O País – A verdade como notícia

A comunidade cristã celebra hoje o primeiro culto de domingo, no ano de 2026. Em Maputo, as igrejas dedicaram o dia para orar pela paz em Moçambique, na República Democrático do Congo e em todo o mundo. 

Em solenidade, mentes e corações voltados ao alto, cristãos celebraram o seu primeiro culto em um domingo no ano 2026.  Os metodistas unidos comeram do corpo e tomaram do sangue do seu senhor, anunciado a sua palavra até que venha, e enquanto não vem, foram a ele em orações pelos seus planos do novo ano.

Para os cristaos, não é o ano em si que vai mudar o rumo da vida, por isso apelam a renovação das mentes. 

Com o mesmo espírito, na Igreja Assembleia de Deus Alfa e Ômega da Pandora, logo à entrada os membros recebiam os elementos da ceia, simbolizando o que os líderes religiosos dizem que deve caracterizar 2024, cuidado comum e mútuo. 

O Jurista Rodrigo Rocha diz que a forma como foi executada a operação de detenção do Director da Willow International School é suspeita e pode ter violado o processualismo exigido por lei. Por outro lado, o advogado Álvaro Duarte diz que ao manter o detido sem contato com os seus advogados as instituições de administração da justiça violaram o Direito Fundamental.

Rodrigo Rocha comentou a detenção de Emre Çinar pelo serviço nacional de investigação criminal no último dia 30 de dezembro, em cumprimento de um mandado judicial. O jurista entende que pode ter havido violação do processualismo legal na forma como a operação foi conduzida.

“Alguém para ser levado a uma instância, tem que haver uma uma documentação sobre esse facto. As informações que existem são parcas sobre esse facto. há quem diz que a informação foi documentada apenas no screenshot de um telemóvel, e se for isso pode haver um na forma como foi comunicada a detenção e prisão.”

Nesta entrevista os advogados do detido disseram não conseguirem manter contacto com o seu constituinte, por alegada proibição das instituições de administração da justiça. Sobre a matéria, o advogado Álvaro Duarte diz que, a ser verdade, há violação de Direitos Fundamentais.

“O arguido, detido ou suspeito tem direito a ser acompanhado por um advogado em toda a fase processual ainda que esteja no processo de investigação. é um direito fundamental inclusive até  está assegurada pelas convenções internacionais. restringir o acesso ao advogado é uma das violações mais graves que existe do ponto de vista dos direitos humanos  e direitos fundamentais inclusive até de normas internacionais.”

Sobre a alegada perseguição política do Emre pelo presidente turco, Recep Erdogan, segundo Rocha, a ser comprovada, o supremo tribunal tem a prerrogativa de negar o pedido de extradição do indiciado. 

“Se houverem indícios de que trata-se de uma perseguição política, o tribunal supremo pode recusar a extradição. e a recusar o cidadão é posto em liberdade porque em mocambique nao havera matéria para condená-lo pelos crimes alegadamente cometido em outra geografia”

Emre Çinar foi detido no último dia 30 pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal que posteriormente, em um comunicado de imprensa afirmou ter executado um mandado Judicial emitido pelas autoridades judiciais moçambicanas para responder a um pedido de extradição formulado pela Turquia.

O crime violento está a colocar em causa a segurança e tranquilidade da população na cidade de Chimoio. Homens-catana têm estado a semear terror. Dados do hospital provincial de Chimoio apontam que uma média diária de cinco pessoas dão entrada na maior unidade sanitária de Manica vítimas de homens-catana. O Hospital fala de 45 mortes nos últimos 11 meses de 2025. 

O bairro Nhaurir, subúrbio da cidade de Chimoio, tem sido o principal palco de assassinatos. Nas últimas duas semanas pelo menos três corpos foram achados, todos de mototaxistas, vítimas de golpes fatais. Nelson Cacicai, vive no Nhaurir, diz que há meses que a tranquilidade foi tirada à população daquele bairro.

O crime violento não só está a ocorrer na periferia da cidade, mas em outros pontos. Uma jovem foi assassinada quando chegava a casa, no bairro Chinfura, na companhia do seu irmão, que, neste momento, luta pela vida no Hospital Central da Beira. Os criminosos degolaram a vítima, feriram com gravidade o irmão e apossaram-se da sua motorizada, segundo contou Leonardo Flau, pai das vítimas.

Leonardo Flau é técnico do Laboratório no Hospital Provincial de Chimoio e diz que sentiu na pele a falta de material para o tratamento do seu filho. No entanto, o que deixa aliviada a família é que a casa abandonada onde ocorreu o crime já foi transformada num posto policial. 

O líder do bairro Chinfura diz que perdeu a conta de quantas pessoas terão sido assaltadas no bairro, onde maior número teve os seus telemóveis roubados, depois de serem  molestados. Os casos alastram-se há quatro anos.

Já no hospital provincial de Chimoio, todas as enfermarias estão vítimas de homens-catana.

António Joaquim Balança está internado na oftalmologia depois de ter sido atingido no olho esquerdo com uma catana. No passado dia 22 de Dezembro saiu para o Bairro 5, a fim de visitar um colega que acabava de ser atacado por homens-catana, mas, quando regressava, se tornou em mais uma vítima.

Nem é preciso sair de casa para ser atacado. Em Gondola, Américo Cussaia foi vítima dos malfeitores na sua própria casa. Os criminosos não escolhem as suas vítimas. A mulher de Cussaia, gestante e sua filha de apenas dois anos também foram vítimas. 

Engana-se quem pensa que comerciantes e mototaxistas são as preferências dos assaltantes que semeiam terror em Manica. Chico Impacue foi atacado na sua própria viatura.

Pelágio Portugal viu parte da sua pele ser retirada, enquanto regressava de um show. Foi torturado e deixado inconsciente. Por estes dias, ainda com sequelas e trauma, o famoso DJ da cidade de Chimoio teve de contratar seguranças para, em caso de os seus shows terminarem tarde, ser acompanhado até a casa.

Um vídeo-amador captado por uma câmara de vigilância de uma residência algures no bairro Heróis Moçambicanos mostra o a vontade com que os homens-catana actuam. Caminham empunhando o seu instrumento de trabalho e numa conversa que parece animada.

A Polícia reconhece o problema e diz que o assunto de homens-catana já tira o sono à corporação.

A Polícia diz que durante o ano de 2025 apenas três casos de homens-catana chegaram às esquadras, e pede, por isso, que a População não hesite em apresentar queixas nas suas subunidades.

João Ferreira, edil de Chimoio, entende que o combate à criminalidade na cidade que dirige deve ser a tarefa de todos, daí que instou a Polícia Municipal durante a cerimónia do seu patenteamento, a coadjuvar com a PRM.

Um cidadão foi assassinado, neste sábado, dentro da sua própria residência, no bairro de fomento na Matola. Testemunha conta que o crime foi protagonizado por dois homens, até agora em parte incerta.

Mais uma vida foi apagada na Matola, província de Maputo. Em curto espaço de tempo, criminosos introduziram-se na residência da vítima e abriram fogo contra um cidadão que se encontrava no seu quintal.

De seguida, puseram-se em fuga, de acordo com testemunhas, a vítima era um agente do Serviço de Investigação Criminal.

O “O País” contactou sem sucesso  a Polícia da República de Moçambique e o Serviço Nacional de Investigação Criminal para falar sobre o assunto.

Uma parte da população da cidade de Pemba sente-se cercada devido a insegura provocada pelo terrorismo e pedem o fim do conflito o mais rápido possível.

Apesar da ocorrência de ataques terroristas, a   situação de segurança em Cabo Delgado registou uma relativa  melhoria, mas uma boa parte da população de Pemba tem medo de sair da cidade.

A população de Pemba já não está a suportar viver com medo e  confinada,  mas  algumas pessoas já estão conformadas e tentam conviver com o conflito.

Desde que iniciaram os ataques terroristas em Cabo Delgado, algumas pessoas passaram a viajar para os distritos  da província de avião, e as poucas  pessoas usam via terrestre, saem  apenas em caso de extrema necessidade devido ao terror  nas estradas da província.

Desconhecidos estão a roubar  diverso material elétrico, que alimenta o sistema de abastecimento de água da cidade de Pemba e actualmente funciona de forma improvisada.

O material eléctrico do Sistema de Abastecimento de Água de Pemba começou a ser roubado logo depois da sua reinauguração, em Agosto de 2024, e o Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água em Cabo Delgado confirma ter participado o caso às autoridades, mas até hoje, a situação continua, e cada dia pior.

O governador de Cabo Delgado visitou o sistema de Abastecimento de Água de Pemba e prometeu resolver o problema, mas pediu ajuda da Autoridade Tradicional e da população.

O roubo de material elétrico, que alimenta o sistema de abastecimento de água da cidade de Pemba, é quase diário, e a maior parte dos casos ocorre na fonte de captação que fica no distrito de Metuge, a cerca de cinquenta quilómetros da capital de Cabo Delgado.

O Problema é considerado de grave e ameaça deixar cerca de quatrocentas mil pessoas sem água potável.

O Município de Chimoio acaba de instalar câmeras de vigilância na cidade. A medida, segundo João Ferreira, vai ajudar as autoridades policiais a combater a criminalidade. Numa primeira fase as câmeras estão instaladas no centro urbano, mas os munícipes querem que sejam instaladas nos bairros periféricos. 

Uma média de cinco pessoas são atacadas diariamente por malfeitores na cidade de Chimoio. O município diz que não está alheio a essa preocupação que coloca em causa a segurança. Por isso, investiu em câmeras de vigilância para identificar os que semeiam terror na cidade.

Ferreira diz que as autoridades que administram a justiça podem desde já solicitar ao município imagens para esclarecer possíveis casos criminais em áreas onde estão instaladas as câmaras. Aliás, o edil diz estar aberto a instalar plataformas de visualização de imagens em algumas instalações.

Os munícipes louvam a medida, mas querem que a edilidade instale mais câmaras nos bairros periféricos, onde tem sido principal palco de crimes.

Um cidadão de nacionalidade bengalesa foi sequestrado no distrito de Muecate, na província de Nampula, e um dos suspeitos foi morto  por populares.

É mais um capítulo de sequestro que envolve um cidadão de nacionalidade bengali, ocorrido por volta das 18 horas do dia  1 de Janeiro do corrente ano, no distrito de Muecate, na província de Nampula.

No episódio que se confunde com um filme de acção, o grupo composto por  sete elementos teria entrado no estabelecimento comercial do cidadão bengali e levado para uma parte incerta e momentos depois, a população enfurecida partiu para  justiça pelas próprias mãos, tendo tirado a vida de um dos suspeitos.

O “O País” sabe que um dos  suspeitos do grupo, por sinal motorista, já se encontra detido nas celas da primeira esquadra e diz que participou  de acção criminal a convite do seu cobrador  que está foragido.

Apesar de não ter sido apresentado, a polícia assegura que o cidadão bengali já foi localizado e já está no convívio familiar.

Ainda este sábado, a PRM apresentou uma senhora acusada de mandar seu filho roubar dinheiro do avô, resultante da venda de um terreno algures na cidade de Nampula.

Associação Nacional dos Professores diz que não é correto responsabilizar o professor pelos maus resultados da 9ª classe. A ANAPRO aconselha o Ministério a rever o investimento que faz na Educação para evitar culpabilizar os professores.  

A Associação Nacional dos Professores reagiu à entrevista do porta-voz do ministério da educação, na qual responsabiliza os professores pelo desempenho negativo de alunos no exame da nona classe. 

“Aqueles pronunciamentos são inaceitáveis. Não é correcto culpar os professores pelas reprovações. Não é o professor que criou turmas com mais de 100 alunos, não é o professor que decidiu que devia dar aulas debaixo da sombra, não foi o professor que criou condições para que não haja livro para o aluno. Então, essas culpas são culpas do Ministério da Educação. Culpabilizar o professor por essas reprovações é fugir das responsabilidades, é tentar ocultar a verdade de que a responsabilidade de prover uma educação de qualidade é exclusivamente do Governo”, disse Carlos Muhate  representante da ANAPRO, acrescentando que os resultados mostram um colapso da Educação. 

Os professores também estão preocupados com a decisão do ministério da educação de substituir o curso noturno pelo ensino à distância, uma decisão tornada pública por um despacho do ministério da educação e cultura a 31 de Dezembro. 

“A suspensão do curso nocturno para substituir pelo ensino a distância é para, mais uma vez, afundar o ensino. Se um aluno, no ensino presencial, tem dificuldades, imaginemos no ensino a distância, as coisas vão piorar. Estamos a formar analfabetos, é uma distribuição de certificados. Há pessoas que não valem aquilo que o certificado diz. O ensino a distância não é nada, é uma mera distribuição de certificados. Não estudam aqueles indivíduos”, afirmou Muhate. 

Segundo o governo, o fim do ensino noturno presencial a partir do ano lectivo 2026, substituindo-o pelo ensino a distância, ou semi-presencial, visa optimizar recursos que o Estado alega gastar com o pagamento de horas extraordinárias.

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