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O País – A verdade como notícia

Já está em liberdade condicional o motorista do transporte semi-colectivo de passageiros que causou a morte de 23 pessoas num aparatoso acidente de viação. A Procuradoria distrital de Gondola diz que o processo está ainda na fase de instrução.

Há cerca de um mês, 23 pessoas morreram após embate de um minibus e um camião, no posto administrativo de Cafumpe, em Gondola. A procuradoria distrital disse ter aberto um processo-crime para responsabilizar os autores do acidente.

“Os arguidos já foram constituídos arguidos e já foram apresentados no primeiro interrogatório. Foram ouvidos pela juíza de instrução criminal e, claramente, como é de direito,    foi-lhes aplicado medidas de coação, que vão desde caução,  termos de identidade de residência (…) Caução para o motorista do chapa 100 e o condutor do camião, que também está envolvido  no acidente beneficiou-se do termo de identidade de residência”, explicou Fidelix Pedro- Procurador-chefe em Gondola. 

Neste momento, decorre a  busca de provas materiais para juntar ao processo que já está na fase de instrução. 

“É a fase que vai permitir que se possa fazer mais averiguações e investigações e também para garantir que as vítimas e as famílias das vítimas  possam formalizar processualmente as suas queixas, para que se possa garantir, eventualmente, as indemnizações …”, disse. 

  De referir que os dois motoristas envolvidos no sinistro saíram ilesos.

O Tribunal Judicial da Cidade de Tete condenou, esta terça-feira, a uma pena máxima de 24 anos de prisão, o homem que matou a  esposa no final do ano passado, com recurso a paus e catana, motivado por ciúmes.

O crime aconteceu em Novembro do ano passado, quando a vítima despediu-se do seu marido, para um momento de diversão com as amigas e regressou no mesmo dia por volta das 23 horas. 

Quando  o marido perguntou porque chegara tão tarde, a vítima respondeu que a conversa aconteceria no dia seguinte, pois já era tarde. No entanto, os dois começaram a discutir e o marido, alegadamente movido por ciúmes, decidiu usar paus e catana para desferir golpes violentos contra a esposa.

 A vítima foi socorrida e  levada ao hospital distrital de Magoe, mas já sem vida.

Aquando da instrução dos autos, o arguido alegou, em sua defesa, que, ao agredir a esposa, não tinha a intenção de a matar e fê-lo de forma inconsciente, porque estava sob efeito de álcool

Contudo, as alegações não convenceram o Ministério Público, daí que a terceira secção do tribunal judicial da cidade de Tete concluiu que Finiasse Chiringa Chilauro  agiu de forma intencional, e por isso, decidiu aplicar a pena máxima de 24 anos de prisão.

Familiares da vítima, dizem-se satisfeitos com a decisão do tribunal. A vítima tinha trinta e dois anos e era agente de serviço, afecta a escola secundária de Magoe na província de Tete.

Lineu Candieiro, da Associação Nacional dos Jovens Empresários, submeteu, hoje, a sua candidatura à Comissão Eleitoral da CTA, para a presidência deste órgão. Por sua vez, a Câmara do Comércio de Moçambique, encabeçada por Álvaro Massinga, acusa a Comissão Eleitoral de não receber a sua candidatura. 

É o início da corrida para a direcção da maior entidade patronal do país. Até aqui confirma-se a candidatura da Associação dos Jovens Empresários de Moçambique, representada por Lineu Candieiro.  

O empresário Jorge Chacate, mandatário do grupo no qual Lineu Candieiro é cabeça-de-lista, explica que a candidatura é oportuna para o momento.   

Chacate diz ainda que o manifesto eleitoral já existe e será publicado brevemente e fala de algumas prioridades. 

Da parte da Câmara do Comércio de Moçambique, os mandatários  estiveram na sede da CTA para submeter a lista liderada por Álvaro Massinga, mas sem sucesso.

Mais de 600 pequenos agricultores do distrito de Dondo em Sofala, beneficiaram, nesta terça-feira , de uma unidade de processamento de arroz, instalada em Mafambisse,  com capacidade para sete mil e quinhentas toneladas por ano, assim como diversos insumos agrícolas e sementes de qualidade.

Com a unidade de processamento de arroz e a alocação de equipamentos e insumos agrários para o reforço da segunda época da campanha agrária 2024/25, o Governo espera melhorar bastante a colheita mecanizada.

“Por quê a colheita mecanizada, por causa do programa de agroindustrialização. Portanto, normalmente, a qualidade da  matéria-prima para a indústria é garantida quando os processos iniciam desde a sementeira, gravura, lavagem e irrigação. Também a colheita mecanizada, porque estes instrumentos permitem colher, limpar e que o arroz esteja instantaneamente pronto para ser processado”, disse Nelson António, representante do Vale do Zambeze.  

A alocação desta unidade de processamento foi acompanhada  pela entrega de sementes de qualidade e 4 tratores com as respectivas alfaias agrícolas.

“Queremos saudar o executivo, porque trouxeram instrumentos que já há muito pedíamos. Gostaríamos que houvesse mais equipamentos do género, para  dar seguimento a aquilo que é o nosso programa de produção, com vista a aumentar a produtividade”, disse um beneficiário. 

O governador de Sofala, que inaugurou a unidade de processamento de arroz e a entregou os equipamentos aos beneficiários, numa iniciativa que contou com a intervenção  da agência de desenvolvimento do Vale do Zambeze e a açucareira de Mafambisse, referiu que: “No nosso entender, esta inauguração e alocação de equipamentos e insumos agrários, para o reforço da segunda época da campanha agrária  2024-2025 não representa apenas a materialização de um projecto industrial, mas representa uma clara demonstração de que o investimento privado, aliados aos objetivos estratégicos e políticos públicos, induz ao empreendedorismo, transforma a realidade, gera oportunidades, impulsiona o crescimento económico, a produtividade e a geração de renda e emprego nas nossas comunidades”.    

A unidade de processamento de arroz possui ainda capacidade para produzir, através de outros equipamentos modernos, cinco mil toneladas de ração animal por ano.

Pelo menos 130 pessoas morreram e outras 134 ficaram feridas nos últimos quatro anos,  na província de  Sofala,  em resultado do crescente conflito homem-Fauna Bravia, que disputam espaços em diversas comunidades em redor das áreas de conservação.   

O conflito  homem-Fauna Bravia tem vindo a ganhar proporções preocupantes em Sofala, devido ao crescimento populacional humano e animal. A população assenta nos corredores de fauna, o que resulta no referido conflito.    

De acordo com a Secretária de Estado de Sofala, este facto tem estado a afectar a segurança alimentar e  os meios de subsistência das comunidades.

“Pondo em risco vidas humanas e a própria diversidade. O conflito Homem-Fauna Bravia acontece numa altura em que as extensas áreas de conservação das nossas províncias e a presença de assentamentos humanos dentro e em volta dessas áreas,  muitas vezes de forma desordenada, vem contribuindo grandemente para a ocorrência constante de casos de conflito”, disse Cecília Chamutota, Secretária de Estado na província de Sofala. 

Os principais animais envolvidos nos conflitos são: o elefante, o búfalo, o hipopótamo e o crocodilo. Os casos ocorreram em sete dos 13 distritos de Sofala, nomeadamente,  Marromeu, Chemba, Nhamatanda, Chibabava, Muanza, Caia e Búzi. 

“Estamos perante um dilema, no qual precisamos proteger e conservar a nossa fauna bravia, que é propriedade de todos, bem como de preservar vidas humanas, para que as nossas comunidades não continuem a ser lesadas  nas suas actividades produtivas, ou na vida humana devido a invasões de animais”, afirmou Lourenço Bulha, governador da província. 

Esta preocupação levou à realização de uma   reunião, envolvendo os responsáveis das áreas de conservação e dos administradores distritais de Sofala, com o  propósito  de encontrar soluções conjuntas e sustentáveis para a mitigação do conflito Homem-Fauna Bravia, segundo avançou Ermelinda Mackenzie.

Neste encontro foram definidas algumas iniciativas para mitigar o conflito, nomeadamente   a criação de comités de gestão locais de conflitos e construção de infra-estruturas.

“Refiro-me aqui às fontes de abastecimento de água, porque, muitas vezes, a população faz-se aos rios, em busca de água, por falta dessas fontes de água. Portanto, é necessário mecanizarmos a nossa agricultura, por há épocas que nós incentivamos a nossa população para a produção de comida nas margens dos rios, mas é lá onde encontramos o crocodilo, que está no seu habitat”, explicou.  

Os participantes definiram ainda como acções de mitigação do conflito Homem-Fauna Bravia,  a necessidade  de expandir as actividades de rendimento e actualizar os planos distritais de uso de terras.

O funeral do Papa Francisco terá lugar na manhã de sábado, em Roma, na Praça de São Pedro, anunciou o Vaticano.

O líder da Igreja Católica será sepultado na Santa Maria Maior, como pediu num testamento simples e simbólico. A cerimónia contará com a presença de vários líderes mundiais.

O corpo do Papa foi colocado num caixão de madeira com interior de zinco. 

Segundo o Vaticano, na manhã desta quarta-feira, a urna com os restos mortais do Bispo de Roma será levada em procissão até a Basílica de São Pedro, onde ficará exposta por três dias. 

Durante esse período, fiéis do mundo todo poderão se despedir do Papa. A exposição será feita de forma mais discreta, uma vez que o Papa também aboliu a exigência de caixões elevados para exibição pública.

No sábado, após o funeral, o caixão vai ser imediatamente transferido para a Basílica de Santa Maria Maior, tal como Francisco deixou escrito.

O túmulo, escreveu o Papa argentino, deve ser na terra; simples, sem decoração particular e com a única inscrição: “Franciscus”.

O Hospital Geral de Quelimane está a beneficiar de reabilitação, depois de ter sido assolado pelo ciclone Freddy, em 2023. O investimento é de pouco mais de 3,5 milhões de dólares para 2 dos três lotes previstos. No final, espera-se um hospital moderno e com equipamentos de ponta para a assistência dos cidadãos.

A reabilitação em curso vai resolver os danos causados pela depressão tropical Freddy, em 2023, que destruiu grande parte das infraestruturas. A intervenção vai decorrer por lotes. O Lote 1 compreende o serviço de urgências, incluindo o banco de sangue, bloco administrativos e outros serviços. 

Já o lote 2 é correspondente ao alpendre da casa mortuária, enfermaria de cirurgia e o novo laboratório clínico. O lote 3, por sinal o último,  que vai incluir enfermarias de medicina e pediatria, maternidade, cozinha, aprovisionar, lavandaria e consultas externas, está dependente de injeção financeira. 

O secretário de estado da Zambézia visitou, esta terça, os trabalhos em curso. 

Todos os três lotes devem terminar até Dezembro deste ano, mas, devido a  desembolsos condicionados por parte do parceiro que está a financiar as obras, a previsão de alargamento dos prazos da obra é uma certeza. 

Devido às obras em curso, alguns serviços estão a ser suportados pelo Hospital Central de Quelimane.

O Edil de Maputo, Rasaque Manhique, exigiu maior celeridade na construção do aterro sanitário de KaTembe, no bairro Incassane, face à situação deplorável da lixeira de Hulene. 

Rasaque Manhique visitou, ontem, o distrito municipal de Katembe, para acompanhar o grau de execução do Plano de Desenvolvimento Municipal. Durante a sua visita, o edil de Maputo lembrou as condições precárias da lixeira de hulene, pedindo, por isso, celeridade na construção do aterro em Katembe.  

“Sabemos em que situação se encontra a nossa lixeira de Hulene e o que se vive lá, por isso, tem dias contados. Nós abraçamos esta causa de trazermos o aterro sanitário de Hulene para KaTembe, e foi um acto de coragem. Por isso, estamos aqui para encorajar os colegas, que estão dia e noite dedicados para que a construção do aterro sanitário de KaTembe aconteça de facto”, disse o Presidente do Conselho Municipal de Maputo, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM). 

Manhique apelou ainda que os prazos estipulados administrativamente para execução dos trabalhos devem ser reduzidos.

“Por exemplo, se um concurso público levar um certo número de meses, sugerimos que este número de meses seja reduzido em função das burocracias que estamos a prever que existam. Temos de mostrar que nós queremos o aterro, e isso tem de ser com força e determinação”, explicou.

O assessor do Projecto de Transformação Urbana de Maputo, do Conselho Municipal da Cidade de Maputo (PTUM – CMM), Hafido Abacassamo, referiu que a construção do aterro está orçada em cerca de 30 milhões de dólares, e corresponde a uma extensão de 60 hectares.

“Agora estamos no processo de compensações, e depois faremos o lançamento do concurso previsto para meados de Junho do corrente ano. Este é um concurso internacional por causa da sua complexidade”, avançou Abacassamo, citado pela AIM.

O Edil de Maputo dirigiu no início da sua jornada de trabalho, a Sessão Extraordinária do Conselho Consultivo do Distrito Municipal de KaTembe, no bairro Chali.

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