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Municípios formados em proteção social

Os Presidentes dos municípios estão a ser capacitados em Chimoio para reforçar os mecanismos de protecção social face aos choques climáticos. A formação pretende preparar

Municípios formados em proteção social

Os Presidentes dos municípios estão a ser capacitados em Chimoio para reforçar os mecanismos de protecção social face aos choques climáticos. A formação pretende preparar

Mais de 55 mil meticais foram extorquidos a cinco agentes económicos baseados nos distritos de Cahora Bassa, Tete e Moatize, por falsos inspectores da Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE), na província de Tete.

O facto foi partilhado esta semana, na cidade de Tete, pelo delegado provincial da INAE, Eduardo Matangue, citado pelo jornal Notícias que afirmou que ainda não foi possível encontrar os falsos inspectores, porém assegurou que os casos já foram remetidos ao Serviço Nacional de Investigação Criminal.

Matangue alertou que todos cinco visados, de Outubro a esta parte, sofreram com modos de operação semelhantes, sendo uns por chamadas telefónicas e outros através de visita ao estabelecimento.

“Eles ligaram comunicando que iam fazer uma inspecção, mas para que lhes facilitasse o trabalho deveriam enviar um certo valor para suas carteiras móveis. Com argumentos parecidos extorquíram por meio de visitas e quando os comerciantes nos informaram, denunciamos às autoridades”, lamentou.

O sector da Indústria e Comércio, na Província de Maputo, diz que há stock suficiente de produtos alimentares de primeira necessidade para fazer face à demanda nesta quadra festiva.

As carnes, verduras, vegetais e bebidas são apontadas como estando em quantidade, para cobrir a necessidade neste período festivo.

O director provincial da Indústria e Comércio na Província de Maputo, Joel Nhassengo, explicou que, neste momento, equipas multissectoriais trabalham na  monitorização e fiscalização ao nível dos sectores de produção, com vista a garantir o abastecimento dos produtos alimentares.

Apesar desta disponibilidade, o sector ressente-se da falta de peixe carapau, arroz importado e açúcar, este último produto devido à baixa produção e fraca procura pelos consumidores.

Joel Nhassengo apela aos agentes económicos para que não enveredem pela especulação de preços e que comercializem os produtos dentro do prazo recomendado.

Um adolescente foi baleado mortalmente na tarde de quarta-feira,  no município de Marromeu, em Sofala, por um agente da PRM, em circunstâncias que a corporação ainda irá apurar com mais detalhes. O autor do crime foi detido.

É mais um caso que vai fazer correr muita tinta com populares a exigirem que se faça justiça. Na tarde de terça-feira, começaram a circular, nas redes sociais, vídeos amadores retratando o baleamento de uma pessoa, no município de Marromeu, por um agente da Polícia. Esta quarta-feira, o comando da PRM em Sofala convocou a imprensa para confirmar a morte e assumir que o autor do crime é um membro da Polícia. A corporação explicou que uma patrulha interpelou a vítima para, segundo disse, perceber as razões do seu comportamento, visivelmente alterado.

Segundo a PRM, seguiu-se a relutância e “desobediência” do menor, que terá tentado retirar uma arma AK-47 a um dos agentes.

“Neste confronto directo com os agentes, teria ocorrido um disparo forçado, o qual atingiu o cidadão, ocasionando a morte”, argumentou  Dércio Chacate, porta-voz do comando provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Sofala. 

A PRM  garantiu ser o actor mais interessado, neste momento, em obter todos os detalhes em relação a este caso que chocou a comunidade em Marromeu.

“A PRM é o actor mais interessado neste processo e, por esta via, foi despachada uma equipa ao distrito de Marromeu para aferir todas as circunstâncias envolventes nesta acção criminal.”

A PRM diz que pelo menos dois agentes da Polícia moçambicana ficaram feridos e quatro pessoas foram detidas em tumultos ocorridos durante a repetição de eleições em Moçambique, no domingo.

No distrito de Gurúè, na Zambézia, foram registados tumultos entre populares e a Polícia, com as pessoas a arremessarem pedras contra os agentes, que, por sua vez, dispararam balas de borracha, gás lacrimogéneo e “balas reais” para dispersar os populares, ferindo uma pessoa, segundo dados avançados pela própria Polícia.

“Tanto em Gurúè, assim como em Marromeu, foram atiradas pedras [contra a Polícia]. Tivemos dois colegas feridos em Marromeu, que estão fora do perigo, mas ainda em tratamento”, disse Bernardino Rafael, no distrito de Palma, em Cabo Delgado”, frisou.

A Polícia disse que o baleamento não tem nenhuma relação com as manifestações da Renamo, tendo manifestado a sua solidariedade para com a família enlutada.

O Programa Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento Rural (PRONASAR) já construiu 2400 sistemas de abastecimento e 18 mil fontes dispersas, beneficiando cerca de doze milhões de pessoas no campo.

A informação foi partilhada ontem por Carlos Mesquita, ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos (MOPHRH), que falava em Maputo na cerimónia de estabelecimento dos comités de supervisão do programa nas províncias do sul do país, escreve o jornal Notícias.

Mesquita, referiu não haver dúvidas de que cada comité de supervisão terá impacto directo na melhoria da qualidade de vida da população de Maputo, Gaza e Inhambane, pelo que apelou aos parceiros para fazerem parte da iniciativa.

Foi encontrado morto na manhã de hoje, na sua casa, o jornalista e comentador, João Chamusse. O director do diário electrónico “Ponto por Ponto” foi assassinado por desconhecidos na madrugada desta quinta-feira, próximo da sua residência na Katembe.

João Chamusse foi encontrado na manhã desta quinta-feira na sua residência sem vida, com sinais de agressão na cabeça. Ainda não foram identificados os autores do assassinato.

Chamusse, que concluiu o ensino médio na Escola Francisco Manyanga, foi continuar os seus estudos na Escola Nacional de Aeronáutica Civil. João Chamusse escalou Portugal para aperfeiçoar a sua formação em pilotagem de aeronaves, de onde voltou licenciado como piloto de voos comerciais.

De volta a Maputo, segundo conta o jornalista Luís Nhachote, “no lugar de pilotar os aviões, mister para o qual fora formado, treinado, qualificado e habilitado, foi colocado na torre de controlo do aeroporto de Mavalane”.

Não se contentando com o controlo de aeronaves, Chamusse decidiu abandonar a aviação e ingressar no no mundo das artes plásticas no Núcleo de Arte.

“Quando em 1997 o escriba Carlos Cardoso se apartou dos seus pares da Mediacoop para fundar o Metical, levando consigo parte da redacção do Mediafax, o Zacarias Couto mostrou-lhe o caminho da redacção. Solícito João largou então, os pincéis e as espátulas e começou o seu trilho no jornalismo”, escreveu Luís Nhachote na rede social Facebook.

Nos últimos dias, o jornalista João Chamusse destacou-se pela sua frontalidade e crítica em relação à governação e gestão dos processos eleitorais.

Vinte e três autores de diferentes continentes juntaram-se e escreveram um livro para homenagear o padre Guiseppe Frizzi, que trabalhou durante quase toda a sua vida em Niassa. No livro lançado esta quarta-feira em Maputo, os autores descrevem como foi a sua vida e o amor que o padre tinha pelo povo macua.

Uma homenagem em forma de livro…

Em pouco mais de 300 páginas, 23 autores de diferentes continentes decidiram imortalizar os feitos do padre Giuseppe Frizzi, na obra intitulada “Biosofia e Biosfera Africana Macua – Xirima: Uma vida com os macuas”.

Mia Couto também escreveu sobre Frizzi. Diz que o homem de Deus era o padre de todos, independentemente da religião ou da cor partidária e é preciso seguir esses passos.

Falecido em Outubro de 2021 o padre italiano trabalhou por quase toda a vida em Mahua, no Niassa, dedicando-se à investigação da identidade do povo macua e isso, para o seu colega Padre Filipe Couto, fazia dele uma pessoa diferente das outras.

Giuseppe Frizzi trabalhou em Niassa durante 47 anos, onde criou um centro de investigação em Mahua.

Três pessoas da mesma família morreram e outra ficou gravemente ferida em consequência de descargas atmosféricas na madrugada desta quarta-feira, no distrito de Gorongosa, província de Sofala. A informação foi avançada por Aristides Armando, delegado do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres em Sofala.

Trata-se de uma mãe, dois filhos menores e um cunhado que foram surpreendidos por um raio no interior da residência.

As autoridades locais referem que a província de Sofala registou sete óbitos por descargas atmosféricas em menos de um mês. No fim do mês passado quatro pessoas morreram vítima daquele fenómeno natural no distrito de Nhamatanda.

Seis membros da mesma família perderam a vida no fim-de-semana, no distrito de Milange, província da Zambézia, vítimas de intoxicação alimentar. As vítimas, três das quais crianças, apresentaram vómitos, fraqueza e dificuldade respiratória, perda de consciência e desmaios após consumirem papa de farinha de milho e folhas de mandioqueira.

A informação foi avançada na terça-feira, na cidade de Quelimane, pelo médico-chefe provincial da Zambézia, Isaías Marcos, no decurso da XIX sessão Ordinária do Conselho dos Serviços de Representação do Estado, escreve o jornal Notícias.

Marcos disse terem sido realizados inquéritos a outros integrantes do agregado familiar e colhidas amostras para análises laboratoriais, sendo que o próximo passo é esperar o resultado dos testes.

A fonte referiu, entretanto, terem sido confirmados, no passado dia 8, casos de cólera no distrito de Alto Molócuè, facto que indica um alastramento da doença depois do registo de episódios em Gilé, Gurué e Mocuba.

Segundo o médico-chefe, até segunda-feira a província da Zambézia tinha um cumulativo de 1211 episódios confirmados, sendo 338 no distrito de Gilé, 729 no Gurué, 14 no Alto Molócuè e 130 em Mocuba. Realçou que os centros de tratamento dos quatro distritos tinham até ontem 10 doentes internados.

No País, mais de setecentas mil crianças faltaram a toma de vacinas de rotina nos últimos quatro anos. Trata-se de menores de cinco de idade que não tomaram vacinas contra sarampo, meningite, poliomielite, deferiria, tosse convulsa e doenças diarreias.

Ministro da Saúde, citado pela Rádio Moçambique, aponta entre outras causas que deram origem a esta situação, a pandemia da covid-19 e a rotura de stocks de vacinas.

Armindo Tiago, explica que para inverter a situação, o sector vai promover no próximo ano campanhas de recuperação destas crianças de modo a beneficiarem de imunização contra várias patologias.

O Ministro da Saúde, Armindo Tiago, falava esta quarta-feira, na abertura da Reunião Nacional do Programa Largado de Vacinação que decorreu na Praia de Bilene, em Gaza.

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