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O País – A verdade como notícia

O Comandante-Geral da Polícia diz que os protestos que ocorrem em alguns pontos do país, em particular na província de Gaza, são acções criminosas. Joaquim Sive promete responsabilizar os autores.

Os protestos violentos, o saque e a vandalização de bens públicos e privados, sob pretexto de repúdio ao custo de vida, visam criar desestabilização social no país, disse o Comandante-Geral da Polícia da República de Moçambique.

Segundo Joaquim Sive, a Polícia está a investigar a forma de actuação dos grupos que promovem tumultos e desordem na via pública.

O Comandante quer o reforço da cooperação entre a Polícia e a comunidade, para o restabelecimento da ordem, segurança e tranquilidade públicas, com vista a permitir o funcionamento normal das instituições.

Joaquim Sive falava esta segunda-feira, durante a apresentação do novo comandante provincial em Gaza, Momade Catica, que substitui  no cargo Celestino Vianeque.  

Os trabalhadores da Cimentos da Beira voltaram a amotinar-se no Tribunal Judicial da Província de Sofala, que decretou insolvência especial da empresa, para pedir explicações sobre a nomeação de um terceiro administrador numa altura em que a fábrica está falida e o antigo administrador, igualmente indicado pelo tribunal, teria levado sete milhões de Meticais.

O processo de insolvência da fábrica de cimentos da Beira, decretada em Outubro do ano passado e que tinha prazo de 90 dias, está longe de se encerrar, e há braço-de-ferro entre os 98 trabalhadores e o tribunal.

Os primeiros voltaram a amotinar-se nas instalações do tribunal para entregar vários documentos que provam que a fábrica não estava insolvente e que faliu depois da decisão do tribunal.

De acordo com os trabalhadores, um mês após o tribunal ter decretado a insolvência especial, começaram a surgir inúmeros problemas financeiros na empresa que contribuíram para a paralisação da fábrica.

Os trabalhadores estiveram reunidos com o juiz da causa e questionaram se o terceiro administrador da insolvência, igualmente nomeado pelo tribunal, levaria para a empresa incentivos financeiros.

Refira-se que os trabalhadores acusam o segundo administrador da insolvência de ter ficado na posse de cerca de sete milhões de Meticais, provenientes da venda de cimentos e que  deviam ser usados para pagar salários.

O tribunal, através do seu porta-voz, afirmou que não irá pronunciar-se sobre o processo, uma vez que o mesmo foi encaminhado para o Tribunal Superior de Recurso, onde aguarda decisão.

Na cidade da Maxixe em Inhambane, manifestantes bloquearam a Estrada Nacional número um, saquearam estabelecimentos comerciais e incendiaram edifícios. Fala-se de pelo menos uma pessoa que morreu durante os protestos que paralisaram Maxixe durante boa parte do dia.

Logo às primeiras horas desta segunda-feira, a principal via rodoviária do país estava bloqueada na zona da Cidade da Maxixe, impedindo a circulação de viaturas. Para quem pretendia seguir a sua agenda, a solução era fazer o caminho a pé.

Como parte dos protestos, foi incendiado o posto de fiscalização policial localizado entre os distritos de Maxixe e Morrumbene. O comércio não escapou aos protestos, com saques a um estabelecimento comercial que ficou sem nada.

Ainda esta segunda-feira, os manifestantes atacaram e incendiaram o edifício onde funciona o partido Frelimo, bem como as instalações da empresa Água da Região Sul.

Para dispersar os manifestantes, a Polícia teve de usar a força e todos os estabelecimentos públicos ficaram fechados.

O Governo do Japão vai financiar a construção do primeiro centro de saúde de raiz na Ilha de Idugo, em Quelimane. A infra-estrutura, orçada em cerca de 79 mil dólares, vai beneficiar 12 mil habitantes.

A assinatura do acordo de doação entre o Governo do Japão, representado pelo respectivo embaixador em Moçambique, e a directora-geral da Fundação Zalala marca o primeiro passo para a materialização da construção do primeiro centro de saúde da Ilha de Idugo, em Quelimane. 

As obras da unidade sanitária vão aliviar a vida dos 12 mil habitantes, que passarão a ter acesso a cuidados médicos de qualidade.

Responsável pela implementação do projecto, a Fundação Zalala pretende, com a iniciativa, aumentar a capacidade de atendimento aos doentes em cerca de 60 por cento.

O Centro de Saúde da Ilha de Idugo será composto por uma sala de consultas médicas, sala de tratamento e atendimento interno, e poderá beneficiar também as zonas circunvizinhas.  

Os cerca de 79 mil dólares desembolsados pelo Japão equivalem a mais de quatro milhões e setecentos mil Meticais.   

Uma travessia de 40 metros no rio Monapo que se transforma num caminho para a morte. Há relatos de 3 pessoas devoradas por crocodilos. O governador de Nampula orientou a alocação de um barco do INGD enquanto se estuda formas de colocação de uma ponte metálica.

Fica a 17 km da cidade de Nampula e há décadas que a população atravessa o rio Monapo em condições difíceis. Neste período da época chuvosa, há jovens que se posicionam para facilitar a travessia das pessoas, mediante o pagamento de 300 meticais. 

O governador de Nampula, juntamente com o secretário de Estado, estiveram no terreno para perceber de perto a gravidade do problema e, na equação, está a colocação de uma ponte metálica, mas carece do parecer técnico da Administração nacional de estradas, que deve fazer o estudo prévio das condições do terreno.

O distrito de Muecate tem muita produção agrícola e está com cerca de 700 mil mudas de cacaueiros para iniciar a produção de cacau.

Um sistema de baixas pressões atmosféricas formou-se no canal de Moçambique. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), o fenómeno está a contribuir para a ocorrência de chuvas e trovoadas em alguns pontos do país. 

Para o dia 26 do mês corrente prevê-se que o sistema evolua para o estágio de tempestade tropical moderada, enquanto se move para o sul de Madagáscar. 

O INAM alerta ainda que há um outro sistema meteorológico que se formou no leste de Madagáscar, que poderá evoluir para tempestade tropical moderada, nesta terça-feira. O Instituto Nacional de Meteorologia apela à população para que continue a acompanhar a informação meteorológica e os avisos difundidos pelas autoridades nacionais competentes.

 

A ex-Primeira-Dama de Moçambique, Isaura Nyusi, apelou, através da sua rede social Facebook,  à união dos moçambicanos, em oração, pela saúde e fortalecimento do papa Francisco.   

“Na qualidade de cristão e antiga Primeira Dama da República de Moçambique, junto-me a todos os cidadãos, que neste momento rezam pela saúde do Santo Padre no mundo inteiro, e em particular aos moçambicanos. À Toda Humanidade, unamo-nos em oração pela saúde e fortaleza do nosso amado Papa Francisco. Que Deus, em sua infinita misericórdia, o envolva com graça, renovação e vigor. Que sua luz continue a guiar a fidelidade com sabedoria, amor e esperança”, escreveu Isaura Nyusi.

A esposa do ex-presidente desejou ainda que “as nossas preces alcancem os céus e que o Espírito Santo conceda-lhe paz, resistência e recuperação plena. Santo Padre, estamos com Vossa Santidade em oração”, concluiu.

O Governador da Província de Inhambane, Francisco Pagula, participou, neste domingo, 23 de Fevereiro, num culto religioso numa das igrejas, na cidade de Inhambane. Durante a sua intervenção, o governante destacou a importância da igreja enquanto parceira fundamental na promoção da paz e reconciliação nacional, apelando a uma maior disseminação de mensagens de união e harmonia social.  

No encontro, que reuniu centenas de fieis, Francisco Pagula reforçou o impacto positivo que as instituições religiosas têm tido na pacificação do país, particularmente numa altura em que Moçambique continua a enfrentar desafios relacionados com a violência, a instabilidade política e os conflitos em algumas regiões. O governador destacou que a paz não é apenas um compromisso político, mas uma construção social que depende de todos os cidadãos, independentemente das suas crenças ou posições ideológicas.  

Um dos principais focos do discurso de Francisco Pagula foi a juventude, que, segundo ele, tem sido frequentemente alvo de manipulações e envolvimento em atos de violência. “É necessário que todos nós, enquanto sociedade, desencorajemos os jovens de aderir a manifestações violentas que comprometem o nosso futuro comum”, afirmou o governante, sublinhando que a solução para os problemas que afligem o país passa por vias pacíficas e diálogo construtivo.  

Francisco Pagula exortou os líderes religiosos a desempenharem um papel ainda mais activo na sensibilização dos jovens, promovendo valores como a tolerância, o respeito pelas diferenças e a solidariedade. “A paz é um bem insubstituível, e todos nós temos o dever de preservá-la e promovê-la. A igreja, com a sua influência, pode ajudar a mudar mentalidades e reforçar os alicerces da nossa convivência pacífica”, sublinhou.  

Durante a sua intervenção, o governador aproveitou para descrever o ambiente que se vive actualmente na província de Inhambane e o impacto que isso tem tido na economia local. Referiu-se, em particular, ao crescimento das atividades turísticas, agrícolas e de comércio, que têm beneficiado de um ambiente mais estável e propício ao desenvolvimento.  

“Inhambane é uma província abençoada, com potencial para ser uma referência a nível nacional. Contudo, precisamos de continuar a trabalhar juntos para que a paz prevaleça, pois só assim poderemos atrair mais investimentos e garantir melhores condições de vida para a nossa população”, destacou Pagula.  

O governante reiterou a necessidade de proteger e reforçar o ambiente de tranquilidade, sublinhando que os ganhos alcançados não podem ser postos em causa por actos que promovam o caos ou a desordem.  

O governante falou ainda do papel da igreja pelo seu trabalho contínuo em prol da paz e reconciliação em Moçambique. Francisco Pagula destacou que as igrejas, de modo geral, têm desempenhado um papel crucial na reconstrução do tecido social, muitas vezes fragilizado por conflitos e desigualdades.  

“A igreja tem uma responsabilidade importante na formação de cidadãos conscientes, comprometidos com o bem-estar coletivo. Através das suas mensagens de fé e esperança, consegue unir pessoas e promover uma convivência harmoniosa, mesmo em contextos de grande adversidade”, frisou.  

O governador encorajou os fieis a adotarem uma postura de vigilância ativa, ajudando a identificar e combater focos de discórdia que possam ameaçar o progresso alcançado. Além disso, instou as comunidades religiosas a colaborarem estreitamente com as autoridades locais, contribuindo para o reforço da segurança e da estabilidade.  

Francisco Pagula terminou o seu discurso com um apelo à unidade e ao compromisso coletivo: “A paz é responsabilidade de todos nós. Que cada um, no seu espaço, desempenhe o seu papel e contribua para que Moçambique se torne num país de harmonia, desenvolvimento e prosperidade para as gerações futuras.”  

O culto religioso deste domingo, foi também uma oportunidade para os fieis reafirmarem a sua fé e compromisso com os valores da paz e da reconciliação. Os líderes da congregação agradeceram a presença do governador e reafirmaram o seu empenho em trabalhar para a construção de uma sociedade mais justa e pacífica.  

Com a sua presença no evento, Francisco Pagula reforça a importância da parceria entre o governo e as instituições religiosas, reconhecendo o papel inestimável da fé na consolidação da estabilidade social e económica da província de Inhambane e do país como um todo.

Estão reactivados todos os 52 postos de controlo rodoviário no país retirados em Setembro do ano passado. A medida, anunciada pelo Comando Geral da Polícia da República, visa devolver a ordem nas estradas nacionais. 

Através de um documento datado de 21 de Fevereiro, a PRM anunciou a reactivação dos postos de controlo rodoviário no país, cuja fiscalização das viaturas estava suspensa desde Setembro do ano passado. 

Na nota, a PRM justifica a medida com a inobservância generalizada das regras de trânsito nas principais estradas do país. Esse facto, tal como explica, concorre para a ocorrência de acidentes de viação de grande impacto social e económico. 

Explica, igualmente, que nos postos de controlo rodoviário a fiscalização deve ser feita apenas pelos agentes reguladores de trânsito, cabendo a outras forças fazer o seu trabalho mediante a sua autorização.  

O Comandante Geral da PRM, Joaquim Sive, instrui, através do documento, a intensificação do controlo de velocidade móvel, devendo essa actividade ser realizada em locais com boa visibilidade e devidamente sinalizados. 

Em Setembro do ano passado, o Comando Geral havia reduzido os postos de controlo de 52 para 23. Na altura, a medida visava facilitar a circulação de pessoas e bens, evitando interrupções desnecessárias causadas por fiscalizações arbitrárias. 

As autoridades esperavam também que as medidas contribuíssem para a melhoria da segurança nas estradas, limitando potenciais abusos e focando-se em pontos críticos de controlo.

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