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O País – A verdade como notícia

O Mercado de Frango e Magumba na Cidade de Maputo passa à gestão do sector privado. A edilidade espera que o novo modelo de gestão resolva os problemas que a infra-estrutura enfrenta.

O Mercado de Frango e Magumba surgiu e resolveu o problema da venda desordenada na praia da Costa do Sol. Agora, os vendedores querem soluções para alguns problemas da própria infra-estrutura.

Nunca foi instalada corrente eléctrica, o que força gastos com pedra de gelo, além de existirem apenas duas cozinhas, insuficientes para a quantidade de vendedores. São alguns dos problemas que se esperam resolver com a passagem da gestão do mercado à Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

A informação foi partilhada, hoje, pelo vereador do Desenvolvimento Económico Local, Danúbio Lado, que falava em conferência de imprensa.

Danúbio Lado avançou que, com o novo modelo de gestão, se pretende implementar novas estratégias de administração e minimizar as dificuldades do mercado.

“No início, fizemos uma co-gestão, mas é chegado o momento de passar a gestão à CTA, por forma a resolver alguns problemas pessoais que temos”, explicou Danúbio Lado, que acrescentou que a experiência “irá permitir ao sector privado mostrar a sua capacidade na gestão de infra-estruturas públicas”.

A construção do Mercado de Frango e Magumba surge da parceria público-privada entre o Conselho Municipal da Cidade de Maputo e a Confederação das Associações Económicas. E o mandato do sector privado na gestão deste mercado é de oito anos.

“Neste período, o Conselho Municipal estará envolvido na gestão, fazendo uma supervisão directa do trabalho que será feito no mercado. Os vendedores farão parte desta comissão de gestão para transmitir as suas ideias, inquietações, de forma a ter um ambiente harmonioso no mercado”, concluiu Danúbio Lado, vereador para a área de Desenvolvimento Local.

Transportadores, na Cidade de Maputo, ameaçam paralisar as actividades caso se mantenha o actual preço de transporte de passageiros. Os transportadores sugerem um aumento do preço do “chapa” em três Meticais, devido ao último reajuste do preço dos combustíveis.

As duas últimas subidas do preço dos combustíveis estão a trazer apertos nas contas dos transportadores, que vêem o seu negócio ameaçado. A Associação dos Transportadores Rodoviários na Cidade de Maputo reuniu-se, hoje, junto dos seus associados, para discutir propostas de aumento da tarifa.

“Estamos a fazer cálculos, para sentarmos com quem de direito, no sentido de termos uma tarifa que possa cobrir os próximos momentos, porque, se nos precipitarmos, vamos pedir, por exemplo, um aumento de cinco Meticais que poderá não nos satisfazer”, explicou o presidente da ATROMAP, Batista Macuvele.

As propostas são várias, mas os transportadores apontam as tarifas com base nas quais o negócio passaria a ser rentável – três Meticais, ou seja, na rota que, actualmente, se pagam 12 Meticais, passaria a custar 15 Meticais.

“Estamos aqui para tirar uma conclusão do que podemos fazer para continuar com os trabalhos, sem lesarmos os passageiros, mas, se não consigo abastecer os carros, não posso continuar a trabalhar”, revelou Xavier, transportador da rota Anjo Voador-Praça dos Combatentes.

Epifânia Moiane, transportadora, adiciona um outro elemento que, na sua visão, deve ser tido em conta neste processo de reajuste tarifário: “temos também de ter em conta que as nossas estradas não estão favoráveis, porque, quando chove, paralisamos os carros de maneira que não sofram danos devido às estradas esburacadas”.

Sem datas concretas, a ATROMAP promete, para breve, o anúncio da proposta final de reajuste da tarifa do transporte público. A última subida do preço do “chapa” aconteceu em Janeiro de 2022, quando o aumento foi de três Meticais, na região metropolitana do Grande Maputo, mas a gasolina, por exemplo, registou uma subida cumulativa de 17 Meticais.

O número de infecções por COVID-19, no país, tende a subir. Só nas últimas 24 horas, 28 pessoas testaram positivo para a doença, elevando o cumulativo para 225 676, dos quais 225 307 são casos de transmissão local e 369 importados.

De acordo com um comunicado do Ministério da Saúde, duas pessoas ficaram livres da pandemia viral, o que acresceu o total de recuperados para 223 319.

“Registamos, igualmente, uma alta hospitalar e um novo internamento”, lê-se no comunicado no qual o MISAU diz que há, actualmente, três pacientes hospitalizadas nos Centros de Internamento CICOV. O cumulativo de internados mantém-se em 8 526.

Moçambique continua sem registo de novos óbitos pelo novo Coronavírus.

De acordo com o prognóstico do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), espera-se que o dia de hoje seja de temperatura fria a fresca em quase todo o país, com máximas entre 24 e 29 graus. Na mesma sequência, o prognóstico aponta para a possibilidade de queda de chuva e vento a soprar, por vezes, com rajadas em algumas capitais provinciais.

Em graus Celsius, as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilanculo, na zona sul do país, poderão registar temperaturas máxima de 26, 27, 27 e 26 e mínimas de 18, 19,  21 e 29, respectivamente.

Para as cidades da Beira, Chimoio, Tete e Quelimane prevêem-se máximas de 27,23, 29 e 28 e mínimas de 19, 14, 21 e 20 graus Celsius, respectivamente.

As cidades da Nampula, Pemba  e Lichinga poderão registar máximas de 26, 29 e 24 e mínimas de 18, 22 e 12 graus, respectivamente.

O governo moçambicano está a priorizar a reabertura das vias de acesso localizadas nas zonas libertadas em Cabo Delgado, para facilitar o processo de reconstrução das vilas e aldeias antes do regresso da população.

Depois da EN380, que liga os cinco distritos da zona norte da província, esta semana, foi reaberta a estrada Macomia-Mucojo, que estava interrompida desde 2019, em consequência do ciclone Kenneth, que arrastou vários aquedutos ao longo via, cuja reabilitação dependia do controlo da situação dos ataques terroristas.

“Esta era uma via que não estava transitável há cerca de três anos, o que significa que, praticamente, não existia estrada. Tivemos que mobilizar equipamentos pesados para remover arbustos que estavam no meio da estrada”, explicou Carlos Mesquita, ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos.

Depois de Macomia-Mucojo, o Governo prepara-se para reabrir a estrada que vai até a Quiterajo, que, igualmente, está intransitável há vários anos.

“Depois vamos estender para Quiterajo, que está a cerca de quarenta quilómetros de Mucojo, para devolver todo o aspecto económico necessário para facilitar o resto do processo”, prometeu Carlos Mesquita sem revelar os custos nem os prazos das obras.

Além de Macomia-Mucojo, Carlos Mesquita visitou a EN14, que liga a cidade de Pemba a Montepuez, onde, há cerca de um ano, decorrem obras de tapamento de buracos.

Neste momento, está a decorrer a manutenção periódica que compreende o tapamento de buracos e melhoramento de algumas secções, mas o Governo está a trabalhar no projecto executivo para ver o tipo de obra e quantificar, para depois mobilizar fundos para a sua reabilitação total, garantiu o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, ao fim da sua visita à província de Cabo Delgado.

 

TERRORISMO DEIXA MUCOJO IRRECONHECÍVEL

Os ataques terroristas, em Cabo Delgado, deixaram o Posto Administrativo de Mucojo completamente destruído, abandonado e irreconhecível.

A maior parte das infra-estruturas que tinham sido recuperadas depois da passagem do ciclone Kenneth, em Abril de 2019, estão completamente destruídas e as poucas que resistiram estão a ser engolidas pelo capim.

Um centro de saúde, uma escola primária, um edifício da secretaria do posto administrativo, e várias casas – são algumas das infra-estruturas danificadas.

Quando os militares chegaram a Mucojo, hastearam a bandeira de Moçambique num mastro improvisado, para anunciar a presença do Estado em mais uma zona livre dos ataques terroristas.

Conforme apurou O’País, os últimos habitantes saíram de Mucojo em 2020, depois de sucessivos ataques terroristas. Só este ano, as Forças de Defesa de Moçambique e dos países da África Austral, conseguiram libertar a zona que foi encontrada em ruínas, abandonada e irreconhecível.

Apesar de ser considerada uma zona libertada, actualmente, em Mucojo, só é permitida a circulação das Forças Armadas de Moçambique e dos países da África Austral e a entrada de membros do Governo, empreiteiros, jornalistas e outros civis, mediante uma autorização oficial do Governo.

O Fundo Global das Cidades disponibilizou 200 mil dólares para a cidade da Beira, no âmbito das acções de mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. O dinheiro será investido, durante um ano, no reassentamento das famílias que residem na zona da Praia Nova.

De acordo com Samuel Simango, do Departamento de Protecção Costeira e Gestão de Risco e Desastres, no Município da Beira, o dinheiro será usado para a reposição das dunas naturais. O processo arrancará em Julho deste ano com o reassentamento de cerca de 900 famílias, que vivem em condições precárias na zona da Praia Nova, uma área que é frequentemente inundada pela água do mar, o que obriga famílias a pernoitarem em cima das mesas, cadeiras e até na berma da estrada.

Na fase-piloto desta iniciativa, serão reassentadas 100 famílias na zona de Muavi, em terrenos de 15 por 20 metros. “Muavi é um bairro com características similares às da Praia Nova. Trata-se de um local onde as comunidades podem continuar a desenvolver a sua principal actividade – a pesca. Quando reassentadas, as famílias reclamam da falta de inclusão quanto ao acesso aos serviços básicos para o seu sustento”, disse Samuel Simango, tendo depois esclarecido que os reassentados não são obrigados a residir em Muavi, já que “teremos outras duas opções, nomeadamente os bairros de Nhangau ou Cerâmica, que são áreas em expansão na urbe”.

Para a concretização da iniciativa, já estão disponíveis cerca de 200 mil dólares do Fundo Global das Cidades, ao qual o Município da Beira teve que concorrer, tendo ficado em terceiro lugar.

Refira-se que as referidas famílias já foram reassentadas várias vezes, no entanto sempre regressam à zona da Praia Nova, alegando falta de condições nos locais onde eram colocadas.

A edilidade acredita que, desta vez, nada falhará. “As famílias terão espaços maiores para residirem, áreas seguras e com a vantagem de ter o DUAT. Além disso, montaremos, em Muavi, um frigorífico para a conservação do seu pescado. Este projecto, desenhado pelo Município [da Beira], depois de uma profunda investigação e aprovado por um Comité Internacional de Avaliação de Projectos que o colocou em terceiro lugar, tem tudo para dar certo”, manifestou a esperança, embora reconheça a insuficiência do valor disponibilizado.

“200 mil dólares não é muito dinheiro, mas acreditamos que é possível encontrar outros parceiros que irão apostar na iniciativa. De igual modo, acreditamos que vão gostar do projecto de protecção costeira, que arrancará em meados do próximo ano.”

As outras duas cidades, das cinco contempladas para terem acesso ao Fundo Global das Cidades, de modo a minimizar o impacto das mudanças climáticas, são da Libéria e da África do Sul. Para esta iniciativa, há um milhão de dólares.

As autoridades de saúde revelam que há mais mulheres que procuram pelos serviços de saúde para o aborto seguro, apesar de estar a aumentar o número daquelas que praticam o inseguro, principalmente nas províncias de Gaza e Inhambane. Vânia Benzane, responsável nacional da Saúde Materna, no Ministério da Saúde, diz que o facto se deve à massificação da informação, nas comunidades, sobre o risco do aborto inseguro.

Passam três anos e meio desde que começou a implementação do aborto seguro nos Serviços Nacionais de Saúde. Durante este período, entre 2018 e 2021, aumentou, em cerca de 40%, o número de mulheres que buscam atendimento nas unidades sanitárias para o aborto.

São avanços que, de acordo com a responsável nacional de Saúde Materna, no Ministério da Saúde, Vânia Benzane, resultam da implementação do programa “Aborto Seguro” e da lei 35/2014 sobre a despenalização dos abortos, que permitem a realização de abortos seguros e gratuitos nos hospitais.

“Tivemos uma redução bastante significativa de casos de abortos clandestinos e, principalmente, de complicações obstétricas. Apareciam muitas jovens e adolescentes com perfurações no útero, infecções por causa do aborto inseguro que faziam nas comunidades”, revelou a responsável.

Apesar desta redução, uma em cada quatro mortes, em mulheres com idades compreendidas dos 15 aos 19 anos, estão relacionadas com o aborto clandestino, principalmente nas províncias de Inhambane e Gaza.

Preocupado com o facto, o Ministério da Saúde argumenta que “ainda temos muito tabu nas famílias e, principalmente, nas comunidades, porque quem procura mais esses serviços são jovens e adolescentes, mas elas também têm receio. A informação foi divulgada, mas muitas mulheres não sabem que, a nível do Sistema Nacional de Saúde, o aborto é gratuito”.

Para a maximização de informação, o Ministério da Saúde conta o apoio do Centro Internacional para Saúde. “Vamos continuar a apoiar para que mais mulheres tenham acesso a esses serviços e, assim, evitar mortes por causas relacionadas à gravidez”, garantiu Málica de Melo, responsável do Centro Internacional para Saúde.

A informação foi partilhada no âmbito das comemorações do Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, que se assinala a 28 de Maio em curso, sob o lema: “Quebre o Preconceito! Imagina um Mundo com Igualdade de Género, Livre de Preconceitos, Discriminação e com Valorização da Saúde da Mulher”.

A previsão do tempo para esta  quinta-feira indica que as três regiões do país enfrentarão temperaturas entre 24 e 32 graus Celsius de máxima.  A cidade de Tete  será a mais quente de hoje.

Na região centro, as urbes da Beira, Chimoio, o Tete e Quelimane poderão registar temperaturas máximas de 28, 27, 32 e 29 e  mínimas de 17, 13, 20 e 15 graus Celsius, respectivamente.

De acordo com a Meteorologia, as cidades de Nampula, Pemba e Lichinga poderão registar temperaturas máximas de 28,29,24 e mínimas de 19,21 e 12 graus.

Para as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, no sul do país, prevêem-se máximas de 28, 27, 29 e 27 e mínimas de 13, 14, 19 e 15 graus Celsius,

Adicionalmente, o INAM prevê ocorrência de chuvas  em algumas capitais provinciais do país.

A referida viatura saía de Nacala com pacientes transferidos para o Hospital Central de Nampula. Entre as vítimas, está uma menor de oito meses que sofre de uma doença cuja complexidade só pode ser atendida no maior hospital de referência da zona Norte.

Uma ambulância transportando doentes e acompanhantes envolveu-se num acidente de viação, no distrito de Monapo, província de Nampula. Segundo relatos, tudo teria acontecido depois de um dos pneus da ambulância ter explodido, enquanto a viatura estava em movimento. Na sequência do infortúnio, a viatura, que transportava pacientes, capotou, tendo duas pessoas morrido no local e outras três ficado feridas e, de seguida, transportadas para o Hospital Central de Nampula. 

No total, estavam, na viatura, cinco pessoas, sendo que o motorista está entre os pacientes que estão internados. A menor de oito meses e a acompanhante encontram-se internados naquela unidade sanitária.

Em entrevista à nossa reportagem, o médico Emílio Chivavisse explicou que o estado dos pacientes não teve avanços, pois sofreram traumatismo craniano e necessitam de cuidados intensivos.

“Os pacientes ainda não registaram avanços, porque situações de traumatismo craniano envolvem um tratamento cuja duração é prolo

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