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O País – A verdade como notícia

Mais de mil crianças de duas escolas da Cidade da Matola aprenderam a fazer a travessia da estrada com segurança. A iniciativa integra a semana nacional de segurança rodoviária 2026, que decorre sob o lema “O Cuidado é o melhor caminho”. 

A Fidelidade Impar, em parceria com a Polícia de Trânsito, o Conselho  Municipal da Cidade da Matola, INATRO e a Direcção Distrital de Educação, organizou palestras educativas, simulações práticas de travessia segura e sessões de  literacia financeira 

Foram ainda distribuídos 70 coletes reflectores à Polícia de Trânsito e instalada sinalização  rodoviária junto das escolas: passadeiras, placas de prevenção e os sinais que dizem ao  trânsito que ali passam crianças. 

A Fidelidade Ímpar mantém o programa activo na Escola Primária da Matola Gare desde  Novembro de 2025 e prevê alargá-lo a outras zonas escolares do país.   

Uma investigação desenvolvida na Universidade Lúrio (UniLúrio) concluiu que a planta medicinal conhecida como “batata africana” (Hypoxis hemerocallidea) poderá conter compostos com potencial relevância no apoio ao tratamento de pacientes com HIV, abrindo caminho para futuras pesquisas laboratoriais e clínicas.

O estudo, ainda de carácter teórico, foi desenvolvido pelo recém-graduado em Farmácia Hamza Daúde, em parceria com a docente de Química Farmacêutica Laize Beca, e baseou-se na análise de literatura científica e no cruzamento de dados assistido por inteligência artificial.

De acordo com os investigadores, foi identificado um fitoquímico denominado proxenidina A2, que poderá actuar sobre o receptor CCR5 — mecanismo associado à entrada do vírus HIV nas células humanas.

Hamza Daúde explica que o composto poderá impedir a infecção ao bloquear o processo de ligação viral.

“É um fitoquímico que foi identificado contra o receptor CCR5, responsável pela entrada do vírus na célula do hospedeiro. O efeito seria bloquear essa entrada, impedindo a infecção”, afirmou o investigador.

O estudo defende que o conhecimento tradicional sobre plantas medicinais pode ser integrado com ferramentas modernas de análise científica, permitindo validações laboratoriais mais robustas.

Apesar dos resultados promissores, os investigadores alertam que a pesquisa ainda não tem aplicação clínica e necessita de testes laboratoriais aprofundados, incluindo estudos de toxicidade e segurança.

Hamza Daúde sublinha que o objectivo não é substituir os tratamentos já existentes, mas sim contribuir para a validação científica de conhecimentos tradicionais.

“A ideia não é substituir os fármacos usados na prática clínica, mas validar o conhecimento tradicional. Existem muitas limitações e seria necessário optimizar a molécula”, explicou.

O estudo foi submetido à revista científica internacional Clinical Traditional Medicine and Pharmacologic em Setembro de 2025 e publicado em Maio de 2026, após cerca de sete meses de avaliação.

A investigação insere-se num movimento mais amplo de inovação científica na Universidade Lúrio, onde estudantes têm recorrido a tecnologias emergentes, incluindo inteligência artificial e ferramentas digitais, para desenvolver soluções na área da saúde pública.

Entre os projectos em curso destaca-se um sistema de mapeamento de criadouros de mosquitos com recurso a drones, desenvolvido pelo estudante Dalton Edítio.

O projecto visa identificar zonas com água parada e potenciais focos de proliferação do mosquito transmissor da malária.

“Queremos identificar os potenciais criadouros antes da fase adulta do mosquito, porque sem mosquito não há malária”, explicou o estudante.

Outro projecto em desenvolvimento é uma plataforma digital de saúde que permite aos pacientes registar parâmetros clínicos como pressão arterial e glicemia, além de aceder a conteúdos educativos e suporte informativo.

A médica e mestranda em Saúde Pública Imersa Sigaúque afirma que a ferramenta pretende reduzir a distância entre consultas e melhorar o acompanhamento dos doentes.

“Os pacientes têm dúvidas entre consultas. A plataforma inclui uma biblioteca de saúde para esclarecer questões nesse período”, referiu.

A direcção da Universidade Lúrio reconhece que várias destas iniciativas ainda requerem validação científica e aprovação de comités de bioética antes de avançarem para aplicação prática.

Segundo o representante académico Alexandre Biquisa, os projectos representam uma oportunidade para fortalecer a produção científica e atrair financiamento para investigação aplicada.

“Queremos usar estas iniciativas como motor para melhorar a produção científica e captar financiamento”, afirmou.

Os projectos apresentados reflectem uma tendência crescente de integração entre ciência tradicional, inovação tecnológica e inteligência artificial na investigação em saúde em Moçambique, num contexto em que instituições académicas procuram soluções locais para desafios como o HIV e a malária.

Embora ainda em fase inicial, os estudos abrem perspectivas para futuras pesquisas mais aprofundadas e eventual desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas e tecnológicas no sector da saúde.

A Administração Nacional de Estradas (ANE) está em confronto com comerciantes instalados na zona da baixa de Nguluzane, no município de Xai-Xai, devido aos valores propostos para indemnização e remoção de barracas situadas em área considerada de intervenção pública.

Os proprietários das barracas exigem compensações entre 100 mil e 350 mil meticais, alegando perdas acumuladas, investimentos feitos ao longo dos anos e ausência de alternativas viáveis de reassentamento. Por sua vez, a ANE afirma estar disposta a pagar um valor fixo de 30 mil meticais por comerciante.

Os vendedores afirmam que os valores propostos não correspondem ao investimento realizado nas estruturas comerciais nem às perdas resultantes da interrupção da actividade.

Celso, um dos comerciantes, afirma que os valores não cobrem sequer parte dos custos investidos ao longo dos anos.

“Eu já investi para o Conselho Municipal mais de 144 mil meticais… querem nos burlar e depois ficar com o dinheiro. Mas nós não vamos sair daqui”, declarou.

Outro comerciante, Maida Dulobo, questiona a ausência de documentação formal sobre o processo de remoção e acusa falta de transparência nas negociações.

“Desde que começamos as reuniões, até hoje, não temos nenhum documento que nos diga que temos que retirar os estabelecimentos”, afirmou.

Já Pedro, também comerciante, defende uma compensação mais elevada ou a reposição integral das estruturas comerciais afectadas.

“A minha proposta é me darem 250 mil meticais ou então implantarem o imóvel igual àquele. 30 mil meticais eu não vou aceitar”, disse.

Alguns vendedores alegam ainda que a actividade comercial no local representa o principal sustento das famílias, criticando a forma como o processo está a ser conduzido.

Do lado da Administração Nacional de Estradas, o delegado da instituição na província de Gaza, Jeremias Mazoio, afirmou que os valores em discussão não constituem indemnizações, mas sim apoio social para reassentamento temporário e reconstrução de pequenas estruturas.

Segundo o responsável, o montante de 30 mil meticais destina-se à aquisição de material básico para a construção de barracas simples em locais alternativos.

“Com 30 mil meticais isso é possível. Não se trata de compensações. Quem estiver disponível aceita o apoio e abandona o local”, afirmou.

A ANE defende ainda que os comerciantes têm liberdade para aceitar ou recusar a proposta, sublinhando que o objectivo é permitir a continuidade das obras de requalificação e intervenção na área.

O caso gerou um impasse entre as partes, com os comerciantes a recusarem abandonar o espaço enquanto não houver um acordo considerado justo e formalizado, e a ANE a manter a posição de que o valor proposto é suficiente para apoiar o reassentamento.

Até ao momento, não há indicação de acordo entre as partes, mantendo-se a tensão sobre o futuro das barracas e a continuidade das obras previstas na zona.

O Governo de Moçambique anunciou ter executado em cerca de 95% o plano de recuperação pós-cheias nos sectores da agricultura e pescas, numa intervenção destinada a apoiar famílias afectadas e assegurar a reposição da produção agrícola perdida no início do ano.

A informação foi avançada pelo ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, durante um balanço preliminar apresentado esta quarta-feira, sem, contudo, detalhar a distribuição dos recursos aplicados no processo de recuperação.

Segundo o governante, o plano teve como principal objectivo evitar a perda da época agrária 2025/2026, garantindo condições mínimas para a retoma da produção em zonas afectadas por inundações registadas no início do ano em várias regiões do país.

O ministro afirmou que o Governo conseguiu assegurar quase a totalidade do financiamento necessário para a implementação das acções previstas, permitindo apoiar agricultores e famílias atingidas pelas cheias.

No entanto, não foram divulgados pormenores sobre a alocação dos fundos nem sobre o número total de beneficiários abrangidos pelo programa de recuperação.

As declarações foram feitas durante a abertura de um diálogo político de alto nível sobre ambiente e alterações climáticas, que contou com a participação de representantes da União Europeia e de várias instituições governamentais moçambicanas.

Na ocasião, o ministro apelou aos parceiros de cooperação para o cumprimento de compromissos financeiros ligados ao financiamento climático, considerados essenciais para reforçar a resiliência do sector agrícola face a eventos climáticos extremos.

O embaixador da União Europeia presente no encontro destacou a importância do diálogo como instrumento para garantir a mobilização de financiamento e a resolução de desafios estruturais no sector ambiental e agrícola.

O evento contou ainda com a participação de representantes dos ministérios da Planificação e Desenvolvimento e dos Recursos Minerais e Energia, entre outras entidades públicas e parceiros de cooperação.

As autoridades presentes sublinharam a necessidade de reforçar a coordenação institucional e a eficiência na gestão dos recursos destinados à adaptação climática e à recuperação pós-desastres naturais.

Moçambique continua entre os países mais vulneráveis a eventos climáticos extremos, incluindo cheias e ciclones, que afectam regularmente a produção agrícola e a segurança alimentar de milhares de famílias, sobretudo nas zonas rurais.

A recuperação do sector agrícola após desastres naturais tem sido apontada como uma das prioridades do Governo, num contexto em que a dependência da agricultura de subsistência torna muitas comunidades particularmente expostas a choques climáticos.

O balanço apresentado pelo Executivo surge num momento em que se intensificam os debates sobre financiamento climático e necessidade de maior previsibilidade nos mecanismos de apoio internacional ao desenvolvimento agrícola sustentável no País.

A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) graduou esta quarta-feira um total de 776 estudantes, entre licenciados, mestres e doutores, numa cerimónia marcada por emoção, reconhecimento académico e apelos à responsabilidade social e profissional dos novos graduados.

O evento, realizado na cidade de Maputo, reuniu estudantes, familiares, docentes e autoridades governamentais, num ambiente de celebração que simbolizou a conclusão de uma etapa académica e o início da transição para o mercado de trabalho.

Entre os novos profissionais formados, destacam-se graduados em áreas como Medicina e Geologia Aplicada, que manifestaram entusiasmo, mas também preocupação com as oportunidades de inserção profissional.

Chelsea Macandza, licenciada em Medicina, sublinhou a necessidade de criação de mais oportunidades no sector da saúde.

“Há muita demanda de médicos que precisa de ser satisfeita. Esperamos que as oportunidades cheguem a todos nós”, afirmou.

Já Irene Massinga destacou o compromisso dos recém-formados com o serviço à população, apesar dos desafios enfrentados pelo sector da saúde.

Na ocasião, a Ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, incentivou os graduados a apostarem no empreendedorismo e na criação de autoemprego como resposta aos desafios do mercado laboral.

A governante defendeu que o conhecimento adquirido pelos jovens deve ser transformado em iniciativas produtivas capazes de impulsionar o desenvolvimento económico do País.

“O emprego está à espera de vós. A questão é como. Podemos, acima de tudo, promover o autoemprego”, afirmou.

Samaria Tovela destacou ainda o papel do Fundo de Desenvolvimento Local como uma oportunidade para que os jovens possam criar pequenas empresas, com potencial de crescimento e impacto nas comunidades.

O Reitor da universidade, Manuel Guilherme Jr., apelou aos graduados para que aliem o conhecimento académico a valores como humildade, ética e dedicação profissional.

“Procurem ser cidadãos plenos de responsabilidade, humildade e respeito ao próximo. Valorizem a honestidade e o trabalho árduo”, disse.

O dirigente recordou ainda que o sucesso exige esforço contínuo, sublinhando que a formação académica deve ser acompanhada de compromisso pessoal e profissional.

Na qualidade de padrinho dos graduados, o professor catedrático e médico cardiologista Albertino Damasceno alertou para comportamentos de risco entre jovens, especialmente o consumo excessivo de álcool, apelando a uma mudança de mentalidade nesta nova geração.

O académico destacou que o consumo abusivo de álcool pode comprometer o desempenho profissional e a saúde, embora tenha reconhecido a necessidade de moderação.

Num contexto de rápida evolução tecnológica e crescimento da inteligência artificial, as autoridades governamentais reforçaram a importância de os recém-graduados adoptarem ferramentas digitais e inovação tecnológica como parte da sua adaptação ao mercado de trabalho.

A aposta em competências digitais é vista como essencial para aumentar a competitividade dos jovens moçambicanos e responder às exigências de uma economia em transformação.

O Instituto para Democracia Multipartidária está preocupado com a fraca participação das mulheres na resolução de conflitos e negociações sobre paz e segurança no país.  A organização diz que o problema influencia de forma negativa na tomada de decisões. 

Dados do Ministério do Trabalho, Gênero e Acção Social apontam que das cerca de 1.3 milhões de pessoas que precisam de assistência humanitária, só no norte do país, mais de 80 por cento são mulheres.

Trata-se das principais vítimas de conflitos armados e de insegurança, mas que a sociedade civil entende ser o grupo mais marginalizado, nos processos de reconciliação. 

“Em Cabo Delgado, por exemplo, milhares de mulheres e raparigas continuam expostas a deslocamento forçado, violência sexual, perda de meios de subsistência e múltiplas formas de exclusão social. Ao mesmo tempo, nas províncias do centro, afetadas pelos legados dos conflitos político-militares, muitas mulheres enfrentam pobreza, insegurança e fragilidade econômica. Paradoxalmente, embora sofram os impactos mais profundos das crises, continuam frequentemente marginalizadas nos mecanismos formais de gestão de conflitos e de construção da paz”, explicou Hermenegildo Mulhovo, director executivo do Instituto para Democracia Multipartidária. 

O Director Executivo do IMD alerta sobre os riscos de ainda não se ter aprovado um novo Plano de Acção sobre Mulher, Paz e Segurança, depois do  primeiro ter sido implementado entre 2018 e 2022. 

“O atraso poderá comprometer a coordenação institucional, enfraquecer os mecanismos de implementação e deixar milhares de mulheres sem instrumentos adequados de proteção e participação. Precisamos garantir que mais mulheres participem ativamente na melhoria das suas condições de vida, livres de violência e exclusão, e que o País avance, para além da retórica, para ações concretas que consolidam a agenda da Mulher, Paz e Segurança como um verdadeiro pilar de estabilidade, da democracia e desenvolvimento sustentável no País ”.

A implementação do plano vai permitir a tomada de decisões com base nas reais necessidades das mulheres e raparigas, por isso, o Ministério do Trabalho, Género e Acção Social considera urgente a sua aprovação. 

“A participação ativa e efetiva das mulheres a todos os níveis de tomada de decisão, com ênfase no processo de segurança-paz e segurança, a sua inclusão significativa em missões nacionais e internacionais, em negociações de paz, tanto formais quanto informais, é crucial para assegurar que as suas perspectivas e necessidades sejam integradas nas soluções propostas. Portanto, consideramos fundamental aumentar a presença como também nas estruturas de governação local e nacional. A participação das mulheres na prevenção e resolução dos conflitos e na resposta às violações dos direitos humanos é sempre prioritária”, explicou Paulo Beirão, Secretário Permanente do Ministério do Trabalho.  

Para a implementação, os parceiros  de cooperação, como a embaixada da Irlanda, por exemplo, prometem apoio financeiro. 

Por sua vez, a ONU Mulheres considera que “ como Nações Unidas, a nossa prioridade é a componente de construção da paz e o envolvimento das mulheres é crucial para garantir que as suas prioridades e necessidades sejam ouvidas. Enquanto Nações Unidas, nós temos a implementar ações de capacitação,  advocacia, temos estado a apoiar o governo de Moçambique na elaboração do primeiro plano nacional. Agora estamos no segundo plano, que está numa fase de aprovação”.

Os intervenientes falavam esta quarta-feira, na cidade de Maputo, num debate que juntou a sociedade civil, representantes do parlamento e do Governo.

O Director-Geral da Administração Nacional de Estradas diz que a fusão da sua instituição com o Fundo de Estradas não vai comprometer a eficácia das actividades. Miguel Coanai falou à STV após o anúncio da fusão ANE e do Fundo de Estradas pelo Conselho de Ministros. 

Com base no trabalho que foi feito, a nível do sector de estrada, observou-se que tínhamos, por exemplo, duas entidades a operar, que é a Administração Nacional de Estradas com a missão de implementar os programas do ponto de vista físico, e outra entidade, que é o Fundo de Estrada, com a missão de fazer a execução financeira. Então, do ponto de vista operacional, constatou-se que havia necessidade de fazer a integração do Fundo de Estrada na ANE, no sentido de melhorar a eficiência”, explicou Miguel Coanai. 

O Director-Geral da ANE avançou ainda que, do ponto de vista operacional, observou-se a necessidade da eliminação da duplicação dos conselhos de administração que o sector tinha. “A nível da ANE tínhamos um conselho de administração e a nível do Fundo de Estrada também tínhamos um conselho de administração. Portanto, do ponto de vista operacional e eficiência, havia esta necessidade”.

O Presidente do Conselho Municipal de Maputo, Rasaque Manhique, busca soluções e parcerias estratégicas para a construção de habitações sociais destinadas às famílias afectadas pelas inundações na capital do país, no Fórum Mundial de Habitação, que decorre no Azerbaijão. 

A informação foi tornada pública através de um comunicado a que “O País” teve acesso.  A iniciativa surge num contexto em que as últimas chuvas afectaram cerca de 12 mil famílias em Maputo, sobretudo nos bairros Magoanine A, B e C, bem como Hulene A e B.

Segundo o comunicado do Município, no âmbito da sua agenda de trabalho, o edil de Maputo reuniu-se esta terça-feira com Sanjay Shukla, Director Geral do Banco Nacional de Habitação da Índia (National Housing Bank).

Durante o encontro, as partes trocaram experiências sobre modelos de financiamento e promoção de habitação social sustentável. O National Housing Bank financia anualmente cerca de quatro milhões de habitações sociais e já apoiou a construção de mais de 10 milhões de casas dentro e fora da Índia.

Ainda nesta terça-feira, Rasaque Manhique participou em debates temáticos sobre cidades verdes e assentamentos informais, tendo igualmente efectuado uma visita à exposição patente no Fórum Global de Habitação, onde estão expostas soluções inovadoras de urbanização, resiliência climática e habitação social.

O Yango Group anunciou o lançamento da Yango Tech em África,  expandindo a presença da empresa na região com um portfólio de soluções de inteligência artificial e  infra-estrutura digital destinadas a empresas e organizações do sector público. 

A expansão marca a entrada do Yango Group para implementações tecnológicas B2B e soluções de IA. A Yango Tech pretende concentrar-se em apoiar organizações na automatização de operações, modernização de infra-estruturas e adopção de  ferramentas de inteligência artificial em sectores como mobilidade, saúde, serviços financeiros e retalho. 

O portfólio africano da Yango Tech inclui programas de adopção de IA generativa, tecnologias para  cidades inteligentes, soluções de digitalização na área da saúde e plataformas para serviços financeiros e  comércio electrónico. 

Segundo o comunicado a que “O País” teve acesso, a Yango Tech apoia organizações públicas e privadas na identificação de áreas onde a  IA pode gerar valor mensurável, no desenvolvimento de roteiros de implementação, avaliação do retorno  sobre investimento (ROI) e integração de ferramentas de IA nas operações diárias. 

A oferta inclui ainda  suporte à implementação, estruturas de governação de IA e programas de formação para executivos e  equipas operacionais. “Os mercados africanos estão a demonstrar uma procura crescente por  automação, modernização de infra-estruturas e aplicações práticas de inteligência artificial”,  afirmou Adeniyi Adebayo, Chief Business Officer do Yango Group. 

“O objectivo da Yango  Tech é ajudar organizações a implementar tecnologia de forma a melhorar a eficiência  operacional e apoiar a transformação digital a longo prazo”, acrescentou. 

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