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O País – A verdade como notícia

Uma aeronave da Linhas Aéreas de Moçambique teve de regressar ao aeroporto de Maputo após um embate com um grupo de pássaros ter provocado danos num dos reatores. A situação obrigou à reprogramação dos voos deste sábado.

“O embate causou danos a um dos reatores da aeronave, o que forçou o regresso da mesma ao Aeroporto Internacional de Maputo, base operacional da companhia, onde aterrou em segurança, sem precisar de assistência, nem para os passageiros e a tripulação”, explicou a LAM, em comunicado de imprensa. 

A empresa disse ainda que o incidente ocorreu na sexta-feira e envolveu a aeronave que fazia o voo Maputo/Nampula/Maputo, pouco depois da partida do aeroporto da capital.

A companhia aérea garante que foi mobilizada uma outra aeronave para garantir o voo na noite de sexta-feira.

O Ministro da Saúde condena as greves no sector e as classifica como desastre, por facilitarem a perda de vidas. Perante a ameaça de greve dos profissionais de saúde, Ussene diz que há um diálogo contínuo com vista a garantir que os doentes não voltem a ser prejudicados. 

Os profissionais de saúde ameaçaram no dia 10 de Março, retornar à greve no sector, a partir do próximo dia 31 do mês em curso, caso as suas reivindicações não sejam cumpridas no prazo estabelecido. 

O Ministro da saúde, Ussene Isse reagiu ao assunto e entende tratar-se de uma “desgraça”, por prejudicar pacientes.

Falando num encontro com os deputados da bancada parlamentar do MDM, que visitaram o Ministério, esta quinta-feira, Ussene Isse reagiu, igualmente, a alegadas cobranças ilícitas e ao desaparecimento de bebés no Hospital Provincial da Matola.

A violência obstétrica também esteve na mesa do debate e o ministro justificou que nenhuma paciente é submetida a cirurgias sem o seu consentimento. 

Um caso de violência obstétrica, recorde-se, está em julgamento na província de Maputo envolvendo o Hospital Provincial da Matola.

O Fundo de Desenvolvimento Local vai ser orçado em mais de mil milhões de dólares, dos quais cerca de 60 por cento vai financiar iniciativas empreendedoras lideradas por jovens. O documento já foi aprovado pelo Governo e discutido hoje numa sessão do Comitê Interministerial de Apoio ao Desenvolvimento da Juventude.

É  a primeira reunião do ano do Comitê Interministerial de Apoio ao Desenvolvimento da Juventude, órgão de aconselhamento ao governo sobre as decisões a tomar a respeito dos jovens.

Os jovens colocaram as suas inquietações perante o executivo que tenciona lançar um programa de Fundo de Desenvolvimento Económico Local. O objetivo é apoiar as iniciativas empreendedoras ao nível dos distritos e autarquias. 

O Fundo de Desenvolvimento Económico Local é avaliado em mais de 1 bilião de dólares, proveniente dos cofres do Estado e parceiros, dos quais 60 por cento serão alocados para iniciativas juvenis. 

Aprovado recentemente pelo conselho de ministro no âmbito das acções dos 100 dias de governação, o plano deverá ser discutido na Assembleia da República. 

No encontro, foi apresentado e aprovado o relatório da implementação da política da juventude de 2024 e proposta de actividades para este ano. 

O Ministério da Educação e Cultura diz que existe um plano de recuperação de aulas para os alunos efectados pelo ciclone Jude, inundações e manifestações no país. O MEC diz ainda que o calendário escolar não será afectado e será cumprido como está previsto.

O ciclone Jude inundou e destruiu parcial ou totalmente 247 escolas nas províncias do centro e norte do país, afectando mais de 91.600 alunos, que ficaram sem aulas por algum período.

São alunos que, tal como os da província de Gaza, também afectados pelas inundações, viram comprometidos os seus estudos para este ano. Mas o Ministério da Educação e Cultura assegura que não compromete o calendário escolar desenhado para 2025.

Aliás, o MEC diz mesmo que o calendário será seguido até ao final, com os exames a se realizarem nas datas inicialmente previstas, até porque os alunos não fazem exames em função do tempo na escola, mas sim pela carga das matérias leccionadas.

O porta-voz do Ministério da Educação, Silvestre Dava, assegura ainda que há um plano de recuperação das escolas destruídas para permitir um regresso rápido às aulas.

Relativamente à informação da implementação do Mandarim no currículo escolar, o Ministério da Educação e Cultura esclarece que não há planos a curto prazo para que seja introduzida uma outra língua estrangeira.

O Ministério da Educação e Cultura diz estar a trabalhar com com instituições privadas e comunitárias para a reabilitação das escolas destruídas no âmbito das manifestações pós-eleitorais.

Um agente da UIR e dois civis foram condenados a 30 anos de prisão maior, pelo seu envolvimento no rapto de um indivíduo, em Novembro de 2023. Cada um deles terá ainda de pagar uma indemnização de mais de 1,7 milhão de Meticais.

O caso deu-se em Novembro de 2023, quando o cidadão Alan Boene e seu primo ganharam na loteria uma quantia de quatro milhões e quinhentos e oitenta e oito mil meticais.  

Eurico Tembe, de 37 anos de idade, agente da UIR, Gilberto Mandlate, de 38 anos, agente de segurança privada que se fazia passar por militar e Sérgio Bambo de 47 anos,  sequestraram Alan Boene e exigiram, para sua libertação, o valor do prémio recebido pela vítima.

Uma acção que não teve sucesso. Na sequência, os sequestradores caíram nas mãos da Justiça, foram julgados e condenados a 30 anos de prisão maior, pelos crimes cometidos.

O Juiz decidiu ainda pelo pagamento de uma indemnização de mais de 1,7 milhões de Meticais, bem como a conversão, a favor do Estado, da casa do agente da UIR e a viatura usada no crime. A defesa diz que vai recorrer.

O julgamento do crime cometido em Novembro de 2023, só iniciou em Março de 2025.

Mais de 45 mil famílias recebem sementes e insumos para relançar a produção, após perda de tudo quanto se cultivou, na sequência do transbordo do Limpopo em Gaza. 

A província de Gaza foi abalada por três vagas de inundações, em resultado do transbordo do rio Limpopo. Actualizações apontam para o aumento das áreas de produção destruídas em 9 distritos. Os hectares de culturas levadas pela água da chuva são agora 30 mil.

A situação tornou-se mais crítica com isolamento de algumas comunidades, impedindo, assim, o acesso terrestre à assistência alimentar  a mais de 30 mil famílias, dos quais 9 mil no distrito de Guijá.

O INGD vai assistir, em toda província, 87 mil famílias afectadas pelas inundações.

Mais de 80 bancas ficaram completamente destruídas na sequência de um incêndio devastador que abalou o mercado da Vila de Massinga, em Inhambane. A tragédia teve lugar na madrugada de quinta-feira.

Para a maioria dos comerciantes, o golpe foi duplamente cruel. Muitos perderam mercadorias adquiridas com empréstimos bancários ou ajudas de familiares e amigos. Agora, entre os escombros e a incerteza, tentam erguer-se no meio do caos, movidos pela esperança de um amanhã melhor.

O edil de Massinga, João Zingize, confirmou que o incêndio teve origem num problema elétrico. Ele assegurou que as autoridades serão mais rigorosas na fiscalização dos sistemas elétricos nos mercados, buscando evitar tragédias semelhantes no futuro.
Zunguze falava à imprensa após presidir o lançamento da Secretaria Municipal Virtual, uma plataforma inovadora que promete revolucionar o acesso dos munícipes aos serviços públicos.

Além de facilitar o acesso a serviços essenciais, a nova plataforma permitirá que os cidadãos acompanhem, em tempo real, a coleta de receitas do Conselho Municipal, promovendo transparência e inclusão no processo de gestão pública.

A tragédia no mercado de Massinga é um lembrete das vulnerabilidades enfrentadas por milhares de pequenos comerciantes, que pela segunda vez vêem os seus esforços reduzidos a cinzas.

O Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) iniciou, nesta quinta-feira , a entrega de apoios a pensionistas e trabalhadores por conta própria afectados pelo ciclone Chido, em Cabo Delgado. A iniciativa enquadra-se no Programa de Acção Sanitária e Social da instituição.

No total, foram identificados 754 pensionistas e 1.601 trabalhadores por conta própria nas zonas mais afectadas, incluindo a cidade de Pemba e os distritos de Mecúfi, Metuge, Namuno e Chiure. Os beneficiários receberão materiais de construção, como chapas de zinco, barrotes, sacos de cimento, arame e pregos. Já os trabalhadores por conta própria contarão com kits de equipamentos e materiais de trabalho, adequados à sua atividade econômica, para impulsionar a retomada das suas fontes de renda.

A cerimónia simbólica de entrega do apoio foi realizada em Pemba e contou com a presença do presidente do Conselho de Administração do INSS, Kabir Fahar Ibrahimo, que fez a entrega inicial a dez beneficiários. O evento também reuniu representantes do governo provincial, dirigentes do INSS, membros de sindicatos como a Organização dos Trabalhadores de Moçambique (OTM) e a Confederação dos Sindicatos Independentes e Livres de Moçambique (CONSILMO), bem como o Conselho Empresarial Provincial (CEP).

O país perde anualmente perto de 270 mil hectares de floresta, devido à exploração ilegal e exportação informal do carvão vegetal. Para travar estes crimes, o Governo contratou, no ano passado, mil agentes de fiscalização, que já estão a ser alocados nas fronteiras e portos. 

Só no ano passado, as autoridades interditaram, na fronteira de Ressano Garcia, a saída de mais de oito mil sacos de carvão vegetal, produzidos e exportados ilegalmente. O produto estava avaliado em mais de cinco milhões de meticais.

As fronteiras e os portos nacionais são considerados as principais portas de saída e entrada de produtos florestais, e é por isso que o Governo está a reforçar a fiscalização.

Mil agentes foram contratados e formados no ano passado para fiscalização, mas o Governo entende que há necessidade de fazer mais. Por isso, prevê a contratação de mais 750 fiscais para o próximo ano.

O país perde anualmente cerca de 270 mil hectares de floresta, devido à exploração ilegal e exportação informal do carvão vegetal e outros produtos faunísticos. 

O processo de alocação acontece em todo o país, e a província de Maputo recebeu, nesta quinta-feira, 74 agentes. Os casos mais graves têm sido registados nas regiões centro e sul do país.

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