Skip to main content

O País – A verdade como notícia

A companhia sul-africana Airlink está a ser processada por uma família de moçambicanos que diz ter sido maltratada ao embarcar num voo daquela companhia em Dezembro último. O tribunal de Nampula decretou uma providência cautelar de arresto dos aviões da Airlink que forem a aterrar em Nampula.

Tudo começou com uma viagem que devia ter acontecido no dia 7 de Dezembro findo, de Joanesburgo, África do Sul, para Nampula, num voo operado pela companhia aérea sul-africana Airlink.

No voo em causa viajaria o empresário moçambicano Aquil Rajahussen e mais nove membros da sua família, incluíndo o pai que é doente e cadeirante.

Em entrevista exclusiva, o empresário denunciou maus tratos que o pai sofreu por parte de uma assistente de bordo quando tentava embarcar.

Já dentro do avião, mas ainda em terra, terá havido outros episódios de maus tratos praticados pela mesma assistente de bordo, o que gerou uma confusão. Por decisão do comandante do voo, os 10 passageiros da mesma famílias foram retirados do avião.

E para viagem de Joanesburgo para Nampula, o empresário diz que fretou um avião. Uma vez em Nampula, o pai teve um agravamento da sua saúde e foi necessário alugar-se um avião-ambulância para levá-lo para a África do Sul, onde se encontra internado.

Perante a situação, a família recorreu ao Tribunal Judicial da Província de Nampula e pediu que decretasse uma providência cautelar de arresto dos aviões da Airlink que aterrassem em Nampula, como forma de garantir a cobertura da indemnização que a família pede na acção principal, cujo valor não nos foi revelado. A provídência cautelar foi decretada pela juíza Melú Inácio. 

Sobre o processo judicial, a Airlink emitiu um comunicado, no qual, dentre vários aspectos, questiona a competência do tribunal de Moçambique para dirrimir factos ocorridos na África do Sul. 

“Por compromisso solene do Estado de Moçambique com diversas convenções internacionais, os tribunais moçambicanos não têm jurisdição para apreender ou prender aeronaves registadas no estrangeiro como garantia de reclamações cíveis”

 A ordem judicial foi obtida sem que tenha sido entregue uma declaração de reivindicação à Airlink ou que a Airlink, enquanto demandada, tivesse tido a oportunidade de ser ouvida.

Os tribunais de Moçambique não têm competência para apreciar a reclamação, uma vez que o incidente ocorreu na África do Sul e os termos e condições de transporte da Airlink, que é um contrato aceite por todos os clientes como pré-requisito para a compra, foram celebrados na África do Sul e são regidos pela lei sul-africana.

Uma posição que é rebatida por Aquil Rajahussen.

Com a providência cautelar decretada, a Ailink suspendeu voos para Nampula desde o dia 7 e só voltou a voar esta quinta-feira, mediante um acordo entre as partes, mas o processo de pedido de indemnização está em curso. 

Grupo de pescadores artesanais destruiu, na manhã de quinta-feira, uma embarcação de fiscalização marítima e vandalizou armazém de equipamentos de trabalho. Os prejuízos estão avaliados em 5 milhões de meticais.

Tudo começou quando a equipa de fiscalização marítima se fez ao mar e aborda dois grupos de pescadores que, em pleno período de veda, faziam pesca com rede de arrasto. Foram informados para se retirarem das águas, mas estes recusaram. Os fiscais puxaram as redes de arrasto para a margem como forma de remover a rede mosquiteira. 

Insatisfeitos com a medida, os pescadores accionaram os seus colegas, que partiram para o Porto de Pescas, onde retiraram a embarcação de fiscalização, vandalizaram e, de seguida, queimaram. Igualmente, partiram para o armazém onde vandalizaram e saquearam bens. 

O responsável máximo do INAMAR fala de prejuízos a volta de 5 milhões de meticais. 

As autoridades estão a trabalhar no sentido de responsabilizar os pescadores que destruíram a embarcação e vandalizaram. 

 

Os moradores dos bairros das Mahotas e de Magoanine A, na cidade de Maputo, usam canoas improvisadas para se locomover no interior do bairro, devido às inundações. Os mesmos dizem-se agastados e pedem que as águas da chuva sejam removidas com urgência. 

A canoa é um dos meios improvisados para se fazer às ruas, no bairro das Mahota, na Cidade de Maputo. Trata-se de uma realidade que perdura há muito tempo, no quarteirão 16, e que é revivida sempre que chove.

Se, por um lado, as casas foram quase engolidas pelas águas da chuva, por outro, as ruas que dão acesso às residências estão também inundadas. 

Entre pequenas pontes de chapas de zinco e até de troncos de árvores, sacos de areia nas entradas das casas, é tudo improvisado na tentativa de permitir que os moradores do bairro façam a rua. 

A água é tanta que os quintais das residências transformaram-se em locais propícios à pesca. 

Mas, a preocupação mesmo é que há uma ameaça contra à saúde e à vida dos moradores do bairro.   

Já no bairro de Magoanine “A”, o exercício é feito quase todos os dias, por Agostinho Vilanculos, para avaliar se o nível das águas já o permite regressar à sua casa, abandonada depois das inundações, em 2023. 

Algo que o deixa sem esperança, pois o resultado é sempre negativo.  

Enquanto a água da chuva não seca, dezenas de famílias vêem-se obrigadas a arrendar. 

Sobre o assunto, o município de Maputo prometeu pronunciar-se oportunamente. 

Os bairros de Magoanine, Mahotas e Hulene são os mais vulneráveis às inundações urbanas na capital do país.  

 

Os moradores dos bairros Francisco Manyanga, Samora Machel e Mateus Sansão Muthemba, no município de Tete, vivem dias difíceis devido ao fraco escoamento das águas da chuva desta segunda semana de Janeiro. Os munícipes, alegam que a situação dificulta a mobilidade de pessoas e bens  e acusam a edilidade de inoperante .

Actualmente, é muito difícil circular pelas vias que dão acesso às zonas urbanas e suburbanas na capital da província de Tete. Ruas alagadas, muita lama e erosão dos solos são problemas que caracterizam os  bairros Francisco Manyanga, Samora Machel e Mateus Sansão Muthemba, no município de Tete. A situação, dificulta  a transitabilidade de pessoas e bens.

Os residentes afectados contam que o problema é antigo e alegam que, devido ao drama, não se pode sair à vontade à rua, muito menos receber visitas. Aliás,  também explicam que a maior parte dos moradores não podem trazer os seus veículos por conta das más condições das vias.

Os munícipes acusam a edilidade de nada fazer para melhorar a transitabilidade nas principais ruas. Explicam que sempre que chove, o drama das inundações agrava-se devido ao fraco sistema de escoamento.

A edilidade considera legítima a reclamação dos moradores, e promete melhorar a transitabilidade nos bairros afectados.

Matundo, Samora Machel, Franscisco Manyanga e Mateus Sansão Mutemba são bairros tidos, pela edilidade, como críticos na cidade de Tete.

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, procedeu, hoje, com a entrega de 15 casas ao Ministério dos Combatentes, cujos beneficiários são combatentes com deficiência profunda igual ou superior a 80% e os residentes do distrito de Moeda. Filipe Nyusi explicou que o objectivo do projecto é “devolver ao combatente a dignidade por si conquistada por mérito próprio”. 

Filipe Nyusi esteve, esta sexta-feira, em Cabo Delgado, onde fez a entrega de 15 casas tipo três  Ministério dos Combatentes. Para Nyusi “a entrega das casas é a resposta concreta do Estado moçambicano ao imperativo constitucional e moral de garantir uma vida digna àqueles que estiveram dispostos a perder as suas vidas para que todos vivêssemos em um país independente e livre”. 

O Chefe de Estado acredita também que a pequena aldeia constituída por 15 casas, vai funcionar como dinamizador para o surgimento de outras casas ou outras aldeias “com uma arquitectura apreciável”.

A Tempestade Tropical Moderada DIKELEDI evoluiu para o estágio de Tempestade Tropical Severa e poderá atingir o canal de Moçambique este domingo, segundo informações do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM). 

Segundo informações do INAM a Tempestade Tropical Severa tem potencial para atingir o estágio de Ciclone Tropical nas próximas horas. 

Neste momento, “DIKELEDI continua movendo-se em direcção à Ilha de Madagascar, e prevalecem as projecções de que esse sistema meteorológico poderá entrar no canal de Moçambique no dia 12 de Janeiro de 2025”.

Contudo, o INAM, assegura que o fenómeno ainda não constitui perigo nem para a costa, nem para parte continental do país.

Em cinco dias, Daniel Chapo será investido como quinto Presidente da República, num evento que deverá contar com 2 500 convidados. A ministra da Cultura e Turismo deu, esta sexta-feira, uma conferência de imprensa a falar dos preparativos e disse que a segurança está devidamente garantida.

Cerca de 2500 convidados, entre individualidades nacionais e estrangeiras, são esperados na cerimónia da tomada de posse do novo Chefe de Estado, evento que terá lugar na praça da independência, na próxima quarta-feira.

A montagem do local compreende várias fases.

“Devo dizer que os preparativos da cerimónia iniciaram no passado dia sete, e prevê-se a finalização com os ensaios gerais, no próximo dia 14.  Estamos a bom ritmo e não há nada que diga que não vamos finalizar esta preparação. Dizer que estamos à espera de cerca de 2 500 pessoas”, disse Eldevina Materula, ministra da cultura e turismo. 

De acordo com a comissão organizadora do evento, todo o protocolo de segurança está acautelado e a cerimônia será pública.

 “Esta é uma cerimónia constitucionalmente pública. Pelo que estão todos os moçambicanos convidados, e as questões de segurança estão todas devidamente acauteladas. Temos estado a trabalhar e, ontem, trabalhamos com o Ministério do Interior, que nos garantiu que  as questões de segurança estão devidamente acauteladas para que todos os moçambicanos, que quiserem se fazer ao local”, garantiu. 

Sem revelar os nomes, Eldevina Materula disse que os convites para o exterior, foram encaminhados para Estadistas da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, União Africana e da Europa.

 

Uma pessoa morreu e outras nove ficaram feridas, durante a recepção de Venâncio Mondlane, na manhã de quinta-feira. A informação foi confirmada pelo Hospital Central de Maputo (HCM), que explica que o óbito se deveu  a ferimentos com arma de fogo. 

“É um paciente que veio transferido de um hospital geral periférico, num estado muito crítico e não resistiu dado a gravidade das lesões, e perdeu a vida, enquanto fazíamos o nosso máximo para o salvar”, avançou Dino Lopes, Director do Serviço de Emergência do HCM.

A Agência Metropolitana de Transportes reconhece a dívida de dois meses de compensações aos transportadores e explica que tal ocorreu porque ainda não recebeu o dinheiro por parte do Governo. Contudo, a AMT garante o pagamento total da dívida entre os meses de Janeiro e Fevereiro. 

Recentemente, um grupo de operadores de transporte público de passageiros ameaçou agravar a tarifa de transporte por falta de pagamento de dois meses de compensações pelo Governo. 

Esta quinta-feira, a Agência Metropolitana de Transportes veio a público apresentar a sua versão. Diz reconhecer a dívida de dois meses das compensações e promete pagar até Fevereiro. 

Neste momento, a Agência Metropolitana de Transportes paga compensações a três mil operadores do transporte público. 

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE