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O País – A verdade como notícia

A Bélgica vai financiar a construção de dois aterros sanitários na província de Nampula. Serão aplicados ao todo 18.4 milhões de Euros, cerca de cento e vinte e um mil milhões de Meticais, que vão servir também para a criar centros de reciclagem e compostagem do lixo.

É comum nos grandes centros urbanos do país a deposição do lixo em locais impróprios. O problema é causado pela falta de recursos ao que é possível encontrar lixeiras a céu aberto, contrariando as boas práticas ambientais.

Para ajudar o país na luta para minimização do impacto ambiental do lixo, o governo Belga, através da Agência Belga de Desenvolvimento, ENABEL, decidiu que vai construir no próximo ano (2025), dois aterros sanitários nas cidades de Nampula e Nacala.

Luís Giquira, edil de Nampula, disse que o apoio da Bélgica encaixa-se na visão do Município de Nampula que pretende ser um bom exemplo sobre como se poderá criar valor com o lixo.

“Nós acreditamos que podemos fazer riqueza com o lixo. O lixo pode trazer fontes de rendimento para os nossos municípes e com este apoio há uma possibilidade deste sonho se tornar realidade.”

Só a Cidade de Nampula produz diariamente mais de 80 toneladas de lixo.

O Presidente da Republica, Filipe Jacinto Nyusi, procede hoje, no distrito de Muidumbe, província de Cabo Delgado, ao Lançamento da Primeira Pedra para a construção do Centro de Formação Profissional de Muidumbe.

O centro vai contribuir para a elevação dos níveis de empregabilidade e ocupação sã e produtiva dos jovens, com destaque para os distritos da região norte da província de Cabo Delgado.

O Ministério das Obras Públicas falhou o lançamento do concurso público para a reabilitação da estrada nacional número um, que estava previsto para a primeira semana de Junho. Carlos Mesquita diz que tal se deveu às exigências do Banco Mundial.

No dia 21 de Maio do ano em curso, o ministro Carlos Mesquita prometeu que num período de duas semanas, a contar desde aquela data, seria lançado o concurso público para contratação dos empreiteiros que vão reabilitar a estrada nacional número um. Quase um mês depois, não houve avanço. E o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos confirmou o facto e explicou as razões.

“Infelizmente não conseguimos lançar os concursos públicos como nós pretendiamos, porque aconteceu um outro requisito que era necessário observar, sob ponto de vista de regras do Banco Mundial que é o financiador. Porque não estávamos a lançar o concurso neste caso com salvaguardas sociais e do género, estavámos a empacotar isso numa única especialidade e depois o Banco disse que era preciso separar e quando é assim requer mais algum tempo para consideração. Mas está tudo bem encaminhado, discutimos na última segunda-feira desta semana, portanto, vai ser lançado no final deste mês ou na primeira semana de Agosto .”

O que se sabe é que o arranque das obras de reabilitação está previsto para os meses de Outubro a Novembro. Com o atraso na contratação do empreiteiro, estes prazos também podem falhar.

“Obviamente que se atrasar aqui, atrasa o outro processo aquilo é uma coisa a seguir a outra. Mas depende de quem vão ser os empreiteiros, não quero defender absolutamente nenhum e nem sou eu quem faz a avaliação dos concursos. Mas deixa dizer que se for os empreiteiros que estão no terreno a reabilitar a estrada podem ter alguma flexibilidade na mobilização de equipamentos diferentes, por exemplo se for um daqueles que não está no terreno”.

O Ministro das obras públicas fez estes pronunciamentos esta sexta-feira, no âmbito da monitoria às obras de reabilitação da Estrada nacional número dois, no troço que liga Boane e Namaacha, na província de Maputo. Devido a degradação da estrada, parte dos transportadores da Matola que usam a via chegaram a paralisar as actividades. Na visita às obras, Mesquita disse que o Governo mantém o interesse de concessionar a via.

“A intenção de concessão desta estrada não só mantém-se, é política e estratégia que o governo tem para concessionar mais estradas, ou seja, trazer mais o sector empresarial privado nacional particularmente e não só a envolver-se mais em estradas. Aí precisamos de ter mais cautela e esse trabalho que estamos a fazer”.

A reabilitação daquela via visa facilitar a transitabilidade entre Eswatini, África do Sul e Moçambique, tendo em conta que a principal ligação, pelo menos destes dois últimos países, até agora é feita através da Estrada Nacional número 4, que anda congestionada.

 

Depois de instaurar um processo crime contra os cinco agentes da Polícia afectos ao distrito de Homoine, a Procuradoria Provincial em Inhambane pediu a prisão preventiva dos mesmos, por entender que os agentes são um risco à investigação.

Segundo apuramos, no pedido de prisão dos agentes, enviado ao Tribunal Judicial da Província de Inhambane, o Ministério Público alegou que por serem agentes da Polícia, há o risco dos mesmos interferirem na investigação, quer através da família das vítimas ou por outra via.

O “O País” sabe que há ainda o receio que os agentes possam fugir, uma vez que já foram suspensos do trabalho e correm até risco de expulsão.

Por sua vez, o tribunal acatou o pedido do Ministério Público e emitiu mandados de captura contra os cinco agentes que foram executados na manhã desta sexta-feira por agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal.

Entre os detidos, está o chefe de operações da PRM que liderou a operação de tortura.

O “O País” procurou a Procuradoria de Inhambane para confirmar a informação, que disse não poder falar em torno do assunto, por estar na fase de instrução.

Foi aberta, ontem, mais uma loja AQI, no distrito de Chókwè, província de Gaza. O novo estabelecimento vai encurtar as longas distâncias que os produtores percorriam à procura de insumos agrícolas e outros kits de produção.

No distrito de Chókwè, província de Gaza, já existe AQI, onde os produtores poderão passar a comprar insumos agrícolas e demais kits de produção.

É que nesta quinta-feira foi aberta a décima sexta loja da principal e maior rede de venda e distribuição a retalho de produtos agropecuários e demais itens de produção a nível do país.
“A dado momento, percebemos que não fazia sentido estarmos em todas as províncias e não estar em Chókwè, apesar de estarmos, também, em Gaza, na Macia. Mas, como sabem, Chókwè já foi uma referência e celeiro de Moçambique. Nós acreditamos nos produtores e na comunidade local. É por isso que estamos aqui e trazemos connosco a solução que é integrada”, explicou Lírio Naftal, director executivo da AQI.

E há uma explicação de o porquê AQI é mais do que uma simples loja. “Nós somos uma empresa de referência, que consegue completar um ciclo de produção. Os produtores não terão de percorrer longas distâncias para adquirir insumos ou para completar o seu kit de produção na AQI nós temos tudo que os produtores precisam”, justificou Lírio Naftal.

Antes da abertura deste estabelecimento, os produtores de Chókwè compravam os insumos nos chamados agro dealers ou, simplesmente, agrocomerciais. A AQI não veio eliminá-los do mercado.

“O agro dealers teria de percorrer cerca de 200 quilômetros para comprar os produtos da AQI e incorrer custos de transporte e, de certa forma, incorporavam estes custos no produto. Por vezes, vendiam o produto fora dos preços de mercado. Então, nós estamos aqui para facilitar a vida deles e, para além disto, nós ainda abdicamos da nossa margem para dar oportunidade ao agro dealer a fazer o mesmo preço que nós. Então, nós não estamos aqui para concorrer com nenhum agro dealer ou parceiro. Estamos aqui para, de forma conjunta,criarmos um impacto na nossa comunidade”, detalhou o director executivo da AQI.

E a comunidade de produtores, logo depois do corte da fita, afluiu em massa à nova loja da AQI.

De corredor em corredor e de prateleira em prateleira, apreciava os produtos e, claro, no fim compravam.

“É uma oportunidade para os agricultores e a loja, também, vai ajudar as comunidades a terem os produtos perto e a preços acessíveis”, indicou Benildo Tomás, um dos produtores de Chókwè, província de Gaza, secundado por Ester Bernardo, igualmente, produtora ao afirmar que: “vai nos ajudar muito aqui em Chókwè. Estou a ver muitos produtos que não eram fáceis de encontrar e é perto da cidade. Antes, tínhamos percorrer longas distâncias para a sua aquisição”.

Ainda este ano, AQI vai abrir mais quatro lojas e introduziu o que chama de “Rota Certa”, uma solução para fazer chegar os insumos agrícolas às zonas recônditas, através de um camião, em dias fixos da semana.

Mais de uma semana depois do roubo, a câmara do Grupo Soico já foi devolvida. O equipamento chegou pelas mãos do Serviço Nacional de Investigação Criminal, contendo todo o material que tinha sido filmado no dia 04 de Junho corrente. As imagens mostram como a Polícia obrigou os manifestantes a saírem do local das manifestações.

O dia não tinha nenhum indício de que terminaria com o Grupo Soico sem parte dos seus equipamentos. O que sucedeu é que havia mais de 300 ex-agentes do extinto Serviço Nacional de Segurança Popular (SNASP), que se estavam a manifestar em reivindicação de suposta compensação que devia ter sido paga há 20 anos.

A manifestação estava a ter lugar defronte das instalações do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, na Avenida Kenneth Kaunda, esquina com a Avenida Cahora Bassa, na Cidade de Maputo. Era, na verdade, um trabalho de seguimento.

É que, na noite anterior, chovera torrencialmente em Maputo, então interessava saber como aqueles homens e mulheres tinham passado a noite. Até foi feito esse trabalho junto dos manifestantes, que se mostram tristes por terem passado a noite debaixo de uma chuva que tinha também granizos.

Ora, quando eram 17h55, Hélder Mathwassa, operador de câmara, clica no botão rec para gravar a primeira imagem, a identificar onde estava. Do trabalho que estava a ser feito, foi apurado, por exemplo, que, naquela terça-feira, pela manhã, estivera lá um agente da Polícia com um ultimato. “Ele disse que tínhamos até 16h para sairmos daqui, senão iriam usar força”.

O trabalho continuou e foram ouvidas mais personagens, a última das quais foi entrevistada às 18h21. A gravação foi de menos de 03 minutos. E pronto. Estava contada a história do dia. Até que, por volta das 18h25, chega um contingente policial.

À chegada, os agentes formaram um cordão de segurança e a equipa da STV estava dentro dele, ou seja, protegida… Ou, pelo menos, é assim que se sentia.

Vendo o contingente policial, os manifestantes levantaram-se, juntaram os seus pertences, que eram caixas e algumas tigelas de marmitas e foram juntar-se ao muro do edifício do PNUD. Ficaram ajuntados e os agentes ficaram à frente, como se estivessem numa sessão de formatura. Os agentes anunciaram que todos devem abandonar o espaço e seguir para as suas casas.

Para facilitar, os agentes disseram que tinham “carros para qualquer destino, vamos acompanhar até às residências. Temos aqui o carro da Polícia, também, vamos aproveitar!”

Só que os manifestantes não tinham disponibilidade para aproveitar essas facilidades todas; queriam mesmo era ficar ali até terem respostas. Daí que, quando eram cerca das 18h35, um dos agentes anunciou novas medidas.

“Já que vocês não querem perceber, vamos violentar; entra no carro à força. Vamos carregar, vamos carregar! Colegas, uma corrente aí para não saírem, uma corrente para eles não passarem!”

Há um senhor que, visivelmente, se recusa a entrar no autocarro. Ainda assim, entrou à força, tal como tinha sido dado o aviso. Foi carregado pelos agentes da Polícia contra a sua vontade. Há quem teve, até, de ser arrastado. O facto é que, com violência ou não, os manifestantes saíram dali, alguns directamente para as suas casas e outros para os autocarros.

Quando tudo estava feito, da parte da Polícia, e estavam a ser recolhidos os últimos cartuchos dos manifestantes, Leonel Muchina aproximou-se à reportagem para dizer que estava disponível para explicar a razão de tudo aquilo.

A entrevista até começou e Muchina foi a tempo de dizer que a presença da Polícia era para acautelar que não se bloqueasse uma via tão importante como aquela e com alguns dos edifícios que lá estão. Muchina ainda disse que estava em risco também a saúde dos próprios manifestantes e a dos transeuntes, que estavam impedidos de circular pelo passeio. É neste momento que os bandidos colocam Hélder Mathwassa no chão, levam a câmara e correm para uma viatura ligeira, de onde saem às pressas.

“Pisa o carro, pisa o carro!”, ordenou um dos meliantes ao motorista. Pisaram no acelerador e foram… foram embora, mas não a tempo de desligar a câmara, que continuou a gravar por, pelo menos, mais 28 minutos. A entrevista com Muchina durou cerca de um minuto e meio. Isto quer dizer que quando o roubo da câmara aconteceu quando eram 19 horas e dois minutos e meio.

No momento da entrada, ainda é possível ver que, à entrada, havia, no interior da viatura, mais dois jovens. O carro em que seguiam os meliantes foi na direcção da Praça da OMM, mas a viagem não durou muito tempo, porque, quatro minutos depois, ou seja, por volta das 19h07, os ladrões registam a sua primeira paragem e levam consigo a câmara.
As imagens estão desfocadas, mas o áudio não. Tudo é feito às pressas. Os malfeitores são de poucas palavras e essas poucas, são faladas em Changana. Por exemplo, aqui, eles dizem onde é que a câmara deve ser guardada. Guardou-se por pouco tempo. A gravação feita pela câmara permite-nos perceber que os bandidos só ficaram no local por quatro minutos, ou seja, saíram depois das 19h10.

Ao que se pode entender, a primeira paragem era para preparar alguma coisa, que não apurámos, por isso, à saída, a primeira pergunta de um dos meliantes é: “Pessoal, já? Já?”

Por descuido ou não, há um nome que é mencionado. “Zeze, abram! Abram!” E prosseguiram para outro lugar. Algo que chama atenção é que, durante a viagem, falam pouco. Mas há um momento de chacota em que os meliantes falam do que acabam de fazer. Pelo que se pode notar, os que tinham ficado no interior do carro perguntam “Não vos perseguiram?” E o outro responde com uma pergunta retórica: “Como perseguir com arma?”

Daqui em diante, os malfeitores passam a falar mais, mas nada que se ouça… até que, quando são 19h19, se ouve a voz de Sheila Wilson, bem no início da live durante a qual foi detida.

Pois é, é isso mesmo. Os ladrões, que, supostamente, nada tinham a ver com a Polícia, tiveram interesse de ouvir a gravação da live feita pela jornalista sequestrada, Sheila Wilson. É evidente que os meliantes não estavam a acompanhar em directo. É que, como se vê numa captura de tela, a live de Sheila foi ao ar às 18h58. E, como dissemos, os ladrões só começaram a ouvir a live às 19h19. Ademais, iam vendo e recuando no vídeo. Das duas uma: ou estavam com o celular da profissional ou gravaram eles próprios nos seus dispositivos.

Bem, a viagem continuou. Agora um pouco mais descontraída. 22 minutos depois do roubo, quando eram 19h24, o motorista recebe uma ordem de um dos seus comparsas. “Bro, desculpa lá, podes parar aqui.”

Este foi o último ponto de paragem. A câmara voltou a ser mexida dois minutos depois da paragem, ou seja, quando eram cerca de 19h26. Depois disso, nenhum momento digno de realce teve lugar. O equipamento parou de gravar às 19h31.

O chefe de Estado quer mais comprometimento do Tribunal Judicial do Niassa no combate ao tráfico e consumo de drogas para reduzir o nível de envolvimento dos jovens na criminalidade. O apelo foi feito esta quinta-feira, durante a inauguração do Tribunal Judicial do Niassa.

O primeiro trimestre deste ano “foi dominado por crimes contra o património, pessoas, homicídios, crimes contra ordem e segurança pública cometidos por jovens”. Para minimizar o impacto do envolvimento dos jovens no narcotráfico, Nyusi defendeu que é preciso eliminar as vulnerabilidades, sobretudo nas zonas fronteiriças, que são as “portas de entrada” das drogas no país.

“Niassa tem fronteira com Tanzânia e Malawi, espaços que podem ser explorados pelos narcotraficantes. Para chegarem a Maputo, é preciso que passem primeiro por algum lugar, e pode ser aqui. Podem usar Meponda, Mandimba ou outra região e outros locais lacustres ou terrestres desta  província. Então, é preciso fazermos leitura antecipada para combater este crime.”

Reconhecendo as drogas como um problema nacional, Nyusi apelou à colaboração de todos os sectores da justiça não só ao nível da província do Niassa, como também em todo o país. “Boa parte dos que roubam galinhas são jovens que estão sob efeito de álcool e drogas. As pessoas que têm coragem de andar com catana para roubar só podem estar sob efeito de alguma droga”, disse Nyusi.

Apesar de a província do Niassa não ter registado situações “alarmantes de consumo e tráfico de drogas”, o chefe do Estado disse que a escolha do tema “Combate ao narcotráfico” não foi aleatória, foi feita com base nos males que os narcóticos causam à juventude e exemplificou. “Se compararem alguns jovens que consomem drogas a mim, podem perceber que até eu posso parecer mais novo, mas isto por causa do que eles consomem.”

Ademais, o combate às drogas responde à Estratégia Nacional de Combate às Drogas e Substâncias Psicoactivas (2014-2023) e ao programa: “Um distrito um edifício condigno para o tribunal”, que pretende em breve a construção de mais dois tribunais em Maua e Gaua, ainda nesta província.

Nyusi usou da ocasião para elogiar a postura do  Supremo, que avançou “custos reais” sobre o orçamento do recém-inaugurado tribunal.

“Normalmente, as pessoas falam de um custo acima do normal, por exemplo, dizer que o quilograma de feijão em Lichinga custa cinco milhões, enquanto a pessoa poderia vender a quinhentos ou mil Meticais, a pessoa recorre a valores excessivos e inacreditáveis.”

Na mesma perspectiva de custos “reais” na construção de infra-estruturas públicas, Nyusi diz que deseja fazer o mesmo com a Assembleia da República. “Quando falo do Legislativo, das prioridades, recomendo a construção de uma vila parlamentar onde o edifício seja digno”, disse o Presidente.

Para a conclusão das recomendações sobre maior protecção da juventude no acesso às drogas, Nyusi deixou quatro recomendações ao Tribunal Judicial do Niassa: a aplicação da lei e capacitação de todos os intervenientes; a contribuição para o reforço das regras de boa convivência; o fortalecimento da articulação com outras instituições do Estado envolvidas no combate às drogas; e o incentivo às pesquisas sobre problemas criminais e de saúde.

Quando falta menos de um mês para o término do prazo das obras de requalificação da avenida Julius Nyerere, na cidade de Maputo, no terreno e numa extensão de mais de 60 por cento da via, ainda persiste o cenário de buracos e os munícipes mostram-se preocupados. O município, por sua vez, prefere não dar detalhes.

A edilidade está a investir acima de 190 milhões de meticais na reabilitação do troço Xiquelene-Magoanine, com cerca de cinco quilómetros de extensão, cuja obra tem conhecido várias interrupções. Faltando três semanas para o término do prazo estipulado pelo Município, o terreno revela uma imagem muito crítica, buracos numa extensão de cerca de 50 por cento do perímetro definido.

As difíceis condições de transitabilidade deixam indignados os transportadores, que dizem não entender o motivo da morosidade das obras. “A situação actual da estrada danifica-nos as viaturas, e como vê, mesmo a minha está danificada. Estamos a passar mal quase todos os dias, e a única recomendação que temos ao governo municipal é que requalificam a via o mais rápido possível,”disse Profilio Muhala, Munícípe de Maputo.

O ponto mais crítico é entre a zona conhecida como Expresso até ao bairro de Laulane. Para que se tenha uma ideia, na zona da lixeira de hulene, os automobilistas são obrigados a buscar outras alternativas para seguirem com a marcha, na qual, durante o percurso, alguns carros chegam a parar no meio da estrada, complicando o trânsito na hora da ponta.

Diante da situação, os usuários da via têm um pedido à edilidade chefiada por Rasaque Manhique. “Não há outra opção por aqui se não cumprirmos, temos que fechar a receita do patrão, mas a estrada deixa muito a desejar. Acho que o Município apressa-se com as sombras de requalificação que, por sinal, só compreenderam um curto troço. A actual situação provoca fortes danos mecânicos nas viaturas, não entendemos o porquê de estarem a fazer em metades”.

O jornal O País contactou o Conselho Municipal da Cidade de Maputo para apurar os detalhes sobre as obras, mas ainda não se mostrou disponível.

Sobe para 25 o número de vítimas mortais do acidente ocorrido em Dondo, na província de Sofala. As duas últimas vítimas foram encontradas a flutuar no riacho onde o autocarro tombou, depois de despistar-se. Há ainda um menor de nove anos que, até então, é dado como desaparecido.

Depois de ter efectuado uma manobra perigosa ao tentar ultrapassar um camião, numa descida, o motorista do autocarro dos transporte municipais do Dondo não conseguiu dominar a viatura, criando um trágico acidente.

No Domingo, dia em que o sinistro ocorreu, foram registados 23 mortos, mas foram encontrados, na tarde de quarta-feira, mais dois corpos.

Fernando Farias diz que os dois corpos eram de um homem e uma mulher com idades entre 31 e 32 anos. Para além disso, foi dado como desaparecido, desde o dia do acidente, uma criança de nove anos que estava acompanhada pelos pais.

Na sequência do acidente foram registados 48 feridos dos quais 9 continua internado, dois deles a receberem cuidados intensivos

 

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