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O País – A verdade como notícia

O Ministro da Saúde, Ussene Isse, inaugurou, na cidade de Xai-Xai, o Laboratório de Saúde Pública de Gaza. Trata-se de uma infra-estrutura moderna, equipada com tecnologia de ponta para executar vários exames, incluindo a cultura, microscopia, serologia e testes moleculares para a caracterização genética de diversos patógenos.

O laboratório servirá de referência na província para o diagnóstico especializado e outras acções de saúde pública, incluindo o treinamento de profissionais de saúde e investigação científica.

Na ocasião, Ussene Isse referiu que a implantação do Laboratório de Saúde Publica de Gaza está enquadrada no processo de descentralização laboratorial para a melhoria e redução do tempo de espera pelo diagnóstico de diversos patógenos, iniciada em 2020.

Com este laboratório, Moçambique tem implantado laboratórios de saúde pública dotados de tecnologia moderna, recurso humanos com capacidade e competência para o diagnóstico de doenças, incluindo a formação e a investigação científica em todas as províncias, incluindo a província e a cidade de Maputo, que contam com os laboratórios centrais do INS em Marracuene.

“Gaza, hoje, junta-se ao grupo de províncias com LSP e, com isso, torna-se auto-suficiente para o diagnóstico de surtos e epidemias, reduzindo, assim, a demora no tempo de resposta de surtos e epidemias, e deixa de depender de Maputo”, explicou.

Segundo o ministro, o LSP de Gaza tem capacidade para testar 600 amostras por turno, e dota a província de elevada capacidade de pesquisa, avaliação da capacidade e qualidade de testagem, formação e apoio técnico, incluindo recursos humanos devidamente preparados.

Os Estados Unidos da América reconsideram viagens para a reserva do Niassa, devido aos últimos  ataques que sugere serem terroristas, próximo a mineradora nairoto. Entretanto, a Embaixada Norte americana no país garante estar a trabalhar com o Governo moçambicano para a garantia de segurança.

Através de uma informação veiculada no site oficial da embaixada norte-americana em Moçambique, o país decidiu emitir alerta aos seus cidadãos residentes e fora de Moçambique, sob o risco de segurança na Reserva Especial do Niassa e zonas fronteiriças com a província de Cabo Delgado, após recentes ataques terroristas.

O Governo dos EUA recebeu informações de que terroristas atacaram aldeias nos limites da Reserva Especial do Niassa, perto de Nairoto, antes de entrarem na reserva e fazerem reféns em um pavilhão de caça particular.  As forças de segurança moçambicanas estão engajadas. Fiquem atentos ao aumento da violência nas fronteiras sudeste e leste da Reserva Especial do Niassa.

Como medidas de proteção, a embaixada norte-americana decidiu tomar algumas medidas, uma delas, reconsiderar viagens ao local e proximidades. Com isto, os norte-americanos decidem depositar confiança na defesa moçambicana, enquanto monitoram a situação. 

A Embaixada dos EUA em Moçambique continua a monitorar a situação e mantém o compromisso de trabalhar com o Governo de Moçambique para combater o extremismo violento.

À margem das solenes cerimónias  fúnebres do Papa Francisco, o Presidente da República, Daniel Chapo, manteve um encontro com o Cardeal Dom Matteo  Zuppi, Arcebispo de Bolonha e Presidente da Conferência Episcopal  Italiana. 

Segundo a Presidência da República, o encontro foi marcado por um ambiente de “profunda cordialidade e  reflexão” e proporcionou uma troca de impressões sobre o legado  inspirador de Papa Francisco, particularmente no seu incansável apelo à construção da paz, ao diálogo entre culturas e religiões, e à defesa  intransigente dos pobres e marginalizados. 

No decurso da audiência, Daniel Chapo destacou o papel  crucial desempenhado pelo Cardeal Matteo Zuppi no processo de  paz em Moçambique. Como membro destacado da Comunidade de  Sant’Egídio, Dom Matteo Zuppi foi uma das figuras centrais na mediação que  resultou na assinatura do Acordo Geral de Paz, em Roma, em 1992,  encerrando um longo conflito armado em Moçambique. 

“Vossa Eminência representa para o povo moçambicano uma  referência viva de esperança, diálogo e reconciliação. O vosso  empenho pessoal, através da Comunidade de Sant’Egídio, foi  fundamental para devolver a paz e abrir caminhos de reconstrução e  desenvolvimento para a nossa Nação”, afirmou Chapo

O Cardeal Zuppi, por sua vez, reiterou o seu carinho por  Moçambique e reafirmou o compromisso da Igreja e da Comunidade  de Sant’Egídio em continuar a apoiar o povo moçambicano nos  desafios actuais, nomeadamente na promoção da educação, da  saúde, do combate à pobreza e na consolidação de uma cultura de  paz. 

Ambos renovaram o desejo de fortalecer os laços de amizade  histórica entre Moçambique e a Santa Sé, sublinhando a importância  do diálogo permanente como instrumento para enfrentar os desafios  contemporâneos e promover sociedades mais justas e solidárias.

O Director Geral da Agência para a Promoção de Investimento, APIEX, diz que a delegação Moçambicana que participou na 65a edição da Feira Internacional de Comércio do Zimbabwe conseguiu firmar algumas parcerias que podem resultar em acordos de negócio nas áreas de agricultura,  mineração e transporte. Gil Biris falava hoje, em Bulawayo, no último dia da feira.

Durante seis dias, 20 empresas moçambicanos marcaram presença na 65a edição da Feira Internacional de Comércio do Zimbabwe, na Cidade comercial e industrial de Bulawayo.

A delegação moçambicana, composta por expositores de Manica, Sofala, Tete e Inhambane expuseram um pouco do que cada província possui, na expectativa de firmar parcerias.

Findo o evento, a Agência para a Promoção de Investimento APIEX, coordenadora da actividade, olha para a participação de Moçambique como frutífera.

O Director Geral da APIEX diz que o país tem muito que aprender com o Zimbabwe na organização de Feiras de Negócios.

Moçambique termina a viagem com olhos postos na XX edição da FACIM. 

A Nunciatura Apostólica de Moçambique e a Arquidiocese de Maputo realizaram, ontem, uma missa de oração e homenagem ao Papa Francisco. Em nome do Presidente da República, Eduardo Mulémbwè descreve o Santo Padre como um incansável defensor da dignidade humana. E a igreja diz que os valores do Sumo Pontífice continuam no coração dos fiéis. 

Do lado exterior da Sé Catedral de Maputo, há uma luz que brilha na noite de homenagem ao Papa Francisco, o Santo Padre.

Logo à entrada da emblemática capela da Igreja Católica na Cidade de Maputo, os fiéis preenchem com seu próprio punho o livro de condolências pelo Sumo Pontífice, que partiu deste mundo para eternidade-

Porque para os católicos, ninguém morre, mas todos entram na vida, é com cânticos e louvores que se celebra a passagem do Papa Francisco pelo mundo.

E isto foi feito num culto de homenagem ao Santo Padre, organizado pela Nunciatura Apostólica de Moçambique e Arquidiocese de Maputo…

Além de milhares de crentes católicos que lotaram a Sé Catedral de Maputo, houve a presença de várias personalidades, com destaque para os antigos Chefes de Estado, representantes de órgãos de soberania, corpo diplomático, confissões religiosas entre outros. 

O Presidente da República esteve representado na cerimónia por Eduardo Mulémbwè, ministro na Presidência para Assuntos Parlamentares, Autárquicos e das Assembleias Provinciais. 

Em nome do Chefe do Estado, Mulémbwè diz que Moçambique junta-se ao mundo para homenagear um incansável defensor da dignidade humana. 

A simplicidade e dedicação aos mais vulneráveis estão entre as outras qualidades enaltecidas pelo representante de Daniel Chapo na noite de oração pelo Santo Padre. 

A Arquidiocese de Maputo recorda que a Sé Catedral acolheu o Santo Padre aquando da sua visita a Moçambique e as mensagens por si deixadas ainda ecoam no coração de cada crente. 

Mas tudo isto não termina por aqui. 

A missa de homenagem ao Papa Francisco foi marcada por momentos de comunhão, ofertório e acção de graças.

O Presidente da República, Daniel Chapo, participou, este sábado, nas exéquias do Papa Francisco, realizadas na Praça de São Pedro, no Vaticano, em Roma e destacou o “profundo laço de amizade entre o falecido Pontífice e o povo moçambicano”.

Em declarações à imprensa, o Chefe do Estado salientou a importância de preservar e disseminar os valores de paz, reconciliação e amor ao próximo promovidos pelo Santo Padre.

“O Papa Francisco era amigo de Moçambique. E sendo amigo de Moçambique, não fazia sentido aqui nós não virmos aqui”, afirmou Daniel Chapo e explicou que a sua presença e da delegação nacional na cerimónia solene serviu, também, para “recordar a visita histórica de Francisco a Moçambique, em Setembro de 2019, quando o Papa levou uma mensagem de esperança a um país que se reconstruía após sucessivos desafios políticos e naturais”.

“Porque foi um homem que, ao visitar Moçambique, deixou uma mensagem de paz, de esperança e de reconciliação para o povo moçambicano e, sobretudo, a necessidade de amor ao próximo”, disse.

A cerimónia da Missa das Exéquias teve início às 10 horas locais, seguida do sepultamento do Papa no átrio da Basílica de Santa Maria Maior. Líderes mundiais e milhares de fiéis reuniram-se para prestar a última homenagem ao Sumo Pontífice, cuja partida assinala também o começo do Novendiali, o tradicional período de nove dias de luto e orações em sua memória.

Chapo apelou aos moçambicanos e à comunidade internacional a seguirem o exemplo do Papa Francisco.

“O mais importante, neste momento, é ficarmos com o legado que ele deixou e continuarmos a espalhar esta mensagem de amor ao próximo, de paz no mundo, de reconciliação e, sobretudo, trabalharmos para que o mundo seja melhor do que está hoje”, afirmou.

Além do Presidente da República, marcaram presença a Primeira-Dama, Gueta Chapo, e o ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosas, Mateus Saize.

O Ministro dos Transportes e Logística inaugurou, este sábado, na Estação Central dos Caminhos de Ferro, três novas locomotivas de transporte de passageiros. João Matlombe diz que a iniciativa visa flexibilizar o transporte ferroviário.

O momento marca a inauguração de 3 novas locomotivas de transporte ferroviário de passageiros.  São meios que serão usados para reforçar  a resposta na procura de transporte, na região do grande Maputo, e para as viagens de longo curso, com destino a  Chicualacuala e Chokwé.   

Com a aquisição das locomotivas a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique quer aumentar a média de 24 mil passageiros  diários para 26.500.  

Para a aquisição das locomotivas foi investido o valor de 422.4 milhões de meticais. O ministro dos Transportes e Logística apela à melhor preservação dos meios.  As três locomotivas inauguradas fazem parte de um lote de 15, que serão disponibilizadas para flexibilizar o transporte ferroviário. 

Em sua homilia, o purpurado sublinhou que durante o seu Pontificado, o Papa Francisco estabeleceu “um contacto direto com cada pessoa e com as populações, desejoso de ser próximo a todos, com uma atenção especial às pessoas em dificuldade, gastando-se sem medida, em particular pelos últimos da terra, os marginalizados. Foi também um Papa atento àquilo que de novo estava a surgir na sociedade e àquilo que o Espírito Santo estava a suscitar na Igreja”.

O cardeal Giovanni Battista Re disse ainda que a última imagem do Papa Francisco, “a do último domingo, Solenidade de Páscoa, quando Papa Francisco, apesar dos sérios problemas de saúde, quis conceder a bênção do balcão da Basílica de São Pedro e depois quis descer nesta praça para saudar, do papamóvel aberto, toda a grande multidão reunida aqui para a Missa de Páscoa”.

Re acrescentou que apesar da sua fragilidade, o Papa Francisco escolheu percorrer um caminho de entrega até ao último dia da sua vida terrena. “Seguiu as pegadas do seu Senhor, o bom Pastor, que amou as suas ovelhas até dar a própria vida por elas. E fê-lo com força e serenidade, junto do seu rebanho, a Igreja de Deus”.

Foram a enterrar, na tarde deste sábado, os restos mortais do Papa Francisco. O sepultamento, em cerimónia privada, foi antecedido por uma missa de exéquias conduzida pelo cardeal Giovanni Battista Re. De seguida, houve um cortejo fúnebre por algumas das principais ruas de Roma.

“Nesta majestosa praça de São Pedro, onde o Papa Francisco celebrou tantas vezes a Eucaristia e presidiu a grandes encontros ao longo destes 12 anos, encontramo-nos reunidos em oração à volta dos seus restos mortais com o coração triste, mas sustentados pela certeza da fé, que nos garante que a existência humana não termina no túmulo, mas na casa do Pai, numa vida de felicidade que não terá ocaso”, disse o cardeal Giovanni Battista Re e assim começava a homilia.

Papa Francisco foi recordado como “um Papa no meio do povo, com um coração aberto a todos”.

“Papa Francisco conservou sempre o seu temperamento e a sua forma de orientação pastoral, imprimindo de imediato a marca da sua forte personalidade no governo da Igreja, estabelecendo um contacto direto com cada pessoa e com as populações, desejoso de ser próximo a todos, com uma atenção especial às pessoas em dificuldade, gastando-se sem medida, em particular pelos últimos da terra, os marginalizados. Foi um Papa no meio do povo, com um coração aberto a todos”.

Segundo Giovanni Battista Re, “apesar da sua fragilidade”, nos últimos anos, “e do seu sofrimento”, Papa Francisco escolheu percorrer o “caminho de entrega até ao último dia da sua vida terrena. Seguiu as pegadas do seu Senhor, o bom Pastor, que amou as suas ovelhas até dar a própria vida por elas. E fê-lo com força e serenidade, junto do seu rebanho, a Igreja de Deus”.

Na missa celebrada por 750 bispos e 200 cardeais, o Santo Padre conservou sempre o seu temperamento e a sua forma de orientação pastoral, imprimindo de imediato a marca da sua forte personalidade no governo da Igreja, estabelecendo um contacto direto com cada pessoa e com as populações, desejoso de ser próximo a todos, com uma atenção especial às pessoas em dificuldade, gastando-se sem medida, em particular pelos últimos da terra, os marginalizados, descreveu Giovanni Battista Re.

“Foi um Papa no meio do povo, com um coração aberto a todos. Foi também um Papa atento àquilo que de novo estava a surgir na sociedade e àquilo que o Espírito Santo estava a suscitar na Igreja. Com o vocabulário que lhe era característico e com a sua linguagem rica de imagens e metáforas, procurou sempre iluminar os problemas do nosso tempo com a sabedoria do Evangelho, oferecendo uma resposta à luz da fé e encorajando-nos a viver como cristãos os desafios e as contradições destes anos cheios de mudanças, que ele gostava de descrever como uma mudança de época”.

O Bispo de Roma tinha uma grande espontaneidade e uma maneira informal de se dirigir a todos, mesmo às pessoas afastadas da Igreja. “Dotado de grande calor humano e profundamente sensível aos dramas de hoje, o Papa Francisco partilhou em pleno as angústias, os sofrimentos, as esperanças do nosso tempo e, com uma mensagem capaz de chegar ao coração das pessoas de forma direta e imediata, dedicou-se a confortar e a encorajar. O seu carisma de acolhimento e de escuta, associado a um modo de se comportar que é próprio da sensibilidade dos nossos dias, tocou os corações, procurando despertar energias morais e espirituais”.

E Papa indignou-se, sempre, por conta dos conflitos armados no mundo e de forma recorrente alertou para as consequências.

“Perante o eclodir de tantas guerras nos últimos anos, com horrores desumanos e inúmeras mortes e destruições, o Papa Francisco levantou incessantemente a sua voz implorando a paz e convidando à sensatez, convidando a uma negociação honesta para encontrar soluções possíveis, porque a guerra – dizia ele – é apenas morte de pessoas e destruição de casas, destruição de hospitais e de escolas. A guerra deixa sempre – é uma expressão sua – o mundo pior do que estava: é sempre uma derrota dolorosa e trágica para todos”.

A partir da Praça de São Pedro, onde 160 delegações estrangeiras testemunharam a despedida, milhares acompanharam a última passagem do líder da Igreja Católica para a Basílica de Santa Maria Maior.

O Papa Francisco faleceu no dia 21 de Abril de 2025, aos 88 anos, na Casa Santa Marta, onde residia desde o início de seu pontificado.

Com a sua morte, encerra-se uma era marcada pelo apelo incessante à misericórdia, ao diálogo inter-religioso e à construção de uma sociedade mais justa e fraterna.

 

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