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O País – A verdade como notícia

Moçambique vai participar na Expo 2025, evento a realizar-se em Osaka, no Japão, entre 13 de Abril e 13 de Outubro. A participação do país estará focada na inteligência artificial e robótica.

Durante seis meses, em Osaka, o país vai exibir as suas potencialidades, as quais retratam a diversidade agrária, mineral, cultural e turística. 

“Educação e Trabalho, utilizando a Inteligência Artificial e Robótica” é o lema escolhido por Moçambique, que vai procurar soluções para estimular o uso da inteligência artificial no contexto do desenvolvimento sustentável em curso no país.

“O que se pretende trazer é a eficácia e eficiência dos processos. É a simplificação dos processos, que são muito mais complexos, que podem custar mais dinheiro, esforço humano. Podem custar uma série de ônus, para a nossa perspectiva vivencial, que podem ser simplificados. Por exemplo, Nós temos uma iniciativa, um projecto de um barco robô”, avançou Larsen Vales, curador do Pavilhão. 

A participação de Moçambique no evento é vista também como uma oportunidade para estabelecer parcerias que possam trazer benefícios para a economia nacional.

“Como vantagem de participação na Expo, ia enumerar duas: a oportunidade de promover a imagem do país e suas potencialidades e mobilizar parcerias estratégicas, para catapultar o desenvolvimento sócio-económico do nosso país. Espera-se que esta Expo seja presenciada, temos fios por 28 milhões de visitantes e, a nível mundial, 200 milhões de forma virtual”, Riduan Adamo, Comissário-geral da Expo Moçambique. 

A Confederação das Associações Económicas, CTA, que vai participar da Expo 2025, no Japão,  através de várias iniciativas empresariais, pretende alargar a sua área de actuação.

“Nós, como empresários, podemos aprender onde estão a ir os outros países, podemos fazer parcerias (…) podemos também apresentar Moçambique como oportunidade de investimento estrangeiro. Ainda mais, o Japão sempre foi um investidor em Moçambique, mas através da Expo pode conhecer outras áreas de Moçambique que podem investir, sobretudo, com as necessidades que temos, nas várias áreas da sociedade”, explicou Simone Santi, empresário. 

A participação de Moçambique terá o ponto mais alto no dia 16 de Junho, data escolhida para a máxima projecção da imagem do país

A ministra da Educação e Cultura defende que as notas para admissão aos cursos de ensino superior devem ser positivas. A governante admite que as notas baixas  podem comprometer a qualidade do ensino.

Alguns candidatos ao ensino superior tiveram notas muito baixas, em algumas instituições públicas. Ainda assim, foram admitidos aos cursos de licenciatura. 

A Universidade Lúrio é um dos exemplos, onde um estudante de Administração e  Gestão em Saúde foi admitido com 3.5 valores, e outro ao curso de enfermagem, com 6.4 valores. 

A Ministra da Educação e Cultura reconhece que a situação não é boa. 

“As notas não são boas. Estamos a falar de qualidade do ensino superior, então não é possível que tenhamos um aluno a entrar para o curso de Arquitectura que tenha tido 6,4, ou que vai para as ciências de saúde e tenha tido 6. Quer dizer, nós não estamos a primar pela qualidade. Isso significa que estamos a entrar para uma deficiência. Efectivamente, ao entrar com um nível muito baixo não é possível conseguir acompanhar, aperfeiçoar e desenvolver habilidades que possibilitem operar profissionalmente”, disse a ministra. 

Para mudar o cenário, Samaria Tovela defende que se deve definir a nota mínima de admissão aos cursos de ensino superior, o que vai também garantir a qualidade dos formandos. 

“Certamente quando se adoptou esse princípio não se esperava que a nota mais alta poderia ser negativa.  Vamos ter que sentar com as instituições de ensino superior para uniformizar o princípio. O princípio não deve ser a nota mais alta positiva, como por exemplo 10”. 

A ministra da Educação falava, esta quinta-feira, à margem de uma reunião de validação das qualificações do Ensino Superior. 

“A qualificação das ciências da computação, por exemplo, vai reunir todos os cursos relacionados com  informática,  tais como, Tecnologias de Informação, algumas instituições designavam este curso de Engenharia Informática, outras universidades de Engenharia de Software. O desenho de qualificações vai harmonizar e vai passar a se designar “Ciências da Computação ”.

A ideia é harmonizar as competências dos formandos, ao nível dos países da Comunidade para Desenvolvimento da África Austral, SADC. 

O processo de validação das qualificações poderá, igualmente, contribuir para a redução do número de cursos, do ensino superior.

A primeira-Dama da República, Gueta Chapo, procedeu, hoje, com a entrega de uma residência  a três crianças, uma delas deficiente,  abandonadas pelos pais há um ano,  na localidade de Mungoi, distrito de Mandlakazi, em Gaza. Gueta Chapo entregou ainda diversos materiais escolares a 50 alunos de uma escola local, além de apoio alimentar a uma família que vive em extrema pobreza, e aos idosos do centro de acolhimento à velhice.

A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, destacou, nesta quinta-feira, que a  entrega da residência as três crianças, que vivem em situação de extrema pobreza, reflete o compromisso do seu gabinete em apoiar vários  grupos vulneráveis à escala nacional.

“São três crianças, uma é deficiente visual, que foram abandonadas pelos seus pais. Naquele momento, as crianças estavam doentes, a casa não estava em condições, dormiam no chão, não tinham comida, material escolar,  carinho e amor dos pais. E nós vimos a situação,  juntamos esforços: o gabinete, à comunidade em geral, o governo distrital  e da província, os empresários, e começamos  a obra, e cá está”, disse Chapo. 

A esposa do Presidente da República destacou ainda a importância da família na protecção dos direitos das crianças.

“O que estas crianças precisavam  não era casa, não era comida, não era roupa, mas, sim o consolo, o amor dos pais, sobretudo da mãe, porque quem deu o parto foi a mãe, que sentiu a dor do parto três vezes ( …) e quando encontramos uma mulher que dá parto e abandona os seus filhos porque as chapas estavam furada…” , lamentou.

Durante a visita, Gueta Chapo mencionou outros projectos em curso, como o suporte a idosos e construção de casas, para grupos vulneráveis em todo país, nos próximos anos. A Primeira-Dama também reafirmou seu compromisso com a juventude, destacando esforços para garantir bolsas de estudo e oportunidades de emprego para jovens, especialmente meninas.

Ainda esta quinta-feira, a esposa do Presidente da República vai visitar o centro de apoio a velhice no distrito de Chongoene,  e finaliza sua agenda de trabalho no distrito de Limpopo, com a entrega de insumos agrários aos produtores da baixa de Chicumbane e uma reunião  com mulheres empreendedoras.

O Presidente da República, Daniel Chapo, apelou, esta quinta-feira, durante o comício na província de Nampula, à paz, reconciliação nacional e a união entre Moçambicanos. Chapo convidou a todos moçambicanos a fazerem parte do diálogo nacional, para o alcance da paz. 

Daniel Chapo vai trabalhar na província de Nampula durante dois dias. Esta quinta’feira, primeiro dia da visita, o Chefe do Estado dirigiu um comício, no qual explicou que o objectivo da visita é trabalhar com o povo, para criar um ambiente de paz em Moçambique. 

Daniel Chapo questionou o facto das eleições serem realizadas há mais de 30 anos, mas ainda assim, o processo eleitoral ser sucedido de “confusões”, e convidou a todos os moçambicanos a reflectirem sobre o assunto. 

“A assinatura do acordo com os partidos políticos não é o fim, mas o começo”, vincou o Presidente, acrescentando que as diferenças entre os moçambicanos não devem ser usadas como pretexto para manifestações violentas e actos de vandalismo. 

Chapo condenou a destruição de infra-estruturas públicas, como hospitais e estradas, dizendo que essa acção prejudica os próprios moçambicanos. “Hoje, quando as crianças ficam doentes, é muito difícil ir ao hospital, porque já não há hospital”, lamentou. 

O Chefe do Estado também sensibilizou a comunidade sobre a importância de adoptar medidas de prevenção à cólera, e explicou que “a cólera é uma doença como qualquer outra. É como a COVID, que se espalha de forma rápida”. 

 

Agentes da Polícia da República de Moçambique tentaram impedir   a entrada no Tribunal Judicial da Província de Sofala, de cerca de 100 trabalhadores da empresa Cimentos da Beira, que têm estado nos últimos dois meses, a amotinar-se, todos os dias naquelas instalações para exigir o fim do processo de insolvência.

O processo de insolvência especial da Fábrica de Cimentos da Beira, decretada em Outubro do ano passado, pelo Tribunal Judicial da Província de Sofala,  e com prazo de 90 dias, que expirou em Janeiro passado, está longe de ser encerrado e, neste momento, a empresa está paralisada e os trabalhadores estão há cerca de três meses sem salários. 

Cansados de esperar por uma decisão de quem decretou a insolvência, os trabalhadores têm estado todos os dias amotinados no tribunal para exigir a celeridade do processo. Mas desta vez encontraram uma barreira para aceder às instalações do tribunal. 

Os trabalhadores  emitiram um ofício em finais de Outubro passado a exigir o desbloqueio das contas da empresa a fim de poderem comprar matéria-prima para produção de cimento, pagamento de dívidas e de salários, mas há dois meses que não obtêm resposta. 

Segundo os trabalhadores, o Tribunal disse que o processo do desbloqueio das contas está em curso desde Janeiro passado.

Amainados os ânimos os trabalhadores foram atendidos pelo Juiz presidente do Tribunal Judicial de Sofala, António Charles que, segundo eles, afirmou que  ao trabalhadores interpretaram mal o prazo da insolvência.   

Quatro pessoas morreram na semana passada quando tentavam atravessar o rio Lalaua, em busca de alimentos. A vila de Ribáuè está sem água potável há duas semanas porque a represa onde era feita a captação foi destruída pelo ciclone Jude. Nampula está com muitos distritos isolados da capital provincial.

O ciclone Jude já se foi, mas ainda contam-se histórias dramáticas devido à destruição de estradas e pontes nas principais vias da província de Nampula. A ligação entre os distritos de Ribáuè e Lalaua está cortada porque há duas pontes que foram arrastadas. 

Em entrevista na vila-sede de Ribáuè, o administrador de Lalaua falou das dificuldades que a população está a passar há já duas semanas. A vila municipal de Ribáuè está sem água potável desde a passagem do ciclone.

Só no distrito de Ribáuè, há 11 mil pessoas que foram directamente afectadas pelo ciclone, tendo visto suas casas e culturas destruídas.

As populações mais pobres são as mais expostas aos efeitos dos eventos extremos. Sem nada, a ajuda de empresas, instituições do Estado e organizações não governamentais é preciosa neste momento.

No total são 30 toneladas de produtos alimentares que foram doados por esta empresa de telefonia móvel.

Mais de 250 transportadores semi-colectivos de passageiros paralisam actividades, em Xai-Xai, província de Gaza. O grupo exige a desactivação do posto de fiscalização da pontinha. O Município de Xai-Xai associa a situação à onda de protestos populares. 

A polícia interveio para repor a ordem, o que resultou na morte de um jovem de 25 anos de idade, na baixa do bairro 8. Por conta da situação, a mobilidade em todas as rotas ficou totalmente comprometida, para o desespero dos munícipes. 

Devido a situação, muitas escolas da cidade não tiveram aulas, tal é o caso da Escola Primária Eduardo Mondlane e Secundária de Xai-Xai, onde mais de 450 alunos faltaram às aulas, além de atrasos nas primeiras horas.

Quase todas paragens de Xai-Xai estiveram abarrotadas de pessoas que sequer tinham alternativa para chegar aos seus destinos. Nem mesmo os “my love” podiam circular.

A cidade de Pemba continua com crise de combustíveis. A situação está a provocar enormes prejuízos para a população, que reclama do aumento de preços de transporte de passageiros e de produtos de primeira necessidade.

Quase todas bombas de combustíveis da cidade de Pemba estão fechadas, e nas poucas que continuam abertas, o abastecimento é condicionado e registam-se longas filas de viaturas e de pessoas que procuram encher os seus recipientes. 

Além da população, a crise está a prejudicar a economia da província, que corre o risco de ficar paralisada.

Pouco depois da queda de pontes na Estrada Nacional Número Um, o governo da província garantiu o abastecimento de combustíveis a partir do Porto de Pemba, mas até hoje, a crise continua e solução está ainda longe do fim.

Um grupo de estudantes do Instituto Industrial e Comercial Joaquim Marra, em Chimoio, na província de Manica, amotinou-se defronte à instituição, para exigir os seus certificados, que não são emitidos há oito anos. A instituição reconhece o problema e atribui a culpa à ANEP, entidade responsável pela emissão de certificados do ensino técnico-profissional no país.

Há oito meses que alguns estudantes dizem estar a aguardar pelo documento que lhes confere o grau académico de técnicos profissionais em cursos de electricidade, serralharia mecânica, contabilidade e construção civil, ministrados no Instituto Joaquim Marra, o mais antigo da província de Manica.

“Nós queremos certificados, ou mandaram para a ANEP ou não mandaram. Até então, nós não temos justificação, sempre que perguntamos eles fogem, não há satisfação”, disse  Edmo Luís, um dos estudantes que manifestava. 

Diocleciano Manhangue, também estudante, reclama que já há anos que os estudantes terminam os cursos, mas não recebem os seus certificados. “Outros fizeram licenciatura há três anos, outros há cinco anos, mas quando aproximamos a direcção, eles não dão nenhuma satisfação. Sempre dizem para nós termos paciência”, reclamou.  

Só que a paciência já se esgotou em algumas universidades onde os estudantes apenas submeteram declaração de notas, enquanto aguardam pelos certificados.

“Na minha universidade já estão a me girar, por causa do certificado. Quando concorro para emprego, não tenho certificado. Eu já estou cansada e quero o meu certificado. Porque é nosso direito”, disse Ana Paula, estudante. 

O director do Instituto Joaquim Marra atira a culpa à Autoridade Nacional de Educação Profissional e diz que está a encetar contactos para resolver o problema.

“Como instituição, nós já contactamos a ANEP, para pedirmos a verificação externa e dali os estudantes requererem os certificados. Adianto para dizer que temos um atraso de quatro anos”, disse Feliz Nhacumbe, director da instituição, assegurando que em dois meses, o problema de certificado será ultrapassado na Joaquim Mara.

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