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O País – A verdade como notícia

Trezentos quilogramas de turmalinas roubados, equipamento de mineração incendiado e um trabalhador ferido, este é o rescaldo de um assalto protagonizado por um grupo numeroso de populares numa mina localizada em Chalaua, província de Nampula.

Vídeos foram captados logo depois do assalto a um acampamento da empresa mineradora Mozambique Gems, Lda, na localidade de Mavuco, posto administrativo de Chalaua, distrito de Moma, província de Nampula.

A acção foi protagonizada por um grupo numeroso de mineiros ilegais, juntamente com membros da comunidade local, na manhã e tarde desta segunda-feira.

O acampamento dista 30 Km da vila-sede de Chalaua, onde, no último domingo, populares invadiram um posto policial, apoderaram-se de armas, incendiaram a unidade policial e a sede do partido Frelimo.

No entanto, para os gestores da mineradora, o assalto ao local foi premeditado, fora do contexto das manifestações do PODEMOS e os invasores tinham como alvo o cofre que armazenava 300 Kg de turmalinas.

No momento dos acontecimentos, estavam no local quatro forças de segurança, sendo a PRM, a Polícia de Protecção dos Recursos Naturais, uma força privada e outra interna composta por membros da comunidade recrutados para o efeito. Porém, os invasores estudaram bem o cenário. Para além de entrarem em confrontos com a segurança, ainda deixaram que esta descarregasse todas as munições das armas.

E, do estaleiro, os mesmos fizeram três quilómetros de caminhada até ao local de extracção e processamento primário das turmalinas. Ali fizeram a segunda cena de vandalismo.

A empresa não fala do valor dos 300 quilogramas de turmalinas, no entanto, só de equipamento vandalizado, os prejuízos são enormes, explicou Miguel Mafambane, da Mozambique Gems, Lda.

Um camião, que carregava pedras e fazia o trajecto centro da cidade para Katembe, capotou, quase no fim da ponte, na paragem Guachene, criando um bloqueio da via. O acidente terá ocorrido por volta das sete horas.

O trânsito para entrar e sair da Katembe está condicionado devido ao capotamento de um  camião, que espalhou pedras por toda a estrada. O motorista do camião conta que o acidente ocorreu quando um carro, Wildtrak, e em seguida terá travado de forma brusca. 

“O carro fez uma ultrapassagem e depois parou na minha frente. Na tentativa de travar, não consegui controlar o carro e acabou por capotar. O outro carro não parou e continuou”, disse. 

As pedras, segundo o condutor do camião, eram levadas para o Centro Cultural do Banco de Moçambique. 

A Polícia de Trânsito disse que ainda não pode avançar as causas do acidente, no momento, encontra-se no local apenas para organizar o trânsito.

A PRM abriu um processo-crime contra Venâncio Mondlane e o PODEMOS, acusados de incitar à violência que culminou com o saque e incêndio ao posto policial de Chalaua, em Nampula.

A informação foi revelada, esta segunda-feira, pelo porta-voz do Comando-Geral da PRM, Orlando Mudumane, que afirma que as acções de Mondlane e PODEMOS mudaram, de certa maneira, a tranquilidade no país.

Aliado a isto, o Comando-Geral da PRM exige que o candidato presidencial e o seu partido devolvam a arma do tipo AK-47, supostamente arrancada das mãos de agentes no distrito de Chalauala na tarde de domingo.

Durante a incursão, um agente perdeu a vida e 21 agentes ficaram feridos.

O Comando-Geral da PRM diz estar preocupado com a onda de perseguição contra agentes da polícia por parte da comunidade.

 

Manica é uma das províncias com condições para a produção agrícola, mas, mesmo assim, regista bolsas de fome nos últimos anos, que provocam a desnutrição crónica. O fenómeno El Niño é apontado como a principal causa do problema, daí que os produtores locais estão já a recorrer a técnicas inovadoras para o aumento da produção e produtividade.

Na presente campanha agrícola, os esforços dos camponeses, em Manica, foram deitados abaixo pelo “El Niño”. No entanto, na próxima safra agrícola já não será assim, graças ao treinamento do qual pouco mais de quatro mil produtores em Manica acabam de beneficiar.

O programa inclui a componente nutricional, em que os produtores são ensinados a confeccionar os produtos e a transformá-los em outros suplementos, como, por exemplo, geleia e sumo.

Foi abortada uma tentativa de rapto na cidade de Xai-Xai, província de Gaza, após perseguições entre a polícia e os raptores. O caso deu-se no fim-de-semana.

Em menos de três semanas, a cidade de Xai-Xai volta a ser palco de mais um rapto. Os supostos raptores, em número de três, invadiram uma residência, na noite de sexta-feira, tendo arrastado consigo o proprietário da mesma. Seguidamente, exigiram valores de resgate. A esposa da vítima narrou ao jornal O País episódios de terror protagonizados pelos criminosos.

A vítima percorreu cerca de 10 quilómetros no porta-malas da sua própria viatura, sem esperança de sobreviver por falta do valor exigido pelos raptores.

Vizinhos referem que os gritos de socorro da família são os que despertaram a população sobre a ocorrência do crime.

Houve perseguição entre os raptores e a polícia, o que levou ao resgate da vítima e à detenção de um dos suspeitos. O indiciado diz que a vítima seria levada para um cativeiro, no distrito de Mandlakazi.

A polícia esclarece que os criminosos abandonaram a viatura nas imediações da paragem Xiquelene, zona alta da cidade.

Na mesma madrugada de sexta-feira, uma viatura que se supõe que seja de raptores incendiou-se. A polícia não confirma que seja carro de raptores e diz que o carro se incendiou na sequência de um acidente de viação.

Um posto policial foi incendiado pela população no posto administrativo de Chalaua, na província de Nampula. A população queimou também um carro da polícia, apoderou-se de uma arma e destruiu a sede do partido Frelimo. 

Um vídeo-amador mostra a população eufórica, depois de tomar de assalto o posto policial localizado na vila-sede do posto administrativo de Chalaua, pertencente ao distrito de Moma, na província de Nampula. No mesmo vídeo, um jovem segura uma arma do tipo AK47, supostamente pertencente à PRM.

O caso deu-se no final da tarde deste domingo. A Polícia ao nível do Comando Provincial de Nampula diz que tudo começou com um confronto entre agentes da PRM, que estavam a proteger um grupo do partido Frelimo, que promovia uma marcha pacífica e membros e simpatizantes do partido PODEMOS que se terão feito à vila, para inviabilizar a marcha.

A sede local do partido Frelimo também foi vandalizada, além da casa do primeiro secretário local. Mas a nível provincial, ninguém do partido se pronunciou sobre o facto.

Em Nacala, um agente da Polícia continua sob cuidados de saúde no hospital local, depois de ter sido agredido no confronto entre a Polícia e os manifestantes do PODEMOS.

 

O Hospital Central de Maputo recebeu 40 pacientes resultantes das manifestações ocorridas nos dias 21, 24 e 25 de Outubro. Nos dois últimos dias, foram admitidos 24 pacientes nos serviços de urgência, 10 dos quais ficaram internados.

O Hospital Central de Maputo apresentou, hoje, as principais ocorrências da última semana. Dino Lopes, director de serviços de urgência no HCM, avançou que o hospital teve um total de 1185 pacientes, dos quais 420 foram vítimas de diferentes tipos de trauma.

Lopes referiu que, das 420 entradas, 29 foram por acidentes de viação e 40 resultaram das manifestações que se registaram nos dias 21, 24 e 25.

“No primeiro dia das manifestações, (…) o total de entrada foi 16, como referi noutras reportagens, e tivemos dois internados, um por fractura da tíbia e outro por uma ferida no abdómen… manifestações do dia 24 e 25, tivemos um total de 24 pacientes que foram admitidos nos serviços de urgência e 10 ficaram internados. Dos 10 que ficaram internados, temos uma senhora de 41 anos, que está num estado crítico e encontra-se, actualmente, no serviço de cuidados intensivos, sob cuidado dos nossos colegas”, disse

Mais de 200 mil pessoas podem ser afectadas por eventos climáticos nos próximos meses, na província de Inhambane. O governador daquela província diz que as autoridades devem evitar cenários de assistir as mesmas pessoas todos os anos.

Com a época chuvosa já em curso em Moçambique, as autoridades começam a preparar-se para enfrentar eventos extremos do clima que ciclicamente assolam o país.

Para já, prevê-se a ocorrência de chuvas e ciclones que podem afectar cerca de 200 mil pessoas.

Mas o governador de Inhambane chama atenção para o facto de que, ciclicamente, as autoridades estarem a assistir as mesmas pessoas.
Caso se concretize a previsão climática nos próximos meses, as chuvas podem destruir áreas de cultivo e diversas infra-estruturas.

Misa Moçambique diz que a limitação dos serviços de internet havida entre sexta-feira e sábado foi uma acção propositada. O MISA diz igualmente que a intenção era limitar  a troca de informação no contexto dos protestos contra os resultados eleitorais.

Bandwidth throttling ou simplesmente  “limitação intencional da banda larga”, após realizar investigações foi é constatação do MISA sobre a falta de internet por mais de 18 horas  em todo o país.

“Através da verificação feita pelo Misa Regional no IODA (Internet Outage detection an Analysis), a velocidade da Internet em moçambique foi reduzida na tarde do dia 25 de Outubro, num contexto em que o país vem vivendo um ambiente de tensão violenta devido ao anúncio dos resultados eleitorais”, lê-se. 

Em adição, o Misa diz que o Governo pretendia  além de limitar o direito de imprensa e de expressão, limitar a troca de informação no contexto das manifestações contra os resultados eleitorais.

“Depois das violações contra as liberdades de imprensa e de expressão, através da violência policial, o Governo volta a violar a liberdade de expressão,  ao limitar aos cidadãos de circular e trocar informações através das plataformas digitais , assim como limitado às operações de negócio  e a vida social, num dia em que muitos moçambicanos se encontram a realizar as suas actividades de forma remota devido a violência nas ruas” concluiu.

Até ao momento as operadoras ainda não deram quaisquer explicações.

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