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O País – A verdade como notícia

O Ministério da Defesa Nacional acreditou hoje, em Maputo, cinco adidos de defesa das Repúblicas do Gana, Indonésia, Japão, Malawi e Zâmbia, numa acção que visa impulsionar a cooperação bilateral e reforçar os mecanismos de colaboração no domínio da defesa.

Durante a cerimónia, o ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Chume, afirmou que os adidos de defesa constituem actores estratégicos na consolidação das relações entre os Estados, promovendo o intercâmbio de experiências, a partilha de informações, a capacitação institucional e o desenvolvimento de projectos conjuntos.

Segundo o governante, a acreditação ocorre num contexto marcado por desafios comuns, com destaque para o terrorismo, o crime organizado transnacional e os impactos das mudanças climáticas, factores que exigem respostas coordenadas e uma cooperação cada vez mais dinâmica.

A cerimónia ficou igualmente marcada pela acreditação, pela primeira vez, de um adido militar da República do Gana em Moçambique, facto que, segundo o Ministério da Defesa Nacional, reflecte o aprofundamento das relações de cooperação entre os dois países no domínio da defesa.

Na ocasião, Cristóvão Chume destacou as oportunidades existentes no aprofundamento da cooperação com os países representados, com enfoque para a segurança marítima, a protecção de infra-estruturas estratégicas, a formação de quadros, a segurança dos corredores logísticos regionais, a integração energética e o fortalecimento da estabilidade regional no quadro da SADC, da União Africana e das Nações Unidas.

Foram acreditados o Comodoro Samuel Walker, da República do Gana, o Brigadeiro Clive Nkwamba Bukufu, da República da Zâmbia, o Coronel Guntur Almasyih, da República da Indonésia, o Tenente-Coronel Go Abe, do Japão, e o Tenente-Coronel Frank Kelvin Nenani Timve Kayanula, da República do Malawi.

O sector privado da província de Sofala deu mais um passo na sua organização institucional com a criação de uma federação, que pretende congregar as diversas associações empresariais e reforçar o diálogo com o Governo e os investidores.

Segundo os promotores da iniciativa, a nova estrutura surge para conferir maior coesão ao empresariado local e facilitar a interlocução com as autoridades, num contexto em que várias entidades reivindicavam a representação do sector privado na província.

Os responsáveis pela federação afirmam que a organização não foi criada para confrontar outras instituições representativas do empresariado, nem para se sobrepor à Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), da qual pretende fazer parte formalmente nos próximos tempos.

A nova agremiação defende igualmente uma participação mais activa do empresariado local em projectos estratégicos para o desenvolvimento da província, com destaque para o acesso rodoviário ao Porto da Beira.

Os empresários consideram que o projecto foi concebido e impulsionado pelo sector privado de Sofala e lamentam não terem sido devidamente envolvidos nas decisões relativas à sua implementação.

Segundo os dirigentes da federação, houve, no passado, disponibilidade do empresariado nacional para investir directamente na construção da infra-estrutura, proposta que não chegou a avançar.

Os responsáveis defendem que o Governo deve confiar mais na capacidade do sector privado nacional e garantir a sua participação nos processos de decisão relacionados com projectos de grande impacto económico.

A federação pretende agora alargar a sua base de representação, promovendo a criação de novas associações em sectores ainda não organizados. A meta é reunir, pelo menos, vinte associações empresariais, reforçando o peso de Sofala nos processos de representação e votação ao nível da CTA.

A Igreja Anglicana de Moçambique e Angola manifestou, em Quelimane, profunda consternação pela morte de Dom Osório Sitora Afonso, Bispo da Diocese de Quelimane.

O Arcebispo da Igreja Anglicana de Moçambique e Angola, Dom Vicente Msosa, condenou o que classificou como um crime bárbaro e recordou que ninguém tem o direito de tirar a vida a outrem.

A Igreja Anglicana considera o assassinato de Dom Osório Sitora Afonso mais um episódio preocupante da vaga de violência que tem ceifado vidas no País. Para Dom Vicente Msosa, a morte do prelado representa uma perda irreparável para a Igreja e para a sociedade moçambicana.

O Arcebispo sublinhou que a vida humana é sagrada e apelou às autoridades competentes para que esclareçam, com urgência, as circunstâncias do crime e responsabilizem os seus autores.

Dom Vicente Msosa recordou ainda Dom Osório como um amigo próximo, um homem de diálogo e de conselhos sábios, com quem partilhava reflexões sobre a missão pastoral, a promoção da paz e a reconciliação entre os moçambicanos.

Segundo o Arcebispo, o desaparecimento de Dom Osório Sitora Afonso deixa um vazio profundo entre os fiéis e todos aqueles que beneficiaram da sua liderança espiritual e do seu compromisso com a construção de uma sociedade mais justa e harmoniosa.

Dom Vicente Msosa é Arcebispo da Igreja Anglicana de Moçambique e Angola e Presidente do Conselho Anglicano de Moçambique.

Os bispos católicos africanos exigem que as autoridades moçambicanas encontrem, com urgência, os autores do assassinato do Bispo de Quelimane, Dom Osório Sitora. Reclamam igualmente o reforço da segurança dos líderes religiosos e dos locais de culto.

Numa reacção invulgar, os bispos católicos do continente africano decidiram romper o silêncio e pressionar as autoridades judiciais moçambicanas a esclarecer o assassinato de Dom Osório Sitora.

Na sequência da sua morte violenta, o Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar classificou o acto como um atentado aos valores fundamentais da paz, da justiça, da dignidade humana e da liberdade religiosa.

Num comunicado assinado em Acra pelo Cardeal Fridolin Ambongo, Arcebispo de Kinshasa e Presidente do Simpósio, os bispos exigem do Governo moçambicano uma investigação não apenas célere, mas também transparente e independente.

Os prelados consideram indispensável a identificação, captura e responsabilização criminal dos autores materiais, bem como dos eventuais cúmplices e mentores do crime.

“Exigimos que os responsáveis sejam identificados, processados e levados à justiça sem demora. O povo de Moçambique, a Igreja Católica e a comunidade internacional merecem conhecer a verdade”, refere o documento.

Na mesma declaração, os bispos apelam ainda ao reforço das medidas de segurança destinadas aos líderes religiosos e aos locais de culto.

“O Estado tem a solene responsabilidade de garantir que todos os cidadãos possam praticar livremente a sua fé, em segurança, sem receio de intimidação, violência ou perseguição”, sublinham.

Como forma de exigir que a morte de Dom Osório Sitora não se transforme em mais um caso envolto no silêncio da impunidade, os bispos recorrem a uma passagem bíblica para reforçar a sua posição: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça”.

O Governador de Cabo Delgado defende que o envolvimento da juventude nos processos de desenvolvimento é fundamental para travar o recrutamento de jovens pelos grupos armados que, há quase dez anos, protagonizam actos de terror naquela província.

A posição foi defendida por Valige Tauabo durante o lançamento do projecto RISE-PS, coordenado pela Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN) e a ser implementado por diversas organizações não-governamentais.

Segundo o Governador, a criação de oportunidades de emprego, formação e inclusão económica dos jovens constitui uma das formas mais eficazes de reduzir a sua vulnerabilidade ao aliciamento por grupos extremistas.

A preocupação com o recrutamento de jovens para o terrorismo foi manifestada durante a cerimónia de lançamento do projecto, que contou igualmente com intervenções de representantes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da ADIN.

Por seu turno, o Presidente da ADIN, Jacinto Loureiro, destacou a importância da iniciativa no reforço da resiliência das comunidades afectadas pelo conflito armado e na promoção do desenvolvimento local.

Avaliado em cerca de 28 milhões de dólares norte-americanos, financiados pelo Banco Africano de Desenvolvimento, o projecto RISE-PS prevê a criação de oportunidades de emprego para jovens e a melhoria do acesso aos serviços básicos para as populações dos distritos de Palma e Ancuabe, na província de Cabo Delgado.

Familiares, colegas, amigos e membros do Governo despediram-se, esta quarta-feira, do jornalista e assessor de imprensa José Sixpence, que dedicou décadas ao serviço da comunicação social e do Estado moçambicano.

Familiares, amigos, colegas de profissão e representantes do Governo prestaram esta semana a última homenagem ao jornalista José Sixpence, falecido no último sábado. A cerimónia de velório, marcada por momentos de profunda emoção, reuniu dezenas de pessoas que recordaram o percurso profissional, o humanismo e o legado deixado por uma das figuras mais respeitadas da comunicação social moçambicana.

Num ambiente de silêncio, lágrimas e recordações, multiplicaram-se os testemunhos sobre a vida de um homem que dedicou grande parte da sua carreira ao jornalismo e, mais tarde, ao serviço público, enquanto assessor de imprensa de vários chefes do Governo.

Familiares destacaram a dimensão humana de José Sixpence, recordando os momentos de convivência, amizade e união que cultivou ao longo da vida.

“As nossas confraternizações já não terão o mesmo tom, a mesma alegria. A canção Mussakazi, que tantas vezes serviu de banda sonora aos nossos momentos felizes, carregará agora um significado mais profundo”, referiu um dos familiares durante a cerimónia, recordou João Saltie, familiar. 

Um dos momentos mais marcantes do velório aconteceu quando os filhos tomaram a palavra para homenagear o pai, descrevendo-o como mentor, educador e principal referência da família.

“Pai, a tua partida deixou um vazio que nada nem ninguém será capaz de preencher. Foi contigo que aprendemos valores fundamentais que levaremos para toda a vida. Hoje queremos fazer-te uma promessa: preservar o teu legado e continuar unidos, exatamente como sempre desejaste”, afirmaram.

Em representação do Governo, a Primeira-Ministra, Benvinda Levi, destacou o contributo de José Sixpence para a consolidação das instituições do Estado e para o fortalecimento da comunicação pública.

“José Sixpence foi uma figura relevante que consentiu imensos sacrifícios para realizar com lealdade, zelo e dedicação as suas actividades profissionais em prol da consolidação do Estado moçambicano, tanto como jornalista, assim como assessor de imprensa do Primeiro-Ministro”, afirmou.

Segundo a governante, Sixpence distinguiu-se pelo elevado sentido de responsabilidade e pelo compromisso com o serviço público, tendo muitas vezes sacrificado o convívio familiar para responder aos desafios profissionais que lhe eram confiados.

Amigos próximos recordaram a simplicidade, a capacidade de construir relações duradouras e a facilidade com que aproximava pessoas de diferentes gerações e círculos sociais.

“Sixpence foi um poço fértil de amizades. Conservou amigos de infância, da vida, da profissão e até os amigos dos seus amigos. Sempre presente, sempre fiel e sempre disposto a unir pessoas”, referiu o representante dos amigos.

Também os colegas de profissão prestaram tributo ao jornalista, destacando o seu profissionalismo, rigor e permanente disponibilidade para apoiar os mais jovens.

Representantes da Sociedade Notícias e do Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ) descreveram Sixpence como um profissional íntegro, respeitado e comprometido com os valores éticos da profissão.

“O seu humanismo, o profissionalismo e a responsabilidade com que assumia as tarefas que lhe eram confiadas levaram-no a granjear simpatia e admiração entre colegas, amigos e superiores hierárquicos”, destacou Faruco Sadique representante do Sindicato Nacional dos Jornalistas.

Formado pela Escola de Jornalismo e pelo Instituto Superior de Relações Internacionais, José Sixpence construiu grande parte da sua carreira na redação do Jornal do Domingo, onde se destacou pelo rigor e pela qualidade do seu trabalho jornalístico.

Em 2015, assumiu funções como assessor de imprensa do Primeiro-Ministro, cargo que exerceu ao lado de diferentes chefes do Governo, incluindo Carlos Agostinho do Rosário, Adriano Maleiane e, mais recentemente, Benvinda Levi.

A sua partida deixa um vazio na comunicação social moçambicana e entre aqueles que com ele trabalharam ao longo de décadas. As homenagens prestadas durante o velório refletiram o reconhecimento de uma vida dedicada ao jornalismo, ao serviço público e à construção de pontes entre as instituições e os cidadãos.

 

Agostinho do Rosário-Antigo Primeiro-Ministro

“Um jornalista profissional, um jornalista muito isento. Deram-nos uma lista muito grande na altura e ele estava em primeiro lugar nessa lista e seleccionamos o Sixpence. Apareceu no gabinete e mostrou que, de facto, é um jornalista que tinha aquelas qualidades. Um jovem muito humilde, apesar de ele estar na altura no gabinete do Primeiro-Ministro, nunca deixava de fazer essa ponte, essa relação muito forte com os colegas jornalistas e fazia uma ligação boa com os jornalistas, todos eles, e com a Assembleia da República. E era um jovem que era interessante, o seu equilíbrio nas posições, apesar de estar num lugar onde estava, mas era uma pessoa que tinha um sentido de equilíbrio nas posições espectacular”.

 

Adriano Maleiane-Antigo Primeiro-Ministro

“Eu não tenho palavras para descrever o vazio que nos invade a ausência do Sixpence. Um funcionário, um colaborador, um moçambicano bastante dedicado, ao longo dos anos que eu tive oportunidade de trabalhar com ele. Ele foi sempre aquilo que foi dito, um funcionário que facilitou a minha articulação com a imprensa, com a sociedade, e ele fez isso com muito zelo e muita dedicação”

 

Orelvo Lapucheque-Jornalista

“Foi uma marca indelével por onde passou, seja na Sociedade Notícias, como jornalista, e mais tarde como assessor de imprensa no gabinete do Primeiro-Ministro. Tive momentos únicos com ele, foi um ser humano de um coração nobre, um alto profissional, Deus o tenha. Eu fui uma das pessoas que trabalhei com ele em várias circunstâncias, presença aberta, até consultório”

 

Feito Tudo Mal-Colega de trabalho

“Falar de Sixpence é falar de uma pessoa muito amável, de uma pessoa que sabe ser e estar, de uma pessoa que dava ensinamentos em todos os níveis da sociedade. Era um optimista e penso que é assim que devemos olhar para a vida, com optimismo e pensar que haverá dias melhores, mas acima de tudo preservar as coisas boas que ele fez. É daquelas coisas que, infelizmente, enquanto as pessoas estão vivas, nós não dizemos às pessoas e sentimos a falta quando eles partem. Sixpence era essas três coisas, profissional, mas sobretudo humilde”

O protesto dos operadores de transporte semicolectivo de passageiros contra a nova tarifa de transporte interdistrital degenerou em bloqueio de vias no distrito de Manjacaze, província de Gaza, culminando com a detenção de quatro indivíduos apontados pelas autoridades como líderes do movimento.

A manifestação ocorreu poucos dias após a entrada em vigor da nova tabela de preços, com aumentos que, segundo os transportadores, não acompanham a escalada dos custos operacionais, sobretudo dos combustíveis.

Em Manjacaze, os manifestantes interromperam a circulação rodoviária, impedindo a passagem de viaturas e provocando constrangimentos a centenas de passageiros.

“A situação do combustível está muito mal. Nem conseguimos trabalhar. Não é fácil trabalhar e ainda há perspectivas de aumento dos preços dos combustíveis”, lamentou um dos transportadores envolvidos no protesto.

O bloqueio afectou o transporte de pessoas e mercadorias, deixando passageiros retidos ao longo da via, incluindo doentes e mulheres grávidas que necessitavam de deslocação urgente.

“Não sei como chegar a casa com o doente. A estrada está bloqueada, os transportes não estão a passar e não temos alternativa”, relatou um passageiro afectado.

A Associação dos Transportadores Rodoviários de Gaza (ASTROGAZA) distanciou-se da acção e condenou o bloqueio das estradas, considerando que a medida prejudicou a população e desrespeitou os mecanismos de diálogo existentes entre o sector e o Governo.

A porta-voz da associação, Apolinária Mondlane, afirmou que a organização tentou persuadir os manifestantes a desistirem da paralisação.

“Conversámos com eles para não bloquearem a estrada. Temos doentes, pessoas que precisam de assistência e até mulheres prestes a dar à luz, mas não quiseram ouvir-nos”, declarou.

A responsável apelou ainda aos transportadores para que evitem actos de violência e bloqueios, defendendo que eventuais preocupações relacionadas com os custos da actividade devem ser tratadas através dos canais institucionais.

Entretanto, a intervenção das autoridades resultou na detenção de quatro indivíduos suspeitos de liderarem a mobilização que culminou com o encerramento da estrada.

Os detidos negam qualquer participação na organização do protesto, alegando que apenas se encontravam no local quando a via já estava bloqueada.

Apesar disso, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) afirma possuir elementos que ligam os suspeitos à planificação e execução da acção.

O porta-voz do SERNIC em Gaza, Zaqueu Mucambe, explicou que os quatro cidadãos foram identificados através de um trabalho de investigação e captura realizado pelas autoridades.

“Há indicações de que estes indivíduos estiveram na linha da frente da criação dos bloqueios e cobravam valores monetários para permitir a passagem de outros transportadores”, afirmou.

Segundo o SERNIC, o grupo terá montado uma espécie de portagem ilegal ao longo da estrada que liga Xai-Xai aos distritos de Manjacaze e Chibuto, condicionando a circulação de viaturas mediante pagamento.

O incidente constitui o primeiro foco de contestação registado em Gaza desde a implementação da nova tabela de preços de transporte interdistrital e surge numa altura em que o sector continua a adaptar-se às recentes alterações aprovadas pelas autoridades.

Pelo menos 3.102 pessoas foram afectadas pela queda de granizo que atingiu, no último sábado, o distrito de Muembe, província do Niassa, provocando danos em 892 habitações e deixando nove feridos, segundo dados das autoridades provinciais.

O fenómeno climático extremo afectou um total de 878 famílias e causou prejuízos significativos em infra-estruturas públicas e privadas, com destaque para a destruição da cobertura da maternidade da Unidade Sanitária de Chiuajuta, comprometendo temporariamente a prestação de serviços de saúde materno-infantil naquela região.

Na sequência dos estragos, a Governadora do Niassa, Elina Judite Massengele, deslocou-se ao distrito no domingo para avaliar a situação e prestar solidariedade às populações afectadas.

Durante a visita, a governante assegurou que o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), em coordenação com outros sectores do Governo, já está a mobilizar assistência de emergência para as famílias atingidas, bem como recursos para a reposição urgente da maternidade danificada.

“A prioridade é garantir o rápido restabelecimento dos serviços de saúde e apoiar as comunidades afectadas”, indicou a governadora, citada numa nota divulgada pelo Executivo Provincial.

As autoridades provinciais referem que continuam a acompanhar a evolução da situação no terreno, ao mesmo tempo que decorrem esforços para a recuperação das infra-estruturas afectadas e o reforço da capacidade de resposta das comunidades perante eventos climáticos extremos.

O Governo Provincial sublinha que a ocorrência constitui mais um desafio associado às alterações climáticas, defendendo a necessidade de investir na resiliência das populações e na protecção das infra-estruturas essenciais.

O presidente do Conselho Municipal da Cidade da Maxixe, Issufo Francisco, manifestou indignação face ao abandono de obras públicas por parte de empreiteiros contratados pelo município e garantiu que a edilidade está a avançar com a rescisão dos contratos e a recuperação dos valores desembolsados pelo Estado.

Segundo o autarca, foram identificadas pelo menos duas empresas que receberam financiamento para executar obras de infra-estruturas, mas não demonstraram capacidade técnica nem financeira para concluir os projectos, deixando prejuízos para o município e para os munícipes.

“Não podemos tolerar empreiteiros irresponsáveis, empreiteiros que fazem obras sem qualidade e que não terminam as obras”, afirmou Issufo Francisco.

De acordo com o edil, um dos contratos remonta a 2023 e outro a 2022, mas, passados vários anos, as empreitadas continuam inacabadas. Numa das obras, a empresa executou apenas cerca de 500 metros de estrada, enquanto noutra avançou apenas 600 metros, sem conseguir concluir os trabalhos previstos.

“Há empreiteiros que têm contratos com o município desde 2022 e 2023 e, até hoje, não conseguiram terminar obras de apenas 500 ou 600 metros”, criticou.

Perante a situação, o Conselho Municipal decidiu avançar com a rescisão dos contratos. Segundo Issufo Francisco, um dos processos já está a ser tratado por mútuo acordo, enquanto a segunda empresa foi igualmente notificada para a cessação da relação contratual.

O autarca revelou ainda que as empresas receberam pagamentos superiores ao nível de execução física das obras, pelo que a edilidade irá accionar todos os mecanismos legais para recuperar os recursos públicos.

“Tem uma execução financeira maior do que a execução física do próprio trabalho. Em outras palavras, estão a dever ao Estado Municipal o cumprimento das obras”, declarou.

As declarações foram feitas à margem de uma cerimónia de entrega de sementes de hortícolas e tubérculos a produtores da Zona Verde da Maxixe, uma iniciativa municipal destinada a impulsionar a produção agrícola local.

Na ocasião, Issufo Francisco destacou a importância do programa para o reforço da segurança alimentar e para a geração de rendimento das famílias produtoras.

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