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O País – A verdade como notícia

Mais de dois anos depois de a STV ter exposto a situação caótica em que viajam os camiões de Maputo para Cabo Delgado, a Estrada continua a ser fonte de martírio. Foram mobilizados pelo menos 1.2 mil milhões de dólares, mas as obras de reabilitação continuam invisíveis e sem datas para o seu arranque.

Há dois anos, a STV mostrou o cenário que vivem todos aqueles que tentam sair de Maputo a Cabo Delgado via terrestre. Na altura eram mais de 800 quilómetros de estrada degradada, outros vários sem sinalização; havia situações também em que as casas estavam ao lado da estrada, o que significava um iminente perigo.

Depois da veiculação da reportagem, o Governo começou a procurar financiamento para reabilitar a via. O dinheiro até encontrou, mas a resolução do problema, não.
Comecemos pelas necessidades. Na reportagem, falava-se de 750 milhões de dólares. Dados que tinha sido disponibilizado pelo Governo na Assembleia da república. Mas, depois da sua exibição, o Noite Informativa discutiu o assunto e a Administração Nacional de Estradas disse que, na verdade, para pôr a Estrada Nacional Número 1 transitável, eram necessários mais de mil milhões de dólares.

A primeira fonte que se abriu foi do Banco Mundial, que assumiu 400 milhões de dólares. O plano com este valor era reabilitar os 508 quilómetros troços mais críticos. Depois desta garantia, o que todos queriam saber é: para quando a reabilitação desse troço?

O Primeiro Ministro disse que o que importava mais não eram os prazos e, sim, “encontrar o dinheiro e isso já está”. Aliás, Maleiane sabia bem o que se seguia. “Abrir concursos para ter empreiteiros e depois faz-se o processo de concurso e fechar as propostas. Menos de cinco ou seis meses não tem sido, mas o importante é que já temos o dinheiro, isso é e,então, o passo seguinte é só implementar”.

Uma implementação que, para o Ministro das Obras Públicas, Carlos Mesquita, não levaria tanto tempo assim, tal como ele mesmo garantiu ao “O País”. Até porque alguns dos trabalhos preliminares supostamente já tinham sido feitos.

“Com esse desenrolar todo, com os concursos, penso que em finais do primeiro semestre do próximoano as obras iniciam”, assegurou.

Mesquita tinha todo o cronograma na ponta da língua. O ano apontado era mesmo 2023, o ano passado! O Governo informou ao deputados sobre os passos a serem seguidos em Dezembro de 2022.

“Fase 1 – compreenderá a reabilitação de 14 quilómetros dos troços Inchope-Gorongosa, 70KM, Gorongosa-Caia, 168 KM, e Chimuara-Nicoadala, 176KM”. Aqui, o prazo já se tinha elasticizado um pouco; de finais do primeiro, tinha passado para o segundo semetre de 2023.

Bom, podemos trazer vários momentos em que, em 2022, o Governo apontou o ano seguinte como sendo o fim do martírio na EN1, mas levaríamos muito mais tempo. Quando o novo ano chegou, antes mesmo que houvesse espaço para começar a cobrar do Governo, chegou mais uma promessa de dinheiro para a reabilitação da Estrada.

Filipe Nyusi foi aos Emirados Árabes Unidos pela segunda vez em menos de quatro meses e trouxe a promessa de um valor de 800 milhões de dólares.

“Iniciámos,na visita anterior a negociação para 25 milhões de dólares de financiamento e penso que o acordo poderá ser assinado em Março [de 2023] e daí passar para a fase de desembolso”, assegurou Filipe Nyusi, falando que o valor já era de 800 milhões de dólares e não 25 milhões.

As promessas continuaram na mesma direcção, principalmente quando eram os políticos a intervirem. Só que, em Junho veio um técnico falar sobre o assunto. O director-adjunto da Administração de Estradas apontou para um novo prazo.

“2024,na melhor das hipótese, que nós possamos ter o processo de contratação de empreiteiros a acontecer e nessa altura dar arranque da reabilitação da espinha dorsal, neste caso a fase 1”, disse Miguel Coanai.

Pouquíssimo tempo depois, Carlos Mesquita explicou o porquê de ter havido mudança de plano sobre o prazo da reabilitação da EN1. “Temos estudos e estamos a actualizar porque, ao longo desse período, a estrada foi-se danificando e, principalmente agora que saímos da época chuvosa, houve danos adicionais; isso requer uma apreciaçãomais profunda”, informou.

A época chuvosa parece ter afastado a hipótese da melhor das hipóteses anunciada pela ANE. É que não se vislumbram sinais de reabilitação propriamente dita.

Hoje, a STV sabe que há alguns trabalhos a serem feitos no terreno, nomeadamente de tapamento de buracos em alguns troços entre Gorongosa e Inchope. Mas, é um facto: de Inchope até Caia, o martírio continua e está tudo ainda refém de datas que ninguém conhece.

Ninguém conhece as datas, mas contas simples mostram que pelo menos 1.2 mil milhões de dólares foram anunciados como apoio para a reabilitação da EN1. Mas até agora nada dela. E este ano, o Ministro Mesquita fez mais uma promessa de datas. Apontando para finais do mês passado para o arranque das obras. Nessa altura, Mesquita deu a entender que o financiador, no caso o Banco Mundial, estava a ser exigente, o que levava a que o processo não fosse tão célere.

O tempo avançou e as certezas recuaram. Questionado sobre os arranque das obras, Mesquita disse: “Espero bem que seja mesmo em Maio e, se não for em Maio, será em Junho, mas vamos arrancar ainda este ano”.

Ou seja, de início de 2023 que se apontou em 2022, a única certeza que havia agora era que o arranque seria este ano. Bom, até com um ar de celebrativo, o mesmo Ministro das Obras Públicas deu a boa nova que muitos moçambicanos queriam ouvir.

“Na segunda-feira, iniciaram os trabalhos,no terreno, da EN1. Refiro-me aos troços Inchope-Gorongosa e Muera-Caia e, depois, Chimuara-Nicoadala e Metoro-Pemba;o que é conhecido como a Fase 1 do Banco Mundial. ”CARLOS MESQUITA (Março de 2024) – Ministro das Obras Públicas.

Curiosamente, o mesmo Ministro, que tinha anunciado o arranque das obras, indicou outras datas para o início do que já tinha começado. Desta vez, o horizonte era lá para o fim do ano.

“Agora entregaram-nos o primeiro draft do concurso para o arranque das obras, já estivemos a coodenar com o Banco Mundial e ele está confortável, portanto, dentro já se vai lançar o concurso, que vai levar cerca de 45 dias, depois avaliação das propostas, se temos reclamação ou não, e logo a seguir começam as obras físicas.”, explicou apontando Outubro ou Novembro como o horizonte.

Só foi um optimismo que não passou disso. Uma vez mais, a suposta grande exigência do Banco Mundial, que é o único financiador que agora o Governo menciona, voltou a retardar tudo. As duas semanas para o lançamento do Concurso não foram cumpridas.

“Não chegámos a lançar pos concursos públicos como pretendíamos porque houve um outro requisito que era necessário observar, sob o ponto de vista de regras do Banco Mundial, que é o financiador, porque estávamos a lançar projectos de salvaguarda social e do género e estávamos a empacotar isso numa única especialidade e, depois, o Banco disse que era preciso separar e, quando é assim, requer mais algum tempo para a consideração”, explicou.

Ou seja, as datas agora estão todas comprometidas e já não há horizonte de datas por via do qual se vai interpelar o Governo, daqui para frente.

Quando a reportagem da STV foi veiculada há dois anos, o segundo mandato, liderado por Filipe Nyusi, ainda tinha dois anos e meio pela frente. Agora, apenas meio ano. Aqui só fizemos as contas de datas e tempos, mas os camionistas fazem contas dos gastos que têm com a manutenção dos seus carros que se estragam nas viagens

Condução em estado de embriaguez e excesso de velocidade são apontados pela Polícia de Trânsito, na cidade da Beira, como as principais causas de um acidente de viação, ocorrido na noite de ontem, que resultou em morte. Duas pessoas foram carbonizadas.

As vítimas são uma senhora e um menor de idade, que seguiam na viatura ligeira carbonizada. Opaís soube no local dos factos que o automobilista da viatura sinistrada foi detido e outras duas pessoas que seguiam no seu interior foram socorridas para o hospital a fim de receberem o tratamento, dado os ferimentos que contrairam durante o acidente.

O acidente ocorreu devido a despiste. A viatura em causa seguia a alta velocidade de Dondo para Beira e ao chegar na zona de Cerâmica, o motorista perdeu o controle da mesma, e foi embater em duas viaturas estacionadas na berma da Estrada Nacional Número seis e depois foi bater um poste, onde ficou imobilizada e ardeu.

Houve mais uma tentativa de rapto na cidade de Maputo. A vítima foi o proprietário das bombas de combustível localizadas próximo a praça da OMM. A acção resultou na morte de um dos meliantes, de origem sul-africana, bem como no baleamento de um agente da PRM, no torax.

É mais um crime na cidade de Maputo. Na noite de sexta-feira, quando eram 20h30, um indivíduo de origem sul-africana entrou no estabelecimento de venda de combustível, concretamente na loja de conveniência, e tentou raptar o seu proprietário. Um acto que foi impedido pela Polícia da República de Moçambique.

De acordo com o porta-voz da PRM, a nível da cidade de Maputo, o suposto raptor entrou na loja de conveniência alegadamente para adquirir rebuçados. Os bombeiros desconfiaram da sua presença na loja, bem como de uma viatura que rondava a área e acionaram a polícia, que prontamente fez ao local.

“O seu movimento suscitou desconfiança e imediatamente foi acionada esta força que fiz referência. E quando chega para fazer a primeira abordagem, este indivíduo sacou a arma de fogo e disparou contra o agente da autoridade, tendo-o alvejado na zona do tórax. Em resposta, os agentes abriram fogo e conseguiram alvejá-lo”, explicou Leonel Muchina.

Ora, alvejado, o cidadão sul-Áfricano ainda tentou fugir. Percorreu, sagrando, cerca de 100 metros e caiu aqui, próximo a paragem de transporte público, jogando dinheiro ao chão para criar agitação.

“Em socorro para o hospital Central de Maputo, acabou (o criminoso) perdendo a vida. Temos a confirmar que é um indivíduo sul-africano, que fazia-se portar, portanto, de uma arma de fogo de pistola, esta que vocês podem verificar, e trazia consigo três munições, dos quais dois foram disparados contra os agentes e um teria sido disparado para o ar”, referiu-se, tendo acrescido que o dinheiro usado para manobra, é uma estratégia dos meliantes na terra do rand. Aquele (o dinheiro) não foi entregue à polícia, por aqueles que o apanharam, no caso, populares.

Pelo relato da polícia, o criminoso não chegou a manter contacto com o proprietário do estabelecimento, o que levanta a questão de se tratar de tentativa de rapto ou assalto à loja. Mas Leonel Muchina tem uma explicação técnica.

“Nós, na cidade de Maputo, não temos registros de assaltos com arma de fogo a lojas de conveniência. Este pode ser um testemunho apresentado, mas não se pode ignorar este facto, de ter sido uma tentativa de rapto, que teria sido frustrada. Sobre roubos a lojas de conveniência com recurso a arma de fogo, não tem sido um crime registrado na cidade de Maputo. Daí que esta hipótese pode se descartar e analisarmos com mais profundidade a questão de tentativa de rapto que teria sido frustrada”.

A morte do meliante retira das mãos da polícia uma grande pista para esclarecer o caso.

“Com a morte deste indivíduo, as pistas reduzem, porque seria naturalmente este que poderia nos levar ao conhecimento de outros cenários que poderíamos destacar e trazer-nos os demais envolvidos. Mas o trabalho de investigação vai continuar, pode haver se calhar o reconhecimento facial a partir das câmaras, se é um indivíduo que frequenta o território nacional com alguma frequência, porque se é um indivíduo de nacionalidade sul-africana, para estar em Moçambique e cometer este tipo de delito, certamente que houve premeditação e isso significa a sua frequência no território”.

O gerente deste estabelecimento recusou-se a dar declarações à imprensa, bem como proibiu que os seus colegas o fizessem, em resposta a uma recomendação da Polícia da República de Moçambique, que diz estar a investigar o crime.

O sistema de registo biométrico de cartões SIM ainda não foi introduzido embora o INCM tenha prometido começar no dia 16 de Junho corrente. Quase duas semanas após a falha do INCM, o criminalista Paulo Sousa crítica a demora.

O sistema que visa a maior proteção dos dados pessoais dos clientes das operadoras de telefonia móvel prevê, além do preenchimento de uma ficha e entrega do documento, que os titulares dos cartões estejam identificados com foto e as suas impressões digitais.

A Autoridade Reguladora das Comunicações de Moçambique (INCM), a 16 de Janeiro deste ano, através da sua página oficial, o INCM informou que os operadores deviam começar o processo em uma fase piloto que duraria seis meses, ou seja, até 16 de Junho corrente, o que não aconteceu.

Até ao momento, o INCM não reagiu. Mas não é a falta de reacção do INCM que neste momento preocupa mas sim “a falta de acção” segundo o criminalista Paulo Sousa. “A  Autoridade Reguladora das Comunicações está a ser lenta em não dar início ao Registo Biométrico dos cartões SIM, o que compromete o combate à criminalidade que é um dos objectivos da iniciativa” criticou.

Para Sousa, a implementação destas medidas é fundamental no combate aos crimes cibernéticos. “Se não tivermos este registo biométrico vamos continuar a sofrer rastreamento de dados, continuaremos com burlas informáticas entre tantos outros crimes, portanto, não teremos resposta rápida dos crimes e impediram o processo de investigação”, defendeu.

Assim, o criminalista apelou para a urgência do INCM em concretizar esta promessa.

“O INCM deve urgentemente alinhar-se às prioridades das outras entidades, pois precisam de dados que muitas vezes ajudam nas investigações criminais.”

A inovação vai também atribuir a cada subscritor um Número Único de Telecomunicações (NUTEL), que vai incluir os dados biométricos e todos os outros números utilizados por um único cidadão. Até Janeiro de 2025 espera-se que todos os subscritores estejam integrados no novo modelo aprovado pelo decreto n.º 13/2023, de 11 de Abril.

Os agricultores do distrito de Namacurra e Nicoadala na província de Zambézia vão conseguir produzir pelo menos 4750 toneladas de arroz na presente época, o que representa o alcance de 95% das 5000 toneladas previstas.

Contrariamente a campanha produtiva de 2023 que foi severamente afectada por eventos climáticos extremos, a primeira época de produção de arroz em 2024 é animadora na província da Zambézia.

O sector da agricultura planificou lavrar 70 mil hectares com previsões de produzir 50 mil toneladas. Os números indicam que pelo manos 95% da produção será alcançada só nesta região da Zambézia.

Em Namacurra, os produtores estão satisfeitos. Beleza Ernesto é produtora de arroz e diz que a campanha foi satisfatória nos seus sete hectares onde já colheu 150 sacos de arroz.

Quem também concorda que o primeiro semestre foi satisfatório é a produtora Silvana Silvano. “A produção de arroz correu bem. Ano passado não deu certo, mas hoje tenho 25 sacos de 50 quilogramas”, disse.

Com a produção a ser alcançada em quase 100%, quem também se beneficia é a fábrica de processamento de arroz, que tem ajudado os produtores até ao processo de venda.

Erguida em 2021, a fábrica que tem a capacidade de processamento de 8 toneladas diárias também oferece serviços de embalagem de arroz.

A colheita da primeira época termina em finais de Julho, sendo que ainda há muito arroz em campo nesta fase de colheita.

A CTA e a Câmara do Comércio apelam às autoridades a esclarecerem os casos de raptos e  a combaterem o crime que está a minar o ambiente de negócios no país.

É o grito de quem sente na pele a perseguição e a  tensão provocada por um tipo de crime que, aparentemente, escolhe à dedo as suas vítimas.

Há mais de 15 anos, o País é assolado por uma onda de raptos sem precedentes, cujo perfil de vítimas é o sector empresarial, o que, consequentemente, passou a minar o ambiente de negócios.

A classe empresarial já veio ao público, por várias vezes, pedir ao Governo uma intervenção para acabar com o crime.  Em resposta, o Executivo criou  a brigada anti- rapto, mas esta acção não foi o suficiente para  travar este fenómeno.

A CTA voltou, esta sexta-feira,  a condenar o acto.

Outra entidade que demonstra desgaste e preocupação, é a Câmara do Comércio de Moçambique, agremiação que comunga a classe empresarial no país. Através deste comunicado de imprensa  a CCM disse que os raptos estão a afugentar investidores e seus projectos.

Tal fenómeno não só mina e compromete os esforços que têm vindo a ser empreendidos, a vários níveis, em prol do desenvolvimento socio-económico do país, como também mina o ambiente de negócios e pode retrair interesses de investimentos. Estes actos podem, também, afugentar empresários contribuindo dessa forma para a elevação dos índices de desemprego e de todos os factores criminais a isso conexos. Le-se no documento, acompanhado por um apelo.

Com o efeito, a CCM exorta as autoridades competentes a continuarem de forma firme, serena e abnegada no combate à este tipo de crimes que nada contribuem para a garantia da segurança e da almejada paz na sociedade moçambicana, pelo clima de medo que se semeou com esta onda de raptos e a sensação da sua impunidade. Exorta a Câmara do Comércio de Moçambique.

Entretanto, o Serviço Nacional de Investigação Criminal na cidade de Maputo, ainda não tem pistas para o esclarecimento do caso ocorrido no dia 26 envolvendo um cidadão asiático.

Nas investigações levadas a cabo pelas autoridades, têm vindo a ser detidos e condenados vários cidadãos nacionais e estrangeiros, porém os mandantes do crime continuam longe do alcance dos detentores.

O Ministro do Interior, Pascoal Ronda, prometeu soluções definitivas para o problema do atraso salarial na Polícia, estando neste momento a decorrer um trabalho conjunto com o ministério da Economia e Finanças.

O atraso salarial na Polícia tem sido frequente nos últimos anos. O Comandante Geral, Bernardino Rafael, justificou em Novembro do ano passado que o problema devia-se à emigração do processamento de salários do Comando Geral da corporação para o Ministério da Economia e Finanças.

Ainda sobre o assunto, o presidente da Associação Moçambicana dos Polícias, Nazário Muanambane, disse que a introdução da Tabela Salarial Única (TSU) e as inexplicáveis falhas na redução (descontos) eram alguns prováveis problemas por detrás do atraso salarial.

Oito meses depois, a prioridade é a resolução do problema “de uma vez por todas”, segundo  manifestou Pascoal Ronda,  ministro do Interior.

“Estou lembrado que há dias recebi um grupo de colegas, em número de trinta e poucos, e vieram me dizer, estamos a trabalhar e estamos prontos para continuar mas temos limitações relacionadas com o salário, nós não estamos a receber salários e nós tomamos nota desta preocupação e nós junto do Ministério da Economia e Finanças estamos a trabalhar afincadamente, não estamos a descansados, queremos que o problema dos salários seja definitivamente resolvido.”

O ministro, que falava no Comando Provincial da PRM em Sofala,  também reiterou a importância da manutenção da protecção e segurança durante o processo eleitoral que se aproxima e apelou a boa actuação dos agentes da polícia.

“Nós devemos estar revisitados com os princípios, a lei e as normas que regem o processo eleitoral.”

Durante a sua visita à província de Sofala, o ministro do Interior se inteirou do estágio das obras de construção do novo edifício do SERNIC na cidade da Beira e inaugurou um sistema de comunicação moderno da PRM.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) apreendeu ontem cerca de tonelada e meia de cocaína “disfarçada” em doces no Aeroporto Internacional de Maputo. Segundo o SERNIC as drogas são oriundas Brasil.

A cocaína foi enontrada em caixas, embalada e camuflada em doces para driblar as autoridades. Apesar da camuflagem aparentemente “bem feita”, não foi suficiente para enganar o SERNIC.

“Fez-se mais uma na mercadoria que aparenta tratar-se de rebuçados, mas após uma inspeção minuciosa, descobriu-se que não eram simplesmente rebuçados, porque no interior da embalagem estava la um pó branco que feito o teste preliminar constatou-se tratar-se de uma droga do tipo cocaína”, explicou Hilário Lole, porta-voz do SERNIC na cidade de Maputo.

Sem avançar a quantidades exacta, o SERNIC estima que seja cerca de uma tonelada e meia de droga cujo destino final ainda é desconhecido. “Estamos a falar de cerca de cerca e 120 caixas de rebuçados contendo um peso bruto de cerca uma tonelada e quatrocentos quilos de cocaína, proveniente do Brasil” disse Lole.

Sem revelar os rostos, Hilário Lole revelou que foram detidos três indivíduos, “dentre eles funcionários do MAHS, uma empresa que presta serviços ao Aeroporto internacional de Maputo, assim como funcionários da Autoridade tributária, que facilitaram a entrada deste produto no território nacional assim como outro produto que já foi apreendido no dia dezanove ” concluiu o Porta-Voz.

Para travar esta droga, o SERNIC iniciou um trabalho de investigação na semana passada, após ter apreendido no local cerca 95 quilos de cocaína, disfarçada de desodorante e óleo de pele.

São 9 milhões e não 12 milhões de Meticais o valor que a CTA diz ser dos contratos em litígio com a Construtora Mondego. De acordo com a Confederação, 3 milhões foram pagos logo após a assinatura dos contratos.

Agostinho Vuma, presidente da Confederação das Associações Económicas, já tinha dito que não vai pagar 25 milhões a Mondego, e, hoje, em conferência de imprensa, manteve o mesmo posicionamento, alegando que as acusações apresentadas ao tribunal não são verdadeiras.

Através do vice-presidente, Prakash Prehlad, a CTA explica que o contrato com a Mondego visava “a  construção de um edifício para escritórios na Cidade de Xai-Xai, província de Gaza, denominado Casa do Empresário de Xai-Xai e um outro edifício para escritórios na província de Inhambane, denominado Casa do Empresário de Inhambane”.

O acordo para a construção das duas obras “não é de 25 milhões de Meticais”, e previa o pagamento depois da conclusão, conforme a CTA.
“A luz do Contrato, os dois edifícios custariam à CTA cerca de 12 milhões de Meticais, valor que seria pago na totalidade após recepção dos edifícios finalizados, por intermédio de hipoteca dos mesmos à uma instituição bancária”.

Mesmo com as previsões contratuais a imperarem o pagamento depois da entrega das obras, a CTA avançou que “de boa fé” efectuou um pagamento de 3 milhões de Meticais.

“A direcção, sem qualquer garantia bancária, efectuou um pagamento adiantado de cerca de 20% do montante (baixando o montante a pagar para cerca de 9 milhões de Meticais). Entretanto, a Construtora Mondego, como pode ser provado, por um lado, não cumpriu com as suas obrigações contratuais uma vez que à luz do Contrato as obras da Casa do Empresário de Inhambane deveriam ter sido concluídas até 25 de Abril de 2017, porém, não está, até hoje, concluída nem entregue à CTA, e por outro lado, requereu, surpreendentemente, em sede de tribunal o pagamento de 25  milhões de meticais.”

E o tribunal aceitou a queixa da Mondego tendo decidido a penhora do edifício da CTA e o bloqueio de contas.  Uma decisão que para a CTA é lamentável.

“Condenamos veementemente esta atitude da Construtora Mondego (única com acesso ao Despacho Judicial de Penhora) pois gera um ambiente de desconfiança em relação ao nosso sistema judiciário e recomendamos que o Tribunal da causa ou as instituições de justiça competentes investiguem em que circunstâncias a informação foi veiculada na mídia, de modo a reforçar a confiança nos tribunais.”

Enquanto a CTA aguarda a notificação apelou para a tranquilidade dos seus membros pois a sua sede continua a operar “normalmente”.

“Gostaríamos de tranquilizar nossos membros, esclarecendo que a execução da penhora não é imediata e requer diligências posteriores incluindo a possibilidade de impugnação, pelo Executado, através dos meios legais apropriados.”

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