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O País – A verdade como notícia

As províncias de Maputo, Gaza e Inhambane vão voltar a registar chuvas moderadas a fortes, a partir do fim deste domingo, após tres dias de tregua.

O Instituto Nacional de Meteorologia preve que as chuvas sejam acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas.

Na província de Maputo, o alerta vai para os distritos de Matutuine, Namaacha, Boane, Moamba, Magude, Manhiça, Marracuene, cidades de Maputo e Matola.

Espera-se que as chuvas afectem os distritos de Massingir, Chókwe, Chonguene, Bilene, Limpopo, Mandlakazi, Chicualacuala, Mapai, Mabalane, Chigubo, Chibuto, Guijá, Chongoene e cidade de Xai-Xai, em Gaza.

Já em Inhambane, serão afectados os distritos de Zavala, Inharrime, Panda, Funhalouro e Mabote.

Há mais de 100 lixeiras informais criadas na Cidade de Maputo, em resultado da deficiente recolha do lixo acumulado pelos moradores. O Município de Maputo quer eliminar os locais, por isso alocou, hoje, 45 camiões de recolha. 

Para acabar com as lixeiras informais, os 45 camiões basculantes alocados pelo Município, em coordenação com os seus parceiros, que já estão no terreno, mas a edilidade apela à colaboração dos munícipes para acelerar os trabalhos.

Os munícipes, por sua vez, exigem melhorias na recolha de lixo há muito tempo deficiente. 

Na Cidade de Maputo são produzidas, por dia, mais de 1400 toneladas de lixo.  Com a intensificação dos trabalhos de recolha, a edilidade prevê acabar com as lixeiras informais dentro de 10 dias. 

O sistema ciclónico “Dikeledi” entrou, hoje, no Canal de Moçambique em forma de tempestade tropical severa. Nas próximas horas, o fenómeno natural poderá evoluir e transformar-se em ciclone tropical intenso.

O aviso de mau tempo foi emitido este domingo pelo Instituto Nacional de Meteorologia através destes dois comunicados.

Para já, estão em risco os distritos de Memba, Nacala, Monapo, Meconta, Mossuril, Ilha de Moçambique, Mogincual, Angoche e Moma, em Nampula.

Nas últimas 24 horas, o sistema ciclónico denominado “DIKELEDI” atravessou a ilha de Madagáscar, para depois entrar, na madrugada deste domingo, no canal de Moçambique como tempestade tropical Severa. 

Espera-se que nas próximas horas, o fenómeno continue com o seu movimento progressivo sobre o canal de Moçambique, intensificando-se e podendo alcançar categoria de ciclone tropical e ciclone tropical intenso, respectivamente.

De acordo com o INAM, a distância mínima que o sistema irá aproximar-se da costa moçambicana é de cerca de 150 quilómetros. Esperam-se ventos de 60 quilômetros por hora e chuvas fortes, a partir da tarde de segunda-feira.

No aviso emitido para a Marinha, prevê-se ainda trovoadas severas e ventos com rajadas muito fortes de 63 a 88 quilómetros por hora no Canal de Moçambique, ocasionando ondas no mar com alturas entre 4 a 7 metros.

Um indivíduo de 50 anos de idade assassinou sua esposa e depois se suicidou, no distrito de Chongoene, na província de Gaza. Familiares afirmam que o casal tinha uma relação conflituosa. 

Um caso que chocou o distrito de Chongoene. Familiares e amigos choram a morte de um casal, cujo marido teria, na madrugada deste sábado, matado, com recurso a uma faca, a própria esposa, e depois teria tirado a sua própria vida. 

A família conta que o casal vivia uma relação conflituosa, e que se agravou por conta de supostos ciúmes do marido.

A criminalidade em Gaza não para por aí, há também dois jovens detidos, no distrito de Bilene, acusados do roubo de duas viaturas. Residentes das zonas comerciais estão preocupados com a onda de roubos. 

Mário Filipe e Carlos Matusse foram agredidos na noite de quinta-feira, após desobedecer o comando de um grupo criminoso, que tentava retirar os seus bens.

 

A chuva que se tem registado nos últimos dias deixou o Centro de Saúde da Matola Santos inundado, forçando a paralisação de todas as actividades, naquela unidade hospitalar. O centro de saúde, que assistia a mais de 65 mil pacientes,  tem enfrentado o problema de inundações desde a sua inauguração. 

Sem médicos e sem pacientes. Essa imagem que se assiste no Centro de Saúde da Matola Santos, devido às inundações provocadas pelas últimas chuvas. O PCA da empresa de saneamento na Matola, Bernardo Dramos, explica que, desde a sua inauguração o problema de inundações tem sido recorrente naquela unidade hospitalar. 

“Tem enfrentado desafios cada vez que a chuva tem estado acima do normal, esta situação é vivida nesses termos. É de reconhecer que este facto ocorre devido a sua localização, em primeiro plano, que esta localização não é das melhores, porque aqui é uma zona que sempre foi uma bacia”, esclareceu. 

O município diz que para fazer frente a este problema foi reaproveitado um emissário. “Fizemos uma conexão, no caso uma valeta, que liga a parte central da bacia a este emissário. É verdade que o emissário funciona, mas não foi desenhado para esta capacidade. E, neste caso em particular, os munícipes têm tido o desafio de, quando não está a chover,  não cuidar devidamente do emissário e das caixas”. 

Bernardo Dramos disse não poder afirmar se há dinheiro ou não para as obras necessárias, devido a situação que o país vive, mas garante que existe um projecto na perspectiva de trabalhar com os munícipes, para permitir que cedam espaço para a ampliação do colector. “O que está a acontecer, hoje em dia, é que temos algumas das caixas de visita de limpeza, que estão dentro do quintal das pessoas. As pessoas vieram construir e engoliram essas caixas”.  

Um empresário de 60 anos, supostamente de origem asiática, foi raptado, na tarde deste sábado, na avenida Albert Lithule, na cidade de Maputo, por indivíduos desconhecidos. De acordo com testemunhas no local, o rapto aconteceu no momento em que a vítima tentava entrar na sua casa. 

Câmaras de vigilância mostram o momento exacto em que a vítima foi abordada por um jovem que o arrastou até o carro, enquanto o outro indivíduo empunhava uma pistola. 

O porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) a nível da cidade, Leonel Muchina, garantiu pronunciar-se sobre o caso nas próximas horas. 

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê ocorrência de chuvas moderadas a fortes, acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas, a partir da segunda metade do dia de amanhã, 12 de Janeiro, na zona sul. 

Através de um comunicado o INAM alerta que as províncias de Maputo, Gaza e Inhambane serão afectadas por fortes chuvas. Para Maputo, as zonas mencionadas pelo INAM são os distritos de  Matutuine, Namaacha, Boane, Moamba, Magude, Manhiça, Marracuene, cidades de Maputo e Matola. Já na província de Gaza, serão os distritos de Massingir, Chokwe, Chongoene, Bilene, Limpopo, Mandlakazi, Chicualacuala, Mapai, Mabalane, Chigubo, Chibuto , Guijá, Chongoene e cidade de Xai-Xai, os afectados pelas chuvas.  Inhambane, por sua vez, são mencionados os distritos de Zavala, Inharrime, Panda, Funhalouro e Mabote. 

O INAM recomenda a tomada de medidas de precaução e segurança face às chuvas e trovoadas .

Um grupo de 17 pessoas em Nampula diz-se burlado por um cidadão paquistanês que adquiriu 510 toneladas de milho e passou um cheque sem cobertura, no valor de mais de 6 milhões de meticais. O caso já está na Justiça.

São parte de um grupo de 17 pessoas que se sentem burladas por um cidadão paquistanês que se dedica à compra e venda de milho, na província de Nampula. Do grupo constam agricultores de Nampula e Niassa e alguns intermediários na cadeia do agronegócio.

“Solicitou-nos e disse que precisava de uma quantidade de milho de quase mil toneladas. Numa primeira fase, nós fornecemos 245 toneladas, e deste número, ele passou-nos um cheque no valor combinado. E depois disso, seguiu-se para a segunda fase que era de mais ou menos duzentas e tal toneladas, quase trezentos e acabamos fornecendo. Mas o que acontece é que o cheque que fomos passados, que era para poder levantar no dia 16, ele ligou para mim e disse que não podíamos ter o cheque e que devíamos esperar para o dia seguinte, porque não tinha fundo nenhum na conta”, narrou Marcelino Alberto, um dos lesados. 

O milho foi descarregado em dois armazéns na cidade de Nampula. Além da falta de cobertura do cheque passado, o mesmo milho foi vendido pelo cidadão paquistanês a uma fábrica de produção de farinha de milho, antes do pagamento aos donos do produto.

“Um dos nossos colegas, que estava a descarregar o milho, que era também amigo daquele senhor que nós fornecemos, ligou para ele para pedir reforços de mais camiões, que era para poder transportar o mesmo milho que nós estávamos a descarregar para uma fábrica de farinha, que segundo ele (o cidadão paquistanês) era para fazer farinha, porque tinha contrato com outras empresas”, continuou a explicar.

Com a burla consumada, os lesados levaram o caso ao SERNIC e por decisão do tribunal provincial de Nampula, o milho foi apreendido e foi constituído o dono de um dos armazéns como fiel depositário. Para a estranheza dos lesados, o milho continuou a ser retirado do armazém.

“A juíza, a Dra Esmeralda, indeferiu o nosso requerimento de pedido de devolução do produto e, pronto, nós ficamos  já sem saber o que estava a acontecer. Então, enquanto estávamos no tribunal, acabamos recebendo ligações de que diziam que o milho que descarregamos está a ser novamente levado para aquele ponto de venda”.  

A empresa que recebeu parte das 510 toneladas de milho é esta, pertencente a empresários chineses. Tentamos contacto com os donos da mesma para sabermos dos contornos do negócio, mas sem sucesso.

A companhia sul-africana Airlink está a ser processada por uma família de moçambicanos que diz ter sido maltratada ao embarcar num voo daquela companhia, em Dezembro último. O tribunal de Nampula decretou uma providência cautelar de arresto dos aviões da Airlink, que forem a aterrar naquele província.

Tudo começou numa viagem que estava marcada para o dia 7 de Dezembro. Uma viagem que iniciava em Joanesburgo, África do Sul, e tinha como destino final a cidade de Nampula, em Moçambique, num voo da companhia aérea sul-africana Airlink.

No voo em causa, viajaria o empresário moçambicano Aquil Rajahussen e mais nove membros da sua família, incluindo o pai que é doente e cadeirante.

Em entrevista exclusiva ao Jornal O PAÍS, o empresário denunciou alegados maus tratos contra o seu pai, pela assistente de bordo, quando tentava embarcar. 

“A hospedeira estava na porta. Eu pedi, porque fiquei embaixo, que ela ajudasse o meu pai, que pegasse na mão do meu pai para poder entrar no avião. Então, ela fez um gesto que não sei se foi por desprezo, por racismo, por mau comportamento, não sei, não percebi bem, levantou as duas mãos e disse: i can not touch him (não posso tocá-lo) – eu não posso pegar nele. Até pareceu que o meu pai tinha feridas nas mãos ou no braço e deu-lhe um nojo, ou que ele tinha lepra”, contou Aquil Rajahussen, autor da acção judicial.  

Já dentro do avião, mas ainda em terra, terá havido outros episódios de maus tratos, praticados pela mesma assistente de bordo, o que gerou uma confusão. Por decisão do comandante do voo, os 10 passageiros da mesma família foram retirados do avião.

“Ela disse: hey, hey sir, sit down . Otherwise I will off-load you (ei ei Senhor senta-te. Caso contrário, vou tirá-lo do avião)  Quando ela diz: “i will off-load you”, o meu irmão diz assim “mas ela já me ameaçou também que ia me fazer off-load”.  E disse porquê e ele disse “depois conto”. Mas quando ela disse hey, hey, hey eu disse aqui há um problema, porque ela não pode tratar os passageiros como se fossem cabritos”, continuou Aquil Rajahussen.   

E para viagem de Joanesburgo para Nampula, o empresário diz que fretou um avião. Uma vez em Nampula, o pai teve um agravamento da sua saúde e foi necessário que se alugasse um avião-ambulância, para o levar para África do Sul. Perante esta situação, a família recorreu ao Tribunal Judicial da Província de Nampula e pediu que se decretasse uma providência cautelar de arresto dos aviões da Airlink, que aterrassem em Nampula, como forma de garantir a cobertura da indemnização que a família pede na acção principal, cujo valor não nos foi revelado. A providência cautelar foi decretada pela juíza Melú Inácio.

Sobre o processo judicial, a Airlink emitiu este comunicado, no qual, dentre vários aspectos, questiona a competência do tribunal de Moçambique para dirimir factos ocorridos na África do Sul.

“Por compromisso solene do Estado de Moçambique com diversas convenções internacionais, os tribunais moçambicanos não têm jurisdição para apreender ou prender aeronaves registadas no estrangeiro como garantia de reclamações cíveis. A ordem judicial foi obtida sem que tenha sido entregue uma declaração de reivindicação à Airlink ou que a Airlink, enquanto demandada, tivesse tido a oportunidade de ser ouvida. Os tribunais de Moçambique não têm competência para apreciar a reclamação, uma vez que o incidente ocorreu na África do Sul e os termos e condições de transporte da Airlink, que é um contrato aceite por todos os clientes como pré-requisito para a compra, foram celebrados na África do Sul e são regidos pela lei sul-africana”, lê-se no comunicado da companhia aérea Airlink.

Uma posição que é rebatida por Aquil Rajahussen.  “As companhias aéreas, os países onde as companhias aéreas operam, ractificaram, que é o caso de Moçambique e África do Sul, a Convenção de Montreal e a Convenção de Montreal dá a possibilidade de meter a queixa na África do Sul ou em Moçambique”.  

Com a providência cautelar decretada, a Airlink suspendeu voos para Nampula desde o dia 7 e só voltou a voar esta quinta-feira, mediante um acordo entre as partes, mas o processo de pedido de indemnização está em curso.

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