Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O Conselho de Ministros aprovou a extinção da Escola Nacional de Aeronáutica, no âmbito do processo de reestruturação institucional do sector da aviação civil em Moçambique.

A decisão, que revoga o Decreto n.º 37/2006, de 27 de Setembro, visa garantir maior eficiência, eficácia, sustentabilidade e melhoria da qualidade dos serviços prestados no sector aeronáutico nacional.

Para substituir a instituição extinta, o Governo aprovou igualmente a criação da Academia Nacional de Ciências Aeronáuticas, entidade que passa a assumir a responsabilidade pela formação de profissionais da aviação civil no país.

Segundo o Executivo, a nova academia surge para responder aos desafios impostos pelo desenvolvimento do sector da aviação a nível nacional, regional e internacional, bem como para assegurar o cumprimento das normas da Organização Internacional da Aviação Civil.

Entre as principais inovações, a Academia Nacional de Ciências Aeronáuticas vai permitir a reintrodução da formação de pilotos de aeronaves de asa fixa, nomeadamente aviões, o regresso do curso de assistentes de bordo e a introdução da formação de pilotos de aeronaves de asa rotativa, como helicópteros.

O Governo considera que a nova academia contribuirá para reduzir os custos associados à formação de profissionais no estrangeiro, reforçar a eficiência operacional e a segurança da aviação civil moçambicana, além de fortalecer a soberania nacional nesta área estratégica.

As autoridades defendem ainda que a formação de profissionais especializados e devidamente certificados, aliada ao investimento em infra-estruturas e equipamentos modernos, é fundamental para acompanhar a evolução do sector e responder às exigências internacionais da aviação civil.

O Ministério da Educação e Cultura admite que pode haver livro de distribuição gratuita à venda nas livrarias e papelarias por eventuais erros das editoras de livros. Sobre a falta de manuais escolares para a nona classe, o ministério diz que já disponibilizou conteúdo em formato digital.

Através deste despacho de sete de Maio de 2026, o Ministério da Educação e Cultura orientou as direcções provinciais de educação e as respectivas representações nos distritos, a recolher imediatamente todos os livros de distribuição gratuita encontrados em estabelecimentos de ensino particular.  

O despacho cujo conteúdo não é novo, agitou pais e encarregados de educação com filhos no ensino particular, e pelo menos na cidade de Maputo, muitos acorrem às livrarias para a substituição dos livros.

“Nas províncias nós sabemos que há muitos desafios. Nas livrarias, compram não sei de onde, mas nós compramos também livros que vêm escritos de distribuição gratuita”, denunciou Constantino Jr, encarregado de Educação que tem um filho a frequentar ensino primário em uma escola particular na cidade de Chimoio. 

O Ministério da Educação reagiu à denúncia em uma entrevista, admite que pode haver livro de distribuição gratuita à venda nas livrarias, mas tal eventualidade resulta de erros das editoras.

“Penso na eventualidade  de distração por parte das reprografias dessas livrarias, que imprimiram o livro com a etiqueta de venda proibida e distribuição gratuita. Pode ser que tenha havido este lapso de imprimirem a capa com esta etiqueta”, argumentou Silvestre Dava, porta-voz do MEC.

Entretanto, nas escolas privadas, a recolha dos manuais de distribuição gratuita já começou como  forma de desincentivar a circulação do livro gratuito nos mercados paralelos, justificou o ministério.

Enquanto decorre a recolha dos manuais, há outro problema que preocupa gestores escolares, encarregados de educação e livrarias. A meio do ano lectivo, as escolas, públicas e privadas continuam sem o manual físico no ensino secundário, particularmente da sétima classe.

“Em termos de material didático, recebemos o mínimo possível para iniciar o arranque. Livro disponível ainda não há, mas sempre a Direcção Distrital nos disponibilizou de forma digital os manuais que nós devemos utilizar no ensino secundário. Só que não temos manuais para os alunos utilizarem, mas temos manuais para o professor utilizar neste momento ainda não há venda para o aluno”, explicou Hortência Cossa, Directora do Instituto Fundhane.

A situação está a obrigar professores e alunos a recorrerem a apontamentos, fotocópias e conteúdos improvisados para manter as aulas. Gestores escolares temem que os arranjos impactem os resultado.

“Essa questão do manual escolar da sétima classe, principalmente no início do ano lectivo, foi um dilema, mas tem sido nesses últimos anos também, porque faz falta aos alunos terem o manual disponível, aquele manual tradicional que podem encontrar em qualquer papelaria. Encontrou-se uma solução, tem as tais fichas que são impressas, encadernadas, que funcionam como manual, mas é completamente diferente”, lamentou Isara Mussagi, do Lápis Mágico

Nas papelarias, a preocupação também é a mesma: o livro esperado desde 2023, nunca chegou.

“Nós aqui nas livrarias nunca vendemos o livro, o que apareceu foram fichas que lá tratam como brochuras. Mas de lá para cá, isso foi há dois anos atrás, nunca mais tivemos acesso, porque o ministério proibiu”, revelou uma uma fonte ligada à Papelaria Maputo.

Sem reconhecer a falta, o porta-voz do Ministério da Educação e Cultura disse ter dado orientação às escolas sobre o procedimento com a sétima classe.

“As escolas foram orientadas a ceder ou a instruírem os alunos a ceder os materiais pedagógicos no site do IEDA, o nosso Instituto de Educação Aberta e à Distância. Temos lá todos os materiais para todas as classes, para que os alunos e professores possam utilizar”, concluiu Silvestre Dava.

Entre livros retirados e livros que nunca chegaram ao mercado, o segundo trimestre segue para o fim e pais, alunos e escolas aguardam pela disponibilização dos manuais.

O sistema informático do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) já está operacional, com o restabelecimento do funcionamento de todos os serviços, este domingo.

Um comunicado da instituição, a que a STV teve acesso, indica que o INSS retomou com o pagamento de benefícios diversos, assim como os contribuintes e trabalhadores por conta própria podem declarar as suas contribuições no Sistema de Informação de Segurança Social e efetuar o pagamento das suas guias através de diversas formas disponíveis nos bancos comerciais.

Através de vias alternativas, o INSS já pagou a todos os 146.128 pensionistas, refere o documento.

A oscilação do sistema informático, recorde-se, registou-se desde o passado dia 15 de Junho, afectando o processo normal do funcionamento dos serviços, culminando, a título de exemplo, com um ligeiro atraso no pagamento das pensões do mês corrente.

A secretária-geral da União Internacional das Telecomunicações, Doreen Bogdan-Martin, destacou, nesta segunda-feira, a liderança do Presidente da República, Daniel Chapo, na promoção da agenda de transformação digital de Moçambique, reafirmando o compromisso da organização das Nações Unidas em apoiar o País na expansão da conectividade, inclusão digital e desenvolvimento tecnológico.

As declarações foram feitas após uma audiência concedida pelo Chefe do Estado, em Maputo, à margem da realização da V Conferência Nacional das Comunicações, evento que reúne representantes governamentais, reguladores, operadores de telecomunicações e parceiros internacionais para debater o futuro digital do País.

Falando à imprensa, Doreen Bogdan-Martin afirmou que o encontro serviu para dar continuidade ao diálogo iniciado entre ambas as partes em Genebra, na Suíça, e permitiu avaliar os progressos alcançados por Moçambique no domínio da transformação digital.

“O nosso foco é totalmente a conectividade. Foi um grande prazer reunir-me novamente com o Presidente Chapo e acompanhar os avanços que Moçambique está a alcançar nesta área”, afirmou.

A dirigente internacional destacou que a transformação digital ocupa um lugar central nas prioridades do Governo moçambicano, apontando a conectividade universal e a inteligência artificial como áreas estratégicas para o desenvolvimento do País.

“O Presidente colocou no topo da sua agenda a transformação digital para todo o País, juntamente com os avanços na elaboração de uma estratégia nacional de inteligência artificial”, sublinhou.

A secretária-geral da UIT reiterou a disponibilidade da organização para continuar a apoiar Moçambique na concretização da sua visão de uma sociedade mais conectada, inclusiva e tecnologicamente capacitada.

“A UIT está ao lado de Moçambique. Queremos reforçar a nossa parceria para concretizar a visão de um país totalmente digital, onde todas as pessoas tenham acesso à tecnologia, todas as escolas e instituições de saúde estejam ligadas e ninguém seja deixado para trás”, declarou.

Segundo a responsável, a expansão do acesso às tecnologias de informação e comunicação constitui um instrumento fundamental para promover o desenvolvimento económico, melhorar os serviços públicos e criar novas oportunidades para os cidadãos.

Doreen Bogdan-Martin manifestou igualmente optimismo em relação ao futuro digital de Moçambique, destacando o crescente envolvimento dos jovens na adopção de soluções tecnológicas e as políticas públicas implementadas pelo Governo para alargar a conectividade em todo o território nacional.

“Penso que o futuro de Moçambique é promissor, especialmente o seu futuro digital. É encorajador ver a forma como os jovens estão a adoptar as tecnologias digitais e o empenho do Governo em promover a inclusão, a conectividade e a resiliência em todas as comunidades do País”, afirmou.

A audiência ocorreu após a participação da secretária-geral da UIT na cerimónia de abertura da V Conferência Nacional das Comunicações, que decorre em Maputo sob o lema “Comunicações como Pilar da Transformação Digital em Moçambique: Conectividade, Inclusão e Resiliência”.

Durante o encontro, especialistas nacionais e internacionais analisam temas ligados à expansão da conectividade, inteligência artificial, cibersegurança, inclusão digital, infra-estruturas tecnológicas e desenvolvimento sustentável.

A presença da mais alta representante da UIT é vista como um reconhecimento do papel crescente de Moçambique na agenda digital africana e do compromisso assumido pelo país em acelerar a modernização tecnológica e a integração na economia digital global.

O Município de Maputo diz que atribui 1070 licenças para a prática do transporte semi colectivo de passageiros, na cidade de Maputo, em resultado da campanha de licenciamento massivo gratuito. Com a medida, o Edil de Maputo, Rasaque Manhique espera reduzir o número de transportadores informais.

Um dos principais entraves para o pagamento dos subsídios aos transportadores semi-colectivos de passageiros é a informalidade do sector e a cidade de Maputo faz parte da estatística, que pretende inverter com o licenciamento massivo gratuito iniciado em Maio.

Sem avançar detalhes, o Edil de Maputo, Rasaque Manhique reconheceu a necessidade de regularização do sector, como forma de ter um sistema de transporte mais controlado e seguro, reduzindo transportadores “piratas”. 

“Enquanto no ano passado foram emitidas 461 licenças, este ano, até 19 de junho corrente, conseguimos emitir 1.070 licenças. Um crescimento expressivo que demonstra a confiança dos operadores nas medidas adotadas pelo município e a vontade colectiva de construir  um sistema de transporte mais organizado, seguro e eficiente. Estas medidas têm um caráter profundamente didático,  inclusivo e de combate à corrupção”, Manhique.

Para além de viaturas piratas, muitos motoristas ainda circulam ilegalmente. Parte deles já buscam a formalidade.

“Queremos que os transportadores compreendam que o município está de seu lado, disposto a criar condições para que exerçam a sua actividade dentro da legalidade. A qualificação profissional dos nossos motoristas é uma componente fundamental para a melhoria da qualidade do serviço prestado à nossa querida população.  É neste contexto que, através da Escola de Condução da EMTPM, iniciamos a formação gratuita de 120 motoristas, organizados em 4 turmas e distribuídos em 2 turmas, para o averbamento das cartas de condução nas categorias de serviço público e profissional. Queremos motoristas mais preparados e estão sendo preparados”. 

O Edil de Maputo, que fez abertura das aulas, prometeu mão dura aos ilegais, de um lado os motoristas que circulam sem documentação completa, do outro lado os agentes da Polícia Municipal, que aceitam subornos para deixar seguir irregularidades.

O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou, nesta segunda-feira, a expansão da tecnologia 5G para todas as capitais provinciais, zonas económicas especiais e principais destinos turísticos do país até 2027, no âmbito da estratégia nacional de transformação digital.

O anúncio foi feito durante a abertura da V Conferência Nacional das Comunicações, que decorre sob o lema “Comunicações como Pilar da Transformação Digital em Moçambique: Conectividade, Inclusão e Resiliência”.

Na sua intervenção, o Chefe do Estado defendeu que a transformação digital constitui uma questão de desenvolvimento, soberania e justiça social, destacando o papel estratégico das comunicações na modernização da economia, na prestação de serviços públicos e na redução das desigualdades sociais e territoriais.

Segundo Daniel Chapo, o Governo está a implementar uma agenda assente em reformas institucionais, investimentos estruturantes e expansão da conectividade em todo o território nacional. Entre as medidas já em curso, destacou a criação da Agência de Transformação Digital e Inovação, da Comissão Nacional para a Inteligência Artificial e de mecanismos de coordenação da transformação digital.

O Presidente referiu ainda que a iniciativa “Internet para Todos” visa garantir o acesso universal à Internet até 2030, contribuindo para a redução das desigualdades no acesso às tecnologias de informação e comunicação.

No quadro desta iniciativa, estão em curso investimentos para a instalação de 60 estações de base no âmbito do Programa de Conectividade Rural e para a expansão dos serviços de comunicações a mais de 300 localidades, num projecto avaliado em cerca de 50 milhões de dólares norte-americanos e que deverá beneficiar aproximadamente 4,4 milhões de cidadãos.

Na área da educação, o Governo anunciou investimentos superiores a 20 milhões de dólares para reforçar a conectividade escolar nos ensinos básico, técnico-profissional e superior, complementados pela criação de laboratórios de informática, digitalização de conteúdos e desenvolvimento de competências digitais.

Daniel Chapo considerou que a consignação administrativa do espectro radioeléctrico aos operadores Tmcel, Vodacom e Movitel representa um marco para o lançamento do 5G em Moçambique, permitindo atrair novos investimentos e acelerar a inclusão digital.

O estadista anunciou igualmente que o Governo está a avançar com o licenciamento de operadores de satélite para garantir conectividade em zonas remotas e revelou que se encontra em fase de concepção o projecto do cabo submarino Nacala–Lobito, entre Moçambique e Angola, destinado a aumentar a capacidade internacional de ligação à Internet e reduzir os custos de comunicação.

Para o Presidente da República, o objectivo é transformar Moçambique num dos principais centros digitais da África Austral, promovendo a inovação, o empreendedorismo e a competitividade económica.

“Queremos que, na próxima década, Moçambique seja reconhecido como uma das economias digitais mais dinâmicas do continente africano”, afirmou.

Na ocasião, Daniel Chapo declarou oficialmente aberta a V Conferência Nacional das Comunicações, apelando aos participantes para que contribuam com propostas que reforcem a inclusão digital, a resiliência das comunicações e o desenvolvimento sustentável do país.

A Presidente do Conselho de Administração da Autoridade Reguladora das Comunicações de Moçambique (INCM), Helena Fernandes, defendeu esta segunda-feira, em Maputo, o fortalecimento do sector das comunicações como elemento fundamental para impulsionar a transformação digital, a inclusão social e o desenvolvimento económico do país.

A posição foi apresentada durante a cerimónia de abertura da V Conferência Nacional das Comunicações, evento que reúne representantes do Governo, reguladores internacionais, operadores do sector, académicos, especialistas e parceiros de cooperação para debater os desafios e oportunidades do ecossistema digital moçambicano.

Na sua intervenção, Helena Fernandes sublinhou que as comunicações assumem actualmente um papel estratégico no desenvolvimento sustentável das nações, num contexto marcado pela rápida evolução tecnológica e pela crescente digitalização das economias.

Sob o lema “Comunicações como Pilar da Transformação Digital em Moçambique: Conectividade, Inclusão e Resiliência”, a conferência pretende promover a reflexão sobre o futuro do sector e reforçar o compromisso dos diferentes intervenientes com a expansão do acesso aos serviços digitais e de comunicações.

A responsável destacou ainda a necessidade de o regulador acompanhar as transformações do mercado, antecipar tendências tecnológicas e criar condições favoráveis à inovação, à concorrência saudável e à protecção dos consumidores. Defendeu igualmente a promoção da conectividade universal, com especial enfoque nas zonas rurais, bem como o reforço da resiliência das infra-estruturas e dos serviços de comunicações.

Helena Fernandes considerou que a conferência constitui um espaço privilegiado de diálogo e partilha de conhecimento, onde são debatidas soluções para o desenvolvimento dos sectores das telecomunicações, serviços postais e radiodifusão.

A dirigente saudou a presença do Presidente da República, Daniel Chapo, que procedeu à abertura oficial do evento, considerando que a sua participação demonstra a importância atribuída pelo Estado ao sector das comunicações e ao processo de transformação digital em Moçambique.

O encontro conta também com a participação de representantes de organizações internacionais ligadas ao sector, entre os quais a Secretária-Geral da União Internacional das Telecomunicações, Doreen Bogdan-Martin, o Secretário-Geral da União Africana das Telecomunicações, John Omo, e a Secretária-Geral da Organização das Telecomunicações da Commonwealth, Bernadette Lewis.

A V Conferência Nacional das Comunicações decorre num momento em que Moçambique procura acelerar a implementação da agenda de transformação digital, expandir o acesso às tecnologias de informação e comunicação e promover um futuro digital mais inclusivo, conectado e resiliente para todos os cidadãos.

O Hospital Provincial de Xai-Xai enfrenta constrangimentos relacionados com a falta de vacinas BCG para recém-nascidos e com denúncias de alegadas práticas de corrupção, incluindo a venda ilícita de insumos médicos. A situação foi constatada durante uma visita de monitoria efectuada pelo deputado do Partido Podemos, Evandro Massingue, à principal unidade sanitária da província de Gaza.

O Hospital Provincial de Xai-Xai encontra-se sem stock de vacinas BCG, destinadas à imunização de recém-nascidos contra formas graves de tuberculose, e enfrenta ainda processos relacionados com alegados casos de corrupção envolvendo funcionários da instituição.

A situação foi constatada durante uma visita de monitoria realizada pelo deputado do Partido Podemos, Evandro Massingue, àquela unidade sanitária de referência da província de Gaza.

Durante a visita, o parlamentar percorreu diversos sectores do hospital, entre os quais a maternidade, o banco de sangue, a morgue e outros serviços considerados estratégicos para o funcionamento da instituição.

O director do Hospital Provincial de Xai-Xai, Moisés Mubango, confirmou que a unidade sanitária não dispõe, neste momento, de vacinas BCG, necessárias para responder à procura mensal.

Segundo explicou, o hospital necessita de cerca de mil doses por mês e aguarda o respectivo reabastecimento.

“Neste momento não dispomos de vacinas BCG. As nossas necessidades rondam as mil doses por mês e estamos a trabalhar com as entidades competentes para regularizar o fornecimento”, explicou Moisés Mubango.

Paralelamente, a direcção do hospital confirmou a existência de processos envolvendo funcionários suspeitos de participação em esquemas de corrupção, incluindo alegados casos de venda irregular de insumos médicos pertencentes à unidade sanitária.

De acordo com os dados apresentados pela direcção, dez funcionários estão a ser processados, dos quais três foram preventivamente afastados das suas funções enquanto decorrem os procedimentos de investigação.

“Temos dez funcionários com processos relacionados com práticas irregulares. Destes, três encontram-se afastados preventivamente enquanto decorrem as averiguações”, afirmou o director.

Após a visita aos diferentes sectores do hospital, o deputado do Podemos manifestou preocupação com os problemas identificados, sobretudo nos serviços considerados mais sensíveis, como a maternidade.

Evandro Massingue defendeu a realização de investigações aprofundadas para esclarecer as denúncias e apurar responsabilidades.

“São situações graves que merecem uma investigação rigorosa. Estamos a falar de uma unidade sanitária de referência provincial, onde não pode haver espaço para actos que comprometam a qualidade dos serviços prestados à população. Os envolvidos devem ser responsabilizados nos termos da lei”, declarou o deputado.

O parlamentar acrescentou que as denúncias de alegada venda de insumos médicos e os casos de corrupção devem ser tratados com seriedade pelas autoridades competentes, por colocarem em causa o normal funcionamento dos serviços de saúde.

A visita de monitoria do Partido Podemos ocorre numa altura em que várias unidades sanitárias da província de Gaza procuram responder a diversos desafios operacionais, incluindo a reposição de medicamentos e vacinas, bem como o reforço dos mecanismos de controlo interno para prevenir irregularidades.

Entretanto, a direcção do Hospital Provincial de Xai-Xai garante que continua a colaborar com as autoridades competentes para o esclarecimento dos casos em investigação e para assegurar a normalização do abastecimento de vacinas e outros insumos médicos essenciais.

O Presidente do Conselho Municipal de Maputo, Rasaque Manhique, procede, esta segunda-feira, à abertura de uma formação gratuita destinada a 120 transportadores semi-colectivos de passageiros da cidade de Maputo.

A iniciativa visa o averbamento gratuito das cartas de condução para categorias de profissionais e serviços públicos, no âmbito da campanha municipal de licenciamento massivo e gratuito dos transportes semi-colectivos.

Segundo o Conselho Municipal de Maputo, a acção pretende contribuir para a regularização da actividade dos transportadores semi-colectivos, promovendo maior conformidade com as normas de trânsito e reforçando a segurança no transporte de passageiros.

As autoridades municipais consideram que a formação representa um passo importante no processo de profissionalização do sector dos transportes públicos urbanos, ao mesmo tempo que facilita o acesso dos operadores aos requisitos legais necessários para o exercício da actividade.

+ LIDAS

Siga nos