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O País – A verdade como notícia

O Ministério da Educação e Cultura (MEC) diz que cumpriu com 92.7% da meta estabelecida para a distribuição do livro escolar durante os 100 dias de Governação. Falando, esta sexta-feira, durante uma conferência de imprensa, o porta-voz da instituição disse haver êxitos também na distribuição de certificados do ensino técnico-profissional. 

Foi no âmbito dos 100 dias de governação que o Ministérios da Educação  e Cultura chamou a imprensa, esta sexta-feira, para falar das metas alcançadas na distribuição do livro escolar e certificados do ensino técnico profissional. 

Dos seis mil livros prometidos para o primeiro semestre deste ano, o Governo diz ter superado as expectativas, segundo disse Silvestre Dava, Porta-voz do Ministério da Educação e Cultura 

Quanto à distribuição dos certificados para o ensino técnico-profissional, o sector fala de bons resultados, mas reconhece haver ainda muitos desafios.

O Ministério da Educação e Cultura garante que o processo de certificação poderá conhecer novas dinâmicas nos próximos tempos.

 

O antigo Presidente da República prestou, esta sexta-feira, homenagem ao Papa Francisco, na Cidade de Maputo. Segundo Nyusi, muitos ensinamentos foram deixados pelo Santo Padre, como o caso de olhar para as pessoas vulneráveis e garantir a reconciliação no país.

Filipe Nyusi e a sua esposa estiveram, esta sexta-feira, na Nunciatura Apostólica para render homenagem ao Sumo Pontífice. 

Nyusi recordou do encontro que teve com o Papa Francisco em 2018, no Vaticano, em que o Santo Padre mostrou-se preocupado com a situação do país. O  líder máximo da Igreja Católica deu conselhos ao então Presidente da República de Moçambique.  

Foi a convite de Filipe Nyusi que o Papa Francisco veio a Moçambique, em Setembro de 2019. 

 

O Ministro da Saúde (MISAU) condena as greves no sector e as classifica como desastre. Perante a greve dos profissionais de Saúde, o titular da pasta da Saúde diz que o Executivo continua aberto ao diálogo, mas pede que doentes não sejam prejudicados. A informação foi avançada pelo ministro da Saúde durante as cerimónias centrais do Dia Mundial de Luta contra a malária na província de Gaza.

Os profissionais de saúde um pouco por todo o país iniciaram, na semana passada, um novo período de greve, A situação está a sobrecarregar o sistema nacional de Saúde devido ao atendimento deficitário. Falando aos jornalistas após inaugurar o laboratório de saúde pública, esta Sexta-feira, em Xai-Xai, o ministro da saúde, Ussene Isse disse tratar-se de uma postura que prejudica os pacientes.

“A gente não pode fazer greve morrendo pessoas. Isso não é concebível, não é permissível que alguém tenha um coração tão mau e diz estar na saúde. Você ter um coração que não quer cuidar do outro. A nossa profissão, infelizmente, é uma profissão em que a greve não é permissível. Porque nós lidamos com uma das maiores dádivas de Deus no ser humano, que é a vida” concluiu.

Ussene Isse pediu paciência aos funcionários, referindo que governo está aberto encontrar soluções conjuntas para resolução o problema.

“Uma greve na saúde é um desastre. Há assuntos que nos dividem, é lógico, é óbvio. Mas nós estamos a trazer os colegas todos para ficarmos unidos sobre aquilo que nos divide. Mas a minha recomendação é o meu pedido aos meus colegas é que vamos discutir o assunto, por um lado, mas não podemos deixar de atender os nossos pacientes. Nós fizemos um juramento. O compromisso é garantir saúde. Então, este é o meu apelo aos colegas: Vamos trabalhar juntos, de forma organizada, de forma estruturada, porque temos que salvar vidas” exortou.

Ainda em Xai-Xai, o titular da pasta de saúde dirigiu a cerimónia central do dia mundial de luta contra a malária. No seu discurso, revelou que o número de casos no país tende a reduzir.

“O relatório mundial da malária de 2024 coloca Moçambique como um dos cinco países da África com mais casos reportados da doença. De acordo com as nossas estatísticas, em 2024 foram registrados cerca de 11,6 milhões de casos de malária contra 13,2 milhões notificados no período de 2022, o que mostra claramente uma redução em 12% dos casos, fruto do trabalho coletivo que estamos a desencadear em conjunto no nosso país.

E o número de mortes provocadas pela doença baixou para 356, Ainda assim, o Executivo diz que a malária continua um problema grave para o país.

“Notamos também com algum agrado a redução de mortes por malária em cerca de 4%. Apesar destes registros, ainda continuamos com a malária como um grande desafio no nosso país, porque como sabem a malária é um dos fatores que pode afetar o desenvolvimento econômico e social no nosso país, por várias razões que foram aqui colocadas, principalmente a taxa de absentismo escolar e laboral e pode diminuir a nossa produtividade. Por isso temos que trabalhar para não termos malária no nosso país” Explicou.

Ussene Isse referiu ainda que o país foi nos últimos três meses “afetado por três ciclones. Estes ciclones também vieram agravar as condições de saneamento do meio, que é um vetor importante para a contribuição no aumento de casos de malária nas nossas comunidades”. 

Como estratégia de controlo, em áreas de alta prevalência o sector vai intervir de forma tridimensional nos próximos tempos.

“A introdução em todo o país das redes mosquiteiras de nova geração e que são mais eficazes. A introdução da quimio prevenção como uma estratégia de luta contra a malária em Moçambique (…) a introdução da vacina contra a malária, que iniciou na província de Zambézia e que este ano será expandida para as restantes províncias do país” concluiu o ministro.

 

O Presidente da República,  Daniel Chapo, emitiu um comunicado à Nação, por  ocasião do Dia Mundial de Luta contra a Malária, assinalado a 25  de Abril. Na sua comunicação, o Chefe de Estado sublinha a importância de uma mobilização  conjunta e sustentada para erradicar esta doença, que continua  a afectar severamente a saúde pública no país.

Este ano, a efeméride assinala-se sob o lema “Malária fora!  Tempo de investir, inovar e renovar os compromissos”, que,  segundo o Chefe de Estado, “chama atenção para a  necessidade de impulsionar o investimento em intervenções  cientificamente comprovadas para salvar mais vidas,  principalmente entre as pessoas mais vulneráveis; a promoção  de estratégias e abordagens inovadoras para superar os  obstáculos actuais na luta contra a doença; o envolvimento  activo de todos na implementação de estratégias de prevenção,  respeitando o contexto local; e o nosso compromisso de criar  todas as condições e ambiente necessários para a eliminação  da malária.” 

O Presidente Chapo destacou que, em 2024, foram registados,  em Moçambique, mais de 11,5 milhões de casos de malária,  cerca de 67 mil internamentos e 358 óbitos hospitalares. Apesar  destes números continuarem elevados, representam uma  redução de 12% nos casos, quatro por cento nos  internamentos e um por cento nos óbitos, em relação ao ano  anterior. 

Chapo alertou que a malária continua a ser  uma das principais causas de morbilidade e mortalidade no país,  especialmente entre crianças menores de cinco anos. “É a causa  mais comum de procura de cuidados médicos nas unidades  sanitárias do país, com um impacto negativo tanto no sistema de  saúde como nos outros sectores devido ao absentismo escolar e  laboral e das perdas de vidas humanas”, frisou.

Reconhecendo os progressos alcançados, o estadista reiterou  que “a dinâmica de transmissão da malária ensina-nos que  devemos manter os esforços para preservar os ganhos e acelerar  a redução do peso da doença”. Reafirmou o compromisso do  Governo em continuar a priorizar “a implementação das  intervenções de prevenção, diagnóstico e tratamento, das  medidas para a mudança social e de comportamento, e do  fortalecimento da vigilância, monitoria e avaliação, definidas no  Plano de Governação”. 

Apelando à acção colectiva, o Presidente da República deixou  uma mensagem clara à população: “A luta contra a malária só  poderá ser vencida se trabalharmos juntos e se cada um fizer a  sua parte”. Por conseguinte, incentivou os cidadãos a aderirem  às principais intervenções de prevenção, como a pulverização  intra-domiciliária, a distribuição de redes mosquiteiras, a  quimioprevenção sazonal e perenal e a vacinação. Exortou  ainda à eliminação de charcos e ao cumprimento rigoroso do  tratamento prescrito. 

Por fim, expressou confiança na capacidade nacional de vencer  esta batalha: “Acreditamos que com a implementação de  intervenções de saúde pública alicerçadas na evidência  científica e o reforço das parcerias multilaterais, bilaterais e  público-privadas, conseguiremos alcançar o nosso desiderato de  ver o país livre da malária”.

A urna do Papa Francisco será fechada dentro de alguns minutos e será retirada do interior da basílica e colocada num altar em frente, para a missa que vai acontecer amanhã às 10 horas. O seu túmulo já está pronto e o funeral do Sumo Pontífice irá quebrar uma tradição de mais de 100 anos na igreja católica. 

Será um funeral papal inédito na igreja. Depois de quatro dias aberta, a urna do Papa Francisco será fechada com duas tampas, uma de zinco e outra de madeira, quando forem 20 horas de Roma, para que, na manhã deste sábado, seja colocado num altar diante da basílica de São Pedro para a última missa. 

Está prevista que a cerimônia inicie às 10 horas de Roma, que são 11 de Moçambique. 

“Celebrada pelo decano do Colégio Cardinalício, que é de Giovanni Battista Re. Uma missa que é aberta a todo o mundo, sobretudo, os cardeais do colégio cardinalício, mas também de muitas outras personalidades públicas provenientes  do resto do mundo. No fim da missa, o corpo do Papa será transladado para uma outra basílica, porque, como sabeis, foi desejo do sumo pontífice, que não fosse sepultado na basílica de São Pedro”, explicou o Frei Agostinho Augusto, pároco no Divino Espírito Santo de Laulane. 

Ou seja, Francisco quebra assim uma tradição: será o primeiro papa em mais de 100 anos a ser enterrado fora da basílica de São Pedro. Ele mesmo já tinha justificado o motivo. 

“Como dizia numa última entrevista sua, eu gostaria de ser sepultado no mesmo lugar em que, todas as vezes que eu saí para fora do mundo, eu ia despedir a nossa senhora pedindo para que abençoasse a viagem, e sempre que regressasse ia agradecer a nossa senhora, no mesmo lugar. Portanto, é seu sonho poder passar esses últimos dias, esperando a ressurreição, nos braços da mãe que sempre o acompanhou”, explicou o Frei.  

Santa Maria Maggiore é a quarta maior Basílica de Roma, dista a cerca de 4 km da Basílica de São Pedro. O cortejo fúnebre será feito de carro, mas poderá levar uma hora.

 “É uma zona que está próxima da estação geral de Roma, onde chegam muitos imigrantes. É uma zona muito populosa, cheia de pessoas provenientes da China e do Bangladesh. Portanto, a escolha do lugar tem em linha aquilo que é o projecto pontifício, que o Papa tinha, que é olhar para as periferias e para as migrações. Olhar para os desfavorecidos e para os pobres do mundo inteiro”, acrescentou.       

Chegada à Basílica de Santa Maria Maggiore, acompanhado pelo  Conselho Cardinalício, familiares do Papa e outras individualidades da Santa Sé, a urna será colocada num túmulo feito de mármore, com a reprodução da sua cruz peitoral, tudo muito simples. 

“Este túmulo será, como o desejo do Papa, colocado em um caixão só, e não em três  caixões como acontecia (…)  O Papa Francisco decidiu que o seu caixão deveria ser simples, de madeira com um fundo de Zinco. Então, este caixão vai ser descido dentro do túmulo  e, depois, será selado por cima, tal como o Papa desejou. Haverá apenas uma única inscrição, o nome Franciscus, que é Francisco é latim”. 

Papa Francisco será o oitavo papa a ser sepultado nessa basílica, sendo que o último

 Papa Clemente nono foi enterrado em 1666 ou seja, há mais de 350 anos. No domingo o túmulo já poderá ser visitado pelos fiéis. 

O ministro da Defesa Nacional  garante que as Forças de Defesa e Segurança não estão a combater os Naparamas, mas um grupo de malfeitores que aterrorizam as comunidades e que porta armas de fogo. Cristóvão Chume promete acabar com os fenómenos e perseguir os malfeitores até as últimas consequências. 

Depois de libertar a localidade de Sabe, distrito de Morrumbala, das mãos de malfeitores que se intitulam Naparamas, o ministro da Defesa Nacional esclarece as razões desta operação que levou as Forças de Defesa e Segurança ao combate. Segundo Cristóvão Chume, trata-se de um grupo de homens armados e que não têm nada a ver com os Naparamas. 

O ministro da Defesa Nacional falava, esta sexta-feira, à margem da cerimónia de acreditação de novos adidos de Defesa da República da Itália, República Arebe do Egipto e da República da Turquia. 

Os transportadores, que fazem o trajecto Maputo-Matola, paralisaram, na manhã desta quinta-feira, as suas actividades em reivindicação contra as injustiças praticadas na portagem da TRAC. A situação forçou os passageiros a fazerem uma parte do percurso a pé.

De novo, houve confusão na portagem de Maputo. É que os transportadores que fazem as rotas que partem da Matola para a Cidade de Maputo e vice-versa, usando a Portagem de Maputo, gerida pela TRAC, decidiram suspender a actividade em reivindicação contra injustiças praticadas por aquela instituição.

Além de não terem explicação das razões das multas, os transportadores exigem, também, a redução da tarifa, que pagam na Portagem de Maputo.

A cobrança coerciva da tarifa de portagem e a detenção de alguns transportadores foi a outra causa por trás da paralisação de actividades.

Com a paralisação do transporte público, os passageiros desembarcavam cerca 500 metros da Portagem de Maputo e faziam parte do percurso a pé.

A Polícia esteve posicionada ao longo da Estrada Nacional Número Quatro para garantir a ordem e segurança públicas, sensibilizando os transportadores a não obstruir a via.

Dezasseis vidas foram tragicamente perdidas nas praias de Inhambane nos últimos meses, vítimas de afogamentos. As autoridades alertam que muitas destas tragédias poderiam ter sido evitadas, se não fosse a imprudência de quem ignora os avisos colocados em zonas perigosas e impróprias para banhos.

Pessoas atraídas pelas águas quentes e convidativas da província muitas vezes ignoram os avisos colocados pelas autoridades, expondo-se a riscos que poderiam ser evitados. A imprudência tem custado caro, pois nos últimos meses, várias vidas foram perdidas em afogamentos registados em diferentes praias da região.

Para mudar o cenário preocupante, uma iniciativa foi tomada. Agentes da polícia lacustre, membros do corpo de salvação pública e fiscais marítimos participaram num rigoroso treinamento, onde aprenderam técnicas de natação e salvamento, ferramentas cruciais para resgatar banhistas em situações de emergência.

Com o novo grupo devidamente capacitado, espera-se que os agentes actuem com dedicação e responsabilidade, ajudando a evitar novas tragédias e assegurando que os momentos de lazer não se transformem em cenários de dor.

Os agentes treinados estarão posicionados nas principais praias de Inhambane, locais com maior concentração de banhistas.

Cerca de cinco mil alunos das escolas do ensino público serão formados em robótica e inteligência artificial em todo o país, uma iniciativa que visa dotá-los com conhecimentos alinhados aos desafios da actualidade, escreve a Agência de Informação de Moçambique (AIM). 

A formação, que arranca agora com um número de 50 alunos do ensino primário e secundário, inclui, também, formação nas áreas de drones (objectos voadores não tripulados), ciência espacial e experimental, visando estimular a criatividade, imaginação e inovação no seio dos alunos.

O projecto de formação é implementado no Parque de Ciências e Tecnologias de Maluana, numa parceria que junta os governos da Índia, através do seu Alto Comissariado e de Moçambique, através do ministério das Comunicações e Transformação Digital.

“É com grande entusiasmo que anunciamos que, com o apoio continuado do Ministério das Comunicações e Transformação Digital, vamos formar cerca de cinco mil alunos ao final de 2025, abrangendo todas escolas públicas de todo o país”, disse o director executivo da STEMMOZ, Akshay Kumar.

A STEMMOZ é uma instituição focada na capacitação das próximas gerações, nomeadamente nas áreas de desenvolvimento em competências do século XXI e promovendo a criatividade, colaboração e paixão pela aprendizagem.

Por sua vez, o ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, diz que o início deste ciclo de formações marca o embrião de uma revolução que se pretende para o país, sublinhando que a robótica e a inteligência artificial é parte estruturante para a transformação digital e do futuro.

“Esta cerimónia de lançamento de projecto de formação em robótica e STEM [Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática], marca o início um marco significativo para o desenvolvimento do conhecimento técnico científico no nosso país”, disse Muchanga.

Aliás, Muchanga sublinha que Moçambique não pode estar fora da considerada quarta revolução industrial, onde a robótica, a automação e a inteligência artificial, se afiguram como uma das áreas mais promissoras das indústrias e da transformação digital.

“O inclusão desta formação é um sinal inequívoco do nosso compromisso em preparar a futura geração para os desafios e oportunidades do futuro”, disse.

Nesta fase inicial, a formação abrange 50 estudantes, do posto administrativo de Maluana, no distrito da Manhiça.

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