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O País – A verdade como notícia

Dez pessoas morreram nos últimos três meses em Manica, vítimas de acidentes envolvendo motorizadas. Para garantir a protecção e a reparação de danos em casos de acidentes, a Associação dos Mototaxistas em Chimoio aderiu ao seguro para os seus associados.

São acidentes envolvendo mototaxistas que, na sua maioria, resultam em mortes. Só nos últimos três meses, as estatísticas revelam um cenário assustador.

Para minimizar danos em casos de acidentes, a Associação dos Mototaxistas de Manica assinou, recentemente, um memorando de entendimento com uma companhia de seguros.

Ismail Bhikha entende que, além de seguros,  se deve repensar a possibilidade de formar os mototaxistas em regras básicas de condução.

Esta actividade já a ser realizada pelo Município de Chimoio, numa campanha que envolve, até agora, mais de 700 mototaxistas.

Chimoio torna-se no primeiro município a introduzir seguros para mototaxistas, uma iniciativa que, segundo a seguradora, deverá ser expandida para outros pontos do país.

 

Entraram em vigor hoje novos preços de combustíveis em todo o país. A gasolina passa a ser um metical mais cara. O gasóleo e o gás de cozinha tiveram seus preços reduzidos. Ainda assim, consumidores dizem que os preços continuam sufocantes.

É mais uma alteração dos preços dos combustíveis no mercado nacional.

Francisca Dambo surpreendeu-se ao pagar 10 meticais a mais, para a quantidade de gasolina que compra habitualmente.

“São aumentos que a gente não entende as razões. Por exemplo, eu que trabalho na Cidade de Maputo e vivo na Mozal, imagine só quanto eu devo gastar”, lamentou a automobilista.

É que para a gasolina que custava 85.4 meticais o litro, os automobilistas passam a pagar 86.2 meticais a partir desta sexta-feira.

Na tabela dos preços dos combustíveis, houve também reduções. O gasóleo, por exemplo, que é maioritariamente usado pelos transportadores semi-colectivos, passa a custar 91.2 meticais contra os anteriores 94.7. A redução divide opiniões entre os transportadores.

“É algo muito bom porque vai ajudar a minimizar a situação do custo de vida e melhorar os nossos lucros”, disse Manuel António.

Se Manuel vê dias melhores com a redução do preço do gasóleo, para outros transportadores continua ainda sufocante e devia reduzir mais.

“Não muda nada, porque a forma de redução não é como quando sobre. Geralmente tem aumentado muito e reduzido centavos, disse António Chiconela.
Já o gás de cozinha é um dos combustíveis que mais queda de preço registou, passando de 90 para 86 meticais o quilo.
Esta é a segunda vez este ano que os preços dos combustíveis sofrem alteração, depois da última no mês de Maio.

O Ministério da Saúde reiterou, esta sexta-feira, a sua abertura ao diálogo com os médicos que observam uma greve de 21 dias em reivindicações aos seus salários e remunerações, que consideram não estarem bem enquadradas no quadro da implementação da Tabela Salarial Única (TSU).

O ministro da saúde, Armindo Tiago foi questionado à margem do lançamento da campanha de vacinação contra o sarampo sobre as possíveis soluções para travar a greve dos médicos que já dura há 19 dias dos 21 previstos.

Armindo Tiago encarregou o director nacional de Saúde Pública, Quinhas Fernandes de dar as respostas, o qual reiterou que o ministério da Saúde está aberto ao diálogo para resolver a reivindicação salarial daquele grupo de profissionais

“ O governo mantém abertura para o diálogo e todas as questões que deviam ser resolvidas durante o mês de julho já estão resolvidas, como têm estado a acompanhar através dos meios informais do ministério”, respondeu Fernandes, para quem os serviços de saúde funcionam em pleno, estando a ser assegurados por técnicos e outro pessoal.

Entretanto, a Governadora de Manica aproveitou a ocasião para apelar aos médicos a encontrarem outras formas de reivindicação e não pautar por abandonar doentes.

A Associação Médica de Moçambique vai reunir-se hoje, na Cidade de Maputo, para decidir sobre a suspensão ou prorrogação da greve em curso há 19 dias em todo o país.

Os médicos reivindicam 15 pontos, entre os quais a fórmula de cálculo para o pagamento dos subsídios de diuturnidade, das horas extraordinárias, problemas de enquadramento e cortes salariais.

Os profissionais queixam-se ainda de intimidações, por meio de marcações de falta pelo suposto incumprimento de serviços mínimos, em algumas unidades sanitárias.

Recorde-se que a segunda fase da terceira greve nacional dos médicos arrancou a 10 de Julho corrente e aderiram mais de dois mil profissionais.

As decisões sobre o futuro da greve serão anunciadas às 17 horas, em conferência de imprensa.

Cento e oitenta e três pessoas foram graduadas na manhã de hoje, pela Universidade Católica de Moçambique, extensão de Maputo, nos graus de licenciatura, mestrado e doutoramento, nos diversos cursos.

Segundo o reitor da universidade, Filipe Sungo, a cerimónia não deve representar o fim da aprendizagem na vida dos graduados, pelo que menciona a necessidade de continuarem a aprender ao longo da vida, através da investigação e acção.

“A universidade Católica de Moçambique, aqui em Maputo, regozija-se pelo facto de hoje graduar tantos estudantes. Este é um sinal para todos nós, moçambicanos, pois só com educação e qualificação podemos participar de forma activa e responsável nos processos de desenvolvimento e de mudança do nosso país”, disse Filipe Sungu.

Dos 183 graduados, 127 são mulheres e 56 são homens.

Nove pessoas morreram vítimas de acidente de viação, entre as quais quatro da mesma família. No “minibus” sinistrado na província de Gaza, seguiam 23 passageiros, tendo dois contraídos ferimentos graves.

Minutos após o acidente de viação mortal, circularam imagens captadas na zona de Mapapa, no distrito de Chókwè, província de Gaza. No local, nove pessoas perderam a vida e outras 14 contraíram ferimentos ligeiros e graves.

O camião que carregava cana-de-açúcar saia do interior das machambas e colidiu como um semicolectivo, ao aceder a Estrada Nacional Número Um.

“O semicolectivo de passageiros, devido a este impacto que se sucedeu aqui, dá para ver que vinha em excesso de velocidade, mas, em princípio, a causa fundamental deste acidente de viação é a ausência ou a falta marcas reflectivas neste veículo pesado de mercadorias. O camião sinistrado quase ficou intacto e não tem mesmo reflectores luminosos no segundo atrelado”, contou Gelson Madija, agente da Polícia de Trânsito, na província de Gaza, que acompanhou o sinistro.

O “minibus”, também envolvido no sinistro, ficou totalmente destruído. Seguiam a bordo 23 passageiros, nove acima da lotação prevista, o mesmo número de pessoas que perderam a vida.

Os sobreviventes contraíram ferimentos e foram levados para o Hospital Rural de Chókwè e 12 já tiveram alta hospitalar.

“Esses 12 pacientes foram estabilizados e depois tiveram alta hospitalar por apresentarem ferimentos ligeiros. Tenho também a salientar que, na casa mortuária, deram entrada nove óbitos, dos quais seis de sexo feminino e três de sexo masculino. Neste momento, foram reclamados seis corpos e os restantes três ainda não vieram os seus familiares para os reclamar”, avançou Madalena Sevene, directora do hospital local.

O responsável do Serviço de Urgências do Hospital Provincial de Xai-Xai, para onde os dois feridos graves foram transferidos, disse que os dois pacientes se encontram fora de perigo.

“Trata-se de uma senhora e outro é um senhor; a senhora tem ligeiras lesões; o senhor é que está mais ou menos grave.”

Inácio Pires, residente de Mapapa, acompanhou, na noite desta quarta-feira, o momento do sinistro e ajudou a socorrer as vítimas. No seu entender, faltam lombas na estrada.

“Esta estrada precisa de lombas; há quase três semanas fomos tirar um outro ‘minibus’, que entrou num canal do regadio e morreram todas as pessoas.”

O delegado provincial do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO), em Gaza, reconhece que é preciso tomar medidas, mas a colocação de lombas, para já, está fora de hipótese.

“Existem regras para a colocação de lombas. A questão importante é o respeito da velocidade estabelecida e o respeito da sinalização horizontal e vertical. Como podem notar, é uma estrada ainda em construção e já está sinalizada. Portanto, havendo respeito pelas normas, sem negligência, acreditamos que o factor acidente de viação pode ficar de fora.”

A Estrada Nacional Número 101 liga a vila de Macia e o distrito de Chókwè, na província de Gaza. A rodovia, concessionada à Rede Viária de Moçambique (REVIMO), está a ser reconstruída. Em menos de três semanas, registou dois acidentes de viação trágicos que causaram a morte de 20 pessoas. O óptimo estado da via é apontado como o que está a propiciar a velocidade excessiva, facto que tem colocado em perigo a vida das pessoas que usam aquela via.

O artigo 49 do decreto 47/2006, datado de 26 de Dezembro, estabelece que a Bandeira Nacional deve ser içada em locais como Presidência da República, Palácio da Ponta Vermelha, Assembleia da República, Gabinete do Primeiro-Ministro e respectiva residência oficial, tribunais e Conselho Constitucional, Ministérios, gabinetes dos governadores provinciais e respectivas residências, escolas públicas e privadas, direcções e serviços provinciais, entre outras instituições.

Entretanto, o jornal O País presenciou, hoje, factos contrários nas direcções tuteladas pelo Conselho Executivo Provincial e Serviços Provinciais de Representação de Estado em Tete.

A maior parte destas instituições e residências protocolares de governantes não tem bandeira nacional hasteada.

Em algumas instituições, onde havia bandeiras hasteadas, as mesmas apresentam-se em mau estado de conservação e com cores alteradas, conforme documentam imagens.

Situação semelhante também foi verificada na Escola Secundária Francisco Manyanga, em Tete. A bandeira nacional encontra-se completamente rasgada, mas o jornal sabe que as instituições de ensino recebem financiamentos que visam arcar com as despesas internas através do programa Apoio Directo às Escolas (ADE).

Perante os factos, os munícipes entrevistados pela nossa equipa de reportagem lamentam o mau uso dos símbolos nacionais. Vão mais longe e afirmam que a sociedade precisa de resgatar o respeito pelos valores da soberania nacional.

Contactámos as instituições de inspecção que velam pelas áreas no Conselho Executivo Provincial e Representação de Estado em Tete, mas ninguém se mostrou disponível para falar sobre o assunto.

Vinte e sete estudantes moçambicanos vão beneficiar-se de bolsas de estudo para frequentar o ensino superior em França, concedidas pelo Projecto Mozambique LNG, operado pela TotalEnergies. Os estudantes seguiram viagem na tarde de hoje.

Os estudantes partiram ontem para França, onde, entre outros, vão frequentar cursos como Engenharia, Administração, Marketing, Gestão de Empresas e Informática.

Segundo a vice-presidente de Assuntos Corporativos da TotalEnergies, o processo de selecção dos jovens foi a nível nacional, onde foram apurados jovens de oito províncias, com destaque para dois de Cabo Delgado, concretamente do distrito de Palma.

Jenifer Cheveia explicou tratar-se da terceira fase, sendo que “nos últimos três anos, contando com o grupo avançado hoje (quinta-feira), já são 68, como uma das contribuições da empresa no âmbito da sua responsabilidade social”.

As bolsas são resultado da parceria da TotalEnergies com a Embaixada da França.

Os jovens, que vão frequentar o ensino superior, vêem nisso uma oportunidade para transformar suas vidas, mas não põem de lado a necessidade de, depois de concluir os cursos, regressar ao país e usar as suas valências para o desenvolvimento de Moçambique.

Dos 27 estudantes beneficiários, 14 são meninas e 14 jovens rapazes.

O Fórum de Monitoria do Mecanismo de Revisão Periódica Universal dos Direitos Humanos da ONU em Moçambique (FMMRPU) lançou, esta quinta-feira, na cidade de Maputo, as iniciativas do engajamento das organizações da Sociedade Civil. Trata-se de um conjunto de acções que visam o fortalecimento do papel da participação activa da sociedade civil nos mecanismos internacionais, regionais e nacional dos direitos humanos através de programas de intervenção directa e indirecta.

Na ocasião, o director-executivo do FMMRPU, Sousa Chele, destacou a necessidade de envolvimento de todos segmentos da sociedade para o melhoramento da dignidade humana no país.

Por sua vez, o Vice-ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Filmão Suaze, reconheceu que prevalecem alguns desafios, que atrasam a promoção dos direitos humanos e garantiu o comprometimento do Governo para a promoção do bem-estar dos cidadãos.

Financiado pela Embaixada da Noruega em Moçambique, o conjunto de iniciativas decorrerá sob lema “Juntos Impulsionando o Papel da Sociedade Civil no UPR da ONU em Moçambique”.

 

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