulheres que carecem de oportunidades”, disse a Esposa do Chefe do Estado, numa cerimónia bastante concorrida na cidade de Quelimane.

Encorajou a SEJE, junto dos seus parceiros, a envidar esforços, para abranger mais raparigas e jovens nas comunidades cadenciadas da província.

Osvaldo Petersburgo, secretário de Estado para da Juventude e Emprego, garantiu que esforços serão feitos por forma a abranger mais jovens. Por isso, pediu, na ocasião, envolvimento de mais parceiros nesta causa, porque uma rapariga imponderada é capaz de gerar emprego.

“Acreditamos que estamos a contribuir para a redução do desemprego nas mulheres, tal como se preocupa o Governo ao seu nível mais alto. Temos estado também a trabalhar com dedicação, para reduzir os casos de violência baseada no género e uniões prematuras”, precisou o governante.

Marie Kayisire, representante da ONU Mulher em Moçambique, agradeceu o facto de o Governo moçambicano estar preocupado com a vulnerabilidade da rapariga no país.

Ibna de Cassandra, uma jovem albina, de 19 anos de idade, beneficiária de kit para fazer pipoca e sorvete, agradeceu pelo gesto e pediu maior inclusão de mulheres albinas.

“Eu não esperava ter esta oportunidade. Quero pedir para que também sejam incluídas mais mulheres como eu com albinismo. Isso iria ajudar bastante para que elas consigam comprar medicamentos, como protector solar, para deixar confortável a saúde. Tenho fé que o Governo vai ouvir a minha voz e, num futuro breve, saberá incluí-las”, esperançou Cassandra, reconhecendo os esforços do Governo para o bem das mulheres.

Fátima Lourenço, outra beneficiária, recebeu uma moto-táxi, vulgo txopela, pelo que agradeceu à iniciativa e comprometeu-se a trabalhar para a auto-suficiência.

O prognóstico do Instituto Nacional de Meteorologia ( INAM), aponta para tempo fresco, com temperaturas máximas  a variarem de 25 a 34 graus, e possibilidade de queda de chuvas no centro, norte e sul do país.

As cidades de Nampula, Pemba e Lichinga, na região norte do país, poderão registar ceu nublado, aguaceiros ou chuvas fracas a moderadas e vento a soprar de  noroeste a noroeste fraco a moderado.

Assim, para Nampula, Pemba e Lichinga prevêem-se máximas de 31, 31 e 25 e mínimas de 23, 24 e 15 graus, respectivamente.

Para as cidades da zona centro do país, Chimoio, Beira, Tete e Quelimane, a previsão meteorológica aponta que poderão, igualmente, registar céu pouco nublado,  aguaceiros ou queda de chuvas fracas, localmente muito forte, acompanhadas de trovoadas e vento a soprar de  sueste  a sudoeste fraco a moderado.

Em graus Celsius, Chimoio, Beira, Tete e Quelimane apontam para máximas de 29, 25, 34 e 28 e mínimas de 23, 27, 25 e 22, respectivamente.

Já para as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, na zona sul do país, o prognóstico aponta para a ocorrência de céu pouco nublado com períodos de muito nublado e chuviscos, possibilidade de chuvas fracas locais.

Para as quatro urbes, Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, as máximas previstas são de 29, 29, 28 e 27 e mínimas de 22, 25

, 24 e 23  graus Celsius, respectivamente.

O Instituto Nacional do Mar (INAMAR) autorizou a remoção de areia da praia para ser usada nas obras de construção da Praça do Metical na baía de Pemba, capital da província de Cabo Delgado.

“Fizemos uma carta à INAMAR a pedir a extracção de areia da praia e fomos autorizados mediante o pagamento de um valor”, revelou Henriques Malendza, director da obra que, sem avançar os montantes pagos ao INAMAR, apresentou a documentação de autorização para a extracção da areia da praia.

A areia, que está ser extraída da praia de Hinos, segundo explicou a fonte, é destinada ao aterro da área onde está a ser erguida a futura Praça do Metical.

“Pedimos cerca de trezentos metros cúbicos de areia, mas podemos precisar menos ou mais  para o aterro da zona do monumento, de modo a que tenhamos os mesmos solos da praia, isto é, o mesmo ambiente da praia”, justificou Henriques Malendza

Para confirmar a autorização de extracção de areia da praia, que, por lei, é proibida, o jornal “O País” foi ao INAMAR, mas o administrador marítimo não se mostrou disponível a esclarecer o caso, no entanto os Serviços Provinciais de Ambiente revelaram não ter recebido nenhum expediente.

O Município de Pemba tentou impedir a remoção de areia da praia, bloqueando os dois camiões e uma máquina escavadora envolvidos na operação, mas, pouco tempo depois, por razões desconhecidas, a Polícia Municipal desbloqueou todo o equipamento

Além da extracção de areia, as obras de construção da Praça do Metical estão a ser contestadas pela população e por ambientalistas, por estar a ser erguida na orla marítima, uma zona de protecção total.

Recordar que as obras do Banco de Moçambique, que iniciaram em Outubro de 2021, estiveram paralisadas temporariamente, depois de a Agência Nacional do Controlo de Qualidade Ambiental AQUA ter solicitado à Procuradoria Provincial de Cabo Delgado o seu embargo, por alegadamente o empreiteiro não ter apresentado o estudo do impacto ambiental e uma autorização especial, uma vez que, por lei, não é permitida, salvo em casos especiais, a construção de infra-estruturas na orla marítima.

A actividade de transporte público de passageiros está cada vez mais insustentável em Inhambane, uma situação antiga, que até já causou desistência de 30 operadores, mas agravada pela recente subida de preços de combustível.

Jaime Guirrugo é transportador de passageiros há mais de 10 anos e diz que, nos últimos anos, a actividade de transporte de passageiros deixou de ser rentável e, agora, trabalha na esperança de dias melhores.

A reclamação da falta de cobertura de custos operacionais não é de hoje, mas a situação agravou-se com a recente subida do preço do combustível.

A nossa equipa de reportagem encontrou António Guilundo, também operador de transporte de passageiros, e revelou que acabava de chegar de Govuro, sua rota habitual, mas, nesta quinta-feira, teve de fazer, depois, a rota Inhambane – Maxixe, para ver se conseguia mais algum dinheiro, uma vez que, na rota habitual, não fez a receita do dia.

Em dois anos, cerca de 30 operadores da cidade de Inhambane desistiram do ramo de transporte de passageiros e teme-se que a situação se agrave.

Rodrigues Gueze, da Associação dos Transportadores Rodoviários de Inhambane, disse ao “O Pais” que os próximos dias são sombrios e espera-se que reduza o número de operadores de transporte de passageiros.

Em Dezembro do ano passado, a Associação dos Transportadores Rodoviários de Inhambane submeteu ao Governo uma proposta para reajuste do bilhete de passagem que, entretanto, ainda foi aprovada.

Refira-se que a proposta da agremiação era de um incremento de cinco Meticais por passageiro, na área urbana, e 1.5 MT por passageiro, por cada quilómetro percorrido fora da área urbana.

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