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O País – A verdade como notícia

Mais de 14 mil pessoas continuam a enfrentar dificuldades para garantir alimentos oito meses depois das cheias que assolaram Nguluzane, no distrito de Xai-Xai. A degradação da principal via de acesso dificulta o abastecimento, encarece o transporte e agrava a situação das famílias, levando lideranças locais a pedir assistência alimentar urgente Em Junho, O País fez o retrato das condições de vida de mais de 14 mil habitantes de Nguluzane, na sequência das cheias que atingiram o sul do país. Passados mais três meses, pouco mudou para as famílias que dependem sobretudo da agricultura e do comércio local para a sua sobrevivência. No centro do posto administrativo, o mercado Luza Mahala regista uma ruptura de stock de vários produtos básicos, situação associada à degradação da estrada que liga Nguluzane às zonas comerciais de Xai-Xai e que tem afastado vendedores e dificultado o abastecimento. Sem sanitários, iluminação, água ou alpendre desde 2001, o Luza Mahala funciona actualmente a meio gás. Os poucos produtos disponíveis chegam em quantidades insuficientes e a preços cada vez mais difíceis de suportar pelas famílias. “Aqui tudo está caro, sal, óleo está 110, enquanto antes estava 95 meticais. Farinha, arroz, sal, açúcar não temos já há muitos dias e temos que ir comprar em Xai-Xai. Até quando esta vida?”, lamenta Verónica Quive, vendedeira no mercado Luza Mahala. A situação agrava-se com a destruição da produção agrícola provocada pelas cheias, que atingiram uma das principais fontes de sustento das famílias. Com poucas alternativas dentro do posto administrativo, os moradores recorrem cada vez mais a Xai-Xai para comprar alimentos, vender produtos e procurar meios de sobrevivência. A dependência da cidade, porém, tem custos elevados. Albertina Balane, chefe de bairro em Nguluzane, diz que as famílias enfrentam dificuldades para suportar as despesas de transporte. “Dependemos da cidade de Xai-Xai. Tudo está caro porque não temos dinheiro, estamos sem nada. A estrada aflige-nos e a carreira está cara, 35 meticais.” Mesmo quando conseguem reunir dinheiro para comprar alimentos em maior quantidade, as famílias dizem que o custo do transporte reduz o poder de compra. A viagem até Xai-Xai é feita por uma via degradada, num percurso de cerca de 14 quilómetros. “Cobramos esse valor porque é arriscado meter nossos carros aqui, e fazemos porque não temos outra saída, mas a via está péssima”, sublinhou um transportador. O mau estado da estrada também reduz a circulação de transportadores. Poucos operadores se aventuram pelo trajecto, situação que deixa moradores, incluindo professores, obrigados, em alguns casos, a percorrer parte do caminho a pé. “Aqui a situação é pior, porque só temos duas carreiras. Quem falha até depois das 16 horas tem de percorrer a pé até à cidade de Xai-Xai”, disse um passageiro. A escassez de transportes acaba por agravar o custo de vida, numa comunidade que depende de Xai-Xai para o acesso a produtos e serviços que não estão disponíveis em quantidade suficiente em Nguluzane. As dificuldades não terminam no transporte. Embora o fornecimento de água e energia eléctrica tenha sido restabelecido, os moradores relatam que os serviços continuam vulneráveis às condições meteorológicas. Em dias de mau tempo, dizem registar-se interrupções no fornecimento de energia, afectando também a actividade dos comerciantes. Perante este quadro, lideranças locais e comunitárias defendem o reforço da assistência humanitária para responder às necessidades das famílias, sobretudo no acesso a alimentos. Até ao fecho desta edição, O País tentou ouvir o Governo do distrito de Xai-Xai sobre a situação de Nguluzane e as medidas previstas para responder às dificuldades enfrentadas pela população, mas não conseguiu obter uma reacção. Mais de 14 mil pessoas continuam a enfrentar dificuldades para garantir alimentos oito meses depois das cheias que assolaram Nguluzane, no distrito de Xai-Xai. A degradação da principal via de acesso dificulta o abastecimento, encarece o transporte e agrava a situação das famílias, levando lideranças locais a pedir assistência alimentar urgente. Ângelo Tsane Em Junho, O País fez o retrato das condições de vida de mais de 14 mil habitantes de Nguluzane, na sequência das cheias que atingiram o sul do país. Passados mais três meses, pouco mudou para as famílias que dependem sobretudo da agricultura e do comércio local para a sua sobrevivência. No centro do posto administrativo, o mercado Luza Mahala regista uma ruptura de stock de vários produtos básicos, situação associada à degradação da estrada que liga Nguluzane às zonas comerciais de Xai-Xai e que tem afastado vendedores e dificultado o abastecimento. Sem sanitários, iluminação, água ou alpendre desde 2001, o Luza Mahala funciona actualmente a meio gás. Os poucos produtos disponíveis chegam em quantidades insuficientes e a preços cada vez mais difíceis de suportar pelas famílias. “Aqui tudo está caro, sal, óleo está 110, enquanto antes estava 95 meticais. Farinha, arroz, sal, açúcar não temos já há muitos dias e temos que ir comprar em Xai-Xai. Até quando esta vida?”, lamenta Verónica Quive, vendedeira no mercado Luza Mahala. A situação agrava-se com a destruição da produção agrícola provocada pelas cheias, que atingiram uma das principais fontes de sustento das famílias. Com poucas alternativas dentro do posto administrativo, os moradores recorrem cada vez mais a Xai-Xai para comprar alimentos, vender produtos e procurar meios de sobrevivência. A dependência da cidade, porém, tem custos elevados. Albertina Balane, chefe de bairro em Nguluzane, diz que as famílias enfrentam dificuldades para suportar as despesas de transporte. “Dependemos da cidade de Xai-Xai. Tudo está caro porque não temos dinheiro, estamos sem nada. A estrada aflige-nos e a carreira está cara, 35 meticais.” Mesmo quando conseguem reunir dinheiro para comprar alimentos em maior quantidade, as famílias dizem que o custo do transporte reduz o poder de compra. A viagem até Xai-Xai é feita por uma via degradada, num percurso de cerca de 14 quilómetros. “Cobramos esse valor porque é arriscado meter nossos carros aqui, e fazemos porque não temos outra saída, mas a via está péssima”, sublinhou um transportador. O mau estado da estrada também reduz a circulação de transportadores. Poucos operadores se aventuram pelo trajecto, situação que deixa moradores, incluindo professores, obrigados, em alguns casos, a percorrer parte do caminho a pé. “Aqui a situação é pior, porque só temos duas carreiras. Quem falha até depois das 16 horas tem de percorrer a pé até à cidade de Xai-Xai”, disse um passageiro. A escassez de transportes acaba por agravar o custo de vida, numa comunidade que depende de Xai-Xai para o acesso a produtos e serviços que não estão disponíveis em quantidade suficiente em Nguluzane. As dificuldades não terminam no transporte. Embora o fornecimento de água e energia eléctrica tenha sido restabelecido, os moradores relatam que os serviços continuam vulneráveis às condições meteorológicas. Em dias de mau tempo, dizem registar-se interrupções no fornecimento de energia, afectando também a actividade dos comerciantes. Perante este quadro, lideranças locais e comunitárias defendem o reforço da assistência humanitária para responder às necessidades das famílias, sobretudo no acesso a alimentos. Até ao fecho desta edição, O País tentou ouvir o Governo do distrito de Xai-Xai sobre a situação de Nguluzane e as medidas previstas para responder às dificuldades enfrentadas pela população, mas não conseguiu obter uma reacção

Mais de 14 mil pessoas continuam a enfrentar dificuldades para garantir alimentos oito meses depois das cheias que assolaram Nguluzane, no distrito de Xai-Xai. A

Mais de 14 mil pessoas continuam a enfrentar dificuldades para garantir alimentos oito meses depois das cheias que assolaram Nguluzane, no distrito de Xai-Xai. A degradação da principal via de acesso dificulta o abastecimento, encarece o transporte e agrava a situação das famílias, levando lideranças locais a pedir assistência alimentar urgente Em Junho, O País fez o retrato das condições de vida de mais de 14 mil habitantes de Nguluzane, na sequência das cheias que atingiram o sul do país. Passados mais três meses, pouco mudou para as famílias que dependem sobretudo da agricultura e do comércio local para a sua sobrevivência. No centro do posto administrativo, o mercado Luza Mahala regista uma ruptura de stock de vários produtos básicos, situação associada à degradação da estrada que liga Nguluzane às zonas comerciais de Xai-Xai e que tem afastado vendedores e dificultado o abastecimento. Sem sanitários, iluminação, água ou alpendre desde 2001, o Luza Mahala funciona actualmente a meio gás. Os poucos produtos disponíveis chegam em quantidades insuficientes e a preços cada vez mais difíceis de suportar pelas famílias. “Aqui tudo está caro, sal, óleo está 110, enquanto antes estava 95 meticais. Farinha, arroz, sal, açúcar não temos já há muitos dias e temos que ir comprar em Xai-Xai. Até quando esta vida?”, lamenta Verónica Quive, vendedeira no mercado Luza Mahala. A situação agrava-se com a destruição da produção agrícola provocada pelas cheias, que atingiram uma das principais fontes de sustento das famílias. Com poucas alternativas dentro do posto administrativo, os moradores recorrem cada vez mais a Xai-Xai para comprar alimentos, vender produtos e procurar meios de sobrevivência. A dependência da cidade, porém, tem custos elevados. Albertina Balane, chefe de bairro em Nguluzane, diz que as famílias enfrentam dificuldades para suportar as despesas de transporte. “Dependemos da cidade de Xai-Xai. Tudo está caro porque não temos dinheiro, estamos sem nada. A estrada aflige-nos e a carreira está cara, 35 meticais.” Mesmo quando conseguem reunir dinheiro para comprar alimentos em maior quantidade, as famílias dizem que o custo do transporte reduz o poder de compra. A viagem até Xai-Xai é feita por uma via degradada, num percurso de cerca de 14 quilómetros. “Cobramos esse valor porque é arriscado meter nossos carros aqui, e fazemos porque não temos outra saída, mas a via está péssima”, sublinhou um transportador. O mau estado da estrada também reduz a circulação de transportadores. Poucos operadores se aventuram pelo trajecto, situação que deixa moradores, incluindo professores, obrigados, em alguns casos, a percorrer parte do caminho a pé. “Aqui a situação é pior, porque só temos duas carreiras. Quem falha até depois das 16 horas tem de percorrer a pé até à cidade de Xai-Xai”, disse um passageiro. A escassez de transportes acaba por agravar o custo de vida, numa comunidade que depende de Xai-Xai para o acesso a produtos e serviços que não estão disponíveis em quantidade suficiente em Nguluzane. As dificuldades não terminam no transporte. Embora o fornecimento de água e energia eléctrica tenha sido restabelecido, os moradores relatam que os serviços continuam vulneráveis às condições meteorológicas. Em dias de mau tempo, dizem registar-se interrupções no fornecimento de energia, afectando também a actividade dos comerciantes. Perante este quadro, lideranças locais e comunitárias defendem o reforço da assistência humanitária para responder às necessidades das famílias, sobretudo no acesso a alimentos. Até ao fecho desta edição, O País tentou ouvir o Governo do distrito de Xai-Xai sobre a situação de Nguluzane e as medidas previstas para responder às dificuldades enfrentadas pela população, mas não conseguiu obter uma reacção. Mais de 14 mil pessoas continuam a enfrentar dificuldades para garantir alimentos oito meses depois das cheias que assolaram Nguluzane, no distrito de Xai-Xai. A degradação da principal via de acesso dificulta o abastecimento, encarece o transporte e agrava a situação das famílias, levando lideranças locais a pedir assistência alimentar urgente. Ângelo Tsane Em Junho, O País fez o retrato das condições de vida de mais de 14 mil habitantes de Nguluzane, na sequência das cheias que atingiram o sul do país. Passados mais três meses, pouco mudou para as famílias que dependem sobretudo da agricultura e do comércio local para a sua sobrevivência. No centro do posto administrativo, o mercado Luza Mahala regista uma ruptura de stock de vários produtos básicos, situação associada à degradação da estrada que liga Nguluzane às zonas comerciais de Xai-Xai e que tem afastado vendedores e dificultado o abastecimento. Sem sanitários, iluminação, água ou alpendre desde 2001, o Luza Mahala funciona actualmente a meio gás. Os poucos produtos disponíveis chegam em quantidades insuficientes e a preços cada vez mais difíceis de suportar pelas famílias. “Aqui tudo está caro, sal, óleo está 110, enquanto antes estava 95 meticais. Farinha, arroz, sal, açúcar não temos já há muitos dias e temos que ir comprar em Xai-Xai. Até quando esta vida?”, lamenta Verónica Quive, vendedeira no mercado Luza Mahala. A situação agrava-se com a destruição da produção agrícola provocada pelas cheias, que atingiram uma das principais fontes de sustento das famílias. Com poucas alternativas dentro do posto administrativo, os moradores recorrem cada vez mais a Xai-Xai para comprar alimentos, vender produtos e procurar meios de sobrevivência. A dependência da cidade, porém, tem custos elevados. Albertina Balane, chefe de bairro em Nguluzane, diz que as famílias enfrentam dificuldades para suportar as despesas de transporte. “Dependemos da cidade de Xai-Xai. Tudo está caro porque não temos dinheiro, estamos sem nada. A estrada aflige-nos e a carreira está cara, 35 meticais.” Mesmo quando conseguem reunir dinheiro para comprar alimentos em maior quantidade, as famílias dizem que o custo do transporte reduz o poder de compra. A viagem até Xai-Xai é feita por uma via degradada, num percurso de cerca de 14 quilómetros. “Cobramos esse valor porque é arriscado meter nossos carros aqui, e fazemos porque não temos outra saída, mas a via está péssima”, sublinhou um transportador. O mau estado da estrada também reduz a circulação de transportadores. Poucos operadores se aventuram pelo trajecto, situação que deixa moradores, incluindo professores, obrigados, em alguns casos, a percorrer parte do caminho a pé. “Aqui a situação é pior, porque só temos duas carreiras. Quem falha até depois das 16 horas tem de percorrer a pé até à cidade de Xai-Xai”, disse um passageiro. A escassez de transportes acaba por agravar o custo de vida, numa comunidade que depende de Xai-Xai para o acesso a produtos e serviços que não estão disponíveis em quantidade suficiente em Nguluzane. As dificuldades não terminam no transporte. Embora o fornecimento de água e energia eléctrica tenha sido restabelecido, os moradores relatam que os serviços continuam vulneráveis às condições meteorológicas. Em dias de mau tempo, dizem registar-se interrupções no fornecimento de energia, afectando também a actividade dos comerciantes. Perante este quadro, lideranças locais e comunitárias defendem o reforço da assistência humanitária para responder às necessidades das famílias, sobretudo no acesso a alimentos. Até ao fecho desta edição, O País tentou ouvir o Governo do distrito de Xai-Xai sobre a situação de Nguluzane e as medidas previstas para responder às dificuldades enfrentadas pela população, mas não conseguiu obter uma reacção

Mais de 14 mil pessoas continuam a enfrentar dificuldades para garantir alimentos oito meses depois das cheias que assolaram Nguluzane, no distrito de Xai-Xai. A

Cerca de três mil alunos de uma escola pública continuam a frequentar as aulas em tendas, cinco meses depois da interdição do edifício principal, considerado inseguro por uma equipa técnica destacada pelo Governo.

A infraestrutura, composta por 18 salas de aulas, foi totalmente encerrada na sequência de uma avaliação realizada por engenheiros, incluindo técnicos do sector da Educação, que concluíram existir riscos para a segurança da comunidade escolar.

Enquanto aguardam pelo início das obras de reabilitação ou reconstrução, os estudantes assistem às aulas em 12 tendas instaladas no recinto da escola e em algumas salas de construção precária, erguidas com o apoio da comunidade.

Os alunos queixam-se das condições em que decorre o processo de ensino e aprendizagem. Entre as principais preocupações estão o intenso calor no interior das tendas, a incidência directa da luz solar sobre os cadernos, que provoca fadiga e dores de vista, a falta de energia eléctrica e a fraca iluminação em dias nublados ou de cacimba, dificultando a visualização do quadro.

Outra reclamação recorrente prende-se com o mau cheiro proveniente das casas de banho, cuja limpeza é considerada deficiente, afectando sobretudo os estudantes colocados nas tendas mais próximas das instalações sanitárias.

Os estudantes questionam ainda o destino das contribuições cobradas anualmente para a construção e melhoria das infra-estruturas escolares, alegando que, apesar dos pagamentos efectuados durante as matrículas, não se registam avanços visíveis nas obras.

A comunidade escolar manifesta igualmente preocupação com o estado do edifício interdito, defendendo uma nova avaliação técnica para evitar o risco de um eventual desabamento.Segundo os intervenientes, as promessas de intervenção têm-se repetido sem que, até ao momento, tenham sido concretizadas.

A direcção da escola confirma que a interdição das 18 salas foi uma medida preventiva recomendada pelos especialistas, permitindo salvaguardar a integridade física de alunos, professores e funcionários, enquanto se aguarda por uma solução definitiva para o regresso às aulas em condições adequadas.

Cerca de 210 famílias do povoado de Nhangal, no distrito de Chókwè, província de Gaza, receberam kits de sementes agrícolas para retomar a produção alimentar e reconstruir os seus meios de subsistência, depois de as cheias terem destruído culturas e afectado as fontes de rendimento das comunidades.

A iniciativa, desenvolvida através de uma parceria entre a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), a Yango Moçambique e as autoridades locais, pretende contribuir para a recuperação das famílias afectadas e reforçar a sua capacidade de produzir alimentos e gerar rendimento.

Cada agregado familiar beneficiário recebeu um kit de sementes com potencial para apoiar o cultivo de aproximadamente 1,5 hectares em condições ideais. Com o apoio, espera-se que as famílias retomem a actividade agrícola e produzam hortícolas diversificadas, contribuindo para o reforço da segurança alimentar e nutricional.

As cheias provocaram a destruição de culturas agrícolas e o esgotamento das reservas alimentares, deixando muitas famílias dependentes de assistência. Num distrito onde a agricultura constitui uma das principais fontes de rendimento e subsistência, a recuperação da capacidade produtiva é considerada essencial para a reconstrução das comunidades.

Segundo o Chefe do Posto Administrativo de Chilembene, Noé Vasco Sitoe, Nhangal esteve entre as comunidades mais afectadas pelas cheias. O responsável apelou às famílias para que utilizem as sementes nas suas machambas, de modo a garantir a continuidade da produção agrícola e fortalecer a capacidade de recuperação da comunidade.

Além de contribuir para a segurança alimentar, a iniciativa pretende permitir que as famílias comercializem o excedente da produção, criando oportunidades de geração de rendimento e reduzindo a dependência prolongada de ajuda externa.

A acção enquadra-se nos esforços de recuperação das comunidades afectadas por eventos climáticos extremos e aposta no fortalecimento da resiliência e da autonomia das famílias.

Para as entidades envolvidas, a recuperação sustentável passa por devolver às comunidades a capacidade de produzir, gerar rendimento e reconstruir os seus meios de subsistência com dignidade.

Assim, o apoio às 210 famílias representa não apenas uma resposta às consequências imediatas das cheias, mas também um investimento na recuperação económica e na resiliência das comunidades afectadas.

A Primeira-Ministra, Benvinda Levi, conferiu, esta sexta-feira, posse a Luís Álvaro do Rosário Canhemba como novo director do Gabinete de Informação (Gabinfo), em substituição de Emília Moiane, que deixa o cargo após 11 anos à frente da instituição.

O Gabinfo é o órgão público responsável pela supervisão e regulação da comunicação social em Moçambique, subordinado ao Primeiro-Ministro.

Antes da sua nomeação, Luís Álvaro do Rosário Canhemba desempenhava as funções de administrador executivo para o Pelouro Corporativo do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação (INTIC).

Na cerimónia de investidura, Benvinda Levi desafiou o novo director a impulsionar reformas no sector da comunicação social, orientadas para a melhoria dos serviços prestados aos cidadãos, colocando o interesse público no centro da actuação da instituição.

Na mesma ocasião, a Primeira-Ministra conferiu igualmente posse a António Viagem Máquina como novo Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), reforçando a liderança daquela instituição responsável pela gestão do sistema de segurança social no País.

Um spray paralisante foi accionado no interior de uma sala de aula, provocando intoxicação de 11 estudantes, que tiveram de ser transportados para uma unidade sanitária. O facto ocorreu na Escola Comunitária Santa Montana, em Marracuene, Província de Maputo.

Tosse intensa, dificuldades respiratórias, tonturas e desmaios levaram professores e funcionários a interromper as actividades para socorrer os estudantes afectados, após intoxicação quando os alunos entraram nas salas de aula.

Uma das vítimas contou que nem sequer estava dentro da sala onde o spray foi accionado. Preparava uma apresentação de inglês no corredor quando começou a sentir os primeiros sintomas.

“Vi um colega cair e começar a espumar pela boca. Depois comecei a tossir, senti a garganta a arder, muitas tonturas e acabei por cair. Já não conseguia respirar nem andar. No hospital, disseram que o meu estado era mais crítico e tive de receber soro”, relatou.

Outra estudante descreveu que, inicialmente, pensou tratar-se de um perfume.

“Vimos um colega com uma coisa preta na mão, mas não demos importância. Pouco depois começámos a ver colegas a sair da sala a correr e a tossir. O meu nariz e a garganta começaram a picar e fui levada ao hospital”, contou.

Segundo a direcção da Escola Comunitária Santa Montana, o incidente ocorreu logo após a concentração matinal. As investigações internas apontam que três alunas terão pedido a um colega que acionasse o spray no interior da sala de aula.

“O aluno dirigiu-se à sala e accionou o spray. Quando os estudantes entraram, onze começaram a apresentar reacções à substância. De imediato, levámo-los ao hospital para receber assistência médica”, explicou o director da escola.

Os quatro estudantes apontados como envolvidos foram encaminhados à Esquadra da Polícia da República de Moçambique em Marracuene, onde o caso continua a ser tratado pelas autoridades.

A direcção da escola afirma que ainda não tomou qualquer decisão disciplinar contra os alunos envolvidos. A definição das medidas dependerá de uma reunião do Conselho da Escola, que deverá analisar o caso nos próximos dias.

Os encarregados de educação dos estudantes identificados como promotores do incidente foram convocados pela direcção para prestar esclarecimentos. A equipa de reportagem tentou ouvi-los, mas estes recusaram prestar declarações.

O director reconheceu ainda que a instituição enfrenta desafios relacionados com a indisciplina entre alguns estudantes, incluindo casos de consumo de bebidas alcoólicas e tabaco, situações que, segundo afirma, têm sido alvo de processos disciplinares e sucessivos apelos à comunidade escolar.

Apesar do susto, todos os 11 alunos afectados receberam alta hospitalar e já regressaram às aulas. Enquanto a rotina volta gradualmente à normalidade na Escola Comunitária Santa Montana, permanecem em aberto as conclusões das investigações e as sanções que poderão ser aplicadas aos estudantes apontados como responsáveis pelo incidente.

 

Um mototaxista de 31 anos de idade encontra-se detido nas celas da Quinta Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), na cidade de Tete, indiciado pelo crime de violação sexual contra uma menor de 14 anos. O caso, que gerou indignação na comunidade local, ocorreu na última terça-feira, no bairro Samora Machel.

Segundo o relato da mãe da vítima, o transportador gozava de extrema confiança no seio familiar, sendo já considerado “da casa”. Diante dessa relação de proximidade, a mãe solicitou os serviços do mototaxista para que este buscasse a adolescente na residência de um tio, localizada no bairro Chingodzi, e a levasse de volta para casa.

Contudo, durante o trajecto, o homem desviou-se da rota contratada e levou a menor para um local ermo, onde consumou o abuso sexual.

O indiciado, que é casado e pai de quatro filhos, assumiu a autoria do crime perante as autoridades. Em declarações, detalhou como executou a acção e afirmou que, após o acto, procurou os familiares da vítima com o intuito de pedir desculpas pelo sucedido. A tentativa de retratação, no entanto, não impediu a sua detenção imediata assim que o caso foi denunciado às autoridades policiais.

Este episódio eleva para 15 o número de casos de violação sexual registados formalmente na província de Tete desde Janeiro deste ano, uma estatística que preocupa as autoridades locais.

Feliciano da Câmara, porta-voz do Comando Provincial da PRM em Tete, sublinhou que o uso de mototáxis para o transporte de crianças e adolescentes é uma prática extremamente frequente na região. Diante da vulnerabilidade deste cenário, a corporação lançou um apelo veemente à sociedade.

“As autoridades policiais alertam os pais e encarregados de educação para que tenham o maior cuidado e rigor na escolha dos transportadores a quem confiam a deslocação dos seus filhos”, advertiu o porta-voz.

O processo legal contra o mototaxista já corre os trâmites devidos, e o indiciado deverá responder perante as instâncias judiciais nos próximos dias pelo crime de violação de menor.

 

O director-geral do Instituto Nacional de Saúde desafia o Governo e os países africanos a investirem na ciência, inovação e tecnologia para deixar de depender das potências mundiais para a produção de vacinas e outros medicamentos contra as doenças que afectam o continente. Eduardo Samo Gudo falava nesta quinta-feira, em Maputo, durante uma mesa-redonda sobre liderança científica, financiamento e cooperação em saúde.

O Centro Cultural Moçambique-China acolheu, nesta quinta-feira, o quinto simpósio da Fundação Manhiça, no âmbito da celebração dos 30 anos do Centro de Investigação de Saúde de Manhiça.

O director-geral do Instituto Nacional de Saúde, que foi  moderador num dos painéis de debate, destacou, à margem do evento, a necessidade de os países africanos investirem mais na pesquisa científica em saúde, para controlo de várias doenças.

“Nós temos de investir na ciência, na inovação, no desenvolvimento tecnológico. Nós não podemos continuar à espera, quando aparece uma doença nova, não podemos continuar à espera que seja o norte global, os países do ocidente, os países ricos, que desenvolvam o teste, o diagnóstico, desenvolvem o medicamento, o tratamento e desenvolvem a vacina para a prevenção. Nós temos de começar a identificar as nossas próprias soluções, nós queremos assegurar que possamos nos preparar, prevenir e ter capacidade para responder aos desafios actuais e futuros”, disse Eduardo Samo Gudo.

A covid-19 e, mais recentemente, o Ébola são os melhores exemplos do que não pode ser feito.

“Usou-se o actual surto de Ébola na República Democrática de Congo, que é causada por uma nova variante, que ainda não dispõe de vacina. E as primeiras vacinas, como o continente não tem capacidade de desenvolver novas vacinas rapidamente, como o norte global, os países do ocidente, as primeiras vacinas que vão ser desenvolvidas pelo ocidente, elas só começarão a ser testadas daqui a dois meses. Entre o início da testagem da vacina, se ela funcionar e ser aprovada, pode levar até seis meses ou mais. Então, ou nós investimos hoje na ciência, na inovação, no desenvolvimento etnológico da saúde, ou vamos perpetuar uma dependência do ocidente e vamos ficar à espera que eles desenvolvam para que nós possamos ter acesso.”

O passo urgente a ser dado é reconhecer que orçamentar a pesquisa é um investimento para o desenvolvimento, defende Pedro Alonso, ex-director do Programa de Malária na Organização Mundial da Saúde. 

“Tivemos a epidemia de Ébola em 2014, depois outra em 2018, e agora temos outra. Estamos sempre atrasados. E, para seguir em frente e gerar os produtos que nos permitam responder adequadamente aos novos desafios, no caso das doenças em emergência, precisamos de ter investimentos em avanço. E isso não é só referente à capacidade de pesquisa, mas também ao envolvimento da indústria, que foi a origem da BDCTP (parceria público-pública focada na investigação e no desenvolvimento clínico). E essa indústria é raramente encontrada no continente. Então, como vamos trabalhar para ir para o próximo passo, além de ter capacidade clínica e capacidade de pesquisa, que é um grande primeiro passo, para ter capacidade no continente,  incluindo a indústria, e capacidade de gerar novos produtos para nos permitir antecipar e responder adequadamente aos desafios?”

A epidemiologista Quarraisha Karim diz que a África deve impor-se no mundo.

“Nós fazemos escolhas sobre se estamos no menu ou se estamos na mesa. Para estarmos na mesa, precisamos de ter a evidência, precisamos de ter uma voz na mesa, e precisamos de influenciar na política globalmente. E fazemos isso contribuindo para as regras, aconselhando lideranças em organizações multilaterais e instituições, mas também sendo parte de uma rede de centros de excelência em saúde”, explicou a epidemiologista de doenças infecciosas, cofundadora e directora-científica associada da CAPRISA.

Os painelistas discutiam à volta do tema “Liderança científica, financiamento e cooperação global face às ameaças emergentes”.

 Passam esta quinta-feira 40 dias desde o assassinato de Dom Osório Citorra Afonso, antigo Bispo da Diocese de Quelimane, sem que tenham sido divulgados novos desenvolvimentos sobre o caso, que continua sob segredo de justiça.

As autoridades judiciais asseguram, contudo, que as investigações prosseguem. O presidente do Tribunal Superior de Recursos de Nampula, Juiz Desembargador Pascoal Jussa, manifestou confiança no trabalho das instituições da administração da justiça na província da Zambézia, afirmando acreditar que o processo está a ser conduzido com a celeridade necessária, embora reconheça não acompanhar directamente a sua tramitação.

Por sua vez, a juíza Maria Mambo, que esta quinta-feira cessou funções como presidente do Tribunal Judicial da Província da Zambézia para assumir idêntico cargo na província de Tete, confirmou que o processo permanece em segredo de justiça, razão pela qual se escusou a prestar mais esclarecimentos sobre o andamento das investigações.

Entretanto, o Tribunal Judicial da Província da Zambézia tem, desde esta quinta-feira, uma nova presidente. Trata-se da juíza Judite Abdul, que sucede a Maria Mambo na liderança da instituição.

Na ocasião da tomada de posse, a magistrada comprometeu-se a dar continuidade ao trabalho desenvolvido pela sua antecessora, assegurando que a sua actuação será orientada pelo reforço da eficiência, da celeridade processual e da boa administração da justiça na província.

 

Adélia Macucule defende soluções adaptadas às mudanças climáticas para reforçar a produção de alimentos e desafia jovens a transformarem a agricultura numa fonte sustentável de rendimento.

A Primeira Secretária do Comité Provincial da Frelimo em Inhambane, Adélia Macucule, defendeu esta quarta-feira, no distrito de Funhalouro, uma mudança de paradigma na produção agrícola, sustentando que o combate à insegurança alimentar passa pela adopção de soluções inteligentes, resilientes e ajustadas às novas condições climáticas que afectam a província.

A dirigente falava durante o encontro que marcou o arranque da sua visita de trabalho ao distrito, uma das zonas mais vulneráveis aos efeitos das secas cíclicas e da irregularidade das chuvas, fenómenos que, nos últimos anos, têm condicionado a produção agrícola e agravado a vulnerabilidade de milhares de famílias.

Perante dirigentes locais do partido e membros do Governo distrital, Adélia Macucule defendeu que a agricultura em Funhalouro deve evoluir para um modelo mais adaptado às características agroecológicas do território, privilegiando culturas compatíveis com o tipo de solo, a disponibilidade de água e o comportamento climático da região.

Na sua intervenção, considerou que a produção de alimentos deve deixar de depender exclusivamente dos modelos tradicionais de cultivo e passar a incorporar práticas agrícolas mais resilientes, capazes de garantir colheitas mesmo em períodos marcados pela escassez de precipitação.

Para a dirigente, a resposta aos desafios impostos pelas mudanças climáticas exige inovação, capacidade de adaptação e um maior aproveitamento das potencialidades locais, transformando a agricultura numa actividade economicamente sustentável e suficientemente robusta para assegurar o sustento das famílias.

Um dos eixos centrais da mensagem de Adélia Macucule foi dirigido à juventude. A Primeira Secretária apelou aos jovens para que encarem a agricultura como uma oportunidade de criação de emprego e geração de rendimento, defendendo o aproveitamento sustentável dos recursos naturais disponíveis no distrito.

Segundo afirmou, o auto-emprego continua a representar uma das respostas mais eficazes para reduzir o desemprego juvenil, sobretudo em distritos predominantemente rurais como Funhalouro, onde a terra permanece como um dos principais activos económicos.

A dirigente incentivou igualmente os jovens a desenvolverem iniciativas inovadoras ligadas ao sector agrário, apostando na diversificação da produção, na adopção de tecnologias apropriadas e na valorização das cadeias de valor agrícolas, como forma de aumentar o rendimento das famílias e dinamizar a economia local.

A visita de trabalho enquadra-se na estratégia da Frelimo de reforçar o acompanhamento político e social das comunidades, através do contacto directo com a população e as estruturas locais do partido.

Durante a sua permanência em Funhalouro, Adélia Macucule deverá manter encontros de auscultação com diferentes grupos sociais, líderes comunitários e outras personalidades influentes do distrito, com o objectivo de recolher preocupações, identificar os principais desafios enfrentados pelas comunidades e acompanhar a implementação das políticas públicas ao nível local.

Espera-se que os encontros permitam recolher contribuições para o reforço das estratégias de desenvolvimento do distrito, com particular incidência sobre a produção agrícola, a segurança alimentar, a criação de oportunidades para a juventude e a adaptação das comunidades aos efeitos cada vez mais severos das mudanças climáticas.

A aposta numa agricultura resiliente surge numa altura em que Funhalouro continua a enfrentar desafios estruturais relacionados com a variabilidade climática, tornando cada vez mais necessária a adopção de práticas agrícolas capazes de garantir produção sustentável e maior resistência aos períodos de seca que afectam regularmente aquela região do interior da província de Inhambane.

Construção de quatro centros de saúde e mobilização de empresários canadianos dominaram encontro entre o governador Francisco Pagula e representantes do Alto Comissariado do Canadá em Moçambique

A província de Inhambane pretende aprofundar a cooperação com o Canadá, apostando, em simultâneo, no reforço do sistema de saúde e na captação de investimento privado para dinamizar a economia local. Este foi o principal foco do encontro realizado quarta-feira entre o governador de Inhambane, Francisco Pagula, e o Gestor de Assuntos Políticos e Públicos do Alto Comissariado do Canadá em Moçambique, Rick Steenweg, em representação do Alto-Comissário.

Durante a reunião, as duas partes fizeram o ponto de situação do projecto de construção de quatro novos centros de saúde na província, cujos procedimentos de contratação pública se encontram em curso. As futuras unidades sanitárias serão implantadas nas localidades de Canetane, no distrito de Zavala, Chambule, em Inharrime, Macachula, em Massinga, e Murruri, no distrito de Vilankulo.

Com a entrada em funcionamento destas infra-estruturas, o Governo Provincial espera reforçar a capacidade de prestação de cuidados de saúde, aproximando os serviços das comunidades e reduzindo a pressão sobre as unidades sanitárias de referência.

Para além da componente da saúde, o encontro permitiu abordar uma agenda económica. Francisco Pagula apresentou aos representantes diplomáticos as potencialidades da província de Inhambane, destacando sectores considerados estratégicos para novos investimentos, e defendeu a necessidade de mobilizar empresários canadianos para explorarem oportunidades de negócio na província.

A estratégia do Governo Provincial passa por transformar a cooperação tradicional, centrada na assistência ao desenvolvimento, numa parceria mais orientada para o investimento produtivo, capaz de gerar emprego, dinamizar a economia local e potenciar sectores como o turismo, a agricultura, a indústria e os recursos naturais.

A aproximação entre Inhambane e o Canadá ocorre num contexto em que aquele país norte-americano mantém uma presença relevante na cooperação para o desenvolvimento em Moçambique, particularmente no sector da saúde. Em 2024, o Governo canadiano anunciou um novo pacote de financiamento para o País, incluindo 20 milhões de dólares canadianos destinados a um projecto de saúde sexual e reprodutiva para raparigas e mulheres jovens na província de Inhambane, implementado em parceria com a University of Saskatchewan.

Esta iniciativa dá continuidade a uma cooperação de longa data entre o Canadá e Inhambane na área da saúde. Ao longo dos últimos anos, a parceria permitiu apoiar a formação de profissionais, fortalecer instituições de saúde e implementar programas de saúde materna e neonatal em vários distritos da província.

A reunião de quarta-feira representa, assim, mais um passo na consolidação desta relação bilateral, agora com uma ambição mais abrangente: combinar investimentos em infra-estruturas sociais com a atracção de capital privado, procurando transformar Inhambane num destino mais atractivo para investidores internacionais.

A concretização dos quatro novos centros de saúde constitui uma das prioridades imediatas desta cooperação e poderá melhorar significativamente o acesso aos cuidados médicos em zonas que continuam a enfrentar limitações na cobertura sanitária, ao mesmo tempo que reforça a presença de parceiros internacionais no processo de desenvolvimento da província.

O texto foi revisto para português de Portugal anterior ao Acordo Ortográfico, com correcções de estilo, gramática, pontuação e maior fluidez, preservando o rigor jornalístico próprio da imprensa escrita.

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