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O País – A verdade como notícia

A província de Maputo vai lançar uma campanha de vacinação contra a cólera, num momento em que o boletim clínico mostra menos entradas de pacientes com a doença nos hospitais. Moamba, Ressano Garcia e Xinavane são os locais que registaram maiores incidências.

A província de Maputo é um dos pontos que apresentou mais casos de cólera nos últimos três meses, e registou três óbitos. Para que se tenha uma ideia, o distrito de Moamba chegou a registar mais de 40 casos e um óbito durante o mês de abril, e daí seguiram também Ressano Garcia e Xinavane.

A direcção provincial de saúde está preocupada e quer, através de vacinação, erradicar a doença, embora afirme que o gráfico tende a decrescer, no que diz respeito a novos casos. Daniel Chemane, director provincial de saúde, avançou que em breve vão iniciar as campanhas de vacinação na província de Maputo.

“Em dias poderemos começar o processo de vacinação contra a cólera, porque já temos as vacinas na província. Então, achamos que os próximos passos hão-de ser a tomada de atitude da comunidade em relação às medidas de saneamento do meio e higiene indivídual”, disse.

O processo de vacinação vai abranger cerca de 113 mil pessoas em Moamba, Ressano Garcia, Xinavane e 3 de Fevereiro, e surge em resposta a morte de três pessoas devido à cólera, na província de Maputo

“Neste momento, não estamos numa situação alarmante, pois não temos nenhum paciente internado, desde que registamos os três óbitos na província. Portanto, sentimos que a situação tende a estabilizar-se, mas não diminuiu a nossa preocupação, porque ainda há factores de risco que precisam ser controlados. Vamos fazer a vacinação, no entanto, a nossa preocupação é que comecemos a ter consciência sobre a higiene individual e colectiva, para evitar futuros surtos”, acrescentou Chemane.

Para evitar a extensão da vaga da cólera a direção de saúde garante que os Hospitais províncias e centros de saúde de referência estão aptos para intervir em qualquer situação, entretanto, a população pode evitar o pior.

De acordo com o boletim médico a que “O País” teve acesso, 14 pessoas estavam internadas e recebiam cuidados intensivos no Hospital distrital de Moamba.

Homens e mulheres arriscam suas vidas em percursos longos nos veículos de transporte de carga na Estrada Nacional Número 1 (EN1), em Quelimane, província da Zambézia. O perigo é ainda maior porque os mesmos viajam em cima das suas próprias mercadorias.

Na EN1, em Quelimane, homens e mulheres enfrentam constantemente um cenário que pode levar a fatalidade em caso de um pequeno incidente.

Desta vez, não é por apenas às condições da estrada, mas pelo iminente perigo que os comerciantes são obrigados a passar para conseguir escoar os seus produtos agrícolas.

Assim, os produtores dos distritos de Mocuba, Namacurra e Maganja da Costa, viajam em cima de produtos como a mandioca, batata-doce, entre outros, com destino a Cidade de Quelimane.

As mães e pais de família reconhecem que se expõem ao perigo mas justificam que há falta de transporte, tal como diz Olga Rui. “O problema é a falta de transporte, por isso subimos na carga como passageiro. Estou a sair do Mali onde ia comprar mandioca e batata para vender no Mercado da Fé”, disse.

Feliz Antonio, ajudante de carro, está acostumado a enfrentar o perigo nas alturas, mas também diz que ele e os comerciantes não tem opções melhores. “Estou aqui para controlar em caso de cair alguma carga e devemos ficar aqui com os donos das cargas. Se ficamos aqui não é porque não sabemos dos riscos”, disse.

Os passageiros, também ficam em cima das mercadorias, pelo mesmo motivo, a falta de transporte. Encontrado também em cima das cargas, Timóteo Casa Nova, do distrito da Maganja, justificou, ” sou passageiro. Subi porque não estava a vir nenhum carro”.

Quando os motoristas dos carros se aproximam dos postos de fiscalização da Polícia de Trânsito, descarregam os passageiros e os esperam fora do alcance das vistas das autoridades.

O Centro de Saúde da Matola-Gare, na pronvíncia de Maputo, continua fechado desde as chuvas de Abril. Só agora o Governo provincial anunciou que está à procura de dinheiro para construir um novo hospital.

A semelhança do Centro de Saúde da Matola Santos, Centro de Saúde do Bedene e Centro de Saúde Língamo, o Centro de Saúde de Matola-Gare foi também obrigado a encerrar, devido às inundações do primeiro trimestre deste ano, no município da Matola.

Com capacidade para assistir cerca de 400 doentes por dia, o centro que beneficiava aos vários bairros circunvizinhos, como sãos exemplos de Matlemele, Matibjanana, Mukupe, entre outros, está há três meses com as portas fechadas.

Enquanto a unidade sanitária não reabre, a comunidade vai recebendo atendimento em um centro provisório, criado para assegurar alguns serviços mínimos, mas com dificuldades.

No centro provisório não há casas de banho, muito menos sombras para que os pacientes se escondam enquanto aguardam por atendimento.
Uma vez que o novo cenário de atendimento não alberga serviços da maternidade, a comunidade tem de percorrer longas distâncias.

E para responder à demanda, a direcção provincial de saúde equaciona transferir a unidade sanitária para um local seguro e sem riscos de inundações. Para tal, segundo Daniel Chemane, diretor provincial de Saúde, precisa-se de cerca de 27 milhões meticais.

Enquanto isso não acontece, Chemane diz que o actual centro de saúde será reaberto dentro de uma ou duas semanas, e deverá funcionar enquanto se buscam condições para a construção da nova infra-estrutura.

O trabalho de identificar o local condigno para implantação do novo centro sanitário está ao cargo da comunidade. Só depois disso é que o governo irá mobilizar parceiros para o arranque das obras.

O bairro da Matola-Gare alberga mais de 100 mil habitantes, um número de população que se entende que seja atendida em um Hospital.
Para além de Matola-Gare, o centro de saúde de Machava Bedene é outro que continua a beneficiar de alguma requalificação pós-devastação provocada pelas últimas inundações.

Além de faltarem condições materiais, há também abandono de posto no hospital em Matola-Gare. Por exemplo, no dia da realização desta reportagem, até aprxoximadamente 13 horas, quase todos os agentes em serviço já haviam saido.

 

 

Passageiros com viagem marcada para Moçambique ficaram retidos por dois dias no aeroporto Internacional de Lisboa, em Portugal. O voo das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), devia ter partido às 19 horas desta terça-feira (23) mas só na tarde de ontem os passageiros conseguiram embarcar.

Por dois dias o Aeroporto Internacional de Lisboa testemunhou um verdadeiro “caos” e a razão é que o voo dos 300 passageiros com destino a Maputo não aconteceu e sequer houve qualquer comunicação.

O desespero dos passageiros começou um pouco antes das 19 horas de terça-feira, hora de partida do voo, e se prolongou por mais de 48 horas.

Angustiados com a longa incerteza de poder viajar, os passageiros foram obrigados a manifestar-se e a resposta chegou quase duas horas depois da hora do voo, ou seja, depois das 21 horas.

Não foi a primeira, a segunda, nem a terceira vez, que os passageiros da LAM ficaram retidos no Aeroporto Internacional de Lisboa.

Alguns dos 300 passageiros revelaram que para sair de Portugal “foi preciso um voo alternativo, que só foi disponibilizado na tarde de quinta-feira (25).

Sem avançar datas, a empresa Linhas Aéreas de Moçambique prometeu esclarecer o assunto “oportunamente”.

A Renamo responsabiliza o comandante geral da Polícia, Bernardino Rafael, pela onda de raptos que assola o país e o clima de insegurança pública.

São os raptos na ordem do dia. A Renamo, o maior partido político na oposição, junta-se à sociedade e aos empresários para repudiar e condenar o crime de raptos que, desde 2012, já fez de vítimas 150 empresários.

Entende a Renamo que os Raptos não serão só combatidos pela simples troca de ministros ou expulsão de agentes. “O que a polícia fez ou deixou de fazer a responsabilidade primária deveria e deve recair sobre o  comandante geral da PRM. É notório que o comandante deve ser responsabilizado pela pobreza que os moçambicanos atravessam e pelo abandono dos empresários no país”.

Maciel Macome, porta voz da Renamo, diz ainda que a polícia não tem uma actuação que visa combater a criminalidade, mas sim, complicar a vida do cidadão.

“Se nós sairmos à rua, vamos encontrar vários agentes, espalhados pelas artérias da cidade, que estão a complicar a vida do cidadão que vai a busca do seu sustento. Todavia, esta mesma polícia é incapaz de resolver os problemas existentes na sociedade”.

Neste momento, há, de acordo com dados do SERNIC, dois empresários ainda no cativeiro.

 

A Associação Médica de Moçambique já submeteu ao Ministério da Saúde o documento que detalha como será feita a greve a partir de segunda-feira. Para garantir os serviços mínimos, será alocado aos Hospitais Centrais um médico por sector, e nos gerais um médico por hospital.

Com o silêncio do governo, após o anúncio da Associação Médica de Moçambique, sobre a retoma da greve, próxima segunda-feira, a classe decidiu, esta quinta-feira, submeter ao Ministério da Saúde a postura que vai nortear os serviços mínimos em todas as unidades sanitárias.

O documento explica e demonstra, com números, a quantidade dos médicos que serão alocados em cada unidade sanitária para assegurar os serviços mínimos.

Por exemplo, o hospital Central de Maputo, que normalmente funciona com sete médicos no balcão, a partir de segunda-feira, estará a funcionar com um, o mesmo número em serviços de cirurgia e não só. Em geral, José Macamo só terá um médico.

Napoleão Viola, Presidente da Associação Médica de Moçambique, diz que o silêncio do Governo mostra, para já, que não há outro caminho se não o avanço com a paralisação de actividades. Mas, se houver algum pronunciamento do Executivo, durante o fim-de-semana, o presidente da Associação Médica diz que a decisão caberá à reunião nacional da classe.
A greve dos médicos deverá durar 21 dias prorrogáveis.

 

O Serviço de Investigação Criminal (SERNIC)  apresentou, hoje,  um suposto informante dos indivíduos envolvidos no rapto do último sábado, ocorrido na zona do Alto-maé, na Cidade de Maputo.

Tem 43 anos de idade, diz que se dedica ao trabalho de abertura de furos de água. Entretanto, o SERNIC identificou-o num vídeo gravado em Setembro de 2023, no rapto de um empresário. No último  fim-de-semana, segundo avançou o SERNIC, o mesmo homem serviu como informante.

O indiciado, por sua vez, diz que o SERNIC fez mal a investigação porque no dia rapto ele esteve numa cerimónia familiar.

“Sou suspeito de rapto, mas eu não tenho nada a ver com isto,  porque no tal dia do rapto eu estava em casa numa cerimónia de apresentação da minha sobrinha. Nunca estive em nenhum caso de rapto”.

Hilário Lole, Porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal na Cidade de Maputo, avança que as investigações feitas incidem sobre o suspeito como informante dos raptores. “A nossa investigação levou-nos até ele. O homem está sim envolvido nestes crimes que procuramos esclarecer. Depois do desmantelamento do cativeiro, conseguimos ter algumas informações que nos levaram a encontrar uma parte dos envolvidos, sendo este um deles”.

Quanto ao relatório divulgado pelos Estados Unidos sobre o envolvimento cidadãos asiáticos e sul-africanos nos raptos e, consequentemente, financiamento ao terrorismo, Lole diz que o assunto está sob alçada de outras instituições de segurança.

Refira-se que, embora o Gabinete de Informação Financeira tenha declarado ter os nomes de suspeitos mandantes de raptos no país, nenhuma detenção veio a público.

No ano passado, 27 mil alunos do ensino primário e secundário deixaram de frequentar a escola, na Província de Tete. Entretanto, gravidezes indesejadas, longas distâncias e prática de actividades informais, são apontadas como principais causas das desistências.

A Província de Tete matriculou, ano passado, 829.48 alunos primários, incluindo do ensino secundário. Destes, mais de 27 mil alunos da primeira à décima segunda classes abandoram a escola por vários factores. O ensino secundário foi onde houve mais casos de desistência.

Longas distâncias, entre a escola e a casa do aluno, actividades de pesca, pastagem do gado e gravidezes indesejadas são apontadas pelo sector, como principais causas de abandono.

No entanto, os dados apresentados, esta terça-feira, pela direcção provincial da educação, indicam que o número de casos de abandono reduziu, se comparado com igual período de 2022
De acordo com sector da educação, pelo menos doze raparigas regressaram à escola este ano.

O presidente do Município de Maputo, Razaque Manhique, quer que todos estejam envolvidos na Conservação de Ecossistemas de Mangais, para se evitar desastres naturais e extinção de espécies marinhas.  Manhique plantou, hoje, 170 mudas no mangal da Baía de Maputo.

No contexto da celebração do Dia Internacional para a Conservação do Ecossistema de Mangais, Razaque Manhique procedeu ao plantio de 170 mudas no bairro Incassane, no distrito de Katembe. O edil de Maputo disse, na ocasião, que está preocupado com a destruição das zonas de protecção dos mangais pelas pessoas.

“O que nós temos estado a fazer é intervir no sentido de parar toda e qualquer acção que seja de invasão à natureza e dos mangais. É um trabalho difícil, mas acredito que estamos a conseguir”, disse.

Rasaque Manhique explicou ainda que “é o Homem que está a lutar contra a Natureza, depois obriga os outros homens a começar  perseguições contra os infractores. Mas com o trabalho conjunto podemos controlar a situação”.

O Governo, por sua vez, diz estar a ter sucesso na restauração de árvores nas zonas protegidas. E avançou que, até então, já foram abrangidos mais de 10 mil hectares em todo o território nacional.

“A nível nacional, conseguimos alcançar uma restauração de cerca de 10 645 hectares, o que equivale a cerca de 213 por cento. Para nós, pelo trabalho que temos estado a desenvolver nas campanhas de sensibilização, achamos que ainda há muito para alcançar, mas já estamos satisfeitos”, afirmou Valda Marcos, em representação do Ministério do Mar e Águas interiores.

O Dia Internacional para Conservação do Ecossistema de Mangais celebra-se a cada 26 de Julho.

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