Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Logo nas primeiras horas desta quinta-feira, os transportadores de passageiros na cidade da Maxixe fizeram-se à rua como sempre. Mas desta vez, não era para trabalhar e sim mostrar o seu descontentamento com o actual cenário que se vive no ramo.

Segundo os automobilistas, as duas últimas revisões do aumento do preço de combustível vieram deteriorar uma situação que já estava crítica. Aliás, eles contam que, mesmo sem os últimos dois reajustes, as tarifas de passagem já não eram sustentáveis.

A tarifa por si só já é considerada insustentável, mas o cenário é agravado pelas limitações na lotação das viaturas. É que devido às restrições impostas pelas medidas de prevenção da COVID-19, o número máximo de passageiros permitido é de três pessoas por cada cadeira, facto que reduz ainda mais as receitas dos “chapeiros”.

Poucas horas depois da paralisação iniciada na Cidade da Maxixe, a onda também chegou na Cidade de Inhambane. Com os carros parados, os transportadores tinham a mesma inquietação. A alta dos preços de combustíveis.

Entretanto, depois de um encontro entre a Associação dos Transportadores Rodoviários de e o Conselho Municipal de Inhambane os transportadores decidiram retomar as actividades. Mas nem todos concordaram e decidiram arrumar as viaturas, uma vez que a promessa é que deveria haver mais um encontro entre as partes na segunda-feira, sem, no entanto, dizer se seria nesse dia que iria entrar em vigor a nova tarifa ou teriam de aguardar por mais tempo.

É que, segundo eles, em 4 meses de negociações sobre o reajuste de preços da tarifa de transporte, houve sempre promessas que nunca foram cumpridas e com isso perderam confiança e afirmam que só retomam as actividades com coisas concretas em manga.

Apesar de em Inhambane, alguns carros já estarem a operar no período da tarde, a demanda era maior e o tempo de espera também.

É o caso da dona Luísa, uma senhora de idade avançada que encontramos na terminal de autocarros, na Cidade de Inhambane, que diz que estava à espera de carro havia já duas horas, mas que mesmo assim, não conseguia.

A Associação dos Transportadores Rodoviários distancia-se da paralisação, mas apoia as reivindicações e diz que este cenário poderia ter sido evitado.

Segundo Abdul Razak da ASTROI, há cinco anos que a tarifa de transporte não era revista, mas mesmo assim, os custos operacionais estavam sempre a crescer. Razak revela que a proposta que está em cima da mesa é de 1.5 Meticais por passageiro, por cada quilómetro percorrido fora da área urbana. Dentro das cidades e vilas, a proposta apresentada era de 17 Meticais, um aumento de sete Meticais se comparado com a actual tarifa, mas que a que está a ser discutida é de 15 Meticais.

Segundo o representante dos operadores privados de transporte de passageiros, se a proposta já tivesse sido aprovada anteriormente, a paralisação não teria acontecido.

A paralisação em Inhambane e Maxixe acontece depois que o mesmo cenário aconteceu nas Cidades de Nampula e Beira, na última semana.

De acordo com o prognóstico do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), espera-se que o dia de hoje seja de calor, com temperaturas máximas entre 27 e 37 graus. Na mesma sequência, o prognóstico aponta para a possibilidade de queda de chuva e vento a soprar, por vezes, com rajadas em algumas capitais provinciais do país.

Em graus Celsius, as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilanculo, na zona sul do país, poderão registar temperaturas máximas de 31, 32, 35 e 33 e mínimas de 20, 21,  24 e 23, respectivamente.

Para as cidades da Beira, Chimoio, Tete e Quelimane prevêem-se máximas de 34,32, 37 e 33 e mínimas de 22, 19, 24 e 24 graus Celsius,respectivamente.

As cidades da Nampula, Pemba  e Lichinga poderão registar máximas de 33, 31 e 27 e mínimas de 23,  23 e 15 graus, respectivamente.

O alargamento do período de auscultação pública e de recepção das contribuições até 30 de Abril próximo está entre as principais decisões da Reunião Nacional de Terras que decorreu nos dias 23 e 24 de Março em Maputo, no âmbito da Revisão da Política Nacional de Terras.

Não tendo havido consenso entre o Governo e a Sociedade Civil, o vice-ministro da Terra e Ambiente, Fernando de Sousa, que dirigiu o encerramento do evento, recomendou à Comissão de Revisão da Política Nacional de Terras a acolher a abordagem de descentralização e desconcentração de poderes de gestão da terra para os níveis distritais e municipais, com a indicação de que deve se assegurar a criação de condições técnicas para que estas entidades possam exercer esses poderes.

Fernando de Sousa falou da necessidade de reflectir na harmonização da referida política com a obrigatoriedade de implementar os instrumentos de ordenamento territorial.

As recomendações resultam das intervenções apresentadas pelos participantes ao longo da reunião reflectindo a vontade dos moçambicanos, de modo a garantir que a terra continue sendo um factor de promoção da unidade nacional e de consolidação da soberania e de cultura de paz entre os moçambicanos.

Foi lançado ontem, na província de Manica, o Programa Sustenta Fruticultura. A iniciativa visa desenvolver o mercado de fruticultura e dar resposta ao grande desperdício de frutas por falta de mercado.

A ideia é que muitos distritos do país produzem frutas diversas, mas que tem estado a apodrecer nos pomares, em parte devido à falta de mercados. Foi essa a razão que levou o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural a escolher o distrito de Macate, em Manica, um dos maiores produtores de fruta, para lançar o Programa Sustenta Fruticultura.

A ideia é dar aos produtores máquinas de secagem de frutas e vegetais, o que vai permitir a sua conservação por longo período e facilitar o processamento.

Falando no lançamento, o ministro Celso Correia avançou que o Ministério sempre acompanhou momentos em que os produtores do país colhiam a fruta e esta apodrecia por conta de ruptura de ligação aos mercados e por falta de condições de aprovisionamento e de gestão pós-colheita.

“Quando surgiu esta oportunidade junto dos nossos parceiros austríacos de trazer esta tecnologia que permite dentro de uma solução micro, agricultores familiares poderem por si só, secar e preparar a fruta, para depois colocar no mercado”, justificou Celso Correia.

Na ocasião, a representante do governo austríaco, Lisa Leitenbauer, que financia a iniciativa, vincou que a cooperação entre o seu país e Moçambique não só se limita na alocação de máquinas. O país europeu diz ainda que tem vindo a dar apoios em épocas ciclones.

“É nesse sentido que o nosso governo apoiou com 20 milhões de Euros para a emergência, 10 milhões para o sector de saúde e 10 milhões para o sector da agricultura”, sublinhou.

O programa sustenta fruticultura está assente em três pilares, nomeadamente, transferência de tecnologia, através de disseminação de conhecimentos sobre processamento de frutas; ligações de mercado, através do fomento de integração de produtores no mercado de fruticultura; e nutrição, que visa promover o consumo da fruta.

Foi, hoje, inaugurado um Centro de Excelência para o Tratamento de Tuberculose, na Província de Maputo, avaliado em cerca de 1.4 milhões de dólares, financiados pelo Banco Mundial. A infra-estrutura foi inaugurada pelo Primeiro-Ministro, no âmbito do Dia Mundial de Combate à Tuberculose. A data visa chamar a atenção da sociedade sobre o perigo que a tuberculose ainda representa.

A tuberculose começa com sintomas que, de primeira, parecem comuns. “Sempre tinha tosse, sentia frio, cansaço e perda de apetite. Foi assim”, descreveu os primeiros sintomas Sandra Bernardo, paciente com tuberculose, internada no Hospital Geral da Machava.

O que não sabia é que tal era o prenúncio de uma doença que entraria pela terceira vez: a tuberculose. “Fui ao hospital porque a tosse não estava a passar. Na unidade sanitária, fizeram-me um teste e disseram que não tinha nada. Provavelmente, eram sequelas que tinham ficado das vezes que fiquei infectada, mas eu notava que estava a perder peso e não me recompunha”, revelou Sandra Bernardo.

Está fraca. Debilitada. Abatida. Voz trémula. Ainda tem a doença, mas tem no tratamento a esperança para sua salvação. “Assim, sinto que o tratamento que estou a receber no hospital, talvez salvará a minha vida”, disse num tom carregado de esperança.

Têm, igualmente, fé no tratamento Júlio Sitoe, juntamente com sua esposa e filho também infectados com a tuberculose. Estão, os três, internados no Hospital Geral da Machava.

“Eu vim ao hospital fraco. Mas agora estou melhor. Aconselho aos irmãos que verem as minhas palavras, que se aproximem a este local para ter vida ao invés de ir aos curandeiros, onde só vão gastar dinheiro em vão”, aconselhou José Sitoe, paciente com tuberculose internado no Hospital Geral da Machava.

É já num estado bem avançado da doença que os pacientes dão entrada no Hospital Geral da Machava, referência no tratamento da tuberculose, mas nem sempre é tarde para começar com os cuidados médicos.

“Estabilizamos o paciente e damos alta para continuar o seguimento próximo à sua residência”, afirmou, em breves palavras, Lubânia Mussagy, directora do Hospital Geral da Machava.

E qual é o tempo médio de tratamento para que se considere que um paciente está livre da doença? “Varia de 18 a 20 meses para tuberculose resistente porque depende das culturas. Se a cultura for positiva, a gente faz o seguimento de acordo com os exames que for a fazer e extremamente resistente, varia de 20 a 24 meses”, explicou Lubânia Mussagy.

Na verdade, estas são apenas duas histórias do total de mais de 100 mil casos de tuberculose diagnosticados, no ano passado, em todo o país.

É para reforçar o combate a esta doença que foi inaugurado, esta quinta-feira, na Província de Maputo, o Centro de Excelência de Tuberculose, avaliado em cerca de 1.4 milhões de dólares e contou com o apoio do Banco Mundial.

“O centro que inauguramos, para além de oferecer serviços de qualidade para os pacientes com tuberculose multirresistente, vai contribuir para a formação, implementação de boas práticas clínicas e programáticas, assim como servir de espaço de troca de experiências para profissionais e investigadores nacionais e da região da África Austral em matéria de prevenção e tratamento da tuberculose”, referiu o Primeiro-Ministro, Adriano Maleiane.

O Primeiro-Ministro, Adriano Maleiane, fala de avanços significativos na luta contra a tuberculose. “Em 2020, estimava-se que no nosso país, cerca de 115 mil pessoas poderiam desenvolver a tuberculose. Deste universo, 84% foram diagnosticadas e tratadas, o que colocou Moçambique na lista dos países com melhores coberturas de tratamento da doença a nível mundial”, revelou Maleiane.

Entretanto, a Organização Mundial da Saúde alerta para o aumento de casos da tuberculose em todo o mundo, muitos não reportados. “Estima-se que todos os dias, mais de quatro mil pessoas perdem a vida devido a esta doença e perto de 30 mil adoecem desta enfermidade evitável e curável. O ano de 2020 foi caracterizado pela grande queda de notificação de casos e aumento de óbitos por tuberculose em todo o mundo”, advertiu Severin Van Xylander, representante da OMS em Moçambique.  

O centro inaugurado, esta quinta-feira, vai internar 20 pacientes e junta-se à anterior capacidade de 61 internamentos do Hospital Geral da Machava.

O Governo do Japão anunciou esta quinta-feira o seu compromisso de financiamento de USD 5,2 milhões para apoiar Moçambique no seu caminho para o desenvolvimento sustentável, bem como a resposta humanitária à crise no norte do país.

Sob a liderança de várias instituições nacionais, o apoio japonês será implementado através de seis organizações internacionais que trabalham para responder às necessidades urgentes das pessoas afectadas pela complexa crise, nomeadamente; o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD); Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA); Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR); incluindo a Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Género e o Empoderamento das Mulheres (UN Women); o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV); a Federação Internacional da Cruz Vermelha (IFRC); e a Cruz Vermelha de Moçambique (CVM).

Este anúncio foi feito durante uma cerimónia oficial realizada esta quinta-feira em Maputo, na qual participaram representantes do Governo de Moçambique e parceiros de cooperação.

Ao abrigo do seu orçamento suplementar de ajuda, o apoio do Governo do Japão permite, a organizações internacionais seleccionadas, reforçar e aumentar o seu apoio ao Governo de Moçambique em matéria de desenvolvimento sustentável e de resposta humanitária às pessoas deslocadas internamente e às comunidades de acolhimento afectadas pela crise no norte de Moçambique.

“Moçambique enfrenta problemas de segurança em Cabo Delgado, o que tem causado muitos prejuízos. O combate à insegurança e ao conflito é essencial para o futuro desenvolvimento económico de Moçambique, e o Japão continua a expressar as suas sinceras preocupações e a prestar várias ajudas humanitárias; por conseguinte, o Governo do Japão decidiu estender a ajuda de USD 4.9 milhões para as pessoas deslocadas internamente e as suas comunidades de acolhimento nas províncias do norte”, afirmou o Embaixador do Japão, Kimura Hajime.

O Governo do Japão é um parceiro de longa data das Nações Unidas e das Organizações Internacionais em Moçambique.

“Continuaremos a apoiar a luta de Moçambique contra a insegurança e a pandemia, assim como a promover uma conduta empresarial responsável. O Japão está sempre do vosso lado”, concluiu Hajime.

“A contribuição do Japão é muito importante e muito oportuna para muitas pessoas com necessidades humanitárias terríveis. A ONU louva a generosidade e a contribuição concreta do Japão para a paz e o multilateralismo. Pessoas com deficiências, idosos, mulheres e raparigas, homens e rapazes beneficiarão da continuidade dos serviços de saúde, criação de emprego e acesso à protecção comunitária; agradeço ao Governo do Japão pela sua generosa contribuição para um futuro melhor para todos”, disse a Coordenadora Residente da ONU e Coordenadora Humanitária para Moçambique, Myrta Kaulard.

A Chefe da Delegação da IFRC em Maputo, Naemi Heita referiu que “as necessidades humanitárias na região estão a aumentar drasticamente devido aos efeitos das alterações climáticas e situações de conflito. Os mais vulneráveis são fortemente afectados e necessitam de uma assistência acrescida – uma tarefa que só pode ser realizada através de parcerias contínuas de todos os actores. O Governo do Japão tem sido um parceiro de confiança desde há muitos anos”.

“Estamos gratos pela contribuição e apoio à medida que prestamos a assistência necessária aos mais vulneráveis à mercê de catástrofes naturais e emergências sanitárias”, frisou Heita.

“O conflito armado em Cabo Delgado forçou centenas de milhares de pessoas a fugir das suas casas. Com o generoso apoio do Governo do Japão, o CICV poderá continuar a ajudar as pessoas afectadas, apoiando-as com um melhor acesso a cuidados de saúde primários e água limpa, bem como ajudando-as a prover às suas famílias através da agricultura, pesca e outras actividades de subsistência”, referiu Catherine Gendre, Chefe da Delegação do CICV em Moçambique.

Há mais três indivíduos infectados pela COVID-19 no país. Trata-se de cidadãos nacionais, com idades entre 14 e 55 anos.

Em comunicado de imprensa divulgado esta quinta-feira, as autoridades de saúde explicam que nas últimas 24 horas, a “taxa de positividade foi de 0.45% e a taxa de positividade acumulada, situou-se nos 17.44%”.

Moçambique tem, cumulativamente, 225.223 casos positivos do Coronavírus, sendo 224.854 de transmissão local e 369 importados. Actualmente há 54 casos activos do vírus.

De quarta para esta quinta-feira, não houve registo de recuperações em doentes com COVID-19. Entretanto, um indivíduo teve alta hospitalar, na capital do país e outro foi internado, ainda em Maputo.

“O nosso país tem, actualmente, cinco pacientes internados, todos eles em Maputo, representando 100% do total de internados de todo o país. Dois pacientes estão nos cuidados intensivos, sob oxigenoterapia.

Não há mortes causadas pela COVID-19 e o total de óbitos permanece 2.200.

Trinta e seis autocarros estão fora de circulação na área metropolitana do Grande Maputo, o que faz com que se registe falta de transporte e consequentes enchentes nas paragens e terminais. A confirmação é da Agência Metropolitana de Transportes de Maputo, que garante que, na próxima semana, vão começar a circular os novos 80 autocarros movidos a gás, adquiridos recentemente.

O que era uma desconfiança dos utentes fica esclarecido. De facto, há falta de transporte na área metropolitana do Grande Maputo. Além disso, associa-se a esse problema o actual custo de aquisição de combustível.

Armando Bembele, administrador técnico da Agência Metropolitana de Transportes de Maputo, em entrevista ao jornal “O País”, reconheceu que, depois de cinco ou seis anos, há autocarros que começam a registar avarias.

“É um facto, esses autocarros já não são tão novos para estarem 100% a funcionarem, mas o problema maior não é bem esse, há outros factores que influenciam para que as pessoas recorram ao transporte público, porque cada vez mais que há problemas com o carro pessoal recorrem ao transporte público e isso pode reduzir os congestionamentos. Temos 36 autocarros parados por avarias”, confirmou Armando Bembele, administrador técnico da Agência Metropolitana de Transportes de Maputo.

Recorde-se que foram adquiridos, recentemente, 80 autocarros movidos a gás, mas não há, ainda, uma data exacta para a sua entrada em funcionamento. “Está-se num processo de preparação e afinações que estão a fazer os engenheiros da empresa fornecedora e tratar todo aquele processo administrativo inerente a essa matéria. Acredito que, para a próxima semana, vão começar a estar na estrada. Não tenho data exacta, mas, assim que pudermos, vamos partilhar a informação”, referiu.

Os referidos 80 autocarros serão alocados só na região do Grande Maputo, e espera-se mais um lote de mais 20 para outros pontos do país.

Um em cada 10 adolescentes sofreu de depressão ou ansiedade devido aos efeitos sociais e económicos causados pela COVID-19, com destaque para o encerramento das escolas. Esta informação consta de um estudo levado a cabo em três distritos da província de Nampula, onde foram abrangidas 160 escolas, 1300 alunos e 350 educadores.

O estudo, que foi apresentado esta quinta-feira, na Cidade de Maputo, foi desenvolvido pelo Instituto Internacional de Pesquisas sobre Políticas Alimentares (IFPRI), como parte da avaliação do projecto “Juntos Educando Crianças”, que está a ser implementado pela Visão Mundial-Moçambique, visando melhoria da qualidade de ensino.

A pesquisa refere que, com a suspensão das aulas presenciais, por causa das restrições impostas para mitigar a COVID-19, os alunos estiveram mais vulneráveis a várias situações, como uniões prematuras, gravidezes precoces, trabalho infantil, violência física e sexual.

“De facto, os dados mostram que há uma percentagem relativamente alta, pelo menos 10% de crianças estão a sofrer, de certa maneira, destes problemas de ansiedade e depressão”, concluiu Carlos Lauchande, pesquisador que participou na elaboração do referido estudo.

Os dados da pesquisa da Visão Mundial foram recolhidos nos distritos de Muecate e Nacaroa, onde foram abrangidas 160 escolas, e Murrupula, onde foram alcançados 15 estabelecimentos de ensino.

Arlinda Chaquisse, directora nacional de Nutrição e Saúde Escolar no Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH), refere que o problema não atingiu apenas as escolas daqueles três distritos da província de Nampula, senão todo o país, e já há acções em curso para reverter a situação, como “as estratégias ligadas à implementação do lanche escolar, apoio psicossocial e distribuição do material de prevenção da COVID-19”.

A pesquisa recomenda o uso dum ensino e aprendizagem à distância com recurso à televisão, rádio e outras Tecnologias de Informação e Comunicação, como estratégias para mitigar os efeitos negativos sobre a saúde mental dos alunos, em situação de interrupção das aulas presenciais.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE