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O País – A verdade como notícia

Na Zambézia, cerca de 3500 famílias vão beneficiar de equipamentos e insumos agrícolas alocados pela Agência do Zambeze, no quadro do reforço da capacidade produtiva da segunda época, num investimento em torno de 53 milhões de Meticais.

Trata-se de tractores e respectivos suplementos, autocombinadas para a colheita de arroz, kit especializado de batata reno e de produção de feno, sistemas de rega, pouco mais de 40 toneladas de sementes diversas, fertilizantes e pesticidas avaliados em cerca de 53 milhões de Meticais disponibilizados pelo Governo, através da Agência do Zambeze.

A iniciativa visa incrementar os níveis de produção, produtividade e disponibilidade de alimentos no mercado nacional, segundo o director da assistência técnica e financeira na Agência do Zambeze, Nelson Rodrigues.

“Temos alguns equipamentos específicos para a cultura de arroz, que é característico aqui, na Zambézia, mas no segmento de investimentos que já estão a ser feitos há dois, três anos, por exemplo, tivemos a oportunidade de entregar uma autocombinada de alta capacidade, portanto, até 900 hectares, com capacidade de colher de 900 hectares numa campanha, para adicionar às oito, totalizando nove, que já tinham sido estabelecidas, aumentando, assim, a capacidade de colheita mecanizada até três mil hectares só nesta província”, disse Rodrigues.

Nelson Rodrigues avançou que os equipamentos e diversos meios visam dinamizar a produção de alguns produtos estratégicos para o desenvolvimento no Vale do Zambeze.

“Adicionalmente às autocombinadas, temos alguns equipamentos específicos, como o kit especializado de batata reno, portanto, colheitadeira e semeadora que não existe ainda na província; temos o kit de produção de feno, temos tractores e os respectivos suplementos”, frisou.

O governador da Zambézia, Pio Matos, defende que os equipamentos e meios agrícolas poderão trazer esperança para o sector agrário, assolado pelos impactos do fenómeno El Niño, que afectou severamente a primeira época da campanha 2024/2025.

“Aos colegas da agricultura, esperamos maior articulação com todos os intervenientes para uma boa gestão de equipamentos e utilização dos insumos. Temos consciência de que, apesar de termos entregado estes insumos e equipamentos, ainda temos prevalência em outros desafios”, destacou o governador da Zambézia.

Rugendo Sousa, agricultor beneficiário dos equipamentos, disse que os mesmos vão ajudar na sua produção, uma vez que “à medida que nós vamos aumentando as nossas áreas de cultivo, principalmente para mim, vou aumentar a área de cultivo de arroz, e depois também terei de atender aos meus membros para o aumento da produção e produtividade”.

Por seu turno, Rogério Pedro, também beneficiário dos equipamentos, diz que muita coisa vai mudar para a comunidade. “O que vai mudar é que agora a nossa forma de produzir já não vai depender só de chuva. Já temos uma motobomba, já recebemos a semente, nós temos uma área de 14 hectares para a produção de hortícolas”, disse.

Refira-se que os meios serão alocados nos distritos de Nicoadala, Mopeia, Luabo, Morrumbala, Derre, Namacurra, Mocuba, Maganja da Costa e Mocubela, onde se espera uma produção de cerca de 4,3 mil toneladas de produtos agrícolas diversos.

A Vulcan Moçambique vai despedir 350 trabalhadores de diversas áreas profissionais. A medida foi comunicada através de uma circular emitida a 14 de Fevereiro, pelo Comité Sindical da mineradora que explora carvão mineral na província de Tete.

A decisão é fundamentada no número 1 do artigo 141, da Lei do Trabalho que determina que “o empregador pode rescindir um ou mais contratos de trabalho, com aviso prévio, desde que essa medida se funde em motivos estruturais, tecnológicos, ou de mercado e se mostre essencial à competitividade, saneamento económico, reorganização administrativa ou produtiva da empresa”.

De acordo com a circular, “o processo de despedimento prevê, numa primeira fase,que sejam abrangidos 350 trabalhadores de diversas categorias profissionais, podendo este número ser ajustado à medida que os trâmites forem formalmente validados pelas autoridades da Administração do Trabalho. Estima-se que, nos próximos dias, 105 trabalhadores venham a ser abrangidos por esta medida”.

A Vulcan Moçambique assegura o pagamento de indemnizações aos trabalhadores com direito para o efeito, conforme o que a Lei do Trabalho prevê.

No distrito de Gondola, em Manica, operadores furtivos estão a invadir cemitérios para a extracção de madeira em toros. Ao todo são seis cemitérios vandalizados só na região de Pumbuto, interior do distrito.

O cemitério Nhacurerua, nas margens do rio Nhamatope, em Pumbuto. Nele jazem restos mortais do régulo local Pumbuto e outros membros da comunidade. Está a ser alvo de madeireiros furtivos.

Aqui não importa o diâmetro da madeira. Deitam abaixo qualquer tamanho, desde que tenha algum valor comercial. Árvores centenárias, que um dia sombreiam lamentos e orações, agora tombam sob motosserras que não distinguem sagrado de lucro.

Filomena João tem enterrados daqui seus familiares. Lamenta a acção dos furtivos que não só estão a roubar madeira, mas também o silêncio – o último direito dos seus ente-queridos.

A Madeira é extraída durante a noite e transportada em touros em camionetas para a cidade de Chimoio onde é comercializada.

Enquanto gravávamos a reportagem, uma equipa da Agência de Controle de Qualidade Ambiental (AQUA) chegou no local. Reconhece que há crimes que não se medem apenas em termos legais, mas em valores morais e espirituais. Invadir cemitérios por madeira é violar as raízes de uma cultura, daí que promete. 

Está restabelecida a ligação rodoviária entre Nampula e Cabo Delgado. Entretanto, a circulação será das seis às 22 horas. A reabilitação da ponte sobre o rio Monapo e a construção do desvio está orçada em 700 milhões de meticais.

O desvio já foi concluído e já se passa no rio Monapo, na Estrada Nacional Número 1, em Namialo. Trata-se de um trabalho de emergência, mas paralelamente estão em curso as obras de reconstrução dos acessos à ponte sobre o rio Monapo.

As embarcações que garatiam a travessia foram substituídas pela caminhada que já é possível fazer, para quem não tem necessidade de apanhar o transporte semi-colectivo de passageiros.

Mas dentro da província de Nampula ainda há distritos com problemas de acesso, devido ao corte de estradas e à destruição de pontes.

Estima-se que as obras na ponte vão levar três meses.

 

Os Naparamas juntaram-se à população afectada pela exploração de grafite de Balama, em Cabo Delgado, para impedir que a operadora volte a reabrir as portas  sem o pagamento de justa indemnização às famílias que ocupavam a área mineira. 

 As barricadas as entrada da TWIGG Exploration and Minigg Limitada, a mineradora que explora grafite no distrito de Balma, foram colocadas pela população afectada pelo projecto em Setembro de 2024, para exigir  justa indemnização pelas  terras ocupadas e despedimentos de trabalhadores sem justa causa, e, agora, os naparamas passaram a controlar a área para evitar uma tentativa de reabertura da mineira antes da solução do problema.

O governador de Cabo Delgado, Valige Tauao, reuniu-se com as comunidades afectadas pelo projecto de exploração de grafite de Balama, com o governo distritos e os representantes para encontrar uma solução pacífica, mas não conseguiu convencer os manifestantes. 

Foi a terceira vez que o Governador de Cabo Delgado tenta sem sucesso convencer as comunidades afectadas pela exploração de grafite de Balama a reabrir a mina que está fechada há quase sete meses, devido a suposta justa indemnização pelas terras ocupadas e por causa do despedimento de trabalhadores sem justa causa.

 

Mais uma loja pertencente a um grupo Sul Africano vai encerrar no dia 1 de Maio próximo. Trata-se da loja de mobiliários Ok, localizada na cidade de Maputo. A direção da loja não avança os reais motivos, e o facto acontece dias depois do encerramento da lojas ShopRite, em Magoanine, e Game, na Matola.

É mais uma loja pertencente a um grupo comercial sul-africano que está prestes a encerrar as portas. Localizada no interior da cidade de Maputo, a loja Ok Mobiliário é referência quando o assunto é aquisição de mobílias para casas e escritórios.

A informação do encerramento do estabelecimento, que serviu os moçambicanos por mais de 20 anos, chega como um estrondo no seio dos clientes.

Com o funcionamento pleno deste empreendimento, várias pessoas já não viam a necessidade de percorrer longas distâncias.

A loja oferecia pagamento em crédito de até 24 meses, um formato suspenso no fim do ano passado, após a vandalização  e saque dos estabelecimentos.

Mesmo com o encerramento da loja no dia 1 de Maio, os clientes com crédito pendente deverão continuar com os pagamentos, mas num outro formato imposto pelo grupo.

Os clientes foram recebendo notificações do encerramento através de mensagens, que informavam o novo modelo de pagamento de crédito, tal como atesta um documento a que a “O País” teve acesso.

“Gostaríamos de informar que a sua loja local Ok Mobiliários será encerrada a partir do dia 1 de Maio de 2025. (…) O cliente continuará a ser responsável pelo pagamento da sua conta de crédito e continuaremos a cobrar os saldos pendentes”, lê-se no documento.

O documento especifica os números de conta que irão receber os valores do crédito pendente. Uma fonte próxima ao grupo disse ao “O País” que todos os clientes já estão devidamente informados.

O documento público avança que as operações irão decorrer sem apólice de seguros.

“Todas as apólices de seguro ligadas à sua conta serão anuladas em 1 de Maio de 2025. Isto significa que deixará de ter seguros de crédito ou seguro contra todos os riscos na sua conta ou nos bens que adquiriu. Todos os prémios de seguro, incluindo no seu custo total de crédito, serão creditados na sua  conta, reduzindo o saldo em dívida”, diz o documento.

A direção máxima gestora das lojas do grupo sul africano não está disponível para quaisquer esclarecimentos, o que deixa pendente a seguinte questão, para onde vão os funcionários da loja prestes a encerrar.

O Ministério da Saúde ainda não contactou os profissionais do sector para evitar a greve marcada para amanhã. O director nacional adjunto de Recursos Humanos da entidade diz que o contacto vai acontecer em breve.

O director nacional adjunto de recursos humanos do Ministério da Saúde que falava no Noite Informativa da STV, explicou as acções para evitar que, caso a greve aconteça, não tenha impacto significativo nos doentes.

De acordo com o Ministério da Saúde, há três de um total de oito pontos do caderno reivindicativo da classe ainda não resolvidos.

Por ainda resolver estão questões de pagamentos diversos, tais como de horas extraordinárias, subsídios de turno e de exclusividade. Para o caso de horas extraordinárias de 2023, o MISAU diz que o pagamento já foi efectuado.

O Ministério da Saúde assume haver problemas de comunicação que têm feito com que os profissionais grevistas anunciem greves recorrentemente.

O Município de Maputo vai remodelar a avenida a 10 de Novembro. Os trabalhos poderão durar seis meses e, segundo o edil, Rasaque Manhique, tem em vista tornar o lugar mais atractivo. 

Os passeios, que durante dias quentes recebem vários munícipes que desfrutam da brisa, poderão ter novo rosto, dentro de seis meses, fruto de um memorando assinado entre o município de Maputo e o Standard Bank. 

Com o acordo, será também melhorada a iluminação e serão montados pontos de reciclagem de lixo. 

O acordo tem a duração de cinco anos, mas os trabalhos de remodelação poderão levar seis meses. 

Sobre as praças públicas, como a 21 de Outubro e a dos Trabalhadores, que  estão com muito capim e lixo, a edilidade diz haver trabalhos em curso para resolver o problema. 

A Primeira-Dama da República, Gueta  Chapo, defendeu ontem, na cidade de Tete, o reforço das  políticas públicas de inclusão financeira como condição essencial  para um desenvolvimento económico sustentável e equitativo. 

Falando durante a abertura da 9ª edição da conferência “Conheça e  Use o Financiamento PME”, a esposa do Presidente da República  reiterou o compromisso do Governo em apoiar mulheres e jovens  empreendedores no acesso a oportunidades de financiamento e  crescimento dos seus negócios. 

Destacando a importância da inclusão, Gueta Chapo frisou que “é  fundamental reconhecer o papel determinante das mulheres e dos  jovens no desenvolvimento económico e social do nosso país”.  Sublinhou ainda que, apesar dos avanços ao longo das últimas 

décadas, persistem desafios significativos no acesso ao financiamento  para a gestão e expansão de negócios liderados por esses grupos. 

A conferência, organizada pelo Instituto para a Promoção das  Pequenas e Médias Empresas (IPEME), é tida como uma plataforma  estratégica para mitigar assimetrias de informação entre as micro,  pequenas e médias empresas (MPMEs) e as instituições financeiras. “A  Conferência „Conheça e Use o Financiamento’ é a resposta que o  governo de Moçambique desenhou para mitigar as simetrias de  informação financeira”, afirmou. 

Gueta Chapo destacou que a edição anterior contou com mais de  200 MPMEs e mais de 100 instituições financeiras, tendo resultado na  divulgação de várias linhas de financiamento que beneficiaram  empreendedores de diversos sectores. “Colocamos um desafio às  micro, pequenas e médias empresas e participantes para esgotarem  as suas dúvidas relativas aos instrumentos a serem apresentados pelas  instituições presentes”, incentivou. 

A Primeira-Dama também apelou à persistência dos empreendedores,  encorajando-os a não desistirem diante das dificuldades. “Persistam,  persistam, persistam sempre, nos vossos sonhos, nos vossos projectos e  nas vossas capacidades. O caminho pode ser longo e muito longo”,  sublinhou, citando exemplos de mulheres que superaram desafios  pessoais e sociais para alcançar sucesso empresarial. 

Na sua intervenção final, reforçou o papel transformador do  empreendedorismo nacional e do apoio à economia inclusiva:  “Acreditamos firmemente que empoderar as médias e pequenas  empresas é empoderar Moçambique”. Acrescentou que o Gabinete da Primeira-Dama continuará a trabalhar com parceiros públicos e  privados para garantir que ninguém fique para trás. 

O evento reuniu empresários, instituições financeiras, operadores de  telefonia com plataformas de financiamento e representantes de  bolsas de valores, com o objectivo de divulgar produtos e serviços  ajustados às necessidades das MPMEs. A Primeira-Dama concluiu  reafirmando: “Vamos continuar até que um dia Deus abra as portas e  continuemos a caminhar”. 

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