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O País – A verdade como notícia

Os Estados Unidos estão a recomendar aos seus cidadãos que não viajem para a Reserva Especial do Niassa, na sequência de um ataque de insurgentes a um acampamento turístico que provocou a morte de uma pessoa e o deslocamento de cerca de duas mil outras.

O ataque ocorreu na quinta-feira, na Coutada de Marangira, uma área localizada junto à fronteira entre as províncias de Niassa e Cabo Delgado. Durante a incursão, os insurgentes destruíram um acampamento turístico da Mozambique Wild Adventures (MWA), empreendimento associado ao treinador luso-moçambicano Carlos Queiroz.

Os alertas emitidos pelas embaixadas dos Estados Unidos em Moçambique e na África do Sul referem que Washington está a acompanhar a situação e que as Forças Armadas moçambicanas realizam operações na região.

Perante o agravamento da situação de segurança, as autoridades norte-americanas aconselham os seus cidadãos a evitarem a zona fronteiriça entre Niassa e Cabo Delgado e determinam que não devem deslocar-se, por qualquer motivo, à Reserva Especial do Niassa. Na sequência do ataque, três turistas norte-americanos foram retirados da região.

A Reserva Especial do Niassa está classificada no nível máximo de risco do aviso de viagens do Departamento de Estado norte-americano, sob a designação “Do Not Travel” (“Não Viaje”). A mesma classificação aplica-se a Cabo Delgado e a alguns distritos do norte de Nampula, devido à ameaça de ataques terroristas.

No passado dia 21 de Agosto, Washington já tinha actualizado o aviso de viagens para Moçambique, recomendando aos cidadãos norte-americanos que adoptassem “cautela acrescida” devido aos riscos associados ao terrorismo, criminalidade, fragilidades do sistema de saúde e possíveis episódios de agitação social.

Nesse alerta, o Departamento de Estado advertia que os grupos terroristas activos no norte de Moçambique podem atacar locais públicos e destinos turísticos sem aviso prévio, incluindo estâncias de luxo frequentadas por caçadores internacionais em zonas remotas. O documento chamava ainda a atenção para as limitações das forças de segurança em responder rapidamente a incidentes nestas áreas.

As autoridades norte-americanas alertavam igualmente para a ocorrência de crimes violentos e furtos em zonas turísticas, para as limitações das infra-estruturas de saúde e para o risco de manifestações espontâneas que podem degenerar em violência e provocar o bloqueio de estradas e postos fronteiriços.

Três meses depois do assassinato do bispo de Quelimane, Osório Citora Afonso, a Conferência Episcopal de Moçambique volta a exigir respostas sobre o crime. Os bispos defendem que as investigações devem prosseguir até ao completo esclarecimento dos autores e das motivações do homicídio, que consideram uma “ferida atroz” ainda por sarar.

Num comunicado final da assembleia plenária extraordinária, divulgado esta sexta-feira, a Conferência Episcopal de Moçambique questiona quem esteve efectivamente por detrás da morte do bispo. “Quem matou exactamente dom Osório? Quem foram os autores morais e materiais desta morte violenta? Quais seriam as motivações do assassinato?”, perguntam os bispos.

A reunião extraordinária foi convocada precisamente para reflectir sobre a morte violenta de Osório Citora Afonso, assassinado a tiro na madrugada de 6 de Junho, na sua residência, na cidade de Quelimane, província da Zambézia. À data da sua morte, era também administrador apostólico da Arquidiocese da Beira.

No documento, assinado pelo presidente da Conferência Episcopal de Moçambique, Inácio Saúre, os bispos lamentam que, apesar das diligências realizadas pelas autoridades, ainda não tenham sido apresentadas respostas oficiais sobre o caso.

Para o episcopado moçambicano, a morte de Osório Citora Afonso representou “um duro golpe no coração da Igreja Católica em Moçambique”. Três meses depois do crime, as circunstâncias que rodearam o assassinato continuam por esclarecer.

A Conferência Episcopal apela, por isso, à continuidade das investigações judiciais e defende que a procura pela verdade não pode ser interrompida. Os bispos encorajam as autoridades a prosseguirem com o trabalho iniciado desde os primeiros dias do crime, como forma de contribuir para a esperança, reconciliação e purificação da própria Igreja.

A Igreja moçambicana recorda ainda o encontro realizado a 3 de Julho, no Vaticano, entre uma delegação da Conferência Episcopal e o Papa Leão XIV. Na ocasião, o pontífice manifestou proximidade e interesse no esclarecimento das circunstâncias e das causas da morte do bispo de Quelimane.

A assembleia extraordinária serviu igualmente para uma reflexão interna sobre os desafios pastorais e institucionais da Igreja Católica em Moçambique. Os bispos reconhecem que a morte de Osório Citora Afonso também expôs fragilidades no seio da própria Igreja e defendem a renovação do compromisso evangelizador e do testemunho cristão.

Já em Julho, a Conferência Episcopal tinha apelado ao alargamento das linhas de investigação ao homicídio, defendendo que as autoridades não deveriam concentrar as averiguações apenas no espaço residencial onde ocorreu o crime.

No âmbito das investigações, as autoridades anunciaram posteriormente a detenção de três suspeitos, entre os quais um padre católico. Até ao momento, contudo, a Igreja Católica continua a reclamar esclarecimentos sobre os autores materiais e morais do assassinato e sobre as razões que terão estado na origem do crime.

Membro do Instituto dos Missionários da Consolata, Osório Citora Afonso foi nomeado bispo de Quelimane em Julho de 2025. Em Abril deste ano, assumiu também as funções de administrador apostólico da Arquidiocese da Beira, tornando-se uma das principais figuras da Igreja Católica em Moçambique.

O tempo frio vai continuar a marcar as condições meteorológicas nas regiões Sul e Centro de Moçambique, com temperaturas máximas de até 22 graus Celsius em Maputo.

Para amanhã, o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) não prevê alterações significativas, mas alerta para a ocorrência de chuvas fracas, localmente moderadas, em algumas províncias do Centro do país.

De acordo com a mais recente actualização do INAM, o frio deverá manter-se nas regiões Sul e Centro, com destaque para a cidade e província de Maputo.

Na região Norte, não são esperadas alterações significativas nas condições meteorológicas.

Segundo o INAM, os efeitos do fenómeno El Niño também continuam a influenciar as condições meteorológicas no país, podendo prolongar-se até ao início do próximo ano.

O número de mortos no acidente de viação que envolveu, no sábado, um autocarro na ilha do Fogo, Cabo Verde, subiu para 25, havendo ainda 18 feridos, quatro dos quais em estado grave, indicou hoje à Lusa fonte oficial.

Estão internadas 18 pessoas, com idades entre seis e 11 anos, quatro das quais em estado grave”, afirmou. Um balanço anterior apontava para 18 vítimas mortais. Segundo a Câmara Municipal de São Filipe, o “autocarro transportava alunos num passeio” quando saiu da estrada e caiu de uma altura de cerca de 30 metros, na localidade de Campanas de Cima, no município de Santa Catarina do Fogo.

A Câmara Municipal de São Filipe adiantou ainda que mantém uma equipa no local, em articulação com a Delegacia de Saúde, a Polícia Nacional, os Bombeiros Municipais Voluntários e outras autoridades, para prestar assistência às vítimas e aos familiares.

O município declarou dois dias de luto municipal e anunciou uma reunião extraordinária para hoje, para deliberar sobre os apoios aos familiares das vítimas.

Numa mensagem publicada na rede social Facebook, o Presidente da República, José Maria Neves, apresentou as condolências às famílias das vítimas e desejou uma “rápida recuperação aos feridos”.

O primeiro-ministro, Francisco Carvalho, manifestou nas redes sociais o pesar

do Governo pela perda de vidas no acidente e apresentou as condolências às famílias das vítimas, estendendo a solidariedade aos feridos e à população do Fogo.

O chefe do Governo desejou ainda uma pronta recuperação aos feridos e reconheceu o trabalho dos profissionais de saúde, das equipas de socorro e de todos os que estão a prestar auxílio às vítimas.

A Reserva Especial do Niassa voltou a ser vítima de um ataque tido como terrorista. Desta vez, os grupos armados atacaram a zona do tampão, distrito de Marrupa, onde queimaram os acampamentos da Mozambique Wild Adventures.

Depois do ataque registado em 2022, e entre os meses de Abril e Maio de 2025, os grupos armados voltaram a assombrar a Reserva Especial do Niassa.

No mais recente episódio de ataques, uma pessoa foi morta e há registo de cerca de 2700 deslocados.

O Secretário de Estado da Província do Niassa revela que para além de danos humanos, houve perdas materiais avultadas.

Segundo Livone, o grupo armado provém de Cabo Delgado e deslocou-se à procura de reforço dos meios logísticos e mantimentos na província de Niassa.

Recorde-se que, no ano passado, um grupo terrorista invadiu a área de caça da reserva do Niassa, no limite entre as províncias do Niassa e Cabo Delgado.

No norte do país, lá se vão quase dez anos do terrorismo, desde o primeiro ataque registado em Outubro de 2017, em Mocímboa da Praia

Cheias, pobreza e factores culturais agravam a vulnerabilidade infantil e contribuem para uniões prematuras e abandono escolar. Governo e parceiros vão investir 67 milhões de meticais em acções de protecção nos três distritos.

Pelo menos 16 mil crianças estão em situação de vulnerabilidade nos distritos de Mabalane, Chókwè e Guijá, em Gaza, onde a pobreza, as cheias e factores culturais aumentam a exposição dos menores às uniões prematuras, à violência e ao abandono escolar.

Os números ganham rosto na história de Joana, nome fictício, cuja infância foi interrompida há seis anos quando deixou a escola para trabalhar nas machambas. Mais tarde, entrou numa união prematura e passou seis anos num lar marcado por agressões físicas e verbais.

“Não quiseram entender que eu devia estudar e, por isso, impediram-me de ir à escola para trabalhar nas machambas. Assim, de manhã, ia capinar e depois voltava para casa”, conta.

A interrupção dos estudos acabou por limitar também os seus sonhos. No lar, Joana diz ter suportado violência durante anos, sem procurar ajuda por receio das consequências para o marido.
“Sofria violência sem razão. Fiquei seis anos naquele lar e tinha medo de denunciar o meu marido à Polícia, porque receava que ele fosse detido”, relata.

Hoje, afastada daquela realidade, quer regressar à escola e recuperar os sonhos que ficaram pelo caminho.

“Desejo falar português como as outras pessoas, mas não consigo porque não estudei. Por isso, quero regressar à escola. O meu sonho é ser enfermeira, para poder cuidar dos outros”, afirma.

A história de Joana não é, contudo, um caso isolado. Em Mabalane, residentes da zona de Combomune Rio denunciam a persistência de uniões prematuras envolvendo menores, num contexto em que as próprias famílias são apontadas como parte do problema.

As autoridades e organizações que trabalham na promoção dos direitos da criança identificam, entre os factores que contribuem para o fenómeno, aspectos culturais que continuam a influenciar as decisões tomadas em relação ao futuro das crianças. Segundo as autoridades do Governo Provincial,” pelo menos 70 menores foram resgatadas de uniões prematuras, numa realidade em que algumas famílias entregam as filhas em troca de três cabeças de gado.”
Mas a vulnerabilidade infantil não resulta apenas das uniões prematuras. As cheias que têm afectado diferentes zonas da província também deixam famílias sem habitação, alimentos e meios de subsistência, aumentando o risco de abandono escolar e de exposição a diferentes formas de violência.

Em Chókwè, Balbina Sebastião descreve o impacto das enxurradas na vida das famílias.
“As nossas casas foram arrastadas pelas enxurradas e ficámos sem lugar para dormir. As crianças passam fome e, por causa disso, abandonaram a escola. Pedimos material escolar para que possam voltar a estudar”, conta.
É perante este quadro que o Governo e parceiros pretendem reforçar a intervenção comunitária nos três distritos. Os 67 milhões de meticais previstos deverão financiar acções de sensibilização, registo de menores e medidas de prevenção e mitigação da violência contra crianças.
” A aposta passa por identificar situações de risco nas comunidades e intervir antes que a vulnerabilidade se agrave, envolvendo autoridades, famílias e agentes comunitários” avançou Luís Paulo, parceiro do governo.

Em seis comunidades de Guijá, Chókwé e Mabalane o projecto procura igualmente transmitir às crianças conhecimentos sobre os seus direitos através de actividades educativas, culturais e recreativas.

A falta de pagamento de salários ao abrigo da Tabela Salarial Única (TSU) e o atraso no pagamento de subsídios de gestão estão a gerar descontentamento entre os juízes, que decidiram avançar com queixas-crime contra funcionários dos Ministérios das Finanças e da Função Pública.

Numa acção pouco comum, a Associação Moçambicana de Juízes submeteu, na quarta-feira, duas queixas-crime contra funcionários das Finanças e da Função Pública, alegando irregularidades no pagamento de salários e subsídios.

Uma das queixas foi apresentada na Procuradoria da Cidade de Maputo, onde os magistrados pedem a investigação de potenciais crimes de abuso de cargo, fraude e corrupção por parte dos gestores do sistema de pagamentos.

Em paralelo, a Associação Moçambicana de Juízes solicitou a intervenção da Procuradoria-Geral da República para intimar as instituições governamentais a reporem os salários retidos e a cumprirem escrupulosamente a lei.

Segundo a associação, entre os prejudicados estão juízes desembargadores já nomeados e magistrados com progressões aprovadas pelo Tribunal Administrativo.

Nos processos, a Associação Moçambicana de Juízes afirma que irá constituir-se assistente e que, nos próximos dias, vai indicar os seus mandatários judiciais.

Quanto aos magistrados que irão conduzir os processos, a associação assegura que os mesmos actuarão com integridade.

A intensificação da violência armada em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, provocou o deslocamento de pelo menos 1.401 pessoas durante o mês de Agosto. Os incidentes relacionados com o conflito aumentaram igualmente 10% no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Os dados constam do mais recente relatório sobre a situação humanitária em Moçambique, divulgado pelo Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

Segundo o documento, entre Janeiro e Agosto deste ano, pelo menos 29.564 pessoas foram obrigadas a abandonar as suas zonas de origem devido à violência armada. Mulheres e crianças representam cerca de 79% das pessoas deslocadas neste período.

O OCHA alerta que o conflito continua a afectar as comunidades do norte do país, numa altura em que a população enfrenta também os impactos de fenómenos climáticos extremos e o risco de uma nova seca associada ao fenómeno El Niño.

Os dados das Nações Unidas indicam ainda que os incidentes relacionados com o conflito em Cabo Delgado cresceram 10% nos primeiros seis meses de 2026, face ao período homólogo de 2025. Os civis estiveram entre os principais alvos, representando cerca de 70% dos incidentes registados, que incluem assassinatos, raptos, saques e destruição de habitações.

A insegurança terá também alastrado a zonas anteriormente menos afectadas, com actividades de grupos armados registadas nos distritos de Balama, Namuno e Montepuez.

Cabo Delgado enfrenta uma insurgência armada desde Outubro de 2017. O conflito, numa província rica em gás natural, já provocou mais de 6.600 mortos e obrigou cerca de 1,2 milhão de pessoas a abandonar as suas zonas de origem.

Actualmente, Moçambique contabiliza cerca de 662 mil deslocados internos, segundo a mais recente avaliação da Organização Internacional para as Migrações (OIM), citada pelo OCHA.

Crise humanitária agrava-se com riscos climáticos

Para além da violência, as Nações Unidas alertam para o agravamento dos riscos associados às alterações climáticas. O Governo moçambicano activou planos de acção antecipada em 28 distritos, perante previsões de seca em algumas zonas do centro e sul e de inundações localizadas no norte, relacionadas com o fenómeno El Niño.

O OCHA considera que a possibilidade de novos fenómenos extremos, numa altura em que várias comunidades ainda enfrentam crises prolongadas, está a aumentar a pressão sobre os seus mecanismos de sobrevivência.

A deslocação forçada provocada pelo conflito e pelos fenómenos climáticos está igualmente a intensificar a disputa por recursos como terra, água, meios de subsistência e assistência humanitária, aumentando o risco de tensões entre as populações deslocadas e as comunidades que as acolhem.

Plano humanitário continua subfinanciado

No que diz respeito ao financiamento, o Plano de Necessidades e Resposta Humanitária de 2026 recebeu, até Agosto, cerca de 227 milhões de dólares, equivalentes a aproximadamente 210 milhões de euros.

O montante corresponde a apenas 42,6% dos 534 milhões de dólares necessários para responder às consequências da violência armada e das cheias no país.

O OCHA considera que o apoio dos doadores continua fundamental para garantir a assistência às populações afectadas, reforçar a preparação para a próxima época chuvosa e responder ao agravamento e à evolução das necessidades humanitárias em Moçambique.

A Administração Nacional de Estradas (ANE) prevê seleccionar, em 2027, o futuro concessionário de cerca de 197 quilómetros de estradas nacionais na província de Maputo, abrangendo as EN2, EN3 e EN4.

Segundo avançou à Lusa o director-geral adjunto da ANE, Miguel Coanai, o processo pretende garantir que o novo concessionário esteja escolhido antes do fim da actual concessão da EN4, previsto para Fevereiro de 2028.

O concurso envolve três importantes corredores rodoviários. A EN4 estende-se por 96,8 quilómetros em território moçambicano, ligando Maputo à fronteira de Ressano Garcia. A EN2 compreende 69 quilómetros entre Matola, Boane e Namaacha, enquanto a EN3 percorre 31 quilómetros entre Impaputo, Goba e a fronteira com Essuatíni.

De acordo com Coanai, os concorrentes pré-seleccionados estão actualmente a realizar levantamentos no terreno e a preparar as propostas técnico-financeiras, que deverão ser entregues até ao final de Novembro. Seguir-se-ão as fases de avaliação, aprovação e contratação.

A ANE pretende antecipar a escolha do novo concessionário para permitir que este comece, ainda durante a vigência da actual concessão, a preparar os projectos de engenharia e os estudos necessários à futura reabilitação das estradas.

A actual concessão da EN4 está a cargo da Trans African Concession (TRAC), uma empresa resultante de uma parceria entre os governos de Moçambique e da África do Sul. O contrato termina em Fevereiro de 2028.

A EN4 é considerada um dos principais corredores logísticos da região, assegurando a ligação entre o Porto de Maputo e a África do Sul. Já as EN2 e EN3 desempenham um papel estratégico nas ligações com o Reino de Essuatíni.

Em Janeiro de 2025, a TRAC anunciou um investimento de cerca de 82,3 milhões de euros na reabilitação e ampliação de 66 quilómetros da EN4, entre Ressano Garcia e o nó de Tchumene, na Matola. A intervenção, então prevista para durar 24 meses, foi justificada pelo elevado volume de tráfego pesado naquele corredor.

Até ao momento, não foram apresentadas reclamações pelos concorrentes pré-seleccionados, segundo a ANE. Miguel Coanai adiantou que o processo decorre dentro do previsto, embora não descarte a possibilidade de surgirem questões nas próximas fases.

ANE procura investimento para a N1

Paralelamente, a ANE está a procurar investidores privados para a recuperação da Estrada Nacional Número Um (EN1), principal eixo rodoviário de Moçambique, com cerca de 2.600 quilómetros.

A instituição pretende mobilizar recursos para a recuperação de troços considerados críticos, incluindo segmentos afectados pelas chuvas registadas durante a época 2025-2026.

A ANE admite igualmente concessionar alguns troços da EN1, como forma de assegurar investimentos na manutenção e melhoria das condições de transitabilidade.

Segundo Miguel Coanai, a extensão da EN1 exige investimentos significativos não apenas para recuperar os troços em estado mais degradado, mas também para garantir a manutenção daqueles que ainda apresentam condições razoáveis de circulação.

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