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Incêndio destrói supermercado e armazéns no Zimpeto

Um incêndio de grandes proporções consumiu um supermercado e respectivos armazéns no Bairro Zimpeto, no Município de Maputo. Foram necessárias  três forças paramilitares para debelar

Incêndio destrói supermercado e armazéns no Zimpeto

Um incêndio de grandes proporções consumiu um supermercado e respectivos armazéns no Bairro Zimpeto, no Município de Maputo. Foram necessárias  três forças paramilitares para debelar

Populares assaltaram um estabelecimento penitenciário, no distrito de Chibuto, província de Gaza. Na sequência, 46 reclusos evadiram-se. 

Os agentes da guarda prisional, ora em serviço, não conseguiram impor-se ao elevado número de pessoas no local.  Segundo revelou o diretor do serviço penitenciário de Gaza, os manifestantes agrediram e destruíram as portas de acesso às celas, provocando a fuga de pelo menos 45 reclusos.

Na sequência, o grupo começou a arremessar pedras contra o edifício. Ofícios vitais para funcionamento da instituição foram destruídos. A polícia teve de agir para dispersar o grupo.

João de Alegria alerta para o aumento de crimes, influenciado pelo perfil dos reclusos postos em liberdade. Contudo, diz que já decorrem trabalhos para a sua recaptura.  

Ainda em Chibuto, os manifestantes vandalizaram e queimaram diversas instituições de Estado em Chibuto, a destacar a conservatória distrital, serviço distrital de educação, instalações do posto sede distrital e casa protocolar do comandante distrital, incluindo cinco estabelecimentos comerciais.

Um total de oito elementos da Polícia da República de Moçambique (PRM) contraíram ferimentos, todos ligeiros, em consequência de tumultos que se registam por conta da “negação” de resultados eleitorais, que segundo anunciou a Comissão Nacional de Eleições (CNE), dão vitória a Frelimo e ao candidato presidencial Daniel Chapo.

A Polícia em Manica, através do chefe do Departamento das Relações Públicas, anotou que os agentes ficaram feridos à pedrada quando tentavam remover barricadas colocadas por protestatários, na via pública.

“Temos um total de oito membros, mas estes se encontram a receber tratamentos ambulatórios. Sobre viaturas da PRM que sofreram alguma vandalização, nós não temos aqui os números, mas podemos dizer que é um número significativo”, explicou Mouzinho Manasse.

Mouzinho Manasse avançou ainda que a par das manifestações, um total de 46 pessoas foram detidas.

“Temos um total de 46 detidos, um ferido que se encontra a receber tratamentos no Hospital Distrital de Manica e os oito membros da PRM feridos por arremesso de pedras”, detalhou Manasse.

Em Manica, os distritos de Gôndola, Vanduzi, Barue e cidade de Chimoio são os que mais registam manifestações, sendo os bairros Nhamaonha, mercado 38 milímetros, Soalpo e 7 de Abril os pontos mais críticos.

Durante as manifestações desta Sexta-feira, populares  saquearam e destruíram  o maior complexo comercial e turístico de Chibuto.

O saque ao empreendimento  começou por volta das 15 horas de quinta-feira e prolongou-se até a tarde de hoje.

O segurança do estabelecimento comercial partilhou que para impedir a intervenção da polícia, os manifestantes colocaram barricadas em três pontos da urbe. 

De acordo com a fonte, “mais de 1000 manifestantes invadiram e dominaram  o complexo. Quando chegaram exigiram as chaves do empreendimento, sem sucesso. Destruíram as portas dos quartos e levaram tudo”, disse.

Sete moradias e 24 quartos, restaurante e parque de lazer  vandalizados, incluindo duas lojas esvaziadas. Nada restou.

A situação  coloca em risco de despedimento  cerca de 35 trabalhadores.

Não há detidos.

A Polícia da República de Moçambique (PRM), em Cabo Delgado,  afirma que alguns dos manifestantes não são daquela província, mas são cidadãos de Nampula, que migram para aquele ponto do país. A PRM diz estar preocupada. 

A PRM disse que está preocupada com a entrada de pessoas estranhas em Cabo Delgado, cujo objectivo é protestar os resultados das eleições gerais de 9 de Outubro.

“A nível da província de Cabo Delgado, registamos alguma situação de  alteração da ordem, no período do dia 4, onde membros e simpatizantes do partido PODEMOS fizeram-se à rua e acabamos tendo  uma situação em que houve alteração da ordem. Houve montagem de barricadas, queima de pneus, nos distritos de Pemba, Metuge e Montepuez”, avançou Aniceto Magome.  

Magome disse que a situação em Cabo Delgado mostra que “estamos perante indivíduos infiltrados, vindo de outros pontos do país. Tivemos informações seguras, a partir dos serviços de inteligência, que  indivíduos que vieram de Nampula, que são que lideram esses movimetos”. 

Para o Coordenador do partido Podemos  diz que há pessoas que fazem as manifestações para destruir bens públicos e privados.

A PRM e o PODEMOS falavam durante uma conferência de imprensa conjunta em Pemba.

Treze pessoas morreram e outras sete ficaram feridas em consequência de um acidente de viação, ocorrido na manhã desta sexta-feira, no distrito de Morrumbene, província de Inhambane.  

O sinistro ocorreu na zona de Joacana, na Estrada Nacional Número Um (EN1), e envolveu uma viatura de transporte semi-colectivo de passageiros e um camião de carga. 

O transporte semi-colectivo de passageiros seguia no sentido Norte-Sul, quando um dos pneus rebentou e o motorista perdeu o controlo da viatura.

Na tentativa de imobilizar a viatura, esta deslizou para a faixa de rodagem contrária, onde seguia um camião no sentido contrário e houve embate frontal.

A Polícia da República de Moçambique confirmou as mortes, mas ainda desconhece a causa do sinistro.  

De acordo com o Director Clínico do Hospital Rural de Chicuque, o acidente ocorreu por volta das 8 horas desta sexta-feira. 

Depois do ocorrido, o hospital recebeu 10 pacientes, a maior parte em estado grave, com traumatismo e fracturas múltiplas. 

Quanto aos óbitos, a morgue do Hospital Rural de Chicuque recebeu 12 corpos. No entanto, um bebé que chegou em agonia, morreu em menos de cinco minutos.

Segundo informou o Director Clínico do Hospital Rural de Chicuque, ha uma paciente no bloco operatório em estado crítico.

Supostos manifestantes vandalizaram a sede do partido Frelimo e queimaram uma viatura protocolar. O partido diz que, diante dos factos, não restam alternativas senão remeter o caso às autoridades de justiça. 

O ataque protagonizado por um grupo de jovens à sede da Frelimo, em Xai-Xai, na província de Gaza, na noite de Quarta-feira, deixou rastros de destruição.

O primeiro secretário da Frelimo em Gaza, Daniel Matavel, classifica a acção como “declaração de guerra, um comportamento violento que envergonha a província”. Acrescenta ainda que o partido foi vítima de uma actuação criminal premeditada. 

“Temos conhecimento de viaturas que andam nos bairros a distribuir dinheiro. Andam a recrutar jovens para praticar este tipo de violência, que, como Frelimo, repudiamos”, explicou Matavel.

 O “partido dos camaradas” diz que diante dos últimos  acontecimentos não restam alternativas senão remeter o caso às autoridades de justiça. “Sem dúvida iremos submeter o caso à polícia.São pessoas conhecidas e com endereços já identificados e esperamos que a justiça actue”. 

O hospital provincial de Xai-Xai confirmou a entrada de 11 pacientes, dos quais três em estado grave, segundo avançou Sérgio Lisboa, porta-voz do Hospital de Xai-xai.

Pelo segundo dia consecutivo, foram registados vários  focos de manifestações em Xai-Xai e Chibuto. A onda de tumultos afectou também Chokwé, onde foram incendiadas duas sedes distritais do partido Frelimo.

Cerca de 150 pessoas, com destaque para mulheres e crianças vivendo com HIV e SIDA, foram sensibilizadas em matérias de violência baseada no género.

O evento que decorreu esta terça-feira, em Maputo, enquadra-se na celebração dos 16 dias de activismo contra a violência baseada no género.

No quintal da Associação Hixinkanwe, no bairro de Malhazine, Cidade de Maputo, mulheres, homens e crianças tiveram uma “roda terapêutica”, na qual expuseram  os seus traumas.

Avança uma nota de imprensa, Eliesa Tembe é uma das mulheres que participou da “roda terapêutica” e contou a sua história dramática como viúva e mãe de dois filhos vivendo com HIV. 

Segundo conta, descobriu que era seropositiva em 2017, na gravidez do seu penúltimo filho, que agora tem sete anos, que, felizmente, é seronegativo. Perdeu o marido quando o filho tinha apenas um ano e foi aí que a sua vida começou a ganhar contornos cinematográficos.

Entre desentendimentos, quer com a sogra e com a mãe, Eliesa perdeu tudo que o marido a tinha deixado, até o direito de enterrar o seu parceiro. Como solução, refugiou-se na rua, comendo restos de comida que apanhava nos contentores de lixo até ser acolhida pela Associação Hixinkanwe, “Graças a Deus cheguei nesta casa. Encontrei a mamã Judite, que me apoiou e me deu aquele abraço que eu queria ter da minha própria família”, conta, lamentando pelo facto de “quando eu tinha o meu esposo toda a família era unida comigo, mas quando o perdi, todos se afastaram de mim”.

Para outras mulheres que vivem com HIV, Eliesa diz que o importante é aceitar, primeiro, o seu estado de saúde, e cumprir devidamente com a medicação até se tornar indetectável, tal como ela, que agora é activista social.

Além de mulheres, a associação acolhe homens. Um deles é Jaime Júlio, que chegou à associação debilitado e nem tinha esperança de que iria sobreviver. Mas o suporte que recebeu – a medicação e carinho – sobrepôs-se à doença. 

Hoje, Júlio é firme: jovens, não se deixem levar por esta doença, porque”, justifica, “não é o fim da nossa vida”, basta, apenas, cumprir com a medicação.

De acordo com Judite de Jesus, presidente e fundadora da Associação Hixinkanwe, esta agremiação destaca-se por suas actividades voltadas à acessibilidade ao tratamento e retenção de vítimas, oferecendo um espaço de acolhimento e suporte a quem mais precisa. 

Para além do apoio psicológico e social, a associação empenha-se em garantir que essas mulheres permaneçam no tratamento, contribuindo positivamente para a recuperação e empoderamento delas. “A maioria dos nossos beneficiários são mulheres sobreviventes de violência, [às quais]  oferecemos apoio social e serviços integrados que abrangem a família inteira”, afirma a líder, através de cestas básicas e uma “panela solidária”, onde mulheres se unem para ajudar umas às outras.

Associação Hixinkanwe atende mais de quatro mil pessoas na cidade de Maputo e em províncias como Gaza e Inhambane.

 

Seis corpos foram retirados de uma mina abandonada em Stilfontein, na África do Sul. Ainda é desconhecido o número de presos no subsolo. 

As autoridades sul-africanas acreditam que o número de pessoas presas no subsolo, provavelmente, está na casa das centenas, embora uma fonte local tenha dito que havia cerca de 4 mil presos.

As minas de ouro abandonadas, localizadas aproximadamente 150 quilómetros a sudoeste de Joanesburgo, foram cercadas pela polícia no último mês, com o objetivo de remover os que estavam a operar ilegalmente no local.

As autoridades têm restringido o fornecimento de alimentos e água para os encorajar a evacuar a mina. Muitos guardas ilegais conhecidos como Zama Zamas vêm de Moçambique e Lesotho e, frequentemente, enfrentam duras condições para trabalhar e residir na África do Sul.

Alguns moradores associam a presença deles ao aumento da criminalidade, e o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa os chamou de “ameaça” à economia e à segurança do país, segundo a imprensa sul-africana.

 

O presidente do Tribunal Supremo, Adelino Muchanga, lamentou, ontem, a destruição do Tribunal Judicial de Morrumbala, na província da Zambézia. Muchanga, que falava na província de Sofala, apelou aos manifestantes a não ultrapassar os limites da ordem pública e degenerar em actos de vandalismo.

O presidente do “Supremo” disse, ainda, que o momento que país atravessa exige dos moçambicanos um compromisso inequívoco de respeito pela propriedade alheia.

Muchanga lembra que os tribunais são símbolos de justiça, paz e de respeito pelo Estado de Direito.

“Quando estes símbolos são atacados, como sucedeu na quarta-feira, em Morrumbala, tais actos não somente constituem uma afronta ao edifício físico como também uma tentativa de enfraquecer os alicerces da nossa sociedade e o Estado de Direito. Foi grave e, até, gravíssimo o que sucedeu”, afirmou.

Antes de tudo, recordou Adelino Muchanga, os tribunais são órgãos de pacificação social, até pelo facto de serem alternativa a justiça pelas próprias mãos.

” A destruição de um tribunal prejudica, directamente, o próprio cidadão. Como tenho afirmado, sempre, o tribunal não é do juiz e do oficial de justiça. No tribunal, existem processos de cidadãos comuns que transferem para esses órgãos a expectativa de resolução dos seus conflitos”, lembrou.

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