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O País – A verdade como notícia

Um total de seis empreendimentos comerciais e uma sede distrital da Frelimo foram vandalizados, entre a tarde de Segunda -feira e a madrugada de Terça-feira, na vila da Macia, no distrito de Bilene, na província de Gaza, após o anúncio dos resultados eleitorais pelo Conselho Constitucional.

Populares vandalizaram e incendiaram tudo o que se encontra no interior do edifício, incluindo duas viaturas que se encontravam no recinto.

A casa protocolar do primeiro secretário do partido Frelimo no distrito não escapou à fúria dos populares e parte dos bens foram saqueados.

Os protestatários também vandalizaram e saquearam, entre outros empreendimentos, o maior supermercado da Macia.

Foram ainda vandalizadas e saqueadas cinco viaturas de uma empresa de fornecimento de bebidas e refrigerantes. Cerca de 30 trabalhadores podem perder o emprego.

Testemunhas explicam que os tumultos iniciaram por volta das 17 horas de segunda-feira, logo depois da validação dos resultados eleitorais pelo conselho constitucional.

Os prostestatarios bloquearama também a Estrada Nacional Número Um (EN1), em Chimondzo e Incaia, causando transtornos na circulação. Muitos cidadãos correm risco de celebrar o natal longe do conforto familiar.

Diversos estabelecimentos comerciais foram invadidos e saqueados por indivíduos alegadamente ligados às manifestações contra os resultados eleitorais divulgados, esta terça-feira, pelo Conselho Constitucional. Tais actos ocorreram um pouco por todo o país.

Muitos vídeos amadores partilhados nas redes sociais mostram alguns estabelecimentos comerciais que foram destruídos, escritórios de empresas e documentos vandalizados, mercadorias roubadas em camionetas, bem como materiais de trabalho destruídos.

No interior de alguns supermercados foram roubados bens como electrodomésticos, produtos alimentares, bebidas alcoólicas e não alcoólicas, entre outros, causando assim prejuízos até aqui incalculáveis para vários empresários que operam no país.

Em alguns casos, agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) foram filmados a transportar alguns desses bens, que se desconhece a finalidade. Mas não foi apenas isso: há polícias que foram flagrados a assistir os actos considerados de vandalismo.

Há também agências de bancos comerciais invadidas e incendiadas, assim como instituições públicas destruídas, tais como esquadras da Polícia da República de Moçambique, unidades administrativas públicas, como o Governo do distrito da Manhiça, na província de Maputo.

Esta quarta-feira, as ruas da Cidade de Maputo estiveram vazias, com poucas viaturas privadas a circular. Os comerciantes também evitaram abrir as lojas, que foram vandalizadas por indivíduos ainda desconhecidos.

Ainda em Maputo, um armazém do STAE foi incendiado por protestatários, em Maxaquene, na cidade de Maputo. As instalações foram completamente tomadas pelo fogo, afectando também algumas viaturas, que estavam no local.

Algumas horas depois da proclamação dos resultados, que deram vitória ao candidato da Frelimo, Daniel Francisco Chapo, com 65,17%, protestatários, no bairro de Maxaquene, atearam fogo a uns dos maiores armazéns do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE).

 

 

Mais de 200 profissionais de saúde afectos ao Hospital Central de Maputo não conseguiram chegar ao trabalho, esta quarta-feira, devido aos protestos violentos na sequência da proclamação dos resultados eleitorais de 9 de Outubro, pelo Conselho Constitucional. A situação preocupa a direcção da maior unidade sanitária do país, que alerta para o agravamento do estado de saúde de vários doentes crónicos, também impedidos de chegar ao hospital.

O Hospital Central de Maputo diz que os protestos violentos estão a criar limitações no seu funcionamento.
Dos pacientes que não conseguem chegar ao hospital, fazem parte, também, doentes crónicos, o que preocupa a maior unidade sanitária do país, segundo explicou Mouzinho Saide.

O Hospital Central de Maputo ressente-se igualmente da falta de sangue para pacientes com diferentes doenças.

endedores dizem que há poucos clientes que vão fazer compras nos principais mercados da Cidade de Inhambane. Por outro lado, os preços dos principais produtos registaram uma subida de preços, alguns em mais de 15%.

Há poucas horas para a celebração do dia da família, os principais mercados de Inhambane estavam vazios.

Não há movimento de clientes, e no mercado a única saída das vendedeiras é jogar conversa fora, ou ficar ao celular, para ajudar a passar o tempo.

As pessoas têm medo, de tal modo que nem mesmo os habituais turistas que visitam o mercado central de Inhambane vieram desta vez.

Por outro lado, as poucas pessoas que vão ao mercado para fazer compras, encontram preços diferentes dos habituais.

Com o anúncio do agravamento dos protestos, parte dos comerciantes adiantou-se nas na reposição do stock, certo de que poderia recuperar o investimento feito.

Por outro lado, há quem tentou trazer mercadoria, mas não conseguiu por conta das manifestações.

A subida de preços dos principais produtos verifica-se um pouco por toda cidade, com alguns a registaram um agravamento acima de 15%

A Inspecção Nacional de Actividades Económicas reconhece haver subida de preços dos principais produtos, mas diz que não se trata de especulação.

A INAE diz que por agora a província tem stock garantido, mas se a situação prevalecer pode haver ruptura nos próximos dias.

Por agora, a INAE diz ter pessoal posicionado em todos distritos para fazer a monitoria dos preços.

 

 

Um armazém do STAE foi incendiado por protestatários, na noite de segunda-feira, em Maxaquene, na cidade de Maputo. As instalações foram completamente tomadas pelo fogo, afectando também algumas viaturas, que estavam no local.

Algumas horas depois da validação dos resultados eleitorais, que deram vitória ao candidato da Frelimo, Daniel Francisco Chapo, com 65,17%, protestatários, no bairro de Maxaquene, atearam fogo a um dos maiores armazéns do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE).

Os camionistas, no município da Matola, estão a beneficiar de capacitação e sensibilização em matérias ligadas à segurança rodoviária durante a quadra festiva, numa iniciativa levada a cabo pela AMEND, organização que lida com essas matérias em parceria com o Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO).

Nos últimos dias vários camionistas foram interpelados nas principais vias da edilidade, tendo como um dos principais focos o controlo da velocidade dos mesmos, que segundo a recomendação não deve exceder a 50 Km. Além da sensibilização na via pública, a agremiação escalou também os postos de abastecimento de combustível para sensibilizar os automobilistas sobre a matéria, assim como em alguns centros comerciais.

Segundo um dos responsáveis da AMEND, Moisés Camela, a iniciativa já abrangeu mais de 150 empresas de transportes e logística sediadas a província de Maputo. A campanha abrangeu, igualmente, mais de 500 pessoas nos postos de abastecimento de combustível e centros comerciais.

Mais automobilistas poderão ser abrangidos pela iniciativa nos próximos dias, tendo em conta que a meta é evitar que ocorram acidentes de viação nas estradas durante a quadra festiva.

O Hospital Geral José Macamo garante que todos os serviços essenciais estão abertos para o atendimento público, apesar de alguns profissionais não terem conseguido se fazer ao trabalho devido à falta de transporte. 

Por outro lado, a unidade sanitária diz que há fraca afluência de pacientes, desde os ambulatórios, crónicos e inclusive nas urgências. 

 

A Cidade de Maputo acordou com um movimento tímido e, a poucas horas da proclamação dos resultados eleitorais pelo Conselho Constitucional, não há transporte público e muitas pessoas percorrem longas distâncias a pé, para chegar aos seus destinos

Algumas vias da capital estão bloqueadas, como é o caso da rua da Beira, por conta dos prestatários. 

Além disso, também estão bloqueadas as avenidas que dão acesso à  Sexta Esquadra, assim  como ao conselho constitucional.

Ainda está longe de se alcançar o consenso entre o Município de Maputo e os vendedores de inertes na Praça da Juventude. Os mais de 180 vendedores estão revoltados com a edilidade, que, nos últimos dias, decidiu, segundo o grupo, não conceder mais espaço para as suas actividades.

A história dos vendedores de inertes na Praça da Juventude, na Cidade de Maputo, parece estar muito longe do fim. É que, nas últimas semanas, contra a expectativa, os mais de 180 vendedores poderão não ter o espaço que lhes foi garantido pelo município para a continuidade das suas actividades.

Segundo contam os comerciantes, durante um encontro mantido entre as partes na semana finda, ficou claro que o município não irá mais atribuir-lhes um espaço para o desenvolvimento das suas actividades, contrariando a sua promessa de há um ano, quando indicou um local nas proximidades.

Rogério Langa é representante dos vendedores que há quatro anos se instalaram no terreno baldio próximo à Praça da Juventude e questiona os modos operacionais das autoridades municipais. “Eles apareceram, eu acho que era terça-feira. Disseram que aqui havia um projeto BRT e nós já temos de sair daqui, mas, da última vez que vieram aqui, disseram que tínhamos de segurar um espaço daquele lado da mesquita. Ficamos admirados quando eles dizem, agora, que o Governo central disse que já não há espaço para ninguém”, lamenta a fonte.

O Município de Maputo disse, há meses, que o atraso na entrega do local significa paralisação do projecto BRT, facto desmentido pelos ocupantes, que afirmam que “estão a vender para qualquer pessoa, é um negócio. A gente já conhece até as pessoas que fazem isso, conhecemos as pessoas.  Até conversamos com elas. São cidadãos turcos que vêm sempre aqui. Dizem que eles também têm uma parte que foi cedida no ano 2000. Não acreditamos que haja projecto algum por aqui senão os seus negócios”.

Revoltados com a situação, os vendedores dizem não ter outra saída a não ser reinventar-se para a sua sobrevivência. “Nós vamos tomar outra atitude, vamos arranjar outro espaço. Como sempre, este Governo nunca arranjou espaço para ninguém. A gente sempre vai procurar outro sítio. Se é para a gente ficar na estrada, vender na estrada, vamos ficar na estrada. Não podemos aceitar morrer de fome”, afirmou Rogério Langa.

O jornal O País entrou em contacto com o Município de Maputo para mais detalhes, porém a edilidade prometeu pronunciar-se sobre o assunto nos próximos dias.

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