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O País – A verdade como notícia

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê temperatura fresca, céu nublado, ocorrência de chuvas fracas a fortes e vento em algumas capitais provinciais do país.

Na região centro, as urbes da Beira, Chimoio, Tete e Quelimane poderão registar temperaturas máximas de 31, 29, 34 e 32 e mínimas e 22, 16, 26 e  23  graus Celsius, respectivamente.

As cidades de Nampula, Pemba e Lichinga, no norte do país, poderão atingir temperaturas máximas de 30, 28 e  25 e  mínimas de 20, 23 e 14 graus, respectivamente.

Para as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, no sul do país, prevêem-se máximas de 21,25,29 e 30 e mínimas de 19, 20, 22 e 19 graus Celsius, respectivamente.

Menores de 15 a 17 anos de idade poderão, nos próximos dias, ser vacinados contra a COVID-19. A informação foi revelada hoje pelo ministro da Saúde, na abertura da reunião bianual do sector.

Moçambique tem a meta de imunizar, até o final deste ano, cerca de 17 milhões de cidadãos elegíveis em todo o país. Até ao primeiro trimestre deste ano, o sector da saúde vacinou complemente 14 dos cerca de 15 milhões previstos.

Com vista a acelerar o processo, o ministro da Saúde, Armindo Tiago, fez saber que, para os próximos dias, a imunização poderá abranger menores com idades que variam de 15 a 17 anos.

“Reiteramos as nossas metas para o ano em curso – continuar a vacinar, contra a covid-19, a população elegível. Isso quer dizer que nos próximos meses, com o apoio dos parceiros de cooperação, vamos vacinar a população dos 15 aos 17 anos, para depois considerar outras faixas”, revelou o ministro da Saúde, Armindo Tiago.

O ministro afirmou, na última Sexta-feira, na abertura da reunião bianual do sector da Saúde, que, entre outros pontos, avaliou o Plano Económico e Social 2021, que não foi cumprido por vários factores, dentre os quais constam a pandemia da covid-19, o terrorismo em Cabo Delgado e as mudanças climáticas nas regiões Centro e Norte do País.

“Persistem desafios em áreas específicas. Queremos abordar a matéria com alguma neutralidade e sem preconceitos. Há desafios nas áreas de infra-estrutura e equipamento hospitalar, fornecimento de medicamentos e insumos médicos, bem como no que concerne ao quadro legal e normativo”, explicou Tiago, acrescentando que tais fenómenos impulsionaram um revés no sector da saúde, em 2021.

“Esta situação, para além de ter criado sobrecarga nos profissionais de saúde, trouxe destruição de unidades sanitárias e aumento das taxas de desnutrição crónica. Houve necessidade de reorientarmos as nossas acções, sobretudo os recursos financeiros, humanos e materiais, de modo a garantir a continuidade da prestação de serviços”.

Para a melhoria e a expansão dos serviços de saúde, o MISAU conta com a cooperação dos parceiros focais, que mantêm o seu compromisso em apoiar o sector.

“A prioridade, agora, é consolidar e apoiar o Ministério da saúde no diálogo entre diferentes actores internos e externos”, disse Idah Psawatay, a representar o Banco Mundial.

A reunião bianual do sector da saúde decorreu em formato híbrido e contou com a participação de quadros do Ministério da Saúde e parceiros de cooperação.

O Ministério da Saúde (MISAU) anunciou, esta sexta-feira, que mais 11 indivíduos moçambicanos testaram positivo para o novo Coronavírus nas últimas 24 horas. Os casos foram detectados num universo de 611 amostras testadas.

A província de Maputo, com quatro casos diagnosticados (50% do total de casos de todo o país e uma Taxa de Positividade de 5.97%) e a Cidade de Maputo, também com quatro casos (50% do total de casos de todo o país e uma Taxa de Positividade de 1.43%), foram as regiões os maiores números.

“Sete casos são de indivíduos do sexo feminino (63.6%) e quatro do sexo masculino (36.4%)”, refere o MISAU, acrescentando que as idades variam entre 12 e 79 anos.

A nível nacional, a Taxa de Positividade e a Taxa de Positividade Acumulada, situaram-se em 1.8% e 17.06 %, respectivamente.

Deste modo, sobe para 225.557 o total de infecções registadas desde a eclosão da pandemia. Deste número, 225.188 são casos de transmissão local e 369 importados. O país tem, actualmente, 73 casos activos.

Ainda hoje, a Saúde notificou cinco casos de recuperação, todos ocorridos na província de Cabo Delgado.

“No período em análise, também registamos uma alta hospitalar e um novo internamento (04 pacientes encontram-se, neste momento, internados nos CICOV, 02 dos quais estão nos cuidados intensivos, sob oxigenoterapia)”, explicam as autoridades.

Moçambique continua sem registar mortes em consequência da doença, pelo que o cumulativo permanece 2.201.

Os cerca de 1.600 moçambicanos que trabalham nas minas da África do Sul, que não recebiam os seus salários, entre 2010 e 2017, já estão a recebê-los, segundo a garantia da Teba, que avança que o Governo já disponibilizou um dos cinco milhões de rands.

José Carimo, gestor-executivo da Teba, agência recrutadora de mão-de-obra para as minas da vizinha África do Sul, fez parte dos últimos declarantes no julgamento do caso do desvio de 113 milhões de Meticais na Direcção do Trabalho Migratório, que tem, como uma das rés, a ex-ministra do Trabalho e Segurança Social, Maria Helena Taipo.

Carimo chamou, hoje, em representação da Teba em Maputo, a imprensa para esclarecer que os mineiros cujos salários não foram pagos, durante sete anos, já podem sorrir de satisfação, visto que já começaram os desembolsos dos valores em dívida, de acordo com informação revelada pela Agência de Emprego.

“O importante é esclarecer que os salários das pessoas que não receberam, nessa altura, já estão a ser pagos, neste momento. Trata-se de pouco mais de 1600 trabalhadores. O processo começou em Dezembro, e o Ministério do Trabalho e Segurança Social já adiantou um dos cerca de cinco milhões de Rands que estavam em falta”, avançou Carimo.

A agência de recrutamento clarificou igualmente que, neste momento, há um trabalho em curso para haver transparência na gestão do dinheiro dos trabalhadores moçambicanos nas minas da África do Sul.

“Como solução para que isto não volte a acontecer, a ministra do Trabalho e Segurança Social, Margarida Talapa, preparou um instrumento que vai ser brevemente assinado, que é um novo memorando que vai corrigir o circuito e optimizar o circuito actual, para evitar que situações da mesma natureza ocorram no futuro”, referiu o representante da Teba.

Até 2005, Moçambique tinha 55 mil cidadãos nacionais a trabalharem nas minas da África do Sul. Hoje, o número caiu para  18 mil e, nos próximos anos, poderá baixar ainda mais.

A África do Sul transfere, anualmente, para Moçambique, 900 milhões de Rands para o pagamento aos mineiros.

A região Sul do país, segundo a Teba, representa 98% da mão-de-obra moçambicana nas minas sul-africanas.

Pelos menos 12 operadores florestais estão inibidos de cortar madeira na província de Inhambane devido a várias irregularidades. A Secretaria de Estado naquela província diz que não haverá tolerância e que os operadores suspensos só poderão explorar madeira depois de corrigir todas a irregularidades.

No âmbito da fiscalização da exploração de recursos florestais, foram detectados 12 operadores sendo uma concessão florestal e 11 licenças simples com várias irregularidades que levaram a suspensão das licenças.

Outro aspecto que lesa as comunidades detentoras de recursos florestais é a Responsabilidade Social das empresas que exploram madeira que segundo dizem, está muito aquém do que deveria ser.

A Secretaria de Estado em Inhambane reconhece os problemas, mas diz que o Governo está a apertar o cerco para reverter o cenário.

Dos operadores florestais suspensos, três são do distrito de Mabote, oito de Funhalouro e um de Inhassoro.

O processo de construção de postos de atendimento aos utentes do sistema da segurança social obrigatória, gerido pelo Instituto Nacional da Segurança Social (INSS), encontra-se a bom ritmo, em diferentes regiões do país, para facilitar o atendimento ao público das zonas ou locais onde os serviços da instituição ainda não se encontrem estabelecidos, em termos de instalações.

Trata-se de uma actividade assente na estratégia inclusiva do Governo, de expansão territorial da rede imobiliária, em que o INSS planificou, para o quinquénio 2020 – 2024, a construção de infra-estruturas de funcionamento, visando melhorar os serviços prestados aos utentes do sistema da segurança social e as condições de atendimento, particularmente os edifícios das delegações provinciais, distritais e postos de atendimento.

Nas três regiões do país, nomeadamente Norte, Centro e Sul, o INSS planificou a construção de um total de 74 postos de atendimento, durante o quinquénio, num modelo monolítico, ou seja, de alvenaria, de forma a garantir uma infra-estrutura resiliente e de qualidade, facto que mereceu uma reflexão e aprovação pelo Conselho de Administração da instituição. Para este ano, está prevista a entrada em funcionamento de um total de 16 postos, em todo o país.

O modelo de postos de atendimentos que o INSS está a construir no país compreende um conjunto de infra-estruturas e serviços adjacentes, e não apenas uma casa, como são os casos do próprio edifício principal, que leva um acabamento em mármore e alumínio, um tecto falso, um muro de vedação, uma pavimentação, jardim no pátio, para além de uma guarita, um portão com uma cerca eléctrica e um alpendre para viaturas.

O modelo conta, ainda, com um furo de água, com o respectivo suporte e tanques, um depósito subterrâneo, um sistema de vídeo vigilância e um gerador eléctrico próprio, assim como duas casas de banho, sendo uma interna e outra externa. O pacote de custo da obra inclui, ainda, a instalação da rede de base de dados do SISSMO (Serviço de Informação da Segurança Social de Moçambique).

O custo para a construção de cada posto de atendimento, de alvenaria, varia de acordo com o mercado local, isto é, depende do custo de material na respectiva zona onde se localiza, em que, a título de exemplo, os valores mais baixos são referentes à zona sul, os intermédios são aqueles praticados no Centro e Norte, apresentando-se como aquela que tem valores mais altos.

De referir que o contrato de empreitada celebrado com o empreiteiro adjudicado para cada obra é responsável pela execução de todas as partes componentes do posto de atendimento. Ou seja, não se refere apenas ao edifício principal.

 

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê temperatura fresca  para esta sexta-feira . Entretanto, a instituição alerta para a concorrência de de chuvas em algumas urbes do país.

Em graus Celsius, as cidades da Beira, Chimoio, Tete e Quelimane  têm  temperaturas máximas de  29, 27, 33 e 31 e mínimas de 20, 14, 20 e 20, respectivamente.

Para as cidades de Maputo,  Xai-Xai  e Inhambane e Vilankulo prevêem-se máximas de 32, 30, 29 e 27 e mínimas de 18, 19, 21 e 18 graus, respectivamente.

Em Pemba, Lichinga e Nampula esperam-se máximas de 29,28 e 23 e mínimas de 20, 21 e  10 graus, respectivamente.

O Presidente da República defendeu que os serviços de telecomunicações são um parceiro importante do Governo na gestão dos desastres naturais que ciclicamente afectam o país. Filipe Nyusi falava, hoje,  na cerimónia de celebração dos 10 anos da Movitel.

 Num ano em que celebra o seu 10º aniversário de existência no mercado nacional, a Movitel juntou, hoje, colaboradores, parceiros e governantes, com destaque para o Presidente da República, para confraternizar e projectar o futuro. Na sua intervenção, o PCA da empresa disse que o crescimento que a operadora vem registrando é fruto do desempenho dos colaboradores.

“Como sabem, os últimos anos foram caracterizados por adversidades para o país a nível social e económico, provocados por desastres naturais, com destaque para os ciclones Idai e Kenneth, os ataques no Centro e Norte do país, a suspensão do apoio ao Orçamento do Estado e, muito recentemente, a pandemia da COVID-19. Gostaríamos de agradecer aos nossos parceiros, clientes, accionistas e colaboradores por todo o apoio prestado nesses 10 anos de existência. Aos nossos trabalhadores, moçambicanos e vietnamitas, pela dedicação, espírito de sacrifício e entrega, vão os nossos agradecimentos”, reconheceu Victor Timóteo

Convidado a intervir, Filipe Nyusi defendeu que a operadora tem sido útil na facilitação das comunicações em momentos de crise que o país vem vivendo.

“Registamos, com agrado, o papel desempenhado pela Movitel ao estabelecer, com rapidez, as comunicações logo após os ciclones Idai e Kenneth que afectaram o país em 2019, e pelo apoio prestado por esta operadora durante o pico da pandemia da COVID-19. Esta operadora está cada vez mais a mostrar que as tecnologias digitais vieram para revolucionar o nosso desenvolvimento económico inclusivo e sustentável”, introduziu o Chefe de Estado, para depois destacar os desafios prevalecentes na área das telecomunicações, com destaque para os crimes cibernéticos.

“É necessário continuar a expandir os serviços de telecomunicações e melhorar a qualidade de serviços prestados, assim como aprimorar os dispositivos de segurança face a ameaças de crimes cibernéticos. Neste sentido, o sector das telecomunicações precisa de mobilizar todos os intervenientes para garantir a protecção das infra-estruturas e usuários das telecomunicações, por forma a evitar esses ataques e utilização indevida dos seus dados. Esperamos que a reforma legal em curso traga soluções muito esperadas sobre crimes cibernéticos, desde burlas e facilitação de sequestros e até transacções financeiras ilícitas que tendem a ganhar espaço com recurso às infra-estruturas e equipamentos do sector das telecomunicações”, destacou.

Noutro desenvolvimento, o Presidente da República destacou que a operadora tem contribuído para a redução das assimetrias no acesso às telecomunicações, principalmente nas zonas rurais. “Em 2011, quando o Governo licenciou a terceira operadora de telefonia móvel, na altura, o país contava com 7.9 milhões de subscritores de telefonia móvel numa população de 24 milhões de habitantes. Grosso número desses subscritores encontrava-se a morar nas grandes cidades, excluindo sobremaneira as comunidades rurais no acesso a esse serviço fundamental por falta de cobertura. Nesse quadro não favorável, o Governo precisava de encontrar um parceiro estratégico com musculatura financeira que dominasse o mercado das telecomunicações e com o conhecimento necessário capaz de expandir os serviços no território nacional. Decorridos 10 anos da Movitel, podemos afirmar que o Governo tomou a decisão certa”, elogiou.

Ainda no evento, a operadora ofereceu um cheque gigante ao Governo da província de Cabo Delgado, para financiar bolsas de estudo, no ensino superior, para jovens daquela província vítima de ataques terroristas. O momento foi também marcado por actuações musicais.

O único banco de leite humano no país já doou leite de peito a mais de 400 bebés que nasceram prematuros ou com alguma complicação de saúde. As autoridades de saúde garantem que o banco de leite está em condições estáveis para responder à demanda e incentivam mães a doarem mais leite.

São elegíveis ao leite do peito os bebés prematuros cujas mães não o produzem em quantidade e qualidade necessárias e os recém-nascidos submetidos a cirurgias.

Francinia Fenias, de 27 anos de idade, mãe pela segunda vez, quando, há dois meses, deu à luz o bebé que levava no colo, não conseguiu amamentá-lo e teve que recorrer ao banco de leite. “Recebi leite de uma outra mãe porque, no começo, eu não o produzia”, explicou a jovem mãe que também garantiu que já consegue produzir o líquido vital para a sua filha.

Cláudia Vanessa, uma das várias mães que quebraram o tabu e doam o seu leite de peito para ajudar outras tantas  crianças, diz ser uma experiência, diga-se, heroica. “Como mãe, sinto-me muito bem e motivo todas as outras, que ainda não aderiram ou que tenham alguma dúvida sobre a doação de leite, a fazê-lo, porque, assim, estaremos a contribuir para um mundo melhor.”

Em Moçambique, existe o Banco de Leite a funcionar no Hospital Central de Maputo, desde 2018. São atendidas, naquela unidade, bebés que nasceram no local ou transferidos. Para garantir a segurança dos recém-nascidos, faz-se a colecta do leite de uma mãe dadora, depois a purificação, que decorre em aparelhos eléctricos e, de seguida, o líquido é submetido ao controlo de qualidade e, ao responder aos padrões exigidos, é conservado em geleiras para, posteriormente, ser administrado ao bebé, conforme esclareceu Sónia Bandeira, directora do Banco de Leite do Hospital Central de Maputo, que deu, igualmente, a conhecer os progressos que o feito trouxe para a saúde.

“Até a este momento, já demos leite a mais de 400 bebés. Isto significa que, anualmente, atendemos uma média de 100 bebés, mas nós agimos conforme a demanda. Se aparecerem dez bebés a precisar de leite, nós temos que dar leite aos dez bebés”, avançou Sónia Bandeira, directora do Banco de Leite do HCM.

Estas declarações foram feitas hoje, alusivo ao Dia Mundial de Doação do Leite Humano, celebrado sob o lema “Gotas de amor para um mundo melhor”.

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