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O País – A verdade como notícia

A mulher encontrava-se no carro ligeiro, um dos quatro envolvidos no acidente ocorrido, na manhã de hoje, ao longo da Estrada Nacional Número Quatro (EN4). A notícia foi confirmada pela Chefe dos Serviços de Urgência do Hospital Provincial da Matola, Beatriz Paraskeva.

“Com relação ao acidente de hoje, recebemos dois pacientes, uma mulher em gestação, que perdeu a vida devido a gravidade dos ferimentos. O homem estava estável e continua internado”, disse.

Ocorreu, na manhã de hoje, ao longo da Estrada Nacional Número Quatro (EN4), um acidente de viação envolvendo quatro viaturas, uma ligeira e três camiões. Até agora, não se sabe o número exacto de pessoas feridas.

Uma viatura ligeira de marca Toyota modelo Ractis que seguia no sentido Maputo – Ressano Garcia terá sido empurrada por um camião pesado  que seguia no mesmo sentido. Como consequência o carro ligeiro passou a faixa contrária, chocando-se com outros dois camiões pesados que seguiam no sentido Moamba-Cidade de Maputo.

No carro ligeiro seguiam duas pessoas, um casal, tendo a mulher contraído ferimentos graves, segundo testemunhas oculares.

Délio Cumbe, motorista de um dos camiões envolvidos no acidente, diz que a causa do acidente foi o excesso de velocidade dos dois camiões que vinham da África do Sul. “Acho que é por causa do sono desses camionistas que vêm da África do Sul, porque não dormem. O carro ligeiro estava na sua faixa, mas foi projectado para a faixa seguinte, devido ao embate”.

Moçambique acolhe um evento de aprendizagem e de fortalecimento dos Direitos e Saúde Sexual e Reprodutiva, com a participação das organizações implementadoras do projecto em Moçambique, Malawi, Zâmbia e Etiópia, na cidade de Maputo.

Realizado pela OXFAM, o evento decorre entre esta segunda-feira e terça-feira , no Radisson Blu, na cidade de Maputo.

Financiado pelo Canadá, o evento acontece no âmbito do encerramento do projecto “Her Future, Her Choice: Strengthening Sexual and Reproductive Health and Rights (“Seu Futuro, Sua Escolha” ou “SFSE”)”, entre 08 e 17 horas.

O projecto “Seu Futuro, Sua Escolha” é uma resposta à desigualdade de género e às violações dos direitos das mulheres em quatro países da África Oriental e Austral que visa melhoria Direitos e saúde sexual e reprodutiva (DSSR) para raparigas adolescentes e mulheres jovens (RAMJ) em distritos específicos dos países que acolhem o programa.

Em Moçambique, o projecto é implementado nos distritos de Milange e Mocuba, província da Zambézia, onde aborda directamente as barreiras que dificultam o acesso à saúde sexual e reprodutiva, que incluem normas sociais nocivas, práticas tradicionais e tabus sobre género e sexualidade; falta de acesso a informações e serviços de saúde sexual e reprodutiva; e a falta de poder de decisão significativo das RAMJ em relação à sua saúde e sexualidade.

SFSE contribui para reduzir a desigualdade e a discriminação de género, assim como promover o acesso aos Direitos e Saúde Sexual e Reprodutiva, beneficiando pelo menos 240 mil raparigas adolescentes e mulheres jovens nos quatro países.

Através do projecto, envolveu-se as raparigas adolescentes e mulheres jovens (RAMJ), e membros da comunidade (mulheres, homens, rapazes, influenciadores) para compreender e transformar as normas sociais discriminatórias, permitindo que as RAMJ exerçam um poder de decisão mais significativo relativamente à sua saúde sexual e reprodutiva.

Igualmente, reforçou-se os conhecimentos e a capacidade dos prestadores de cuidados de saúde e das instalações de cuidados de saúde para melhorar a prestação de informações e serviços abrangentes em matéria de saúde sexual e reprodutiva.

Por fim, visou-se promover a mudança nos quadros políticos em matéria de direitos e saúde sexual e reprodutiva através do reforço da capacidade das Organizações de Direitos de Mulheres (ODM) e Organizações Lideradas por Jovens (OLJ) locais e nacionais para influenciar a mudança.
Os países envolvidos deverão partilhar conhecimentos para a aprendizagem mútua, não só ideias verbalizadas, mas também conhecimentos implícitos incorporados na prática nos vários contextos nacionais, destacar melhores práticas e lições aprendidas.

A falta de sanitários públicos na Cidade de Maputo deu origem a um novo negócio, o negócio da urina. Há pessoas que montam baldes na via pública, para necessidades biológicas e, em troca, cobram dinheiro. A edilidade diz que desconhece o fenómeno.

Em vários pontos da cidade de Maputo podem ser vistos sanitários improvisados, usando baldes, garrafas e panos para tentar dar alguma privacidade aos seus usuários.  A situação deve-se à falta de sanitários públicos, e os munícipes aflitos recorrem a locais improvisados para atender às suas necessidades biológicas.

“Condições que não ajudam, porque nós que estamos aqui a fazer o trabalho, não temos outra maneira. A vida é que obriga a isso”, disse um munícipe.

Ao longo da Avenida Guerra Popular, por exemplo, há várias estruturas improvisadas que colocam em risco a saúde pública. Vários jovens encontraram neste negócio uma forma de ganhar dinheiro.

“Estamos a colocar estes baldes para as pessoas que estão a vender na estrada não fazerem as necessidades de qualquer maneira, porque nesta via não tem casas de banho. Então, as pessoas podem usar esses baldes  e depois pagar cinco meticais”, disse um dos proprietários de um sanitário improvisado

Para além de constituir um  perigo para a saúde pública, os moradores em volta reclamam do forte cheiro que emana dos sanitários, obrigando-os a manter as janelas sempre fechadas.

“É um cheiro muito forte, eu não consigo perceber como é que no meio de uma avenida tão movimentada, as pessoas conseguem parar e urinar normalmente como se estivessem mesmo numa casa de banho”, lamentou uma moradora.

A situação está fora do controlo, mas as autoridades municipais dizem que não estão a par do assunto.

“É uma situação que está a retratar agora, pois a polícia municipal nunca se deparou com esse tipo de caso, mas vamos verificar, e, se de facto estiver a decorrer essa situação, vamos sensibilizar os proprietários destes estabelecimentos”, disse Arsénia Miambo, porta-voz da polícia municipal.

Enfim, assim a vida continua diante de vários riscos à saúde pública na capital Moçambicana.

 

O Instituto Nacional de Meteorologia  (INAM) alerta para a continuidade do calor intenso e ar quente em todas as regiões do país. A subida drástica de temperatura pode estar associada às mudanças climáticas e aconselha o público a hidratar-se o suficiente para evitar problemas de saúde.

O país regista, desde a semana passada, uma crescente vaga de calor em quase todas as províncias, mesmo antes da chegada do período de verão.

O INAM explica que a situação poderá continuar acompanhada por uma massa de ar quente.

Estamos numa fase que se associa à fase de transição entre inverno e verão e é característico esse tipo de evento nesta estação do ano, porém, a região está a ser atravessada por uma massa de ar extremamente quente, com um pouco de humidade. Por causa disso, nós emitimos o alerta de calor intenso para hoje, e estamos a monitorar os efeitos e a evolução deste tempo quente”, disse Lelo Taiobe, Meteorologista.

Devido às mudanças climáticas, a tendência actual é de mais dias de calor comparativamente ao cenário normal. Aliás, nas próximas 24 horas poderá haver algumas mudanças, alerta o meteorologista.

“Amanhã, esperamos uma descida acentuada da temperatura, principalmente na província e cidade de Maputo, e algumas partes da província de Gaza, mas essa descida acentuada não significa frio”, explicou.

As cidades de Pemba, Maputo e Xai-Xai são as que apresentam uma subida rápida de temperatura durante o dia, e o  INAM aconselha o público a hidratar-se o suficiente para evitar problemas de saúde.

O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) está a atribuir mais de 160 viaturas às direcções distritais e de institutos de formação de professores de todo o país. São carros de luxo adquiridos no âmbito do mecanismo FASE, num contexto em que há, no país, mais de sete mil turmas ao relento, crianças sem carteiras e défice de professores no sistema de ensino.

Nos últimos cinco anos, o sector da educação enfrentou momentos turbulentos. Dentre os quais pode-se apontar, primeiro, para o atraso da chegada dos livros escolares, seguido do facto de haver mais de sete mil turmas ao relento, em todo país.

Aliado a estes problemas existe o facto de milhares de alunos ainda estudarem sentados no chão e a falta de professores nas escolas. Os problemas não param por aí, há, ainda, o incumprimento do pagamento das horas extras aos docentes, entre vários outros. No entanto, no meio a tudo isso, o ministério optou por atribuir viaturas de luxo às direcções distritais e de institutos de formação de professores.

São viaturas luxuosas compradas para um sector que está mal em quase tudo. Ao todo, foram adquiridos mais de 160 carros de marca Mitsubishi Triton 2020 para o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano.

As viaturas, segundo apuramos, foram compradas pelos parceiros internacionais do MINEDH, através do Fundo de Apoio ao Sector da Educação, FASE.

Os carros são destinados às direcções distritais e dos institutos de formação de professores de todo o país  para efeitos de supervisão.

André Manhiça, do Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade (CESC), diz que não faz sentido que a aquisição destas viaturas seja prioridade para um sector que está de rastos.

“O Sector da Educação tem um défice, este ano, de 10 mil professores, conseguiu alocar apenas 2880 professores. Tem também um défice de 760 mil carteiras ao longo do país, e inúmeras turmas que estudam aos relento”, disse Manhiça.

Por isso, entende a sociedade civil, que as prioridades do Ministério da Educação devem estar voltadas para a resolução dos vários problemas do sector.

“Portanto, temos o rácio aluno-professor, a taxa de escolarização dos alunos, temos o número de salas construídas, número de carteiras atribuídas, etc. Portanto, esses são os indicadores efectivos que vão ter impacto dentro do sector da educação, e, para nós, essas deviam ser as prioridades do sector. Tendo em conta esta decisão, achamos que o Governo cometeu um erro grave, ao priorizar questões muito supérfluas, como atribuir viaturas aos directores distritais e a outros representantes das instituições”,  acrescentou André Manhiça.

Ainda que as viaturas tenham sido compradas pelos parceiros de cooperação do MINEDH, o CESC entende que o Governo tinha como impor as suas prioridades.

O Movimento Educação para Todos, por sua vez, entende que as viaturas são importantes para a supervisão, pois ajudam a melhorar a qualidade de ensino, mas é da opinião de que o Ministério poderia ter optado por adquirir carros mais baratos. Já o especialista em educação, Alípio Matangue, diz que a compra dessas viaturas leva-nos à reflexão de auscultar os problemas do sector a partir da base.

Através da Direcção do Gabinete de Comunicação e Imagem, contactámos o Ministério da Educação para falar sobre este assunto, mas o mesmo director, disse que procuraria os dados e iria disponibilizá-los ao Jornal O País. Entretanto, depois disso nunca mais atendeu às nossas chamadas telefónicas. Assim, mais uma vez, a instituição fechou-se à imprensa.

Mais de duas mil raparigas órfãs e vulneráveis foram submetidas ao modelo de empoderamento econômico orientado para o mercado. A medida visa retirar raparigas da vulnerabilidade de contaminação pelo HIV. 

Muitas raparigas estão sujeitas a vulnerabilidade, sobretudo, de contaminação por HIV devido a pobreza e orfandade. 

O distrito de Nicoadala é um dos corredores de estacionamento de camiões de longo curso, sendo, por isso, um local preferencial para a prostituição por parte de algumas meninas, que encontram na actividade um mecanismo para ganhar a vida.

Para resolver o problema, o Governo e as organizações não governamentais na Zambézia têm estado a fomentar cursos vocacionados. A ideia é que mais do que se abster da prostituição e da vulnerabilidade de infecção pelo HIV tenham uma fonte de renda.

Neste sentido, mais de 2000 jovens de diversos distritos foram formados nos últimos cinco anos, através de fundos privados patrocinados pela Nweti Zambézia. 

Neste processo de formação profissional, uma história emocionante chama atenção. Silvia Bernardo tem 20 anos e vive na localidade da Madal, distrito de Quelimane. Foi no curso de refrigeração que a jovem se formou, esperando, por isso, mudar o seu rumo de vida. 

Por outro lado, Luís Santos, um adolescente de 17 anos, é órfão de pai e mãe. A vida tem sido difícil, mas graças ao curso de canalização que acaba de fazer espera um novo rumo na sua vida. 

Formar jovens com destaque para raparigas é, sem dúvida, uma acção que muda o rumo da vida de muitas meninas, sobretudo no risco de contaminação por HIV. 

Quer as organizações, quer o Governo na província defendem que cursos vocacionais devem continuar para o bem das raparigas e dos rapazes.  

Os músicos Seth Suazi e Jimmy Dludlu assumem o compromisso de continuar o legado de Salimo Muhamed, cuja morte é considerada uma grande perda para a cultura moçambicana.

O músico Salimo Muhamed, falecido na última quarta-feira, destacou-se pelas suas obras e deixou um grande legado.

“Salimo Muhamed, para quem o conheceu , foi um grande artista com seu estilo próprio. Mesmo entre os da sua geração sempre se destacou e serviu de uma grande inspiração para músicos mais novos como eu e muitos outros, e eu penso que o legado que o Salimo deixa deve ser preservado. Calou-se uma grande voz, mas com se diz na gíria, os homens não morrem, eles apenas vão, mas o seus legado fica”, disse Seth Suazi.

Mais impossível ainda será esquecer os ensinamentos do Mano Salimo, como era carinhosamente tratado, por Jimmy Dludlu, outro ícone da música Moçambicana.

“Eu venho daquela geração que ele formou nos anos 1970. Há muitos Salimo Muhammad, em termos de experiência que ele nos ensinou.”

E para preservar o seu legado, Seth Swazi promete esquecer todos os formalismos e render uma homenagem ao grande mestre.

“Guardo essa esperança de que um dia eu consiga fazer homenagem para ele como fiz por tantos outros que admiro. Não gosto muito de elogios fúnebres, mas desta vez, não tenho tenho como não homenageá-lo, terei que fazê-lo assim que tiver oportunidade”, finalizou Seth Suazi.

Salimo Muhamed contribuiu para a construção de uma referência sobre as artes moçambicanas no pós-independência. Morreu aos 74 anos de idade vítima de doença.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) apresentou, hoje, dois jovens de nacionalidade moçambicana, acusados do crime de rapto de uma criança. Um dos supostos mandantes é o padrasto do menor, e cobrou uma quantia de 150 mil meticais para o seu resgate.

Os acusados são dois jovens de 21 e 26 anos de idade, residentes no bairro de infulene, na Matola. Os dois confessaram o crime e dizem estar arrependidos.

Ainda sobre os raptos, o porta-voz do SERNIC, Hilário Lole, apela a comunidade islâmica a cooperar para o rápido esclarecimento de casos.

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