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O País – A verdade como notícia

Há três moçambicanos entre as 14 pessoas que morreram na sequência do desabamento de um prédio de cinco andares, no dia 6 de maio corrente, na vizinha África do Sul. As autoridades acreditam haver mais nacionais soterrados nos escombros.

Um vídeo publicado na página rede social X do governador da cidade de George mostra o momento em que o cidadão moçambicano, Gabriel Guambe, é resgatado com vida pelas equipas de busca e salvamento, após cinco dias soterrado debaixo dos escombros, uma acção que mereceu aplausos.

A mesma sorte não tiveram 14 pessoas decretadas óbitos, na sequência do acidente. Ao todo, haviam 81 pessoas que se encontravam a trabalhar quando o edifício cedeu, há uma semana.

A cônsul de Moçambique na África do Sul está presente no local de buscas e avançou que os moçambicanos envolvidos no acidente são indocumentados e já decorrem trabalhos para a transladação dos óbitos. 

Até ao momento, 29 pessoas, algumas delas gravemente feridas, foram resgatadas com vida dos escombros e 39 continuam desaparecidas. O ministro da Saúde sul-africano, Joe Phaahla, que visitou este sábado os internados, descreveu o incidente como calamidade nacional.

“Todos concordarão que uma calamidade desta magnitude é algo que realmente não acontece com frequência”, disse Phaahla.

O chefe do Governo provincial da cidade de George, Alan Winde, agradeceu as equipas envolvidas nas buscas. “O nosso sobrevivente foi resgatado com sucesso dos escombros após mais de 116 horas. Isto não é nada menos do que um milagre, obrigado a todas as equipas de busca e salvamento”, lê-se numa mensagem do governante, publicada na rede social X, acompanhada de um vídeo retratando trabalhos no local. 

As causas do desabamento da obra que estava em construção continuam desconhecidas.  A construção estava atrasada  há quase quatro anos. 

Desde o primeiro caso, em Março passado, é a segunda vez, este ano, que um cidadão de origem asiática é vítima de rapto em plena luz do dia na Cidade de Maputo. À semelhança do primeiro, este rapto também foi antecedido de tiros para dispersar qualquer tentativa de ajuda.

A vítima é proprietária de uma farmácia na Avenida Joaquim Chissano, no mesmo local onde o crime ocorreu.

As testemunhas contaram que foi uma acção rápida e que os tiros causaram tanto pânico que não houve qualquer possibilidade de se aproximarem para socorrer a vítima.

“Eu só ouvi tiros de longe e não deu para aproximar, mas, logo que terminou, ouvimos, da funcionária daqui, que o senhor foi raptado. Conforme ouvi, eram quatro criminosos em dois carros”, contou uma testemunha.

Mesmo com algumas tentativas de contacto, a Polícia da República de Moçambique e o Serviço Nacional de Investigação não prestaram quaisquer informações.
De Janeiro até agora, este é o quarto rapto registado no país, de um total de 33.

Dois mortos e 13 feridos, entre graves e ligeiros, é resultado de um acidente de viação ocorrido na tarde deste Sábado em Manica. Entre as vítimas está um militar que seguia para uma missão na cidade de Chimoio.

O embate mortal aconteceu sobre o Rio Naucisso, há cerca de 10 quilómetros da cidade de Chimoio, onde o autocarro que transportava passageiros, entre si militares, colidiu com um camião de carga, que fazia o trajecto Chimoio-Vandúzi.

O Hospital Provincial de Chimoio que recebeu as vítimas, confirmou dois óbtitos, o motorista do autocarro e um passageiro, que por sinal era militar.
Segundo Eulália Mendonça, Médica de Clínica Geral, “um perdeu a vida no local do sinistro e o outro na porta do Banco de Socorros”.

Dos feridos, pelo menos um estava em estado grave. “Um se encontra em estado grave e ficou internado na ortopedia para mais cuidados e os restantes 12 foram atendidos em regime ambulatório”, referiu.

O sinsitro aconteceu por volta das 13h e até 3 horas depois não tinham sido removidas as viaturas sinistradas ao que gerou um enorme congestionamento na Estrada Nacional Número Seis.

O Capitão-Tenente na reserva, Abdul Machava, disse, em entrevista ao Noite Informativa, que a retirada das Forças Estrangeiras da SADC, SAMIM, podem ter ocasionado o ataque terrorista, no distrito de Macomia, em Cabo Delgado.

Machava explicou que a retirada de tropas num território em guerra faz com que o adversário entenda que existe um espaço para atacar. “Várias vezes foi dito que era preciso que as tropas moçambicanas e o Estado moçambicano, de forma cuidadosa, previssem que a retirada das tropas estrangeiras, pelo know how e pela capacidade logística que carregam, pudesse traduzir-se nalguma fraqueza das nossas forças”.

A fonte expressou ainda preocupação em relação as declarações do Chefe de Estado sobre o facto de ataque terrorista ser previsível e sobre o ataque ter sido realizado em duas fases.

“Numa primeira fase, os terroristas foram repelidos pelas nossas forças de Defesa e Segurança, e, depois de cinquenta minutos, voltaram a atacar, isso representa uma fraqueza no tipo de treinamento que as nossas forças têm”.

Geralmente, continuou o Capitão Tentente na reserva, quando se sofre um ataque e o inimigo foge, porque está a sofrer resistência das Forças Armadas, é preciso sair da defensiva para a ofensiva, imediatamente, quando isso não acontece, revela “alguma falha no treinamento militar”.

Abdul Machava condenou também a apaerição do Presoidente da República para dar informções técnicas sobre a situação de Macomia, justificando que poderia ocasionar certa desinformação.

“O Presidente da República tem que se acostumar a delegar funções de porta-voz e aparecer apenas para dar informações meramente políticas obre o assunto, para as questões técnicas deve-se delegar ao porta-voz do Ministério da Defesa Nacional”.

A ministra da Administração Estatal e Função Pública, Ana Comoana, diz que a demora no pagamento das horas extras se deve às confirmações que estão a ser feitas para aferir se as reclamações dos profissionais são ou não verídicas, visto que há informações partilhadas que não são verdadeiras. 

Ana Comoana disse, por exemplo, que houve ocasiões em que se constatou que  alguns profissionais cobravam o pagamento de horas extras de feriados e fins-de-semana, enquanto a contabilização das horas extras nesses dias é diferente das horas normais de expediente.

Segundo a ministra, quando isso acontece, há necessidade de, primeiro, aferir a veracidade da informação, visto que quem paga precisa de justificar, uma vez que o valor sai dos fundos do Estado.

“Os ministérios da Educação e das Finanças estão a trabalhar no apuramento da informação, uma vez que qualquer pagamento na função pública requer confirmação. Até onde nós acompanhámos, há informações que são realistas mas outras precisam de ser cruzadas”, explicou a governante.

Ainda assim, a ministra disse que os pagamentos já se iniciaram e apelou à calma e serenidade dos visados. Apesar de entender que a espera é difícil, disse não haver necessidade de se chegar ao extremismo, como o caso de se optar pelas greves.

Ana como Ana falava à margem do II workshop da mulher na função pública, onde referiu que o número de mulheres no sector tem aumentado a cada dia.

“A representatividade das funcionárias públicas situa-se, actualmente, nos 44%, bem como pela média de representatividade de 40% para cargos de  direcção, chefia e confiança ao nível central, 35% ao nível das entidades descentralizadas e 30% ao nível dos órgãos locais do estado”, informou Comoana.

O workshop é financiado pela Embaixada da Alemanha em Moçambique, que entende que investir na mulher deve ser prioridade.

Este é o segundo workshop da mulher na função pública onde foram feitos apelos para que este grupo social dê o seu apoio no combate à corrupção.

O Chefe de Estado, Filipe Jacinto Nyusi, confirmou, há instantes, que o grupo de terroristas atacou o distrito de Macomia, na província de Cabo Delgado. Nyusi disse que, desde cedo, está em comunicação com as Forças de Defesa e Segurança, com a Unidade de Intervenção Rápida e outras forças que combatem o terrorismo no norte do país.
De acordo com o Presidente, as Forças de Defesa e Segurança estão a responder positivamente aos ataques terroristas.

A vila sede do distrito de Macomia, no centro da província de Cabo Delgado, foi atacada pelos terroristas na madrugada de hoje, 10 de Maio. Há troca de tiros nas matas de Macomia entre os militares e os terroristas. A informação foi confirmada por um sobrevivente.

O grupo terrorista que assola a província de Cabo Delgado voltou a entrar em acção. Desta vez foi no distrito de Macomia.

“Eles entraram por volta das cinco horas e, até agora, ninguém sabe de nada porque continuamos escondidos aqui no mato”, contou um sobrevivente do mais recente ataque terrorista à vila de Macomia, onde está instalado um dos acampamentos militares dos países da África Austral, que desde 2021 ajudam  Moçambique no combate ao terrorismo.

Com este ataque, a circulação na estrada N380 que liga a zona norte de Cabo Delgado e a República da Tanzânia foi interrompida.

As autoridades continuam no silêncio e pouco ou quase nada se sabe sobre as consequências deste ataque que ocorreu há quase 200 quilómetros de Pemba, a capital da província.

Macomia já foi alvo de ataques terroristas por várias vezes, e o penúltimo ocorreu em Maio de 2020, quando o grupo armado deixou a vila parcialmente em ruínas, depois de ter ocupado por quase uma semana.

O presidente da República, Filipe Nyusi vai inaugurar, dentro de horas, a subestação de Beleluane, no distrito de Boane, província de Maputo, no âmbito da iniciativa presidencial de acesso universal à energia elétrica.

De acordo com a Eletricidade de Moçambique, a subestação vai garantir maior disponibilidade e qualidade de fornecimento de energia eléctrica ao parque industrial de Beleluane, bem como atrair mais indústrias a fixarem seus investimentos na província.

Ainda hoje, Nyusi vai inaugurar a Subestação de Mahoche, uma infra-estrutura que se pretende reforçar a extensão da rede elétrica e massificação de mais ligações nos distritos de Moamba, Vila de Ressano-Garcia e a região à volta.

As duas infra-estruturas foram financiadas pelo Governo da Alemanha, através da KFW, orçadas em 20.7 mil milhões de Euros, cerca de .

Pelo menos um moçambicano está entre as vítimas hospitalizadas depois de ter sido resgatado dos escombros do prédio que desabou no município de George, na província sul-africana do Cabo Ocidental.

A informação foi avançada por responsáveis de Gestão de Desastres de George, num contacto mantido na noite de ontem com as autoridades consulares de Moçambique na cidade do Cabo.

Em curso estão diligências para a confirmação de uma segunda vítima, também hospitalizada, que se presume ser moçambicana. No entanto, informações avançadas por líderes comunitários, familiares e amigos das vítimas, também num contacto com a Cônsul de Moçambique na cidade do Cabo, indicam a existência de moçambicanos entre as vítimas mortais e entre os 39 trabalhadores que continuam entre os escombros.

Esta contradição dos dados das autoridades sul-africanas e dos familiares pode estar associada ao facto de muitos imigrantes ocultarem a sua real identidade, para conseguir emprego ou escapar de actos de xenofobia.

A polícia de George comprometeu-se a fornecer a lista de todas as vítimas. A Cônsul de Moçambique na cidade do Cabo, Ivete Uqueio, garante que a haver vítimas moçambicanas, vão receber apoio.

Dados actualizados apontam que, até as primeiras horas desta quinta-feira, o número de mortes deste incidente subiu para oito. Estes fazem parte do total de 37 trabalhadores que foram resgatados.

Dos que estão internados 14 estão em estado crítico.À entrada do quarto dia, as equipes de resgate continuam a vasculhar os escombros do prédio que colapsou, na tentativa de encontrar com vida os 38 trabalhadores ainda desaparecidos. O prédio de 5 andares desabou na última segunda-feira. As causas não são conhecidas.

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